A escola do caos

«Ao longo de 2015 desenvolvemos uma ideia original lançada em finais do ano anterior: o cAOs. Foi uma “moda” que pegou de estaca, pelos vistos, agora toda a gente faz a mesma coisa, em alguns casos até com o símbolo © e tudo, não vá alguém apossar-se aleivosamente de originalidades curiosas. Como sabemos, no virtual “star system” dos consumidores de causas é uma tradição “solidária” parasitar o trabalho alheio para brilhar cada estrelinha mais um bocadinho do que as outras.» [“Uma história (muito) mal contada“]

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«A insegurança ortográfica é um fenómeno que qualquer leigo previu com a introdução do Acordo Ortográfico. E os seus nefastos efeitos também, especialmente no mundo actual pejado de comunicação. Isso ocorreu a toda a gente, menos a quem elaborou e promoveu o acordo. Agora, resta-lhes desvalorizar e assobiar para o lado. Cobardemente.» (Tradutores Contra o Acordo Ortográfico)

 

Não valia a pena ralarem-se com tantas justificações do que afinal é evidente e com tão detalhadas explicações do óbvio. Está visto que o cAOs fez escola, por assim dizer, mas talvez fosse boa ideia — igualmente não muito original, confere — ter algum cuidado com umas coisinhas como, por exemplo, o título:  “Caos ortográfico pós-AO” pode levar algum leigo a pensar que antes do AO também havia caos ortográfico…

Outra coisinha que não me parece lá muito bem é acompanhar cada imagem com um texto, à laia de memória descritiva para explicar às pessoas aquilo que estão a ver; é que, sejamos realistas, há por aí muita gente que não é absolutamente estúpida ou totalmente ignorante e, por conseguinte, a coisa, assim apresentada, presumindo que as pessoas são todas parvas, poderá até tornar-se um bocadinho ofensiva para quem não for parvo de todo.

De resto, tudo bem. Usar bolinhas em vez de destaques ou sublinhados é uma opção estética como outra qualquer.

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4 Comments

  1. A choldra ortográfica do João Roque Dias, desde 2012: https://issuu.com/roquedias/docs/jrd_ao_estado_choldra

  2. Maria Oliveira

    Quem é que mandatou o supra-arreliado J.C. do comentário 1? Mais uns exemplares atentos e lutadores como ele e a I.L.C.”AO90″ teria resultado. Caramba! Afinal, havia tantos e tantas nas trincheiras, mas antes não se tinham organizado… Quanto não vale a sensação de pertença a uma guilda! Provavelmente, até há confraternizações. Essa gente que se “agrupelhou” fartou-se de dar tiros nos pés de todos nós! Todos queriam apenas protagonismo. Toda a gente com dois dedos de testa reconhece os ávidos de aplausos. Já os distinguíamos da gente de bem no tempo do infantário. Os papa-léguas notam-se na distância, uma vez que fazem muita sujidade. Os que vêm a seguir que lhes comam o pó, não é? É um país de heróis, catano!

  3. Olga Rodrigues

    Cara Maria:
    Tocou num ponto sensível e que tem bloqueado a luta contra o AO. De facto a sede de protagonismo de alguns parece estar a destruir tudo à sua volta, até a luta pela causa que dizem defender com tanto afinco. Os proclamados heróis são mais que muitos mas os resultados concretos são a pobreza que se vê. E tem razão, onde estavam esses heróis no tempo da ILC-AO e já agora onde estão eles agora? Que progressos é que já fizeram em relação ao que já se fez anteriormente? É preciso continuar a fazer muitas perguntas para levar a nossa luta a bom porto. E comentários como o da Maria ajudam a colocar as questões certas.

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