“É fazer as contas”

O que é que nos custa quase 4600 € o litro e não é para beber?Resposta: TINTA DE IMPRESSORA! JÁ TINHA FEITO O CÁ…

Publicado por Luís Mendes em Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2016

 

O que é que nos custa quase 4600 € o litro e não é para beber?

Resposta: TINTA DE IMPRESSORA! JÁ TINHA FEITO O CÁLCULO?

Já nos acostumámos aos roubos de toda a espécie, é o que é…

Há não muito tempo, as impressoras eram caras e barulhentas.

Com as impressoras a jacto de tinta, o mercado doméstico mudou, pois fomos seduzidos pela qualidade, comodidade, velocidade e facilidade dessas novas impressoras.

Aí veio a grande golpada dos fabricantes: oferecer impressoras cada vez mais baratas, e fazer tinteiros cada vez mais caros. Uma HP DJ3845 vendida nas principais lojas por 70 € vem com um conjunto de tinteiros. A reposição dos dois tinteiros (10 ml o preto e 8 ml o de cor), fica à volta de 45 €.

Nos modelos mais baratos, o conjunto de tinteiros pode custar mais do que a própria impressora.

Olhe o absurdo:
Pode acontecer que valha mais trocar a impressora do que fazer a reposição dos tinteiros!
Para piorar, de uns tempos para cá passaram a DIMINUIR a quantidade de tinta (mantendo o preço).

As impressoras HP1410 e 3920 que usam os tinteiros HP 21 e 22, vêm agora com tinteiros só com 5 (cinco) ml de tinta!

Um Cartucho HP, com uns míseros 10ml de tinta custa 19 €. Isto dá 1.9€ por mililitro.
Só para comparação, Champagne Veuve Clicquot City Travelle custa por mililitro 0.43 €.
A Lexmark vende um tinteiro para a linha de impressoras X, o tinteiro 26, com 5,5 ml de tinta de cor por 25 €. Fazendo as contas: 1000ml / 5.5ml = 181 tinteiros x 25 € = 4525 €.

4525 € por um litro de tinta!

Luís Mendes

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Lançamento do livro “Ao Km 32”, de Ana Martins

O lançamento do livro será no dia 2, às 15h no Museu de Arte Nova em Aveiro, e às 18h será apresentado na Corrida de S. Silvestre de Aveiro.

Convite enviado pela autora, o que agradeço.

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A e-bufaria no e-coiso

Mas com isto ninguém se indigna, pois então.

O e-coiso, vulgarmente conhecido como Fakebook, estabeleceu uma espécie de “moral vigente” que consiste, basicamente, em erradicar tudo aquilo que se pareça com heterossexualidade ou que sequer “cheire” a tão pecaminoso comportamento, por estes dias já considerado como algo aberrante.

Ainda a propósito da última vez em que tive “problemas” naquela rede anti-social surge agora a sequela, envolvendo uma pessoa que resolveu solidarizar-se comigo por causa desse mais recente episódio de censura.

Esta é a história do que se passou, contada e “fotografada” pelo próprio.

Primeiro, quando publiquei um “post” no e-coiso dando conta do sucedido com o vídeo de Barry White, este “vizinho” foi lá comentar.

“Por uma questão de solidariedade vou partilhar a música”, diz.  E assim fez, de facto, logo de seguida.

Começou por localizar o vídeo “pecaminoso” no YouTube (Barry White, “Let The Music Play”) e partilhou-o no seu próprio “mural”.

Apenas uns minutos depois os e-pides do e-coiso pura e simplesmente suspenderam-lhe a “conta”.

Quantos minutos depois da “partilha” foi accionada a suspensão, ele não sabe dizer ao certo, é claro, até porque nunca imaginou pudesse ser uma coisa assim tão rápida, mas diz que terão sido talvez uns cinco minutos, mais para menos e não mais para mais.

Evidentemente, reclamou da decisão dos e-pides:

Porém, lá dizia o outro, quem se mete com o PC, leva. E com os e-pides do e-coiso ninguém se safa, como aliás é, por definição, tradição de qualquer mesa censória de qualquer polícia política.

Escusado será dizer que este episódio vem, de novo, confirmar que existem e-pides porque existem e-bufos. Era assim antes da era electrónica, quando a bufaria usava papelinhos e telefonemas para denunciar “inimigos do Estado” ou “comportamentos desviantes”, e continua a ser assim, agora por maioria de razões e com muito maior facilidade nesta nova — e tenebrosa — era de e-mail, e-banking, e-Government, e-snitching (e-bufaria, em Português).

Ou seja, em suma, temos aqui — com “bonecos” e tudo — a demonstração irrefutável daquilo que já sabíamos por impressão, sensação ou instinto, do que toda a gente sabe mas muito poucos ousam verbalizar e muito menos expor publicamente: no e-coiso há e-bufos, e-pides, e-stúpidos a granel.

 

Nota: nas imagens enviadas pelo “vizinho” Miller nota-se perfeitamente que ele é obrigado a utilizar o interface em brasileiro; pois, pudera!, no e-coiso já não existe a versão em Português-padrão.

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Embandeirar em arco-íris

Depois de uma série de suspensões da minha “conta” no Fakebook, algumas das quais por denúncias (anónimas, pois claro) de “pornografia” (como imagens de mulheres com os seios desnudados) e de “homofobia” (como imagens onde aparecem seios de mulheres e não peitorais masculinos), nos últimos dias recebi uma data de “ameaças” do “staff” lá da chafarica.

Textículos deste tipo:

E então apagam-me mais um “post” (“share” de um vídeo musical do YouTube) dizendo isto:

Escrevi aquela resposta de jorro, com alguma raiva, confesso, e carreguei na tecla “enter” (“send”) sem sequer a reler. Daí a estranha grafia da palavra “community”, mas isso agora não interessa nada.

Umas horas depois os bacanos do Fakebook enviam-me esta lindeza de resposta:

«We reviewed your post again and confirmed that it doesn’t follow our Community Standards. We understand that you may not have known about the standards, so we encourage you to learn more about what you can share on Facebook.»

Seios? Mamas? Estes gajos acham que aquela imagem da fulana em “topless” é “pornografia? Ou será por ela estar a fumar (um cigarro, não um charro)?

Fui lá ler (de novo) as/os tais “Community Standards”, na parte que diz respeito a “nudity”.  E então esbarro neste maravilhoso naco de prosa: «We remove photographs of people displaying genitals or focusing in on fully exposed buttocks. We also restrict some images of female breasts if they include the nipple, but our intent is to allow images that are shared for medical or health purposes.»

Não é lindo, hem?

Bom, nesse caso vejamos o que acontece se em vez de mamas (de gaija, pois então) for alguma coisinha que não é de gaija mas que também não é de gajo, que eu cá não aprecio esses números. “Partilhei” logo a seguir um “gif” (animação repetitiva) mostrando um urso:

Esta animação (salvo seja) do urso consta de uma colecção alojada lá no Fakebook, numa página chamada “Marca Um Amigo”, onde pelos vistos há mais vídeos e “animações” dedicadas a macacadas do género com imagens e símbolos… fálicos!

Há uns meses, na mesma rede anti-social, apagaram-me outro post com aquela pintura célebre em que aparece uma mulher nua, deitada de costas, vista a partir dos pés… 

Ou seja, em resumo: anatomicamente falando, no Fakebook é proibido tudo o que for feminino mas não há quaisquer restrições quanto ao outro “género”.

Entendido?

Espero que gostem do vídeo. Foi este mesmo o denunciado por “pornografia”. Pobre Barry White, que até deve estar a dar voltas na tumba!

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Chiu

“I have long held the opinion that the amount of noise that anyone can bear undisturbed stands in inverse proportion to his mental capacity and therefore be regarded as a pretty fair measure of it.”
Arthur_Schopenhauer

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