Dia: 2 de Setembro, 2015

Uma história (muito) mal contada [XI]

roquegameiro3A voz do Povo

Em 17 de Dezembro de 2009 enviámos a primeira “press release” para diversos jornais e estações de rádio. No último editorial desse ano, o jornal “Público” declarava oficialmente a sua rejeição do AO90. Janeiro de 2010 foi o mês de lançamento do “site” da ILC-AO. A 19 de Fevereiro, a iniciativa foi pela primeira vez divulgada por um órgão de comunicação social: rádio “TSF”, entrevista da jornalista Cláudia Arsénio. Em Março, duas outras entrevistas: no dia 1, ao “Rádio Clube Português e, no dia 25, de novo à “TSF”. No dia 8 de Abril teve início a recolha de assinaturas. E apenas 6 dias depois aconteceu a primeira entrevista da iniciativa a um canal de televisão: “SIC Notícias”, no Jornal das 9, então conduzido pelo jornalista Mário Crespo.

Esta última entrevista, que contribuiu decisivamente para o lançamento da ILC-AO, resultou de diligências pessoais de Maria do Carmo Vieira (que me contactou pela primeira vez em 17.02.10), professora, veterana activista da luta contra o “acordo ortográfico”; foi aliás o seu, e muito justamente, até pelo imenso trabalho de divulgação que desenvolveu ao longo de vários anos, o primeiro perfil que publicámos na “galeria” de subscritores, militantes e apoiantes da iniciativa.

Além dos primeiros fundadores, ainda em meios virtuais, houve felizmente quem se apercebesse de que, a haver uma solução para (liquidar) o AO90, ela só poderia passar por uma ILC.

A começar por Gisela Pereira, florista, de Lisboa. Acompanhou desde a primeira hora todo o processo de fundação da ILC e nela colaborou activamente, com imenso e muitíssimo competente trabalho.

A partir de Fevereiro de 2010 e até finais do ano seguinte, foram surgindo muitas outras pessoas que igualmente deixaram nesta luta a sua marca pessoal, indelével, insubstituível.

Em Abril, dia 28, surge Maria José Abranches, uma professora de Lagos que teve ao longo de pelo menos 4 anos uma acção importantíssima, nomeadamente através dos seus textos, de grande rigor e coerência.

A seguir, em 23 de Setembro, aparece Paulo Jorge Assunção, jurista, de Carcavelos. Excelente orador, como mais tarde todos pudemos constatar. Produziu um parecer jurídico sobre a ILC-AO e integrou delegações representativas da iniciativa em diversas ocasiões, nomeadamente no Parlamento.

Já no ano de 2011, a 2 de Fevereiro, junta-se-nos Paulo Costa, de Lisboa, formador de profissão e “blogger” por gosto. Sempre firme neste combate, continua ainda hoje a publicar no seu “blog” excelentes (e cirúrgicos) textos sobre a “cacografia”, denunciando também o cAOs que se vai já instalando por aí.

De seguida, a 20 de Março, recebemos Rui Valente, de Coimbra, técnico de Teatro. Com participação em todas as áreas de actividade do movimento anti-AO, foi o primeiro activista a representar “oficialmente” a Iniciativa.

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