Apartado 53

Um blog contra o AO90 e outros detritos

Categoria: cAOs_slides

Caro “telespetador” tuga…

«PROVEDOR DO TELESPETADOR»

RTP – Rádio e Televisão de portugal

 


«Para outras questões, dúvidas ou sugestões contacte o Atendimento ao Telespetador da SIC, que com a maior brevidade possível dará resposta às solicitações ou encaminhará para os respectivos responsáveis.»

Grupo Impresa (SIC)

 


«TVI oferece prémio de 25 mil euros por engano a telespetador»
Grupo Impala


 

Ver índice cAOs

Share

É preciso não “patuar” mesmo “contatando” “de fato” um “ténico”


«Neste momento há pessoas que nos vão contatando»

«não estava disponível para patuar com irregularidades e até ilegalidades»

Jornal “Cidade de Tomar”

 


13 nov. 2014 … ou a pessoa em união de fato com qualquer daqueles ou com progenitor, desde que viva em comunhão de mesa e habitação com o menor;.
dre.pt
25 ago. 2015 º), no sentido de passar a prever que impede a atribuição de direitos ou benefícios, em vida ou por morte, fundados na união de fato, …
dre.pt
18 mar. 2016 … variedade de atividades, é, igualmente, um recurso escasso, pelo que importa garantir de fato a universalidade de fruição do direito à água.
dre.pt

 


 

18 out. 2016 Manuel José Neves (Ténico Superior). 409946545. Anexo. Republicação do Anúncio de procedimento n.º 6472/2016, com ID 409931405.
dre.pt
14 set. 2015 ª posição remuneratória, nível 10 da tabela remuneratória única da carreira de assistente ténico, aprovada pela Portaria n.º 1553-C/2008, …
dre.pt

Ver índice cAOs

Share

O “impato” na “ótica” da LUSA

«não sendo necessária uma especialização em ótica para concorrer»
«iniciativas que contribuem para um impato positivo na economia nacional»

File Format: PDF/Adobe Acrobat
10 mar. 2017 promoção deste tipo de iniciativas que contribuem para um impato positivo na economia nacional. “A MultiOpticas decidiu promover esta …
www.lusa.pt

«Com um menor impato nas atividades promovidas pelo universo associativo»

File Format: PDF/Adobe Acrobat
9 mar. 2017 Com um menor impato nas atividades promovidas pelo universo associativo – 25% – surgem a Gestão do Património ou a intervenção em …
www.lusa.pt
Share

Os “artefatos” do Estado

Anúncio de procedimento n.º 2520/2015

Aquisição de artefatos de betão

“Diário da República” «eletrónico»


Despacho n.º 15432/2014
Diário da República n.º 244/2014, Série II de 2014-12-18

j) Avaliar e informar sobre a utilização de fogo -de -artifício e outros artefatos pirotécnicos;


Ver índice cAOs

Share

Grupo de Trabalho parlamentar para a avaliação do “Impato”

A ILC-AO no Parlamento – notícia

 

O mais curioso neste grupo de trabalho parlamentar é a sua designação: “Avaliação do Impacto da Aplicação do Acordo Ortográfico de 1990“. GTAIAAO, portanto, uma sigla  ligeiramente comprida mas isso é o menos, que se dane a sigla.

Aquilo que verdadeiramente importa é que a designação deste segue a mesma linha da do “grupo de trabalho” anterior sobre o “acordo ortográfico”: Acompanhamento da Aplicação do Acordo Ortográfico (GTAAAO).

A escolha das palavras não é arbitrária, casual ou circunstancial, como bem sabemos; não foi de todo por mero acaso que a designação do GT de 2013 continha a formulação “acompanhamento da aplicação” e é agora ainda mais flagrante a intenção do (altamente capcioso) acrescento “avaliação do impacto”… da aplicação.

Ou seja, sempre a “aplicação” do AO90 — espectacular denotação política do chamado “facto consumado” — e sempre associada, essa “aplicação”, a uma qualquer acção vaga e difusa (“acompanhamento”, “avaliação”) que permita apenas o reforço da intenção única subjacente: fazer passar a ideia da irreversibilidade do AO90, logo, das suas pretensas (e falsas) utilidade, viabilidade e exequibilidade.

O que se pretende é, em suma, chamando os bois pelos nomes, obter um efeito de reflexo condicionado através da táctica da imersão (mergulho) num caldo palavroso que não admita sequer reflexão. Lavagem ao cérebro pura e dura, para designar com ainda maior exactidão esta manada ideológica de bois, eis a tal política do “facto consumado” levada ao extremo. Um extremo de violência mental, por conseguinte, visto haver aqui uma mais do que óbvia tentativa de fazer passar todos os portugueses por tolos, alguns deles por perfeitos imbecis e uns quantos por débeis mentais.

(mais…)

Share

Uma questão de ótica, ou seja, para surdos.


.

Vimax, Optivisão, Fábrica de Óculos

Eduardo Cintra Torres

Jornal de Negócios, 10.05.17

Os reclames da Fábrica de Óculos estão cheios de imagens e de frases. A desatenção à ortografia é notável pelo exagero de erros.

 

Os anúncios de óculos graduados têm uma vantagem e uma dificuldade sobre os outros: o recurso à imagem permite-lhe usar com bom proveito efeitos visuais; mas, ao mesmo tempo, se o observador os vê bem, é porque está bem servido com as lentes que usa no momento da observação.

Um anúncio das lentes progressivas Vimax procurou ultrapassar a dificuldade criando uma ficção no seu anúncio de publicidade fixa e recorrendo a uma celebridade, o actor Andy Garcia. Na imagem, Garcia, do lado direito, sorri olhando directamente o observador por detrás dos seus óculos. Vai na rua. Um homem e uma mulher que passam, um homem que conduz um descapotável e, numa barbearia do lado esquerdo, o barbeiro e o cliente, todos andam ou estão de olhos vendados. Só a criança que vai pela mão da mãe no passeio tem os olhos livres e, sem óculos, sorri ao identificar a celebridade.

O mundo é cego sem lentes progressivas. Os transeuntes e os da barbearia não vêem o que é importante, nomeadamente a celebridade que passa. A minha ignorância desconhece o que são “as ó[p]ticas mais importantes”, mas reproduzo a frase: “Nas ó[p]ticas mais importantes, Andy Garcia escolhe lentes progressivas Vimax.” O slogan “Se escolhe Vimax, escolhe ver” sugere a negativa: se não escolher Vimax, não escolherá ver, mantendo a cegueira como a que se vê na imagem.

As lojas Optivisão optaram por mostrar uma parte do anúncio desfocado, sugerindo ao observador que está a perder parte do que quer ver. Tal como Vimax, recorreram a pessoas conhecidas do público, os apresentadores Sílvia Alberto (RTP) e João Manzarra (SIC). Eles aparecem, cada um no seu anúncio, desfocados dentro duma espécie de enquadramento rectangular, que delimita a celebridade e o que está desfocado. O efeito resulta. A tendência do observador é para olhar para pessoas na publicidade; neste caso, esse poder de atracção inato prolonga-se pela estranheza inicial da desfocagem e porque, ao insistir no olhar, se percebe que se está a olhar para uma cara conhecida. Deste modo, os anúncios conseguem reter a atenção e, eventualmente, convidar à leitura do slogan em cima: “Cuide dos seus olhos e não perca o que quer ver.” A frase aplica-se a tudo o que se quer ver e aos apresentadores e aos programas em que participam e que são referidos nos próprios anúncios, através do logótipo. Nos anúncios de televisão, os reclames têm um desfecho feliz, o de os apresentadores desfocados passarem a focados. Já nos anúncios de imagem fixa, só aparecem desfocados – o que pode ser, paradoxalmente, uma vantagem para quem não aprecia os apresentadores e os seus programas.

Na região de Lisboa e na internet há um anúncio de óculos desfocados sem qualquer sofisticação e sem celebridades. Em si mesmo, o nome da empresa convida a uma publicidade básica: Fábrica de Óculos. O slogan é daqueles que eu aprecio na sua brutalidade: “Atenção. Não se deixe enganar. Esta Fábrica só Existe no Cacém. O resto são imitações.”

Os reclames da Fábrica de Óculos estão cheios de imagens e de frases. A desatenção à ortografia é notável pelo exagero de erros. Alguns deles resultam da confusão gerada em Portugal com a chamada “reforma ortográfica” imposta pelo poder político. Um desses erros é comum às três campanhas aqui referidas: “ótica”, em vez de óptica, que deve ser uma das inovações mais estúpidas do chamado “Acordo Ortográfico”. Tirar o “p” a óptica origina palavras homónimas referentes a dois sentidos diferentes, pois óptico refere-se aos olhos e ótico refere-se aos ouvidos. De forma que apetecia que o anúncio da Fábrica de Óculos, e porque não os outros dois, viesse com um “disclaimer”: “Atenção. Não se deixe enganar pelo ‘Acordo Ortográfico’. Este anúncio é sobre óptica e não sobre ótica. Para tratar dos ouvidos, consulte um otorrinolaringologista.”

[Transcrição integral de “Vimax, Optivisão, Fábrica de Óculos – Eduardo Cintra Torres – Jornal de Negócios“. Texto da autoria de Eduardo Cintra Torres, publicação em 10.05.17. Inseri “links”.]
[Imagem de topo: página principal do “diretório” [sic] de “óticas” [sic] (Portugal). Imagem de rodapé de: conta Twitter da “Fábrica de Óculos”.]

Ver Índice cAOs

Share
João Pedro Graça © 2015 - 2017 Frontier Theme