Dia: 11 de Junho, 2016

Reforma ortográfica em reportagem especial na Rádio Senado (Brasil)

Uma “reportagem especial” que, oh, grande “surpresa”, não passa de pura propaganda acordista… brasileira. Neste programa fala-se da “reforma ortográfica” como se isso dissesse exclusivamente respeito aos brasileiros e afectasse a “língua portuguesa”, algo  que (presume-se) existe apenas no Brasil. Claro que também há menções a uma coisa vaga chamada “países africanos” e a outra coisa ainda mais vaga que, pelos vistos, dá pelo nome de “Portugal”, mas tais referências são mínimas, colaterais, meras notas de rodapé.

Até o cromo Pimentel, apresentado não como um simples “excêntrico” (digamos assim) mas como uma sumidade em matéria de ortografia, bota faladura nesta “curiosa” peça radiofónica. E não é aquele o único cromo, evidentemente, coleccionado na reportagem. Tinha de ser, lá sacam também do “cromo ruim”, Bechara de sua graça. Há mesmo quem garanta na dita peça que o Senado Brasileiro “pode, sim, fazer qualquer tipo de alteração” ao AO90  porque, pasme-se, “é um Tratado internacional“.

Espantoso.

O Dia da Língua Portuguesa é comemorado nesta sexta-feira, 10 de junho, data da morte do poeta lusitano Luiz Vaz de Camões.  E, para marcar a data, a Rádio Senado apresenta a reportagem especial “Tirando de letra”, com as idas e vindas da reforma ortográfica, que começou a valer no início deste ano. Nos 30 minutos do programa, que vai ao ar nesta sexta-feira (10), às 18h, serão destacadas as principais modificações feitas na grafia da língua portuguesa ao longo de mais de um século.

A reportagem aborda o Acordo Ortográfico de 1990 e os passos que percorreu até o início de sua validade, em 2009. Toca também na dificuldade em se adotar a grafia em todos os países de língua portuguesa e, para isso, ouve linguistas, professores e outros especialistas no tema, além de senadores.

As principais críticas são de que muitas das novas regras acabaram complicando o uso da língua, em vez de simplificar. É o caso do fim do acento diferencial em palavras com a mesma grafia, como para, do verbo parar, e a preposição para. A reforma também acabou com o trema e com acentos em palavras como heroico, ideia, voo e enjoo. E provocou profundas mudanças no uso do hífen, alvo das maiores reclamações.

“Tirando de letra”, que tem produção e reportagem do jornalista Roberto Fragoso, mostra ainda as polêmicas sugestões de mudanças, como a simplificação da escrita com ideias como o fim do uso do ch e a adoção definitiva do x em palavras como chácara e chefe; além da eliminação do h mudo em palavras em torno da reforma de 1990 e das novas propostas.

Source: Reforma ortográfica é tema de reportagem especial na Rádio Senado — Senado Federal – Portal de Notícias

Tirando de Letra: As idas e vindas da Reforma Ortográfica

O Dia da Língua Portuguesa é comemorado em 10 de junho, data da morte do poeta lusitano Luiz Vaz de Camões. E para marcar a data a Rádio Senado apresenta a reportagem especial Tirando de Letra, com as idas e vindas da Reforma Ortográfica, que começou a valer no início deste ano. Nos 30 minutos do programa, são destacadas as principais modificações feitas na grafia da língua portuguesa ao longo de mais de um século.

A reportagem aborda o acordo ortográfico de 1990 e os passos que percorreu até o início de sua validade, em 2009. Toca também na dificuldade em se adotar a grafia em todos os países de língua portuguesa e, para isso, ouve linguistas, professores e outros especialistas no tema, além de senadores.

As principais críticas são de que muitas das novas regras acabaram complicando o uso da língua, em vez de simplificar. É o caso do fim do acento diferencial em palavras com a mesma grafia, como “para”, do verbo parar, e a preposição “para”. A reforma também acabou com o trema e com acentos em palavras com “heroico”, “ideia”, “voo” e “enjoo”. E provocou profundas mudanças no uso do hífen, alvo das maiores reclamações.

“Tirando de letra”, que tem produção e reportagem do jornalista Roberto Fragoso, mostra ainda as polêmicas sugestões de mudanças, como a simplificação da escrita com ideias como o fim do uso do “CH” e a adoção definitiva do “X” em palavras como “chácara” e “chefe”; além da eliminação do “H” mudo em palavras em torno da reforma de 1990 e das novas propostas.

ouvir 1.ª parte
ouvir 2.ª parte

 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Hau la hatene

É preciso fazer muito mais e melhor internamente”, no espaço da Comunidade de Países da Língua Portuguesa (CPLP) e no mundo “para a promoção e internacionalização da língua portuguesa”.

“O ministro recordou os esforços que têm sido e continuam a ser feitos para conseguir um papel mais activo da língua portuguesa em organismos internacionais, tema que marcará uma conferência da CPLP na próxima semana em Díli.”

“A vertente económica da língua é outro aspecto que deve ser reforçado, sublinhou.”

Ler patocoadas deste género faz parte da “missão”, digamos assim, são ossos do ofício. E se o exercício se revela assim tão penoso quando é um qualquer ministro português a abrir a boca, não me custa menos em se tratando de um timorense a deixar sair asneira com tais patranhas acordistas.

Aquela terra deixa marcas em qualquer um, pois claro, como bem sabem todos os que por lá andaram, e não apenas marcas físicas, em sentido literal, como também (ou principalmente) marcas emocionais nos que ali ensinaram Português.

“Internacionalização”? “Vertente económica”? “Organismos internacionais”?

O que tem isso a ver com a Língua Portuguesa? Como é possível andarem agora a papaguear, até em Timor-Leste, as mentiras descabeladas que servem de base ao “acordo ortográfico”?

Hau la hatene. Não entendo. Ou então… hatene. Hatene perfeitamente.

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É “dever patriótico” aprender português em Timor-Leste, diz ministro da Educação

9/6/2016, 9:33
PAULO NOVAIS/LUSA
O ministro da Educação timorense considerou a aprendizagem da língua portuguesa como um “dever patriótico”. O ministro afirmou que o governo deve “democratizar e descentralizar” o ensino da língua.

O ministro da Educação timorense considerou esta quinta-feira um “dever patriótico” aprender português e sublinhou a necessidade de corrigir “a percepção” de que é um idioma difícil, já que a maior parte do vocabulário do tétum — língua nacional e co-oficial de Timor-Leste — é ‘importado’ da língua portuguesa.

“É necessário corrigir a percepção errada no que respeita à dificuldade de aprendizagem da língua portuguesa que afecta a sua procura pela população juvenil. A realidade demonstra que não é um idioma difícil para os nossos jovens, uma vez que grande parte do vocabulário do tétum deriva do português”, afirmou António da Conceição.

“Cabe a todos nós desfazer esta ilusão e motivar a juventude a fazer um esforço colectivo para aprender ou reaprender a língua portuguesa. Este é um dever patriótico”, disse, num colóquio sobre língua portuguesa em Díli.

António da Conceição falava num encontro promovido no âmbito da segunda semana da língua portuguesa no Parlamento Nacional, num discurso em que reconheceu que “é preciso fazer muito mais e melhor internamente”, no espaço da Comunidade de Países da Língua Portuguesa (CPLP) e no mundo “para a promoção e internacionalização da língua portuguesa”.

Em termos de oferta em Timor-Leste, o Governo deve trabalhar com os seus parceiros lusófonos para “popularizar, democratizar e descentralizar o ensino da língua portuguesa por todo o território”, afirmou.

É necessário, insistiu, “diversificar as abordagens para garantir acesso a todos à língua portuguesa e fomentar a aprendizagem e ensino da língua portuguesa” e o seu uso nas ciências, matemática e outras áreas do saber.

Além da universidade e das escolas de referência, defendeu que deve intensificar-se o ensino do português em todos os centros, com a Igreja – parceiro na gestão de várias escolas – a manter o seu papel de promoção do português.

Também os órgãos de comunicação social e as redes sociais “devem contribuir para este esforço de promoção de língua portuguesa através de informação e entretenimento”, afirmou, dizendo que estas são componentes “por vezes desvalorizadas mas que, potenciadas, podem revelar resultados muito positivo”.

“O desenvolvimento da língua portuguesa é responsabilidade do Estado mas requer esforço social mais amplo, que se estende às famílias, igreja, instituições privadas, órgãos de comunicação social e comunidade em geral”, disse.

O ministro recordou os esforços que têm sido e continuam a ser feitos para conseguir um papel mais activo da língua portuguesa em organismos internacionais, tema que marcará uma conferência da CPLP na próxima semana em Díli.

A vertente económica da língua é outro aspecto que deve ser reforçado, sublinhou.

[Transcrição de: É “dever patriótico” aprender português em Timor-Leste, diz ministro da Educação – Observador. Anulei o acordês do texto.]

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