Pinch me

Luís Filipe Menezes insulta José Pacheco Pereira, pelos vistos devido aos apêndices capilares deste. Uma coisa inacreditável, em especial para o visado: afinal, parece que o lixo não é um exclusivo “disto dos blogs”. E que a vergonha também não.

Para já não falar da falta de educação, é claro.

Alguém que me diga que isto não é verdade. Alguém que me belisque, se fáxavor. Eu cá, ao menos, garanto, ainda não bebi nada hoje.

Não tem nada a ver com isto, a não ser, talvez, naquilo que diz respeito ao abrangente tema da educação. Mas enfim, alguém deveria dizer (segredar, para não dar muita bandeira) a nosso primeiro-ministro que não se diz, por exemplo, “há dois anos atrás” ou “ele foi um dos que foi”. Segredem-lhe, cochichem-lhe, bichanem-lhe, irra, façam-lhe um desenho: gramática, senhor primeiro-ministro; bom senso, senhor primeiro-ministro; o senhor é primeiro-ministro, senhor primeiro-ministro, não é suposto por conseguinte que fale como um labrego. Veja lá isso. Obrigado.

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Português Técnico

[quote]«Para que possamos todos trabalhar em conjunto, o acordo é fundamental.
Como podemos trabalhar, se um diz ‘actual’ e o outro ‘atual’?»
Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores do Brasil, em Lisboa, em 2 de Novembro de 2007
Comentário: como é que esta luminária chegou a ministro?


que o Acordo Ortográfico deveria ter entrado em vigor! Alguém já deu pela sua falta?
Faltam para o 1.º Centenário do Desacordo Ortográfico (1 de Setembro de 2011).[unquote]
Site de J. Roque dias

João Roque Dias é tradutor técnico e mantém aquele que é talvez o maior repositório sobre o Acordo Ortográfico na Web portuguesa. Uma página onde se pode encontrar tudo sobre a desgraça nada técnica a que alguns chamam, com elegância obstétrica, “aborto ortográfico”.

Bem, tudo, tudo, mas assim mesmo tudo, a bem dizer não estará ali; faltarão porventura algumas das mais famosas bacoradas proferidas pelos defensores do dito A.O. Mas pronto, não se pode pedir o acessório e, convenhamos, para o caso essa espécie de contraditório (e absurdo) não interessa para nada.

Código integralmente copiado e colado. Desculpe lá, colega; é por uma boa causa.

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Do Portugal arguido – IX

Julgamento da queixa de Paulo Pedroso contra autor de blogue adiado “de acordo com orientação do CSM”
31.05.2008, José António Cerejo

António Caldeira é acusado de 49 crimes de difamação por Paulo Pedroso, que pede 150 mil euros de indemnização.

A primeira sessão do julgamento do processo intentado pelo Paulo Pedroso contra António Balbino Caldeira, autor do blogue Do Portugal profundo, foi anteontem adiada pela sexta vez. O despacho da juíza que determinou o adiamento para 9 de Junho diz que a decisão foi tomada “por razões de agenda e de acordo com orientação do CSM”.

(…)

Pedroso tinha apresentado inicialmente apenas três testemunhas relativamente desconhecidas e acrescentou agora mais 18. Entre estas contam-se Ferro Rodrigues, Vieira da Silva, António Costa, Jorge Sampaio, Jaime Gama, José Miguel Júdice, Manuel Alegre, Almeida Santos, Vera Jardim, António Guterres, Mário Soares e José Sócrates.

in jornal Público (link provisório; acessível apenas até às 24 h de hoje)

Links inseridos por Apdeites

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A bola é redonda

a bola do tribunala bola à venda na web

Anda por aí uma grande polémica, a respeito de uma data numa bola de futebol. Se o que lá diz é “014’99” ou se é USA’99.

Evidentemente, digo eu, não há dúvidas de que nenhum americano escreveria uma data em formato diferente de MM/DD/YY (mês, dia, ano); para um português, por exemplo, o mais normal seria que escrevesse DD/MM/YY (dia, mês, ano); porém, em qualquer dos casos, não é muito normal nem faz grande sentido que um dos elementos não tenha dois dígitos, mas apenas um: então, seria 010499. E, mesmo escrita à portuguesa, esta data (se fosse uma data) não precisaria da “plica” (apóstrofo) para nada, para já não referir que – em qualquer formato de data – existem sempre separadores entre os elementos: ou barras, ou hífens ou pontos.

De facto a equipa feminina americana de futebol jogou com a China, naquele Sábado, 20.04.99 e, por acaso, até perdeu esse jogo (2-1) do Algarve Women Soccer Cup, um torneio conhecido em Portugal como Mundialito de Futebol Feminino.

Bolas daquelas é o que mais existe, por aí. Por exemplo, do mesmo ano e da mesma selecção nacional de futebol – Estados Unidos da América, equipa feminina, campeã mundial de 1999 -, há exemplares, todos autografados pelas jogadoras, à venda no E-Bay e no Fansedge, entre outros sítios que as têm expostas.

Estes exemplares referem-se à conquista do Campeonato Mundial de Futebol Feminino desse mesmo ano, mais precisamente a 10 de Julho de 1999, que a equipa americana ganhou. Por coincidência, o adversário da final foi também a R. P. China que, desta vez, perdeu (5-4) no desempate por marcação de pontapés da marca de grande penalidade.

Imagens de notícia do jornal Público e do site da E-Bay.

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Ali e há que tempos

  • Programa: “Aqui e Agora”
  • Tema: “os perigos da Internet”
  • Emissão: SIC, 29.05.08
  • Depoimentos: Miguel Sousa Tavares, José Pacheco Pereira
  • Comentadores: Moita Flores, José Gameiro, Rogério Alves
  • Moderador: (varreu-se-me o nome)
  • Sinopse: a Internet em geral e os blogs em particular são coisas perigosas utilizadas por gente perigosa que demonstra uma perigosa tendência para se manter no anonimato.
  • Palavras e expressões-chave: internet, blog, blogosfera, bloggers, narcisismo, solidão, perigo, devassa, intimidade, crime, calúnia, difamação, anónimo, anonimato, diário, on-line, sedução, vigarices em geral, dá-me o telemóbel já, és parvo todos os dias, és boa com’ó milho, vê lá se queres levar uma cachaporra, vai-te encher de moscas, mas afinal quem é que escreveu esta merda, et cetera e tal.

Esta deverá ter sido porventura uma estreia a nível mundial: o moderador do debate não modera coisa nenhuma, pelo contrário, colabora entusiasticamente no ensaio de pancadaria que os comentadores dão “nisto dos blogs”. Não há ali um único átomo de contraditório: é só porrada mesmo, e da grossa.

Afinal, como se vê pela gravura junta, andava tudo à procura dos males do mundo – e há que tempos, quer dizer, praticamente desde que há mundo – e no fim, vai-se a ver e a solução estava ali mesmo à mão, a coisa não tem nada que saber, o mal, todo o mal, está na Internet em geral e nos blogs em particular. Por conseguinte, para erradicar de vez o dito Mal (com maiúscula e tudo, note-se), é muito fácil, cace-se essa cambada de estupores, processem-se os cabrões, cadeia com eles e mais nada.
Continuar a ler Ali e há que tempos

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Web 3.0

Adenda, em 09.08.07
O APDEITES NÃO RECOMENDA O 000WEBHOST. VEJA AQUI PORQUÊ.

Free Web Hosting Este é um post para se ir fazendo. Quando a esmola é grande, o pobre desconfia. Por isso, pondo-me – o que não é nada difícil, de resto – na pele do desconfiado, há já dois dias que ando a investigar este “host”. E é para continuar. Ainda não descobri grande coisa, mas hei-de encontrar os “rabos de palha”. Mas que raio?! Como é possível que não haja nisto alguma vigarice escondida? Pode lá ser!

Ora, vejamos: um serviço de webhosting profissional a sério… e grátis? Mas assim, mesmo, mesmo, mesmo à séria? Com CPanel, FTP, PHP, SQL, sub-domínios e essas coisas todas, enfim, com tudo e mais alguma coisa que tem um qualquer alojamento de domínio pago?

A descoberta inicial (ou quase), na “blogosfera” portuguesa, é do blog Hora Absurda.

Prós

São 350* Mb de espaço total para armazenamento e 100 Gb de volume de tráfego por mês. Ferramentas de gestão do alojamento, todas as essenciais.

Dá para montar um site de raiz? . Tem um “gerador” de sites, com vários modelos à escolha, com o qual se pode criar todas as páginas de forma intuitiva, sem necessidade de quaisquer conhecimentos de programação; o código é gerado automaticamente pelo programa WebSite Builder, a partir de meras indicações do utilizador. Além disto, há também o Fantastico Autoinstaller, que permite gerar automaticamente uma série de plataformas (WordPress, PHP Website, fórum PHPBB, etc.), o que é equivalente a montar um site inteiro com apenas um “click”.

E um blog, pode-se alojar lá? Pode, claro que sim. Até dá para alojar o WordPress MU (multi-user, com diversos blogs), sem dificuldade nenhuma. E dá também para importar blogs não só da Blogger/Blogspot e da WordPress (em alojamento gratuito ou próprio), como da maioria das outras plataformas de blogs.

Inclusivamente, pode-se alojar ali um domínio já registado (do tipo “http://www.meudominio.com”). Desde um simples blog a um site de vendas completo, passando por múltiplas páginas pessoais, um fórum de discussão, ou tudo isso no mesmo espaço, não há limites.

Ou, melhor, há: se, por hipótese, os 350 Mb de espaço e os 100 Gb de tráfego não forem suficientes, a 000Webhost apresenta um plano de alojamento com um preço altamente concorrencial ou, melhor dizendo, imbatível: USD $4,95/mês (3, 16 €) com espaço para alojamento ilimitado e com tráfego igualmente ilimitado!

Em suma: um plano de alojamento com (quase) todas as características de qualquer outro – e ainda com alguns extras – mas com a “pequena” diferença de ser completamente grátis, sem publicidade (à mostra ou escondida) e sem quaisquer restrições ou cláusulas em letra miudinha; as únicas barreiras ou condições são aquelas que a legislação internacional prevê, em termos de conteúdos, e não diferem minimamente dos termos de utilização comuns à maioria dos “hosts” pagos.

Contras

1. Em algumas horas de utilização e testes, sucedeu por vezes que esta ou aquela página não estava transitoriamente acessível; isto pode ter sido circunstancial, mas é um “pormenor” a analisar com mais vagar.
2. Os servidores estão fisicamente no estrangeiro, pelo que todo o tráfego – para os operadores nacionais – será contabilizado como “internacional”. No entanto, essa localização fora das fronteiras nacionais também poderá ser uma vantagem, nomeadamente em termos jurisdicionais.
3. O endereço de e-mail do domínio, na versão grátis, tem de ser reencaminhado ou processado remotamente. Na versão paga, as contas de e-mail são ilimitadas, como aliás todo o resto.
4. As bases-de-dados são limitadas a duas, dependendo, como é evidente, do espaço total; são ilimitadas na versão paga.
5. Os sub-domínios podem ser 5, no máximo; na versão paga, é claro, não têm limite.
6. Estou chateado. Depois de ter criado o site principal, com duas bases-de-dados, e depois de ter importado para lá todo o conteúdo do blog do Apdeites (WordPress) e do Baforadas (Blogger), já ocupei 4% da minha quota. Ora bolas. Tinha apostado em 5%. Falhei o palpite. Bem, e agora? Como hei-de ocupar os outros 96%?

* A própria publicidade da 000Webhost refere 250 Mb, mas aquilo que está na minha conta é… 350 Mb. E no respectivo preçário são também referidos 350 Mb para o alojamento grátis.

Novidades, em 29.03.08

Está completa a transferência do Sítio do Fumador para o alojamento neste novo host. É ainda necessário afinar alguns links internos e referências a imagens. No resto, é exactamente igual.

O mesmo vale para o Editor online que, no novo endereço, funciona na perfeição.

O Apdeites, incluindo este blog (que passa de WP para WP-MU), está quase todo transferido, mas ainda faltam umas quantas adaptações.

Até agora, não vi um único anúncio da 000WebHost ou qualquer outra espécie de intrusão. Ontem, durante umas horas, aquele sub-domínio esteve inacessível porque – segundo indicação da 000WebHost – o site esteve a ser verificado manualmente: fazem isso com todos os sites que alojam e, se detectarem qualquer conteúdo ilegal (por exemplo, “phishing“), pura e simplesmente apagam esse site ou mesmo a conta do utilizador… seja ele grátis ou pagante. Dizem eles, e, na minha opinião, bem, que para poderem manter alojamentos gratuitos têm de assegurar um mínimo de credibilidade e que, por isso mesmo, apenas podem aceitar conteúdos legais, não abusivos ou intrusivos.

Por definição, uma empresa que exige credibilidade e seriedade é uma empresa credível e séria.

melhor do que o alojamento pago

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Mr. Chimp(anzee) 2008

Andrew Kellet, 23 anos, adora duas coisas na vida: a YouTube e a si próprio. Essas duas paixões levaram-no a colocar on-line diversos videoclips em que surge como argumentista, encenador, realizador, operador de câmera e protagonista: a atestar o depósito, numa bomba de gasolina, e depois a pôr-se a milhas sem pagar; a ultrapassar de largo todos os limites de velocidade e a passar todos os semáforos vermelhos que lhe aparecem pela frente; a consumir drogas a granel, enquanto se ri com imenso gozo; e outras igualmente “giríssimas” brincadeiras e travessuras ligeiramente criminosas.

Essas teoricamente engraçadíssimas peças filmadas estão ainda hoje (e até ver) disponíveis para os apreciadores do género, na muito democrática e “open-minded” YouTube, na conta do utilizador Mr. Chimp 2007.

A moral da história resulta directamente do seu epílogo: Andrew Kellet está agora sob investigação policial e será julgado pelo tribunal de Leeds, Inglaterra, dentro de um mês; até à possível condenação, para já e para sempre, o “jovem” está judicialmente proibido de divulgar imagens ou descrições de comportamentos ilícitos; os vídeos serão removidos da YouTube a qualquer momento.

Além de todos estes prémios, digamos assim, concedidos pelas autoridades inglesas, o mesmo jovem arrecada também uma condecoração, outorgada pela comunidade internacional em peso, constituída por uma medalha de lata e pelo indelével título de “o bandido mais estúpido da História“.

Título merecidíssimo, sem dúvida. Quanto mais não seja, pela lata.

Para fechar com chave de ouro o ramalhete de imbecilidades, parece que o jovem irá contra-atacar os chatos da Polícia e dos tribunais, e assim, alegando que estas manobras “persecutórias” não passam de mero atentado à liberdade de expressão…

Este moço, além de verde, deve ser Verde.

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Anos de Scolaridade

O treinador da selecção nacional de futebol, conhecido especialista em anúncios publicitários, surgiu recentemente com um novo número, no qual faz o favor de partilhar connosco a seguinte reflexão:

_ Às vezes penso: e se eu me dedicasse à vinicultura? Quem me apoiaria?

Pois isto, como soe dizer-se, pôs-me a mim – com efeito – a reflectir. A magicar, digamos, cá com os meus botões.

Olha que realmente! Mas porque raio se deveria o senhor dedicar à vinicultura? E se ele, por exemplo, se dedicasse à pesca, em vez da vinicultura? Nesse caso, quem o apoiaria? Há aqui um que era já, sem pestanejar, e presumo que muitos outros portugueses se não ralassem com tal filantrópico e patriótico apoio; estou mesmo a ver uma data de portugueses a, solicitamente, aprestar-se para lhe enfiar a minhoca no anzol ou mesmo para lhe empatar o dito. Eu até era homem para lhe atirar a cana, com chumbada, e carreto, e tudo, borda fora.

Mas, no fundo, no fundo, aquilo em que este “spot” sinceramente mais me rala é na alegação inicial. Caramba. O homem, às vezes, pensa. Pch.

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Não à Galpada

boicote selectivo à GALP

O alvo poderia perfeitamente ser outro. Porém, a GALP é uma gasolineira nacional, participada pelo Estado português e da qual, por conseguinte, enquanto contribuintes, você e eu somos de alguma forma accionistas.

Ambos sabemos que não existe qualquer motivo objectivo para o preço dos combustíveis em Portugal ser – além de um dos relativamente mais caros do mundo – sensivelmente superior em Portugal àquilo que sucede, por exemplo, em Espanha.

Ambos sabemos também que uma das formas mais “expeditas” de roubar o consumidor/contribuinte é a cartelização* de preços, e de mais a mais quando esta operação de engenharia financeira (ilegal em países tão “fascistas” como os USA ou o Canadá) envolve empresas participadas e afecta todo o tecido produtivo: de uma penada, combinando e inflacionando os preços dos combustíveis – e, por inerência, os de todos os bens de consumo essenciais – as empresas participadas arrecadam lucros fabulosos, por um lado, e o Estado subtrai aos cidadãos (e àquelas empresas) verdadeiras fortunas em impostos, por outro lado, camuflando assim a sua própria inoperância governativa e o descalabro das contas públicas.

Uma das formas de combater a cartelização (preços combinados entre operadores maioritários de um sector económico) é boicotar selectiva e temporariamente um desses operadores. Os prejuízos dessa empresa, rapidamente acumulados, obrigá-la-ão de imediato a baixar unilateralmente os preços que pratica ou a combinar esse abaixamento com as outras empresas do cartel; de uma forma ou de outra, a consequência natural do boicote será – a curto prazo – o recuo dos preços especulativos para níveis verdadeiramente condizentes com as condições do mercado.

Talvez esta iniciativa de boicote à GALP não seja grande ideia; para nós, simples peixinhos, não costuma ser lá muito saudável metermo-nos com tubarões. Talvez suceda que os esqualos das petrolíferas e o polvo do fisco, mais tarde ou mais cedo, contra-ataquem violentamente. Talvez mesmo, a longo prazo, tenhamos de pagar com juros a ousadia de afrontar os mais poderosos dos poderosos.

Mas é isso mesmo que se pretende, com esta campanha: mostrar-lhes que também nós existimos e que, mesmo não passando em conjunto de mero cardume de minúsculas sardinhas, somos ainda assim muitos, imensos, e que somos capazes de fintar bichos grandes, como o mais feroz dos tubarões, ou mesmo grandes matilhas de ridículos carapaus-de-corrida.

Diga não às Galpadas. Não abasteça na GALP.

* Teoricamente, a cartelização é também proibida em Portugal.

Imagem de(?) blog A Barbearia do Sr. Luís.

Ecos da campanha (blogsearch)

Site Mais Gasolina (postos + baratos)

Post sobre o site Mais Gasolina (27.03.08)

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Ó Pátria querida

Não é todos os dias que a gente sente orgulho em ser Português. Há coisas que, realmente, nos fazem sentir grandes, enormes, gigantescos, bons filhos de uma terra boa.

Já me tinham contado, mas só agora tive oportunidade de ver a gravação. Confirma-se: Bárbara Guimarães, uma das mulheres mais bonitas e simpáticas de Portugal, obrigou um tal Ivo Canelas, actor, durante a cerimónia de apresentação dos Globos de Ouro da SIC, a deitar fora a pastilha elástica.

Aquela maldita “chwinga”, o asqueroso artefacto de mastigar com que o dito actor insistia em perdigotar a selecta assistência de tão fino evento, simboliza o que de mais rasca e anti-patriótico existe no chamado “povo” português. O corajoso acto público da apresentadora representa, por seu turno, uma ruptura flagrante com a antiquíssima tendência nacional para a grosseria e para o trogloditismo – e, quiçá, a total erradicação, doravante e concomitantemente, da nacional-badalhoquice em geral.

Louve-se o que há que louvar. Bárbara Guimarães, cá na minha, merece uma homenagem no próximo 10 de Junho: Ordem do Mérito. No mínimo, digo eu.

Ordem do Mérito

Imagem de Inatel.
Ora, cá está. Se o INATEL mereceu, sabe-se lá bem porquê, então nossa Bárbara merece muito mais, pela sua extraordinária coragem e pela sua não menos espantosa elegância. É que o tipo não tugiu nem mugiu; largou a pastilha para um saco de papel e embatucou. Tau.

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