Apartado 53

Um blog contra o AO90 e outros detritos

Etiqueta: SIC

O que diz Pacheco

Do programa “Quadratura do Círculo”, emitido em 18.05.17 pela SIC Notícias, parece-me aproveitável a parte em que José Pacheco Pereira dá pancada (que não lhe doam as mãos!) no chamado “acordo ortográfico”.

Foi aliás esse mesmo o primeiro tema da tertúlia, se bem que os demais convivas, moderador incluído, se tenham limitado a ou debitar as larachas do costume (Jorge Coelho, pois claro) ou perorar vigorosamente que nim, ah, e tal, eu até acho que coiso mas patati patatá (Lobo Xavier).

Por conseguinte, não se aproveitando mais nada dos 20 minutos iniciais da gravação, transcrevo em baixo — quase na íntegra — apenas o que diz Pacheco.

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«Não vejo necessidade» [Roberta Medina, SICM]

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«Marcelo Rebelo de Sousa voltou a trazer o assunto do novo acordo ortográfico: acha que faz sentido reverter o acordo?»
SIC Mulher, 10.05.16

«Roberta Medina (Rio de Janeiro, 15 de Março de 1978) é uma empresária e produtora de eventos brasileira, residente em Lisboa, Portugal desde 2003. Filha de Roberto Medina, o criador do Rock in Rio, é responsável pela realização do Rock in Rio em Lisboa e Madrid.» [wiki]

Nesta gravação, a brasileira Roberta Medina tenta explicar — apesar da radical estupidez do “lead” — que o AO90 é um disparate total: “não sei nem porque é que isso surgiu; não vejo necessidade; eu investiria em aproximar culturalmente os países“.

Entrementes, dos lados, um jovem e uma jovem (“portugueses e portuguesas”) debitam parvoíces a granel a respeito de um assunto sobre o qual — patentemente — fazem questão de evidenciar a sua (e seu) total ignorância/o.

 

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«A Guerra do “Acordo” Ortográfico: Brasil X Portugal»

A Guerra do “Acordo” Ortográfico | Brasil X Portugal – YouTube

Gravação do programa “Opinião Pública”, da SIC Notícias, no passado dia 4.

O convidado é Nuno Pacheco, Director-Adjunto do jornal “Público”. Com intervenções de espectadores, por telefone, e também com opiniões recolhidas em reportagem e em directo: quase todas (se não todas mesmo) absolutamente contra o AO90. O habitual, portanto. Um muito saudável hábito, para variar.

Vídeo publicado no “YouTube” por Bcleta Kriol, em 10.05.16.

 

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A (treta da) “revisão” do AO90 na SICN


António Vitorino e Pedro Santana Lopes na Edição da Noite

No habitual espaço de comentário, António Vitorino e Pedro Santana Lopes estiveram em estúdio para comentar a visita de Marcelo Rebelo de Sousa a Moçambique, os discursos do 1º de Maio e ainda a possível revisão do acordo ortográfico.

SIC Notícias, 04.05.16

(Ver a partir do minuto 22)

Tópicos:

Santana Lopes faz publicidade a si mesmo e ao “brasileiro”, à “grande potência” brasileira e a outras parvoíces do género, como é seu costume.

António Vitorino diz coisas decentes.

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Sócrates e tutti quanti

Anselmo diz que “acordo foi acto ditatorial de Sócrates”? Sim, pois foi. E de Cavaco. E de Santana, Balsemão, Nabeiro, Soares, Coelho, Costa e tutti quanti.

socrates_cavaco

Jornal-i-logoPresidente da Academia das Ciências diz que acordo foi “acto ditatorial” de Sócrates

Margarida Davim

05/05/2016 15:11

Marcelo reabriu o tema do Acordo Ortográfico e o presidente da Academia das Ciências aproveita para afirmar que a resolução aprovada não tem eficácia jurídica.

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Há cada vez mais desacordo em torno do Acordo Ortográfico. Marcelo reabriu a discussão quando lembrou que o facto de Angola e Moçambique não o terem ratificado abre a porta a que seja re-equacionado. O Governo nem quer ouvir falar nisso. Mas o debate está longe de morrer e o presidente da Academia das Ciências diz mesmo que a resolução que o adoptou em 2010 pode afinal ser nula.“Há juristas na Academia das Ciências que entendem que a resolução da Assembleia da República que determinou a entrada em vigor do Acordo Ortográfico não tem eficácia jurídica”, revela ao i o presidente da Academia das Ciências, Artur Anselmo, lembrando que a lei obrigaria que o órgão a que preside tivesse sido consultado antes. “Somos um órgão de consulta do governo e até hoje nunca fomos ouvidos para nada”, queixa-se.

Marcelo Rebelo de Sousa foi o primeiro a tomar a iniciativa de ouvir a Academia. Artur Anselmo foi a Belém juntamente com os representantes das Academias de História e de Belas Artes e o assunto da nova ortografia esteve em cima da mesa.

Artur Anselmo aproveitou para pôr o Presidente ao corrente do tema, explicando-lhe que na Academia a que preside é dada “liberdade aos académicos” de usar ou não as novas regras ortográficas, porque continua a haver quem entenda que o Acordo não está afinal em vigor.

Marcelo ouviu, sem tomar posição. “A prudência é boa conselheira”, observa o académico. Mas o presidente da Academia das Ciências acha que esta pode ser uma boa altura para relançar o debate. “Nunca é tarde”, sublinha o linguista, que gostaria de ver “respeitadas as ortografias nacionais”, dando margem a formas diferentes de escrever dentro da lusofonia, à semelhança do que acontece nos países anglo-saxónicos “sem que que daí venha mal ao mundo”.

Anselmo espera, por isso, que o governo de António Costa venha resolver o problema iniciado no governo de José Sócrates. “A forma como foi forçada a aplicação do Acordo foi o acto ditatorial”, qualifica Artur Anselmo, que critica o facto de os académicos não terem sido consultados no processo.

Agora, a Academia das Ciências tem tudo preparado para iniciar reuniões com o Executivo e encontrar formas de melhorar um Acordo que tantas vezes induz em erro. “Basta dar o exemplo de legendas ou não se entende a diferença entre ‘para’ do verbo ‘parar’ e ‘para’”, ilustra.

Assunto encerrado

Se em Belém Marcelo continua a dar sinais de querer ver o debate reaberto, em São Bento o tema é dado como fechado. O ministro dos Negócios Estrangeiros Augusto Santos Silva veio dar nota disso mesmo ao lembrar que o Acordo “é uma convenção internacional adoptada pelos países da CPLP” e que Portugal “aguarda serenamente” a conclusão do processo nos países – como Angola e Moçambique – nos quais ainda não vigora.

Ao i, fonte oficial do gabinete do primeiro-ministro dá mesmo o assunto por encerrado: “O número dois do governo falou. Não há nada a acrescentar”.

Depois das declarações que vieram relançar a discussão, em Belém procura-se evitar qualquer declaração que soe a guerra com o governo. “O Presidente da República não é um militante anti-acordo”, sublinha ao i o conselheiro cultural da Presidência, Pedro Mexia, esclarecendo que não haverá por parte de Marcelo qualquer iniciativa sobre um tema que está dentro da esfera de competência do governo.

Mexia, um dos detractores do Acordo Ortográfico de 1991, admite que chega a Belém “muita correspondência” de pessoas que gostariam de reabrir o debate político em torno da nova ortografia. Mas o assessor do Presidente recorda que a bola está do lado do Executivo e frisa que “não há nenhuma iniciativa do Presidente em marcha”.

Ontem, porém, Marcelo, ainda em Moçambique, aproveitava para voltar ao tema. “Nós estamos à espera que Moçambique decida sim ou não ao Acordo Ortográfico. Se decidir que não, mais Angola, é uma oportunidade para repensar essa matéria”, afirmou, lembrando que “o Presidente da República, nos documentos oficiais, tem de seguir o Acordo Ortográfico”, mas admitindo que “o cidadão Marcelo Rebelo de Sousa escrevia tal como escrevem os moçambicanos, que não é de acordo com o Acordo Ortográfico”.

Uma coisa é certa: o tema já voltou à agenda política e foi pela mão de Marcelo – que continua a disponibilizar os seus discursos com a antiga ortografia – que o Acordo voltou a ser notícia.

[Transcrição de: Língua. Presidente da Academia das Ciências diz que acordo foi “ato ditatorial” de Sócrates -“i”. Imagem de topo: SIC Notícias. Autoria (?) Jose Manuel Ribeiro / Reuters. “Links” e destaques adicionados por mim.]

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“Rien ne va plus”

tvi24_logo 09:05 – 08.04.16

Acordo ortográfico: Marcelo pode escrever “como quiser” mas o PR “tem de cumprir a lei”

Linguista Malaca Casteleiro, um dos principais impulsionadores do acordo, rejeita qualquer “fracasso” e defende que “não se deve mexer no que está feito”, depois de o Presidente da República ter escrito um artigo de opinião na antiga grafia.

Ele há coisas do diabo, salvo seja. Estas duas “notícias”, a da TVI24 e a da SICN, enxertadas ambas da cepa torta da “agência Lusa” e publicadas com quatro minutos de intervalo, mas que grande coincidência, servem uma finalidade meramente política. Através dos serviços de intoxicação e de desinformação do Estado, como de costume, Malaca envia um recado claríssimo: a revisão do AO90 será efectuada logo que possível, isto é, de imediato — pode avançar.

SICN_logo09:01 08.04.2016

Malaca Casteleiro rejeita qualquer “fracasso” no Acordo Ortográfico

O linguista Malaca Casteleiro rejeitou hoje qualquer “fracasso” relativamente ao Acordo Ortográfico, de que foi um dos principais impulsionadores, desvalorizou a demora na aplicação e defendeu que “não se deve mexer no que está feito”.

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“Não há aqui nenhum fracasso. Há naturalmente um tempo de implementação do acordo que exige, digamos, percursos diferentes para os diferentes países”, afirmou, em declarações aos jornalistas, à margem da Conferência Internacional sobre Ensino e Aprendizagem de Português como Língua Estrangeira, que decorre na Universidade de Macau entre hoje e sábado.

Neste momento, não se deve mexer no que está feito“, sustentou.

O facto de o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, ter escrito um artigo de opinião no jornal Expresso utilizando a antiga grafia foi interpretado, particularmente, pela corrente que contesta a reforma linguística, como um sinal de esperança relativamente a uma eventual reabertura do debate em torno de uma matéria que continua sem ser consensual.

“Se está em vias de aplicação em todos os países por que é que agora vamos rever, criar mais um empecilho para se conseguir a unificação ortográfica? É contraproducente. Do ponto de vista da política da língua não é conveniente”, observou Malaca Casteleiro.

“O Presidente da República tem todo o direito de escrever como ele quiser como cidadão. Quando é Presidente da República tem de cumprir a lei. E, neste momento, o Acordo Ortográfico constitui lei em Portugal e, portanto, tem de ser aplicada — só isso”, afirmou.

Questionado sobre se voltaria atrás em algum aspecto do Acordo Ortográfico, Malaca Casteleiro respondeu que “pode haver algum aperfeiçoamento”, contudo, “reservaria esse aperfeiçoamento para depois da sua implantação em todos os países de língua portuguesa”.

Mas nem todos os membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) ratificaram o Acordo Ortográfico, subscrito nos anos 1990.

“Esse trabalho está a ser feito”, vincou o especialista, recordando que “já só falta praticamente” Angola e Guiné-Bissau.

Malaca Casteleiro manifestou-se ainda confiante relativamente a uma eventual adopção do Acordo Ortográfico por parte de Macau, uma Região Administrativa Especial da China onde o português constitui uma das duas línguas oficiais pelo menos até 2049.

“Já temos discutido por várias vezes essa questão. Há de lá ir, a questão vai devagar. (…) O acordo vai chegar lá”, observou Malaca Casteleiro, que colabora na elaboração de manuais de ensino do Português como língua estrangeira para aprendentes chineses com uma instituição de ensino superior de Macau que — como enfatizou — “estão conforme o Acordo Ortográfico”.

Lusa

Como é óbvio, e aliás como também é costume, Malaca socorre-se das balelas habituais (“unificação ortográfica”, “já só falta Angola e Guiné-Bissau”, “a corrente que contesta a reforma linguística”, etc.) para fazer passar a mensagem que (agora) interessa, pelos vistos exclusivamente, tanto aos acordistas como a UMA das correntes contestatárias: vamos lá então “rever” esta coisa, a ver se conseguimos que a OUTRA corrente contestatária engula a patranha e se cale de uma vez por todas.

Isto poderá não ter ficado absolutamente claro nas duas primeiras “notícias” mas há uma terceira, precisamente a emitida pelo canal de “informação” do mesmo Estado que paga à e a agência Lusa. E nesta terceira versão, via RTP Notícias, a dita patranha já aparece mais governamentalmente desenvolvida, isto é, com todos os “éfes” e os “érres” do plano de revisão do AO90.

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