Mês: Agosto 2016

«Carta aberta a um assassino da Alma Portuguesa» [Pedro Barroso, Facebook]

FB_logoCarta aberta a um assassino da Alma Portuguesa

Há penas previstas para as ofensas corporais. Para os homicídios. Para o roubo; para o prejuízo ou dano psicológico. Para quase tudo o que a mente maldosa do homem vai inventando e judiando aos outros. Torna-se contudo, bem mais difícil definir as coisas e instruir processo para os danos da alma.

Ora Vossência assassinou precisamente a alma da Língua Portuguesa. Inocente e limpa. Pura e linda. Planetária e expressiva. Um dos valores que da lei da morte nos ia libertando, pois para lá dela nos continua.

Vossência criou um aborto putativamente correctivo. Mudou uma língua das mais belas e espalhadas do planeta colocando-a num supermercado de ventoinhas e tornou-a uma lotaria sem sentido.
Vossência não para para pensar. (Se não perceber o que eu escrevi, pergunte a si mesmo se tal redacção sem acento faz algum sentido).

Vossência avança e esgrime que o acordo é um benefício por não sei quê, tem vantagens que ninguém vê, urgência por vá-se lá saber. Que moderniza coisas que o não pediram, se impunha desde não sei quando, unifica países que não sei se, esclarece dúvidas que não existiam e resolve questões que não sei como.

PedroBarroso_FB250816Mentira. Oportunismo parvo e espúrio. Pedantismo filólogo de terceira escolha, gosto zero, sensibilidade casteleja e distante, razão desarrazoada e sem sentido, loucura arsenalista e arrasadora.

Vossência assassinou a língua portuguesa. Vossência é, portantissimamente, um criminoso.

Vossência – e o grupo de bestas que o rodeia – flecharam mortalmente o peito puro e terno da Ala dos Namorados; os que pela Língua dão a cara, o peito e a paixão. Coisa que Vossência nunca entenderá. Mas lutamos com armas desiguais, pois Vossência tem os exércitos do poder nesta justa, – onde, de justa, nossa causa é bem mais justa.

Continue a espetar inocentes espectadores, continue a fazer recessões nas recepções; e imponha redassões nas redacções. Que tal ato o ate no acto de malfazer e espalhar o desgosto e impropério. Que lhe perdoem as crianças de hoje e do futuro tudo o que Vossência rasgou de todos nós – sem nenhuma necessidade – da história, da sensibilidade e da alma da Língua portuguesa.

Vossência, peço perdão, entra na História, sim.

Passa a estar ao nível de um Conde Andeiro. Um Miguel de Vasconcelos, um Alves dos Reis.

Vossência provoca-me um nojo maior. Que sinto em nome de uma pátria que tinha na sua Língua um expoente de justeza, criatividade, elegância, riqueza expressiva e aristocracia latina que lhe foram retiradas. A velha Língua Portuguesa foi ferida de morte por uma iniciativa casteleja, malsã e injustificada. Vossência não sai em glória deste feito. Nem fermoso nem seguro.

Repito: – sinto nojo. Nojo, sim; em nome de todo o universo lusófono que assim sofre tal desfaçatez e improviso. Nojo, em nome da tristeza que os homens de Cultura deste país sentem, ao serem forçados a ver seus filhos e netos a escrever em dialecto de Malaca.

Mas terei de sentir esse nojo o resto da minha vida?

Pedro Barroso, obs.- português, analfabeto
Autor, compositor e poeta, membro da Soc. Port, Autores
ex aluno de Latim do Prof. Vergílio Ferreira
Co-autor de obra registada com o Prémio Nobel José Saramago

[“Post” público de Pedro Barroso, Facebook, 25.08.16.]

“quando a língua ficou em casa a falar consigo própria” – “foral de coina”

JO – quando a língua ficou em casa, a falar consigo própria

José Assis
Seixal

22.08.2016 – 00:52

Nada, em termos de iniciativa de divulgação dos países de língua portuguesa, da língua na cultura, no desporto, na economia e na diplomacia, se passou. Cada um por si, apesar do apoio dos brasileiros aos atletas portugueses.

Um fraquissimo trabalho, nesse aspeto, para uma enorme oportunidade

O encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio suspende a chama olímpica de mais uns Jogos, para uns, mas uns que deveriam ser especiais para outros ( muitos).

Para os milhões de falantes do português, espalhados pelo mundo, a começar no país anfitrião – o Brasil, deveriam ser os inesquecíveis Jogos, independentemente dos resultados desportivos.

Os primeiros Jogos realizados em países de língua portuguesa, correndo-se a forte probabilidade de serem os únicos nas próximas décadas, decorreram com os episódios característicos do evento – o sonho, a vitória, a desilusão, o gesto olímpico, a competição, os hinos, as bandeiras – mas faltou o sal da língua mãe aquém e além mar.

Logo na sessão de abertura ficou o registo da base história e cultural de uma nação enorme. Logo aí se cantou e dançou em português. Estes Jogos, decididos realizar no Brasil há anos, não tiveram a sinergia causada por uma língua comum. Estranhamente, acrescento.

Não se viu uma iniciativa de homenagem ou promoção da língua mãe, lingua “irmanadora”, a não ser a deslocação do Presidente da República Portuguesa ao Rio de Janeiro. A CPLP falhou e Portugal estando ” em casa” ficou a falar consigo próprio.

Nada, em termos de iniciativa de divulgação dos países de língua portuguesa, da língua na cultura, no desporto, na economia e na diplomacia, se passou. Cada um por si, apesar do apoio dos brasileiros aos atletas portugueses.

Um fraquissimo trabalho, nesse aspeto, para uma enorme oportunidade.

Em Portugal há tiques. Navegàmos pelo tique do mar. Andamos, permanentemente com o tique do valor da nossa língua e quando chegam os momentos nem o bronze conseguimos realizar nos desígnios que nos enchem a boca.

Da riqueza da língua, no Rio dos Jogos, ficou a pobreza na falta de iniciativa e o acanhamento de um Portugal sem fala.

Até Tóquio. Em Japonês.

José Assis
Advogado

Source: JO quando a lingua ficou em casa a falar consigo propria – Jose Assis – Seixal – – Rostos On-line

Nota: a transcrição está exactamente conforme o original. Para variar, desta vez não corrigi nem assinalei absolutamente nenhuma das asneiras.

Português de fato

cabideDando de barato, salvo seja, as patacoadas habituais sobre a “língua universal” (brasileira, como se sabe), o que este textículo tem de interessante é… o autor.

Nascido no Porto (Portugal), é «Economista e Bacharel em Ciências Contábeis» (diz no seu perfil), foi deputado na Assembleia da República (Portuguesa) e, além de inúmeros cargos, ostenta na lapela ou guarda no medalheiro honrarias de tão grande distinção como o “Título de Grande Minhoto” e o “Título de Beirão de Ouro”.

Como se diz no Minho: carago!

Como não se diz nas Beiras: eish!

mundolusiada_logoUma Agressão à Identidade Cultural Brasileira

Por mundolusiada | 22 agosto, 2016 as 3:00 pm

Por Eduardo Neves Moreira

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Acabo de receber uma notícia que me deixou seriamente preocupado e bastante abalado: “A confirmar-se uma diretiva do Ministério da Educação e Cultura/MEC, aprovada no início deste ano, a literatura portuguesa deixará de ser obrigatória no ensino médio brasileiro”.

Quando, mais do que nunca, se promovem atividades em todo o território nacional, de reconhecimento do valor da literatura portuguesa para o nosso próprio engrandecimento como povo e como nação, quando inúmeros estudantes e professores deslocam-se do Brasil para Portugal e vice-versa procurando aprimorar seus conhecimentos em língua, cultura e literatura portuguesas, alguns “mestres“, certamente vendidos a teorias do chamado bolivarismo, pretendem proibir o ensino da literatura portuguesa em todo o ensino médio nacional.

Foi por iniciativa do Brasil, que se constituiu a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP, que também sediou a sua primeira reunião e que se transformou numa realidade de valor inestimável para a integração de seus povos, tendo por elo maior de sua existência, a unidade linguística, a lusofonia. Da mesma forma, promoveu-se a reforma ortográfica, igualmente por iniciativa do Brasil e que objetiva facilitar a integração dos povos de língua portuguesa, providência que torna viável e facilita o reconhecimento da língua camoniana como uma das línguas oficiais da ONU. Talvez mereça até estudos a implantação da cadeira de literatura lusófona, contemplando todos os escritores de língua portuguesa.

Apesar de não ser matéria obrigatória do ensino médio em todos os Estados da Federação, a literatura portuguesa é ministrada em muitos e é um forte elemento contributivo para que os alunos possam melhor se identificar com as suas origens e com a própria nação brasileira, pois através da literatura portuguesa é mais fácil entender o que é a nação brasileira. Entendo que, diante dessa equivocada pretensão é até uma boa oportunidade para que o MEC decida, em contrário, determinando o ensino obrigatório da literatura portuguesa em todo o território nacional. Afinal, foram 322 anos de ligação e o território brasileiro chegou a ser a capital do Reino, após a chegada da Família Real ao Brasil. Tudo isso merece e deve ser considerado.

Não há dúvida que, concretizada essa intenção do MEC, estará se promovendo um enorme retrocesso no caminho até ao presente trilhado e fazendo que os nossos jovens, bem como as gerações futuras, fiquem à deriva cultural, diante do distanciamento de literatura portuguesa, reconhecida internacionalmente e meio de propagação dos nossos princípios culturais comuns.

Precisamos fazer alguma coisa para evitar que se concretize essa verdadeira agressão cultural às raízes maiores do povo brasileiro.

Por Eduardo Neves Moreira
Acadêmico titular da cadeira 34 e Vice-Presidente da Academia Luso-Brasileira de Letras
Ex-Deputado da Assembleia da República
Ex-Presidente do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas

Source: » Uma Agressão à Identidade Cultural Brasileira

Imagem de:  www.debiasicabides.com.br/

«Os novos valores são os velhos clássicos» [jornal “online” Observador]

«A editora Guerra & Paz começou a sua colecção de clássicos há menos de um ano e já conta com dez títulos, a pensar sobretudo no mercado escolar. São novas edições de Os Maias, Lusíadas, Amor de Perdição, entre outros, que não usam o novo acordo ortográfico e têm ilustrações e outros dados que podem ser úteis ao público juvenil.»

Observador_logo

Os novos valores são os velhos clássicos

19/8/2016, 22:20

Se pensa que o que faz mover o meio literário são os novos autores está enganado. O que se vende são os clássicos. Mais do que uma moda, os editores acreditam que é um sinal dos tempos.

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Não será por acaso que o grupo Porto Editora fez renascer da cinzas a editora Livros do Brasil, que a Relógio D’Água, a Presença, a Guerra & Paz, a Cotovia ou a E-Primatur estão a apostar em novas colecções de clássicos, em reedições a partir das línguas originais, com prefácios de figuras públicas, capas novas e mesmo preços mais apelativos. Até a RTP decidiu, este ano, recuperar a iniciativa dos anos 70 “Clássicos RTP”, lançando uma colecção de autores do século XX em parceria com o grupo Leya.

A este fenómeno não é alheio o facto de muitos clássicos já não implicarem o pagamento de direitos de autor. No entanto, revela também que os leitores estão a mudar. Os vários editores entrevistados pelo Observador concordam que “há um cansaço relativamente aos autores novos” e à “demanda da descoberta do próximo génio literário”. A busca de clássicos, ou seja de autores consagrados pelo tempo, sejam eles Homero, Virginia Woolf ou Vargas Llosa, mostra ainda a opção dos leitores de gastarem dinheiro apenas naquilo que à partida lhes garante qualidade. Manuel S. Fonseca, da Guerra & Paz, vai mais longe e afirma:

“As pessoas perceberam que para compreender o seu tempo, o agora, precisam de ler o que foi produzido no passado. As vendas do Mein Kampf, de Adolf Hitler na Feira do Livro de Lisboa, reflectem mais essa necessidade do que uma busca da malignidade, como muitos media tentaram fazer passar”.

Naturalmente Portugal não deixou de ler José Rodrigues dos Santos, Pedro Chagas Freitas ou Ken Follet, para passar a ler só Dostoiévski, Proust ou as irmãs Brontë. Porém, o público que compra assiduamente livros, incluindo os mais jovens que estão agora a descobrir a literatura, está mais direccionado para comprar os autores clássicos. Francisco Vale da Relógio D’Água confirma ao Observador que os livros que normalmente mais vendem na Feira do Livro de Lisboa são os clássicos. Este ano, o livro A Abadia de Northanger de Jane Austen vendeu cerca de 2000 exemplares. Mas, qualquer pessoa que tenha passado no stand na editora na noite em que a nova tradução dos Irmãos Karamázov de Dostoiévski estava com desconto de 50%, ficaria impressionado com a pequena multidão que se juntou ali, onde se destacavam claramente faces muito jovens. Na confusão que ali se gerou, houve mesmo duas jovens raparigas em flor que aproveitaram para desviar alguns livros para dentro das suas camisolas numa das zonas do stand menos vigiadas, como o Observador testemunhou.

Nuno Artur Silva, da RTP, também confirma ao Observador que a colecção Essencial, lançada em Abril deste ano, “está a ser um sucesso”. Esta selecção é composta por 25 livros, de autores do século XX e comissariada por Zeferino Coelho da editorial Caminho (grupo Leya). Os volumes de capa dura são vendidos a 10 euros em livrarias, quiosques e supermercados. Artur Silva, mentor do projecto, explicou que foi com a colecção de Clássicos RTP nos anos 70 que “descobriu a literatura”.

“Na minha casa não havia muito dinheiro para livros mas o meu pai comprava todos os livros dessa colecção. Custava 15 escudos cada um. Queria que esta colecção possibilitasse também que as pessoas que têm menos poder de compra pudessem descobrir estas obras e com a ajuda da publicidade da televisão espero que a RTP faça também este serviço público”, afirmou o atual administrador da RTP.”

Recorde-se que, antes do projecto de Nuno Artur Silva, a RTP tinha uma parceria com a chancela Marcador (da editorial Presença) e estava a editar livros como Prometo Falhar de Pedro Chagas Freitas, Os Doces da Nossa Vida ou A Dieta das Princesas. “Era uma colecção incoerente que não se adequava a um canal de serviço público”, diz Artur Silva, que especifica: “A RTP não quer substituir-se às editoras mas deve trabalhar para a divulgação da língua portuguesa, daí que estes sejam clássicos universais escolhidos para os não convertidos à literatura”.

Clássicos e desentendimentos

A colecção de livros RTP, apesar de ter muitos títulos que estão disponíveis noutras editoras, de autores como Saramago, Vargas Llosa ou Philip Roth, tem um formato e um preço que, aliados à possibilidade de o canal publicitar à vontade os seus títulos, veio causar algum mal estar no meio editorial português e foi mesmo acusada de “concorrência desleal” pelo editor da Relógio D’Água. Este é um excerto da carta aberta que Francisco Vale dirigiu à RTP e que pode ser lida na íntegra aqui.

“…projecto actual saiu de um concurso em que uma das cláusulas preferenciais era uma «selecção de títulos indispensáveis mas que ainda não tenham sido editados em português ou livros que já não se encontrem actualmente no mercado». A colecção que Zeferino Coelho, da Caminho (grupo Leya), agora dirige tem óbvia qualidade. Mas vários dados empíricos levam a pensar que Saramago, Vargas Llosa, Mia Couto ou Scott Fitzgerald já foram editados em Portugal e que não é uma alucinação serem vistos nas livrarias (o anunciado O Grande Gatsby tem mesmo quatro edições disponíveis). Ou seja, as editoras foram induzidas em erro quando concorreram, pelo que se desconhecem os critérios efectivos da escolha que acabou por ser feita. Tudo leva a crer que os responsáveis pela colecção são agora outros ou, pelo menos, mudaram de ideias e querem afinal promover romances de referência, com particular atenção aos de língua portuguesa.”

(mais…)

O cromo Pasquale ataca de novo

Este cromo (ruim mesmo, só para verdadeiros coleccionadores) é especialista em “pitacos” (“lançar bitaites” ou “dar palpites”, em Português), faz parte de uma “ilustre” comissão constituída por dois tipos, ele mesmo e outro doido varrido, para “simplificar” a ortografia (brasileira), numa tentativa de a aproximar o mais possível do grunhido por escrito, e vem agora largar para cima do honorável público mais uma das suas bostas palavrosas.

Advertem-se os leitores mais sensíveis de que a dita bosta de facto tresanda, já verifiquei, infelizmente, é no que dão os malditos ossos do ofício, pelo que se aconselha o uso de mola no nariz ou de qualquer outro dispositivo contra o pivete, “tipo” Brise ou assim.

Professor Pasquale (Foto: Reprodução)

TVFoco_logoProfessor Pasquale rebate Ministra do STF que afirmou ser ‘amante da língua portuguesa’

19/08/2016Vinícius Carvalho

Figurinha carimbada na TV, o professor de língua portuguesa Pasquale Cipro Neto, o Professor Pasquale, resolveu corrigir um erro da Ministra do STF Carmen Lúcia.

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Isso porque ela, que assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), disse não querer ser chamada de “presidenta”. “Eu fui estudante e eu sou amante da língua portuguesa. Eu acho que o cargo é de presidente, não é não?”, argumentou, alfinetando a Presidente Dilma.

Em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo, nesta quinta-feira (18), o professor contestou a explicação da ministra e afirmou que o termo “presidenta” está correto. “Na sua edição de 1913, o dicionário Cândido de Figueiredo registra ‘presidenta’, como ‘neologismo’. Um século depois, esse ‘neo-‘ perdeu a razão”, observou.

“A edição de 1939 do ‘Vocabulário Ortográfico’ registra o termo. A última edição de cada um dos nossos mais importantes dicionários e a do ‘Vocabulário Ortográfico’ também registram”, prosseguiu.

Vale dizer que a intelectual Pilar del Rio, viúva de José Saramago, também entrou numa discussão séria recentemente com um jornalista português afirmando ser “presidenta e não presidente”. “Só os ignorantes me chamam de ‘presidente’”, afirmou ela.

Source: Professor Pasquale rebate Ministra do STF que afirmou ser ‘amante da língua portuguesa’ – TV Foco

Acrescentei “link”. Os sublinhados são meus e assinalam as bacoradas mais engraçadas.

A língua brasileira no mundo

dicionario_brasiliano_italianoPresidente da ABL sugere reunião para harmonizar implementação de AO [brasileiro]

Uma reunião com representantes e especialistas de todos os países que falam a língua portuguesa [brasileira] poderia ser útil para ajudar a harmonizar a implementação do Acordo Ortográfico [brasileiro] em todos os continentes.

A proposta partiu do presidente da Academia Brasileira de Letras, ABL. Em entrevista à Rádio ONU, Domício Proença Filho disse que compreende o “estranhamento” que muitos possam ter com as novas regras [brasileiras], mas segundo ele um acordo ortográfico [acto colonial] nunca é “para a geração que o fez, mas sim para as gerações futuras”.

Diálogo

O presidente da entidade, sem fins [obscenamente] lucrativos que tem como missão zelar pelo patrimônio da língua portuguesa [brasileira] no Brasil, afirmou que “mais cedo ou mais tarde” a tendência é que as mudanças na ortografia sejam implementadas [nas “colônias” brasileiras].

Domício Proença Filho acredita que seria uma boa oportunidade a abertura de um diálogo ainda maior com todos os países lusófonos [brasilófonos].

“Eu acredito que já é tempo de uma reunião de revisão. Uma reunião conjunta, harmônica, em que as partes que têm interesse no Acordo [Acto] voltem a discutir aqueles pontos que foram motivo de dúvida, de celeuma, até de um atrito maior ou menor (…) no sentido de implementar. O acordo é lei. Lei se cumpre.” [Mas só nas “colônias” brasileiras.]

Boa relação

Durante a entrevista, o intelectual [soba local] afirmou que a Academia Brasileira de Letras tem mantido uma boa relação com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa [brasileira], Cplp[b], cujo terceiro pilar é a promoção do idioma [brasileiro] no mundo. Ele também citou contatos pessoais de escritores e imortais brasileiros [pois claro] com países de língua portuguesa [brasileira] na África e em Portugal.

Domício Proença Filho falou sobre a troca de experiências e contatos com o Instituto Internacional de Língua Portuguesa [brasileira], Iilp [lilb???], que tem sede em Cabo Verde.

A Academia Brasileira de Letras, inaugurada em 1897 com um discurso preliminar do primeiro presidente Machado de Assis, tem atualmente 40 membros [os 40 “bwanas”].


Source: Presidente da ABL sugere reunião para harmonizar implementação de AO | Rádio das Nações Unidas [os parêntesis rectos são meus, evidentemente, e os “links” também ]

 

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