Mês: Outubro 2016

“Alavancar”, disse ele

Fotografia: Eduardo Martins

Conselheiros das Comunidades Portuguesas alertam ministro para necessidade de divulgação da língua

Tiago Brandão Rodrigues esteve reunido com os conselheiros das comunidades portuguesas antes de realizar uma visita ao Instituto Português do Oriente. No IPOR, o Ministro da Educação de Portugal ouviu os alunos solicitarem a introdução de um grau de ensino da língua mais elevado.

Ponto Final (Macau), 14 Outubro 2016

João Santos Filipe

O Ministro da Educação do Governo de Lisboa, Tiago Brandão Rodrigues, esteve ontem à tarde reunido com os Conselheiros das Comunidades Portuguesas, que o alertaram para a necessidade de divulgar melhor a língua portuguesa no território e fazer pressão junto das autoridades locais para que o ensino do idioma seja introduzido nas escolas primárias públicas e privadas.

O encontro teve lugar no consulado, por volta das 17h00, estando presentes na reunião Rita Santos, Gilberto Camacho e Lídia Lourenço, além do ministro e do Cônsul, Vítor Sereno: “Falámos que é preciso sensibilizar o Governo da RAEM para ensinar a língua portuguesa na escola primária, não só nas escolas públicas mas também nas escolas privadas, para que as crianças aprendam o português mais cedo”, disse Rita Santos, ao PONTO FINAL.

“Também abordámos a necessidade da Escola Portuguesa de Macau ter mais interacção com as escolas chinesas e motivar as crianças a terem o desejo de aprender a língua portuguesa”, acrescentou.

Segundo a conselheira, as observações feitas pelos representantes das comunidades portuguesas foram bem acolhidas por Tiago Brandão Rodrigues, que prometeu o apoio do Governo de Lisboa nesse sentido: “Ele disse-nos que concorda com as nossas propostas e espera que através do Consulado-Geral, e em paralelo com o Governo de Portugal, se possa continuar a sensibilizar a sociedade para uma maior utilização da língua”, contou.

Após a reunião, o ministro fez uma visita às instalações do Instituto Português do Oriente, onde ouviu a opinião de alguns alunos sobre o ensino do idioma de Camões em Macau: “Vim presenciar o trabalho excelente que aqui se faz no ensino do português e ter oportunidade de conhecer a viva voz da direcção do IPOR, dos docentes e de falar com os estudantes. Também pude explicar-lhes como a língua portuguesa pode alavancar as oportunidades não só profissionais, mas também pessoais”, disse o governante.

Nesta visita, um aluno houve que interrogou o Ministro sobre a eventual introdução do nível de ensino C2 no IPOR, que é o mais elevado. Neste momento o IPOR apenas fornece o nível C1.

No entanto o director do IPOR, João Neves, explicou que esta possibilidade só poderá ser concretizada em parceria com uma universidade, isto porque o nível C2 é um grau académico: “O C2 é um curso que corresponde a um curso universitário. Nós não somos umas instituição de ensino superior portanto haveria alguma incongruência em fazê-lo. A nossa preocupação é ter um nível C1 bom e sólido para que os nossos formandos quando apresentam um diploma tenham as capacidades que correspondem aos certificados”, explicou João Neves.

Mesmo assim, o director do IPOR admitiu que caso alguma instituição do território esteja disposta a colaborar com o instituto, que este pode envolver-se num curso que forneça aos alunos o graus académica C2.

Source: “Ponto Final” – Conselheiros das Comunidades Portuguesas alertam ministro para necessidade de divulgação da língua, 14.10.16

Esta notícia foi transcrita no Português-padrão do original. Acrescentei um destaque e um “link”.

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Acordo ortográfico para totós – 3

A “língua universal”

O “acordo ortográfico” é…

…a mentira da “língua universal”, ou seja, a “língua brasileira” à qual se vendem (e rendem) alguns portugueses.

Um filme "estrelado" em "português". Canoijo.

Publicado por João Pedro Graça em Quarta-feira, 12 de Outubro de 2016

Citizen Kane (em português: Cidadão Kane) é um filme americano de 1941, dirigido, escrito, produzido e estrelado por Orson Welles. É considerada uma das obras-primas da história do cinema, sendo particularmente elogiado por sua inovação na música, fotografia e estrutura narrativa. Foi lançado pela RKO Pictures.

Cidadão Kane, que foi o primeiro filme de Welles, ganhou um Oscar de melhor roteiro original por Herman J. Mankiewicz e pelo próprio Welles. Esse seria o único Oscar alcançado pelo Orson Welles ao longo de sua carreira, com a exceção do Oscar Honorário de 1970. Ele também esteve entre os candidatos para o Oscar em outras oito categorias: filmediretorator, direção de artefotografiatrilha-sonora, som e montagem.

Wikipedia “lusófona” (isto é, 100% brasileira)

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«Les guerres de l’ortografia» [“VilaWeb” (Catalunha)]

Les guerres de l’ortografiavilaweb_logo

Per: Redacció

02.10.2016 22:00

La polèmica i el debat social ha acompanyat la reforma ortogràfica d’algunes llengües europees com ara el portuguès, el francès o l’alemany.

La confirmació que el IEC prepara una reforma ortogràfica i la presentació del Diccionari Normatiu de l’AVL han posat sobre la taula la reforma de l’ortografia del català, fixada per Pompeu Fabra, promulgada pel IEC el 1913 i assumida per tots els Països Catalans des de l’aprovació de les Normes de Castelló, el 1932.

El català va fixar l’ortografia fa un segle i ara sembla que s’afegeix a la reforma que unes quantes llengües europees han fet aquests últims anys. En el cas del portuguès, de l’alemany o del francès, per exemple, les reformes ortogràfiques recents han anat acompanyades ben sovint de molta polèmica. En la majoria de casos la proposta de ‘simplificar’ l’ortografia ha topat amb la resistència ferotge dels qui consideraven que això equivalia a empobrir el llegat cultural i la llengua mateixa. I en molts casos el debat ha pres una dimensió social que ha superat de molt els límits de l’acadèmia.

El portuguès, una batalla geopolítica global

Un cas especial és el del portuguès, en què la reforma ortogràfica fou motivada per la divergència en les regles que s’aplicaven a Portugal i al Brasil. La llengua va originar-se a Portugal, però és al Brasil on hi ha la gran majoria de parlants.

El 1911 la nova república portuguesa va encarregar a una comissió d’experts que fixés la nova ortografia de la llengua, i tots els territoris de parla portuguesa la van acceptar, excepte Galícia i el Brasil. El Brasil va establir unes regles pròpies el 1938, seguint en bona part les de la reforma de Portugal, però amb algunes diferències molt estridents. Els brasilers adduïen que ningú no els havia consultats res el 1911, per més que eren la majoria de parlants del portuguès i, per tant, no es consideraven vinculats a la reforma feta des de Portugal, dita de Gonçalves Viana. El 1971 una nova reforma al Brasil va introduir-hi encara més canvis, i reduí d’una manera molt dràstica les paraules que duien accent. Portugal va dubtar i el 1973 en va acceptar alguns, però no pas tots. Finalment el Brasil va convidar tots els estats lusòfons a elaborar conjuntament una reforma, el 1986. En fou el resultat una reforma molt radical que eliminava pràcticament tots els accents, aguts i circumflexos. Però ni els escriptors ni els mitjans no la van acceptar i la reforma, tot i que es va aprovar, no es va arribar a implantar.

Prova n’és que quatre anys després els mateixos estats van proposar una reforma més suau que finalment va entrar en vigor el 2009, amb un període de sis anys per a aplicar-la, que tot just ha acabat ara. Aquesta reforma ha estat més ben rebuda pels mitjans i pels escriptors, però encara mou polèmica i té, a més, un curiós problema legal, perquè es basa en un tractat subscrit pels estats lusòfons. Doncs bé, com que la llei internacional estipula explícitament que un tractat en vigor no es pot canviar, l’ortografia portuguesa ratificada és l’anterior!

(mais…)

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Acordo ortográfico para totós – 2

O “cagado de fato na praia”

O “acordo ortográfico” é…

…terrorismo linguístico baseado em contra-informação propagada por supostos (e alguns inocentes) anti-acordistas.

Em 1986 foi esgalhada uma primeira versão do AO em que se fingia prever a abolição dos acentos nas palavras esdrúxulas. Depois os acordistas fingiram ter deixado cair essa ameaça na versão final (AO90), conseguindo assim fazer passar absurdos de igual calibre mas aos quais as pessoas não deram grande importância, de tão assustadas que ficaram com a primeira ameaça. Trata-se, em suma, de ameaçar com um absurdo para fazer passar outro absurdo como se este fosse um “mal menor”.

Esta “Canção do Gonçalo (Acordo Ortográfico)“, de Ana Faria, foi publicada na ressaca desse primeiro susto, ainda no ano de 1986.

Foi, portanto, à conta desta originalíssima táctica terrorista que os acordistas lançaram o isco aos peixinhos mais distraídos — os quais engoliram de imediato o dito isco e, de brinde, tragaram também o anzol, a chumbada, o carreto e a cana. Do que resultou a imediata propagação de uma série de tretas, das quais a mais conhecida é a “lindeza” de que se junta “foto tipo passe”.

cagado

E assim conseguiram os ditos acordistas pôr os ditos peixinhos a trabalhar para eles: as tretas que fingiram retirar do AO90, como se isso fosse uma cedência, passaram a funcionar a contrario, ou seja, quem fala em “fatos”, em “cagados” ou em abolição de acentos nas palavras esdrúxulas está a mentir (o que é exacto), não percebe nada do assunto (idem) e não leu o texto do AO90 (pois claro que não, como 99,999% das pessoas).

Chama-se a isto terrorismo linguístico. E funciona, como se vê (e ouve).

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Acordo ortográfico para totós – 1

Caldo verde vs. caudo verdji

O “acordo ortográfico” é…

…obrigar os portugueses a engolir a imitação brasileira da receita original portuguesa.

1931f8d5f4ac7062d01d5672237ba6853_caldo_verdeIngredientes:
500 g couve galega p/ caldo verde
2 l água
450 g batata(s)
1 colher sopa sal grosso
2 dl azeite

Confecção:
Coloque ao lume numa caçarola, a água e o sal. Logo que começar a ferver, coloque as batatas descascadas e cortadas em pedaços.
Estando cozidas esmagam-se voltando a colocá-las na água da cozedura, juntando as folhas de couve cortadas para caldo verde, depois de bem lavadas em duas ou três águas.
Junte o azeite e deixe levantar fervura por dois ou três minutos com a caçarola destapada, para a couve ficar bem verde.
Sirva em tigela juntando uma rodela de chouriço para dar gosto. Acompanhe com broa de milho ou pão de centeio.

http://www.petiscos.com/receita.php?recid=509&catid=14

 

caldoverdebrasileiroIngredientes:
4 batatas médias
1 tablete de caldo de galinha
1 colher (sopa) de óleo
1 colher ( sopa ) rasa de sal ou a gosto
5 xícaras (chá) de água
1 xícara (chá) de couve manteiga cortada em tiras
1 lingüiça calabresa defumada cortada em rodelas

Confeção:
Na panela de pressão, coloque a batata, caldo de galinha, óleo, água e sal.
Cozinhe por cerca de 10 minutos, começar a contar o tempo depois que a panela começar a chiar, até a batata desmanchar.
Em seguida, bata tudo no liquidificador.
Acrescente as rodelas de calabresa e ferva.
Desligue o fogo e adicione a couve manteiga.
Na hora de servir, coloque um fio de azeite ou croutons.

http://www.tudogostoso.com.br/receita/9031-caldo-verde.html

 

 

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Mais negócios da China


Fórum Macau | Secretária-geral pede maior cooperação com sector privado

Por Andreia Sofia Silva6 Outubro, 2016

Em tempo de crise, China e Países Lusófonos limpam as armas. As dificuldades em fomentar o comércio também estão relacionadas com a fraca diversificação da oferta.

Macau está prestes a acolher a 5ª Conferência Ministerial do Fórum Macau (realiza-se entre os dias 11 e 12 de Outubro), mas os desafios económicos não vão ser esquecidos. Num ano os números do comércio bilateral baixaram dos 132 mil milhões de dólares americanos (dados de 2014), para apenas 9,8 mil milhões de dólares o ano passado. A Angola pediu apoio ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e nem sempre os números do comércio foram animadores. Contudo, em entrevista concedida ontem aos órgãos de comunicação social, os responsáveis do Fórum Macau mostraram-se optimistas quanto ao novo plano de acção a ser traçado em dois dias de reunião.

Segundo Xu Yingzhen, nova Secretária-Geral do organismo, será feita uma maior análise às potencialidades da política “Uma Faixa, Uma Rota”. “Vamos coordenar-nos melhor com a política e introduzir os conceitos para uma futura cooperação. Bilateralmente e unilateralmente vai ser discutida esta política”, explicou.

Apesar da existência de um Fundo de Cooperação e Desenvolvimento, Xu Yingzhen defendeu uma maior participação do sector privado. “Os créditos preferenciais poderão ser algo para promover a cooperação, mas esta depende do mercado e das instituições privadas. Notámos que há iniciativas do sector privado para participar na cooperação, não apenas do Banco de Desenvolvimento da China mas outros bancos e instituições financeiras. De uma forma mais sustentada há que haver maior participação do sector privado e não apenas do sector financeiro.”

A nova secretária-geral do Fórum Macau quer ainda que sejam destacadas as capacidades produtivas de cada país. “Talvez possamos usar o Brasil como uma ponte para entrar na América do Sul, Portugal para entrar na Europa e os [outros] países para entrar em África. Podemos pensar novas formas de cooperação mediante consultas.”

As dificuldades

O último plano de acção do Fórum Macau falava na meta dos 160 mil milhões de dólares americanos em trocas comerciais, valor que nunca foi atingido. Mas Xu Yingzhen mostra-se confiante para os próximos anos.

“O ambiente do comércio internacional está em baixo e os preços das mercadorias baixaram imenso. A redução do comércio entre a China e os PLP devem-se a essas razões. Mas tenho esperança que o comércio possa melhorar com uma melhoria do ambiente internacional e de facto existem muitas potencialidades para uma futura cooperação no âmbito comercial.”

Questionada sobre as consequências negativas que alguns cenários sócio-políticos podem trazer, tal como a crise política no Brasil ou o pedido de resgate de Angola, a secretária-geral optou por desvalorizar.

“Não creio que isso aconteça, porque existem sempre as necessidades de mercado. Há uma base muito sólida em termos de cooperação. As empresas chinesas têm os seus contactos muitos estáveis com os mercados dos PLP e assim que seja melhorado o ambiente do comércio internacional penso que o comércio bilateral possa voltar à sua tendência de crescimento.”

Yuan vai facilitar

Vicente de Jesus Manuel, secretário-geral adjunto, lembrou que a conjuntura actual dos países não é das melhores. “As trocas comerciais estão a cair 18 a 19% em relação aos anos anteriores, por isso uma das saídas para reverter a situação é diversificar a economia dos países de língua portuguesa, que são mais exportadores de matéria-prima não processada. Temos o processo de internacionalização do yuan, o que vai facilitar o investimento como também as trocas comerciais”, explicou. “No próximo plano de acção os países vão explorar os benefícios que podem ter em conjunto com a política ‘Uma Faixa, Uma Rota’, prevendo-se ainda a criação de um plano de acção em relação à capacidade produtiva. A expectativa é maior. As áreas antes acordadas serão reforçadas”, concluiu Vicente de Jesus Manuel.

As promessas que a China cumpriu

– Concedidos 1800 milhões de yuan como crédito preferencial para a zona económica especial e o Instituto Confúcio em Moçambique. Angola recebeu infra-estruturas e o Instituto Técnico-Profissional, bem como um centro de distribuição de energia. Timor-leste recebeu uma escola, enquanto que a Guiné-Bissau ganhou um novo centro de saúde

– Fundo de Cooperação e Desenvolvimento resultou em dois empréstimos, estando mais três projectos em fase de aprovação. Há 20 projectos por analisar

– Enviados 200 médicos, equipamentos e materiais para África. Angola, Moçambique e Guiné-Bissau foram os países mais beneficiados, sendo que só para este último foram canalizados 30 milhões de yuans para o combate ao Ébola

Nova secretária-geral é fluente em… espanhol

Xu Yingzhen, a nova secretária-geral do Fórum Macau, é fluente em Espanhol e não domina a Língua Portuguesa, idioma que serve de base à instituição que coordena e a toda a cooperação entre os países lusófonos e a China. Ainda assim, Xu Yingzhen garantiu que tal não traz quaisquer condicionantes ao seu trabalho. “Penso que não existem quaisquer obstáculos porque tenho uma comunicação fluida com os meus colegas. Todos os dias temos diálogo sobre o nosso trabalho e o Espanhol é muito parecido com o Português. É um desafio para mim, seria melhor que eu dominasse o Português com a maior brevidade possível. Ainda estou a aprender”, referiu.

Para Rita Santos, o facto da nova secretária-geral não falar Português não constitui qualquer problema. “Nesse aspecto não é importante, porque domina a língua oficial, o Chinês. É uma pessoa com capacidade de liderança e conexões com o Governo Central e organismo ligados a cooperações já delineadas”, disse ao HM. O HM tentou ainda obter outras reacções sobre o facto de Xu Yingzhen não dominar o Português, mas até ao fecho desta edição não foi possível.

Xu Yingzhen é licenciada em língua espanhola pela Universidade de Economia e Negócios Internacionais de Pequim, tendo entrado em 1989 para o Ministério do Comércio da China. A actual secretária-geral do Fórum Macau foi directora-geral adjunta do Gabinete para os Assuntos das Américas e Oceânia, com uma passagem pela Câmara do Comércio da China no Chile.

Source: Fórum Macau | Secretária-geral pede maior cooperação com sector privado | Hoje Macau

“Links” e destaques meus.

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