Mês: Julho 2017

É preciso não “patuar” mesmo “contatando” “de fato” um “ténico”


«Neste momento há pessoas que nos vão contatando»

«não estava disponível para patuar com irregularidades e até ilegalidades»

Jornal “Cidade de Tomar”

 


13 nov. 2014 … ou a pessoa em união de fato com qualquer daqueles ou com progenitor, desde que viva em comunhão de mesa e habitação com o menor;.
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25 ago. 2015 º), no sentido de passar a prever que impede a atribuição de direitos ou benefícios, em vida ou por morte, fundados na união de fato, …
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18 mar. 2016 … variedade de atividades, é, igualmente, um recurso escasso, pelo que importa garantir de fato a universalidade de fruição do direito à água.
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18 out. 2016 Manuel José Neves (Ténico Superior). 409946545. Anexo. Republicação do Anúncio de procedimento n.º 6472/2016, com ID 409931405.
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14 set. 2015 ª posição remuneratória, nível 10 da tabela remuneratória única da carreira de assistente ténico, aprovada pela Portaria n.º 1553-C/2008, …
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‘Olâ genti conhecido’

Miguel Fernandes
A Dóci Papiaçam di Macau’s version of the patuá song written in patua by the late José “Adé” dos Santos Ferreira. Based on the original score “Lisboa é Assim”, composed by João Nobre

Do Brasil para Cabo Verde, Guiné e Macau: um estímulo à conversa em português

Começou como um perfil na rede social Instagram que desafiou a comunidade lusófona a participar num concurso de fotografia. Da iniciativa resultou um livro com as melhores imagens captadas. Da fotografia ao cinema documental foi um salto, com os responsáveis pelo projecto “Nossa Língua” a rumarem a terras longínquas. A mais recente foi Macau, onde uma equipa de filmagens esteve a rodar as primeiras cenas do segundo de quatro documentários previstos.

Existe na realidade uma língua comum nos países do designado universo lusófono? Estão estes povos a conversar entre si? A procura de uma resposta para estas perguntas levou os responsáveis pelo projecto “Nossa Língua”, sediado no Brasil, a Cabo Verde, Guiné Bissau e Portugal para a rodagem do primeiro filme de um movimento que pugna “pela conversa mundial em português”. No início do mês passado, uma equipa de filmagens associada ao projecto esteve no território para filmar as primeiras cenas do segundo de quatro documentários que tenciona produzir. O trabalho deverá ser lançado antes ainda do final deste ano. De Macau a equipa levou a vontade de poder regressar para recolher imagens que ficaram por capturar e conversar com pessoas que ficaram por entrevistar.

“Aquelas perguntas iniciais, aquela dúvida [sobre se] efectivamente falamos a mesma língua, acho que isso foi diluído. Efectivamente há uma conversa em português no mundo, mas eu acho que essa conversa tem de ser mais intensificada porque ela pode ser mais produtiva”, considerou Julio Silveira, editor e um dos rostos da iniciativa. Ultrapassada a dúvida inicial, criou-se espaço em Macau para explorar outros temas e abordar novas vertentes da língua de Camões. O também chefe de redacção do projecto “Nossa Língua” explicou que durante a estadia no território se interessou pela “história única de Macau” e pela questão do idioma: “Nós tentámos explorar a situação do português original, do patuá, no contexto da história de Macau. Tentámos entender como é que está a situação do antes e depois da transferência de soberania, [quando se] perde o estatuto da língua portuguesa, qual é o estatuto actual, quais são os interesses envolvidos do Governo de Pequim e das outras comunidades”, adiantou Julio Silveira ao PONTO FINAL.

Do outro lado do mundo, os pés banhados pelo Atlântico, vão entrevistar emigrantes da RAEM que se estabeleceram no Rio de Janeiro, para “propor um contraponto entre a situação de Macau” e de quem foi para o Brasil. A fórmula a adoptar no segundo filme será a mesma utilizada no primeiro, como explica o também co-director da série documental: “A gente tem um foco por episódio mas também continua fazendo conexões em outros países. No primeiro episódio nós focalizámos Cabo Verde mas nós pusemos em diálogo Cabo Verde, Portugal, Brasil e Guiné Bissau. No segundo episódio nós vamos ter a mesma fórmula, a gente vai ter o foco sobre Macau mas nós vamos pontuar com imagens do Brasil, África e Portugal”.

A incursão à RAEM no mês passado foi a primeira de Julio Silveira ao território, dois anos depois de também ter visitado Cabo Verde pela primeira vez. Ao comparar os dois locais, o argumentista considera que em Macau “é muito mais dramática a situação, é muito mais densa, tem uma história muito mais complicada”. Ao visitar o arquipélago da Morabeza há dois anos, um dos principais assuntos em discussão era a construção de um resort, questão que foi retomada no mês passado: “Quando eu cheguei a Macau, a primeira vez que eu peguei num jornal estava lá dizendo que tinha sido lançada a primeira pedra do casino e que quem estava fazendo era o David Chow”, recorda. “Isso é uma conversa entre Macau, na Ásia, e Cabo Verde, no meio do Atlântico. É uma conversa no campo da lusofonia e de vez em quando eu acho que o Brasil fica alheio a essa conversa. Nós não aproveitamos esse diálogo criativo e económico entre os países”, critica Silveira.

CRIOULO, O IDIOMA DA SAUDADE E DO POVO DESESPERADO

“O crioulo é uma maneira interessante e criativa de enrolar o português. As palavras saem apertadas, é como se estivesse tudo aglutinado, como se tivesse perdido algumas vogais” diz Shirley Broxado, uma das entrevistadas no primeiro episódio do “Nossa Língua”. “Para você pensar e entender o que eles [cabo-verdianos] estão dizendo precisa alma porque eu acho que o crioulo nasceu da alma desesperada do povo convivendo com o português que foi imposto a eles”, acrescenta ainda a astróloga brasileira.

No centro do primeiro episódio esteve o idioma de Cabo Verde por quem o fala e entende. Osiris Fernandes, um dos cabo-verdianos entrevistados, diz que, para ele, “a força da palavra saudade em crioulo é muito maior do que em português”: “A saudade que eu sinto enquanto cabo-verdiano que vê o mar e uma pessoa amiga e a família partindo. Esse tipo de saudade só dá no cabo-verdiano por causa da situação em que vive, num país insular, sem recursos e que sabe que em algum momento da sua vida você vai ter que perder alguém” defende Fernandes.

“É UM POUCO INGÉNUO TENTAR ESTABELECER UMA COISA QUE É VIVA E QUE ESTÁ MUDANDO TODO O DIA”

Falar da língua portuguesa é também falar do acordo ortográfico que Julio Silveira considera ser “um pouco autoritário no sentido de que ele quer enquadrar uma coisa que é viva e que está mudando o tempo todo”: “Eu acho ele um pouco desnecessário, meio burocrático e ele não vai contribuir para a comunicação entre os países. Eu leio livros publicados em Portugal, no Brasil, em Angola e há um certo nível de ruído, digamos ortográfico, mas o que é importante mesmo, que é a mensagem, o sentimento, as histórias, isso não precisa de ser regulado por terceiros”, defende o argumentista.

“Eu sou editor e lancei livros de Gonçalo M Tavares e eu tinha dificuldades de perceber o que estava escrito e meus revisores queriam mudar frases inteiras”, conta Silveira. “Então eu tinha a impressão que a língua já tinha derivado do português mas quando entrei nesse projecto eu vi que não é assim e que as questões ortográficas e até o vocabulário não são tão graves ao ponto de complicar a inteligibilidade da língua”, admite.

Eu acredito que existe uma mesma cultura lusófona, que ela é extremamente variada, que ela parte de várias línguas e idiomas, mas no fundo existe um traço comum, um legado que a gente leva – talvez não se dê conta de que leve mas ele existe – que a gente tem de recuperar, entender e aceitar como um património nosso”, conclui Julio Silveira.

CVN

Jornal “Ponto Final” (Macau), 05.07.17

O “impato” na “ótica” da LUSA

«não sendo necessária uma especialização em ótica para concorrer»
«iniciativas que contribuem para um impato positivo na economia nacional»

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10 mar. 2017 promoção deste tipo de iniciativas que contribuem para um impato positivo na economia nacional. “A MultiOpticas decidiu promover esta …
www.lusa.pt

«Com um menor impato nas atividades promovidas pelo universo associativo»

File Format: PDF/Adobe Acrobat
9 mar. 2017 Com um menor impato nas atividades promovidas pelo universo associativo – 25% – surgem a Gestão do Património ou a intervenção em …
www.lusa.pt

Viva o Português de Angola!

Governo vai elaborar estudos sobre a variante do português em Angola

 

Angola vai elaborar estudos sobre a variante da Língua Portuguesa, desenvolver políticas para promover o ensino e uso das línguas nacionais, apostar na criação de casas de cultura e rede de bibliotecas, anunciaram hoje as autoridades.

O anúncio foi feito pela ministra da Cultura de Angola, Carolina Cerqueira, durante a abertura do quinto Conselho Consultivo Alargado, que arrancou hoje, em Luanda, para a análise de políticas, programas e projectos do sector.

De acordo com a governante, a promoção do ensino e uso das línguas nacionais e a elaboração de estudos sobre a variante da Língua Portuguesa em Angola constam das acções prioritárias do sector a par de criação de infraestruturas, com vista ao desenvolvimento de uma indústria cultural forte e eficiente.

“Capaz de participar na diversificação da economia e na geração de riqueza e bem-estar, apta para contribuir para endogeneizar social e culturalmente os valores tradicionais e locais e contribuir eficazmente para a valorização e divulgação do nosso património nacional”, disse.

Carolina Cerqueira defendeu que hoje a cultura deve estar ao serviço da unidade nacional, da paz e do desenvolvimento e contribuir para o reforço da cidadania, tendo exortado os fazedores de cultura e religiosos a participarem na mobilização dos cidadãos às eleições de 23 de Agosto.

“Apelamos às igrejas que contribuam através da palavra, para a educação eleitoral e para uma cidadania consciente dos fiéis, pelo respeito, pela harmonia, e aos fazedores da cultura, através da música, valores positivos para um comportamento exemplar”, referiu.

Num balanço das acções realizadas pelo sector durante os últimos anos, a titular da pasta da Cultura de Angola assinalou que, “não obstante a crise”, foi possível atender e materializar um conjunto de acções estruturantes, entre elas a construção do Complexo das Escolas de Arte, destacando igualmente avanços no capítulo de diplomas legais para o sector.

O evento, que termina terça-feira, decorre subordinado ao lema “Dinamizar as Indústrias Culturais em Prol do Desenvolvimento e de uma Cultura de Paz”.

[Transcrição (com correcção automática) de notícia dos acordistas “Diário de Notícias” e “BrasiLusa” de 26.06.17.]

RAP no Brasil, o AO90 e a tomada de três pinos

Ricardo Araújo Pereira e Gregório Duvivier conversam sobre a Língua Portuguesa. Assunto obviamente incontornável, o “acordo ortográfico”.

Alguns excertos da gravação.

RAP (13:40): “A gente estava nos bastidores a falar sobre a maneira como o acordo ortográfico não resolve rigorosamente nada. [comentário de GD: “E cria novos problemas.”] Exacto. Até porque o acordo ortográfico ataca precisamente o único sítio onde a gente não tem muita dificuldade em entender-se. Não há muito problema para o… a gente escreve “acção” com dois cês, vocês escrevem só com um. Não interessa para muito. Agora, a maneira com às vezes a gente se desentende tem a ver com o vocabulário. Se em Portugal eu disser que «estou no acostamento porque a minha perua não tem estepe», não há um português… um português entende que se está a falar Português mas ele não sabe nada do que se está a dizer. Porque em Português essa frase diz-se «eu estou na berma porque a minha carrinha não tem pneu sobresselente. É muito diferente de «acostamento porque a minha perua não tem estepe». E portanto as nossas diferenças são às vezes de pronúncia e de sotaque e outras vezes são de vocabulário, sendo que essas diferenças nos deviam enriquecer e não afastar. E como é óbvio o acordo ortográfico não resolve em nada essa questão.”

GD: “Além de criar problemas terríveis, terríveis, que eu acho que são realmente… na minha opinião foi um crime tão grande quanto a tomada de três pinos. Eu acho que ele é uma tomada de três pinos linguística porque ele cria uma solução para um problema que não havia. Ninguém olhava para uma tomada de dois pinos e falava «hmmm, falta alguma coisa aqui!» Não existia isso. Ninguém olha para a língua portuguesa e fala «hmmm, ’tá faltando aqui… ah, esse trema, eu não aguento esse trema, não posso com esse trema, dá uma preguiça escrever esse trema…”

Lucas André Teixeira

Published on Jun 21, 2017

Experimenta Portugal’ 17 – Arte e Cultura.
Um português e um brasileiro entram num bar – Humor de Ricardo de Araújo Pereira e Gregório Duvivier
Unibes Cultural – 21.06.2017

[Nota: a ortografia do “screenshot” no topo (do Consulado de Portugal em S. Paulo) foi corrigida automaticamente.]