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Editores pedem reflexão antes de qualquer decisão sobre o Acordo Ortográfico

04 Mai, 2016 – 15:43

A mudança motivada pela actualização da grafia nos manuais escolares “teve custos de muitos milhares de euros”, lembra o porta-voz de uma editora. Se houver recuo, “é todo este trabalho que temos de voltar a fazer”, desabafa.

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O porta-voz da Porto Editora, Paulo Rebelo Gonçalves, defende que “qualquer decisão” em matéria de Acordo Ortográfico (AO) “deve ser devidamente depurada, devidamente reflectida”, de modo a “avaliar quais são as consequências e as vantagens e desvantagens”.

Rebelo Gonçalves não toma uma posição a favor ou contra um recuo na aplicação do AO, um cenário que muitos admitem depois das declarações do Presidente da República, em Moçambique, admitindo que se repense a questão da nova grafia.

“Os editores e o grupo Porto Editora sempre se opuseram ao Acordo Ortográfico”, lembra o responsável editorial, sublinhando que só avançaram nesse sentido quando foram “confrontados com a inevitabilidade da aplicação do acordo, por via da decisão política“.

“Alertamos, repetidamente, para a importância de o AO ser implementado ao mesmo tempo nos outros países”, recorda o porta-voz da Porto Editora, lembrando também que “só quando o ME decidiu impor o AO na edição escolar” é que a sua empresa avançou nesse sentido. “Foi em 2011 e foi um processo que exigiu da nossa parte um esforço tremendo, e não estamos a falar apenas de livros, mas também em conteúdos digitais que são usados nas escolas por professores e alunos.”

Isto teve custos de muitos milhares de euros, que, ainda por cima, não tiveram retorno. Foi tudo a expensas dos editores. Se, de hoje para amanhã, se decidir retroceder, é todo este trabalho que temos de voltar a fazer“, sublinha.

“A nossa responsabilidade é responder às necessidades que se impõem e, quando há uma mudança, isso vai condicionar o nosso trabalho e é óbvio que vamos ter de voltar a fazer as coisas e óbvio que vai ter custos. São ossos do nosso ofício”, remata, Paulo Rebelo Gonçalves, aparentemente conformado.

 

[Rádio Renascença (em Português legítimo), 04.05.16: Editores pedem reflexão antes de qualquer decisão sobre o Acordo Ortográfico – Renascença]

   

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1 Comment

  1. «Isto teve custos de muitos milhares de euros, que, ainda por cima, não tiveram retorno.» Financeiro e não só, apesar das promessas… correcção, das mentiras.

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