Acordo Ortográfico: Prós & Contras

Não ao Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
CONTRA

Petição contra a implementação do acordo ortográfico da língua portuguesa de 1990
CONTRA

Contra o Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
CONTRA

PETIÇÃO À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA EM PROL DE UMA MAIS RÁPIDA IMPLEMENTAÇÃO DO ACORDO ORTOGRÁFICO
PRÓ: 213, em 31.03.08 às 16:48 h.

Post (em 16.04.08) do Apdeites com as gravações do programa Prós&Contras de 14.04.08, sobre o Acordo Ortográfico: LINK.

Página da RTP do programa Prós&Contras: LINK.

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Telemóvel na aula? Ya, meu!

O semanário Expresso tem uma colecção (muito jeitosa) de vídeos sobre este assunto; o telelé ganhou estatuto de ferramenta “pedagógica” indispensável, ao nível dos ténis de marca, do alpinismo na sala de aula (o m.q. trepar para cima das mesas) e das diversas modalidades de lançamento olímpico (atirar teclados pelo ar, por exemplo). Aí vai uma pequena amostra dessas lúdicas actividades, algures no divertido Portugal a fundo, tendo neste caso a feliz contemplada com a filmagem estudantil, muito adequadamente professora de Filosofia, o delicioso pormenor de sorrir para a câmera, enquanto compõe o cabelito.


https://www.youtube.com/watch?v=OPrEXDGI_Pc

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Quem sai aos seus…

CARTAS

GALVÃO DE MELO

Eu, Carlos Galvão de Melo, filho do general Galvão de Melo, venho solicitar a correcção de uma afirmação feita pelo sr. dr. Mário Soares no artigo de opinião publicado no DN de dia 25 de Março. Gostaria, no entanto, de começar por agradecer as palavras proferidas pelo sr. dr. Mário Soares pelo expressar dos sentimentos à família e pelos rasgados elogios ao meu pai. Contudo, não posso deixar passar em claro e de desmentir uma afirmação que é feita no referido artigo e que passo a citar: “(…) Nos idos de 1946, estava então na Granja do Marquês, como oficial da Força Aérea, no início de carreira, teve a coragem de ajudar Palma Inácio, quando este na preparação de uma intentona anti-regime, sabotou os aviões da base (…).”

Como filho e como português, sinto-me ofendido com tal afirmação. O meu pai foi sempre um homem que serviu a sua pátria, que tanto amava, com coragem, justiça e sempre com verdade. Sabotagens deste tipo são atitudes de cobardia e não de coragem. Digno foi sempre o seu comportamento, que, em circunstância alguma, se esconderia, ou escondeu, na prática de actos tão cobardes, como aquele que é mencionado no artigo do sr. dr. Mário Soares. O meu pai foi sempre um homem que dizia o que tinha a dizer com a frontalidade que lhe era reconhecida, como tantas vezes aconteceu no decorrer da sua vida militar e civil.

A afirmação feita pelo sr. dr. Mário Soares é, assim, totalmente infundada, atentatória da memória e do bom-nome, não apenas do meu pai, mas de todos aqueles que um dia serviram e servem Portugal, na Força Aérea.

Como oficial piloto-aviador, o meu pai era incapaz de desonrar os grandes homens que tiveram a honra de servir na Força Aérea portuguesa, bem como aqueles que a servem na actualidade, sendo oficiais, sargentos ou praças, e a quem dirijo os meus agradecimentos pela camaradagem demonstrada e pela forma como sempre o acarinharam e honraram, inclusive no momento da sua morte. Por essa razão, não posso deixar de, em meu nome pessoal e da minha família, agradecer e prestar a minha homenagem à Força Aérea pelas honras que lhe prestaram aquando do seu funeral.

Carlos Galvão de Melo (filho)

Esta carta (link não disponível) foi publicada no Diário de Notícias de hoje, a páginas 6, e refere-se ao artigo da autoria do ex-Presidente da República, Dr. Mário Soares, que se pode ler na íntegra no endereço
http://dn.sapo.pt/2008/03/25/opiniao/uma_personalidade_singular.html.

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Technical English


https://www.youtube.com/watch?v=XsBmV5sjneM

Nos 11 minutos e 38 segundos deste vídeo da Al-Jazeera, aprendemos mais sobre a corrupção em Portugal do que em décadas de contra-informação e encobrimento cúmplice dos nossos media oficiosos.

Não valerá porventura a pena traduzir. Qualquer nível básico de Inglês chegará perfeitamente para entender tudo; até o chamado “Inglês técnico” ou mesmo o Portinglês “tipo” Zezé Camarinha serão suficientes para não perder pitada.

Palavras e expressões-chave: José Sá Fernandes, Bragaparques, Feira Popular, Parque Mayer, construção civil, terrenos, corrupção, suborno, Lisboa, Portugal, atraso, Finlândia.

Via blog Ilhas.

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VHF, TDT e DDT, dizem alguma coisa?

«UHF: 30 anos ligados à corrente.»
Título de notícia da RTP 1 sobre o aniversário de um grupo ligado à chamada “vida artística”.

Incredulidade: 30 anos? Já? Chiça, estou velho.
Perplexidade: 30 anos? Sério? Caramba, e ainda se julgam uns jovenzinhos!
Musicalidade: nenhuma.
Dúvida metódica: 30 anos, aquilo? Ok, e eu com isso?
Dúvida existencial: em vez de ligados à corrente, não deveriam antes estar acorrentados?
Dúvida: aquele gajo que berra que nem uma besta é que é o vocalista?
Outra dúvida: o maior “êxito” dos aniversariantes é “Cavalo de Corrida” ou “Carapau de Corrida”?
Só mais uma dúvida: ou é só Cavalo?

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Mais gasolina: serviço público

«O Mais Gasolina é um directório interactivo de postos de abastecimento de Portugal, com a localização de vários postos, o preço actualizado dos combustíveis e outras informações úteis aos automobilistas.»

1. Localizar postos de abastecimento de combustível, em qualquer ponto do país.
2. Comparar preços por tipo de combustível, numa zona ou a nível nacional.
3. Identificar os postos/fornecedores com os preços mais baixos, em Portugal.

“Apenas” estas três coisas já chegariam (e sobrariam) para considerar o site Mais Gasolina como um verdadeiro serviço público. Mas há mais: pode (e deve) colaborar com o site e com os outros utilizadores, indicando novos postos de abastecimento ou corrigindo os dados existentes, pode também importar mapas e dados para o seu dispositivo de GPS e pode ainda manter-se a par das novidades e comentá-las no blog do site.

Com mapas (Google) interactivos e com directórios organizados, as suas pesquisas por gasolina, gasóleo ou GPL não poderiam estar mais facilitadas… e poupadas.

As diferenças nos preços variam em apenas alguns cêntimos por litro mas, se multiplicar essa diferença pelo número de litros que gasta aos 100 (e se fizer as contas aos milhares de quilómetros que faz por ano, se calhar vai ter uma surpresa), bem pode agradecer ao site Mais Gasolina e aos seus (colegas) utilizadores.

Pronto. Agora que já sabe como poupar uns cobres no “pitróil”, é dar-lhe gás.

Referências: 40.

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26.03.08: mais uma vergonhazita

Portugal, 1 – Manchester United, 2

Quem acreditou nas tangas do seleccionador nacional (brasileiro) e no médico (português) da “nossa” selecção de futebol, que enfie agora o barrete.

Jogaram neste jogo: Moutinho (suplente), Miguel Veloso, Miguel (suplente), Hugo Almeida (suplente) e Nuno Gomes.
Jogaram muito poucochinho neste jogo: Ricardo Carvalho, Fernando Meira e Caneira.
Não jogaram neste jogo: todos os outros, que andaram ali a brincar aos futebóis.
Nunca jogou na vida: Paulo Ferreira.
Lesionados a sério: Simão.
Lesionados a fingir: Cristiano Ronaldo e Nani.
Pior jogador em campo: Ricardo Quaresma (F. C. Porto).
Melhor jogador em campo: Karagounis (ex-Benfica).

Notas:
1. Não é fácil jogar 6 contra 11 (acho que o jogo deveria ter sido interrompido, por haver menos de 8 jogadores numa das equipas), em especial se não há guarda-redes.
2. Começam a notar-se as “vantagens” da nacionalização de jogadores brasileiros, com o beneplácito absolutamente bovino daquele gajo que é presidente da Federação do Pontapé na Chincha (não há que enganar, é aquele que diz com voz extremamente grave as maiores vulgaridades deste mundo) .
3. Scolari: 0 (zero).
4. Mafia do futebol: 20.

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Dá-lhe, Falâncio!


https://www.youtube.com/watch?v=3h1Xyq0i-WE

Tira os adjectivos e ficas com os factos.
Atticus Finch advogado no Alabama, in Não matem a cotovia – Harper Lee.

Vi há semanas uma excelente encenação do Cândido de Voltaire, no Maria Matos, em Lisboa. Uma das personagens, o filósofo germânico dr. Pangloss, que encontrava sempre um aspecto redentor em praticamente tudo (já que este era o melhor dos mundos possível), ao desembarcar na frente ribeirinha de Lisboa no dia do terramoto de 1755, vê tudo destruído e no meio das ruínas a gentalha a pilhar num saque sanguinário. Questionado por Cândido sobre o que era aquilo, responde

“… Isto é o fim do Mundo”.

Pivot

Boa noite, uma professora foi agredida na escola Carolina Michaëlis, no Porto. A cena foi registada em vídeo por um telemóvel e divulgada no YouTube.

(Segue Vídeo 1′ 10″)

Se o incurável optimista Pangloss tivesse visto o vídeo da aula de Francês no 9.º C, só podia ter comentado que era o fim do Mundo. E foi. O vídeo, a boçalidade dos comentários de quem filmou, os ataques selváticos de quem atacou, a birra criminosa da delinquente a quem tiraram o telemóvel, a indiferença da maioria da turma pelo horror do que se estava a passar mostram o malogro do sistema administrado pelo Ministério da Educação.

“Ha ha ha…ha…ha”

“DÁ-ME O TELEMÓVEL!”

Há um caso exemplar no historial governativo socialista onde Maria de Lurdes Rodrigues podia ir buscar inspiração. Em Março de 2001, depois da queda da ponte de Entre-os-Rios, o ministro da tutela anunciou que se demitiria com efeitos imediatos. Foi a maneira consciente de mostrar responsabilidade.

“Sai da frente… sai da frente!”

Por favor, façam-me a justiça de não considerar sequer que estou a fazer comparações. A enorme crise que atravessa o sistema educativo em Portugal e a queda de uma ponte cheia de pessoas em cima, com as consequentes fatalidades, são situações de gravidade específica que não toleram comparações. O que digo é que a decisão de Jorge Coelho de se retirar de funções porque a ponte de Entre-os-Rios era responsabilidade de vários departamentos do seu ministério, é o modelo de comportamento governativo.

“Ó Rui, ó Rui, ó Ruizinho!”

Maria de Lurdes Rodrigues tem um tremendo desastre entre mãos e contribuiu directamente para ele com as suas políticas de desrespeito de toda a classe docente e com o incompreensível arrazoado de privilégios estatutários garantísticos aos discentes, que estão a condenar toda uma geração e a comprometer o futuro de todo um país.

“Ó gorda, ó p (…), sai daí!”

Depois de todos termos, finalmente, visto aquilo que realmente se passa nas nossas escolas, nada pode ficar na mesma. A DREN, que já se devia ter ido embora no escândalo do professor Charrua, tem de sair porque aquela gente obviamente não sabe o que está a fazer. O Conselho Directivo da Carolina Michaëlis tem de ser imediatamente substituído por gente capaz de proibir telemóveis e de impor (não tenham medo da palavra), impor, um ambiente de estudo na escola pública. Reparem que durante o desacato e o linchamento da professora nenhum dos alunos abre a porta da sala de aulas e pede ajuda.

“Sai da frente… sai da frente!”

Isso atesta que já não ocorre aos próprios alunos que haja na escola alguém capaz de impor disciplina e restabelecer a ordem.

“Olha a velha vai cair!”

Por isto a Turma do 9.ºC tem de acabar! Por uma questão de exemplo, os alunos têm de ser dispersos por outras turmas e o 9.º C deve ficar com a sala fechada o resto do ano, numa admoestação clara de que este género de comportamento chegou ao fim. Maria de Lurdes Rodrigues não pode ficar à espera de receber outra vez o apoio do primeiro-ministro. Depois disto, é seu dever sair do cargo. E não é, como diz constantemente, a mais fácil das soluções. É a medida necessária para que haja soluções. A saída da ministra é, viu-se agora, uma questão de segurança nacional. É a mensagem necessária para a comunidade escolar, alunos e professores, entenderem que o relaxe, a desordem e o experimentalismo desenfreado chegaram ao fim. Que não há protecção política que os salve já da incompetência do Ministério, da DREN e de tudo o mais que nestes três anos nos trouxe à vergonhosa situação que o vídeo do YouTube mostrou ao país e ao Mundo. Uma questão mais os sindicatos viram as imagens de um crime a ser cometido em público contra uma professora. Façam o que devem. Façam as devidas queixas-crime contra a aluna agressora e contra quem filmou e usou abusiva e ilegalmente da imagem da professora a ser martirizada. O crime foi visto por todos. O Ministério Público tem competência para mover o adequado processo contra esses alunos. Cumpram o vosso dever sem tibiezas palavrosas. Já não se pode perder mais tempo com disparates.

Mário Crespo escreve no JN, semanalmente, às segundas-feiras

Na minha opinião, os documentos de evidente interesse público – como é o caso – não devem estar sujeitos a quaisquer limitações quanto à sua divulgação. Daí a transcrição integral deste artigo, da autoria do jornalista Mário Crespo, publicado pelo Jornal de Notícias de ontem. Aliás, sempre será mais proveitoso usar uma folha de papel do jornal de ontem utilizando as novas tecnologias, à moderna, do que utilizar essa folha para embrulhar peixe, à antiga, como dantes era costume. Assim, aproveita a todos, menos à peixeira e ao peixe.

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O Público e os “blogues”: um feliz “casamanto”?



O jornal Público, através do serviço Twingly, faz ligação directa aos “blogues” (porque não “belogues”?) que citam… o jornal Público. Isto é uma coisa que se chama, em termos técnicos, detecção de “traque béques”.


O jornal Público tem também, na página principal da edição online, uma caixa de feeds (“fides”, por conseguinte) de alguns blogs nacionais.


O jornal Público – ao contrário de pelo menos alguns dos “belogues” que o citam – não utiliza, pelos vistos, qualquer espécie de revisão ortográfica: nem automática, nem manual, nem mesmo “a olho por cento”. Até na primeira página, em letras garrafais, publica “espélingue misteiques”).

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Qual é a coisa, qual é ela?

Destes seis “videoclips” – que retratam situações de violência na escola -, um é “fabricado”, ou seja, foi montado e encenado; os outros cinco retratam situações reais.

São tudo documentos altamente instrutivos, por assim dizer.

Uma “encarregada de educação” mais despachada atesta valente murraça numa qualquer professora americana. Esta embatuca e fica pensando, lá com os seu botões, quanto lhe irá custar a conta do dentista.

Algures em Bucareste, para compensar as bandalheiras que se vão passando nos “States”, é o prof quem exercita o seu “jab” (aliás, mais do que um); acerta em cheio nas queixadas do aluno. Tóim. Digo, toma e vai buscar.

Já na Coreia (do Sul, presume-se), a coisa parece que é mais cultural. Com uma besta quadrada no papel de professor, a cena é realmente chocante: uma aluna leva murros na cara e na cabeça, com toda a força, a valer e, pelos vistos, não tuge nem muge. Deve ser alguma coisa da tradição local que, sinceramente, desconhecemos.

Ainda nessas terras coreanas, curiosamente numa aulinha dada em Inglês, a páginas tantas desata a tocar um telemóvel; o docente, a modos que mais coriáceo, apossa-se do dito artefacto e espeta com ele no chão (tunga), desfazendo-o em pedaços. Giro, muito giro.

Em notícia de TV americana, temos o depoimento de um outro docente que, não vamos jurar mas apenas suspeitar, se deve ter envolvido em alguma cena de pancadaria com uma das suas alunas. O assunto deve estar por esta altura no Supremo Tribunal lá do sítio, no mínimo. Aquilo foi qualquer coisa por causa de uma fotografia que a moça tinha, do namorado ou isso. Assunto sério, portanto.

Ainda sobra tempo para ver um professor positivamente possesso, sabe-se lá bem porquê, que ordena a um dos alunos que se ponha em pé; como os tempos já não vão para ordens, o discente não apenas se põe em pé como sai porta fora. Neste caso, o “sabe-se lá bem porquê” tem a ver com o Hino Nacional americano, algo a que aqueles alunos (americanos) em geral e o que saiu em particular acham que é fino não ligar pevas.

Enfim, tudo coisas altamente edificantes, como se vê e comprova. O fenómeno é mundial e, disso não nos podemos de forma alguma envergonhar, Portugal está à cabeça das nações mais ou menos evoluídas, não apenas no que diz respeito às novas tecnologias como à bordoada que as mesmas podem ocasionar. Lá nisso, na área da porrada em estabelecimentos de Ensino e quanto às NTI, nós cá não recebemos lições de ninguém. Somos, por conseguinte, um país do primeiro mundo, ou lá o que é. Yupi, portanto. Já não falta cumprir-se Portugal, como dizia o outro pessimista do catano.

Por fim, que o palavreado já vai longo, fica aqui uma singela adivinha, para que os nossos amigos e leitores possam dar algum uso às meninges:

qual destes seis é o vídeo “fabricado”?

Toca a puxar pela sageza, bom povo. Não vale ir à YouTube espreitar, ok?

Bem.

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