«É preciso salvar a Casa do Passal» [MCV, "Público"]

Share
Posted in educação, Portugal | Leave a comment

Direitos reservados (?)

A primeira imagem é uma “snapshot” do blog “A Civilização do Espectáculo“, de um post com o título “Alguém meteu água no serviço público“, com data de ontem, dia 5.

A segunda imagem é um recorte do jornal “Correio da Manhã” de hoje, dia 6, a páginas tantas. Note-se, à direita, a menção (aviso?) a “Direitos reservados”.

A referência à “cacha” do blog foi-me enviada por Octávio dos Santos, autor do blog Octanas, e a imagem foi publicada no Facebook e reproduzida no Twitter ontem mesmo.

Share
Posted in copyright, Portugal | 1 Comment

Um país de merda

Share
Posted in Uncategorized | 4 Comments

Maria José Nogueira Pinto, 1952-2011

Nada me faltará

por MARIA JOSÉ NOGUEIRA PINTO

Acho que descobri a política – como amor da cidade e do seu bem – em casa. Nasci numa família com convicções políticas, com sentido do amor e do serviço de Deus e da Pátria. O meu Avô, Eduardo Pinto da Cunha, adolescente, foi combatente monárquico e depois emigrado, com a família, por causa disso. O meu Pai, Luís, era um patriota que adorava a África portuguesa e aí passava as férias a visitar os filiados do LAG. A minha Mãe, Maria José, lia-nos a mim e às minhas irmãs a Mensagem de Pessoa, quando eu tinha sete anos. A minha Tia e madrinha, a Tia Mimi, quando a guerra de África começou, ofereceu-se para acompanhar pelos sítios mais recônditos de Angola, em teco-tecos, os jornalistas estrangeiros. Aprendi, desde cedo, o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia.

Aos dezassete anos, no primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitrariamente (mesmo que alternativa) que por qualquer outra coisa. Foi por isso que conheci o Jaime e mudámos as nossas vidas, ficando sempre juntos. Fizemos desde então uma família, com os nossos filhos – o Eduardo, a Catarina, a Teresinha – e com os filhos deles. Há quase quarenta anos.

Procurei, procurámos, sempre viver de acordo com os princípios que tinham a ver com valores ditos tradicionais – Deus e a Pátria -, mas também com a justiça e com a solidariedade em que sempre acreditei e acredito. Tenho tentado deles dar testemunho na vida política e no serviço público. Sem transigências, sem abdicações, sem meter no bolso ideias e convicções.

Convicções que partem de uma fé profunda no amor de Cristo, que sempre nos diz – como repetiu João Paulo II – “não tenhais medo”. Graças a Deus nunca tive medo. Nem das fugas, nem dos exílios, nem da perseguição, nem da incerteza. Nem da vida, nem na morte. Suportei as rodas baixas da fortuna, partilhei a humilhação da diáspora dos portugueses de África, conheci o exílio no Brasil e em Espanha. Aprendi a levar a pátria na sola dos sapatos.

Como no salmo, o Senhor foi sempre o meu pastor e por isso nada me faltou -mesmo quando faltava tudo.

Regressada a Portugal, concluí o meu curso e iniciei uma actividade profissional em que procurei sempre servir o Estado e a comunidade com lealdade e com coerência.

Gostei de trabalhar no serviço público, quer em funções de aconselhamento ou assessoria quer como responsável de grandes organizações. Procurei fazer o melhor pelas instituições e pelos que nelas trabalhavam, cuidando dos que por elas eram assistidos. Nunca critérios do sectarismo político moveram ou influenciaram os meus juízos na escolha de colaboradores ou na sua avaliação.

Combatendo ideias e políticas que considerei erradas ou nocivas para o bem comum, sempre respeitei, como pessoas, os seus defensores por convicção, os meus adversários.

A política activa, partidária, também foi importante para mim. Vivi–a com racionalidade, mas também com emoção e até com paixão. Tentei subordiná-la a valores e crenças superiores. E seguir regras éticas também nos meios. Fui deputada, líder parlamentar e vereadora por Lisboa pelo CDS-PP, e depois eleita por duas vezes deputada independente nas listas do PSD.

Também aqui servi o melhor que soube e pude. Bati- -me por causas cívicas, umas vitoriosas, outras derrotadas, desde a defesa da unidade do país contra regionalismos centrífugos, até à defesa da vida e dos mais fracos entre os fracos. Foi em nome deles e das causas em que acredito que, além do combate político directo na representação popular, intervim com regularidade na televisão, rádio, jornais, como aqui no DN.

Nas fraquezas e limites da condição humana, tentei travar esse bom combate de que fala o apóstolo Paulo. E guardei a Fé.
Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor.

Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará.

Este foi o último artigo publicado por Maria José Nogueira Pinto.

Share
Posted in Uncategorized | Leave a comment

Apocalypse Now

Japan Disaster: Caught On Camera
The world watched in horror on March 11, 2011, as the fourth largest earthquake ever recorded crippled Japan and triggered a massive tsunami that swallowed entire communities, leaving an unprecedented catastrophe in its wake. All the while, amateur videographers, news crews, tourists and countless others were recording the sights and sounds of the unfolding chaos. From the producers of the critically acclaimed special Witness Katrina, NGC presents a powerful look at Japan’s disaster.
blacoutdvdrips

[tradução]
Catástrofe no Japão em vídeo
O mundo assistiu horrorizado, no dia 11 de Março de 2011, à forma como o quarto mais violento terramoto alguma vez registado devastou o Japão e ao maremoto que se lhe seguiu e que engoliu comunidades inteiras, deixando um rasto de catástrofe total e sem precedentes. Equipas de jornalistas, simples turistas ou habitantes das áreas afectadas, muita gente foi registando as imagens e os sons do caos absoluto que se revelava perante os seus olhos. Dos mesmos produtores do muito aclamado documentário “Witness Catrina”, o NGC (National Geographic Channel) apresenta uma perspectiva poderosa sobre esta catástrofe japonesa.
[/tradução]
Nota: além do programa do NGC em 3 partes, esta sequência tem um 4º vídeo, da Sky News, com imagens do “tsunami”.

Share
Posted in Horror | 25 Comments

É Portugal, ninguém leva a mal

httpvp://www.youtube.com/view_play_list?p=3064CF3BE3B26026

Sequência de (17) vídeos da autoria de http://www.youtube.com/user/arkarnareal

Basta deixar a câmara ligada durante o dia. Se chover, os despistes são garantidos

«Rui Real, de 34 anos, gestor de sistemas informáticos, mora há seis anos em frente à chamada “Curva do Feira Nova”, em Braga, onde os desastres se sucedem. “Logo no primeiro dia assisti a um despiste nesta curva” e, “quando há chuva, quase sempre se dão choques ou despistes”, conta este homem que decidiu pôr os filmes dos acidentes na Net (em http://www.youtube.com/user/arkarnareal).»

[Extracto de notícia DN]

Share
Posted in autarquias, crime, Portugal, tráfego | Tagged , , , , | 2 Comments

A educação dos patos-bravos

Na restante região do Tâmega e Sousa os outros concelhos afectados são Paredes com 14 escolas fechadas, Felgueiras com 13 encerramentos. Com menos escolas a fechar, aparecem os concelhos de Amarante, com seis escolas, Lousada com cinco, Baião e Marco de Canaveses ambas com quatro estabelecimentos de ensino do 1º Ciclo Básico encerrados.

António Orlando/ Inês J. Marques, Rádio Clube Penafiel


Talvez haja aqui algum equívoco.

A governamental “reorganização da rede escolar” não surgiu pela necessidade de reduzir custos e optimizar recursos? A ideia não era fechar (para já, “apenas” 701) escolas básicas porque não tinham um mínimo de alunos que justificasse a sua continuação?

Então como se pode compreender que, num mesmo Concelho, se fechem cinco escolas e ao mesmo tempo se construa uma outra, novinha em folha, pela “módica” quantia de 4.122.655 Euros?(ver nota de rodapé)

Será este caso único? Quantas empreitadas semelhantes se poderão ainda encontrar? Bem, para já, e dentro do estrito critério de pesquisa “Construção da Escola Básica”, serão 22; já se retirarmos as aspas e “da”, obteremos (neste momento) 37 resultados, que incluem não apenas construções como remodelações, ampliações, etc. E existem 5 adjudicações com valores superiores a 1 milhão de Euros, o que será talvez um bocadinho exagerado para uma simples Escola Primária, como antigamente se dizia.

Mesmo assim, tudo isto só pode ser mais um dos inúmeros “erros”, mais uns quantos dos incontáveis “lapsos de digitação” que têm assolado, qual praga de gafanhotos de proporções bíblicas, o site oficial dos contratos públicos online, o Base.

Ou então, admitamos semelhante coisa sem pestanejar, e com isto voltamos ao início, há-de haver aqui algum equívoco, algum erro de interpretação ou, em suma, uma tremenda confusão minha.

Pois onde já se viu, em que país, em que Continente, em que planeta, que um laborioso plano de contenção de custos e de optimização de recursos resulte, afinal de contas, em gastos torrenciais e faraónicos?

Alguém iria agora ter a peregrina ideia de fechar escolas em lugares remotos por falta de alunos e construir outras escolas mesmo ao lado porque entretanto aos ditos lugares nasceram criancinhas?

Pode lá ser!

Isto sou eu que já não vou para novo, é o que é.

Nota E enquanto se fecham 5 escolas e se constrói uma nova, no mesmo Concelho de Lousada é construído em simultâneo um “centro escolar”, pelo extraordinário valor de 718.915,72 €; extraordinário porque, pelos vistos, um “centro escolar” fica quase seis vezes barato do que uma única escola básica.

Share
Posted in autarquias, educação, política, Portugal | Tagged , , , , | 1 Comment

Por estas e por outras – www.base.gov.pt

imagem obtida de cache Google; click para aumentar

O grande “hype” inicial foi em princípios do ano passado. Na semana de 10 a 17 de Janeiro de 2009, não deve ter havido um único órgão de comunicação social que tenha ignorado o assunto, a começar por aquilo que mais chamou a atenção geral: uma fotocopiadora por mais de 6,5 milhões de Euros para a Câmara Municipal de Beja.

Esta e outras espantosas “aquisições” espalharam-se rapidamente pela “blogosfera”; já no dia 13 desse mês, a multimilionária engenhoca bejense foi referida, por exemplo, no blog O Insurgente, o qual, por sua vez, referia como fonte um outro blog, com o sugestivo e apropriado nome de “Tirem-me Daqui!“. No dia seguinte, 14, já muitas outras verdadeiras pérolas tinham sido descobertas por diversos bloggers, como a “recuperação de um lago existente” adjudicada a uma empresa de materiais de escritório (no blog Blasfémias), um ligeiro de mercadorias pela módica quantia de 1.236.000,00 (verdadeira pechincha, referida no Apdeites) ou os «600 mil Euros para o vinho e quase 150 mil para reparar uma porta» que o blog Bitaites descobriu.

Um pouco por todo o lado, em blogs às centenas, nos jornais e nos noticiários, foram surgindo vertiginosamente casos cada vez mais escandalosos de gastos faustosos, alguns deles tão absurdos que depressa se começou a suspeitar ou da fiabilidade dos dados ou do algoritmo de pesquisa que permitia obter tão extraordinários resultados. Ora, os dados provinham todos de um site governamental, o BASE, onde se encontram os “ajustes directos” contratados pela Administração Pública, e a pesquisa era efectuada por um “site” externo, tendo o “motor de busca” sido desenvolvido por uma organização independente, a ANSOL.

A iniciativa de criar a rotina de pesquisa surgiu, por parte da ANSOL, porque o site governamental BASE não tinha, naquele tempo, qualquer ferramenta de busca. Como é evidente, a rotina de pesquisa estava correcta, pelo que todas aquelas milionárias adjudicações só poderiam resultar de… erros de digitação!

Bastou, aliás, criar uma rotina de pesquisa Google para comprovar a evidência: uma pesquisa não inventa dados, apenas mostra resultados dos dados pesquisados. A necessidade deste simples exercício de tautologia nunca deveria ter surgido, é claro, mas à época não foram poucas as vozes que levantaram suspeições sobre o rigor das pesquisas e sobre as intenções de quem as fazia.

Continue reading

Share
Posted in autarquias, autoridade, crime, política, Portugal | Tagged , , , , , , , | Leave a comment

Acórdão do Processo Casa Pia

acordao

Este é a versão integral do acórdão do Processo Casa Pia, publicado no Scribd em 16.09.10 por uma utilizadora daquela plataforma de arquivo de documentos.

Share
Posted in crime, Justiça, polícia | Tagged , , | Leave a comment

Tradução diferida

  • É isso que se pretende: é que as pessoas sejam estúpidas e não pensem.
  • Se eu sou contra o acordo ortográfico, é porque sou “fascista”.
  • Todos nós reagimos contra a geração dos nossos pais, mas dos nossos pais também recebemos os valores.
  • O passado interfere no presente.
  • O saber não é transitório.
  • Um aluno pobre pode ser pobre mas não é estúpido.
  • Isto é que é a perfídia desta política de educação.
  • Os professores têm de desobedecer, desobedecer, desobedecer.
  • O que eu quero é que me oiçam e que não façam de mim estúpida.

Maria do Carmo Vieira

Share
Posted in educação, política, Portugal | Tagged , , , | 52 Comments