Mês: Dezembro 2017

Em Português – 25

Escapadinhas

Espaço agradável e calmo, óptimo para descansar e sentir o cheirinho a Alentejo… 💕

Publicado por Escapadinhas em Quarta-feira, 20 de Dezembro de 2017

Espaço agradável e calmo, óptimo para descansar e sentir o cheirinho a Alentejo…

Escapadinhas
Website | Facebook


Rádio Moçambique

EX-PORTA-VOZ DA PRM CONDENADO A 12 MESES DE PRISÃO POR CORRUPÇÃO PASSIVAO ex-porta-voz da PRM na província de Gaza,…

Publicado por Rádio Moçambique em Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2017

Langa foi julgado na quarta-feira da semana passada, acusado de ter burlado um jovem, na cidade de Xai-Xai, a capital provincial, no valor de 120 mil meticais, através do qual se prontificou a facilitar os processos para a entrada directa do seu “cliente” à Academia de Ciências Policiais, ACIPOL, em Maputo.

Rádio Moçambique
Website | Facebook

«Admirável Língua Nova (Parte V)» [Manuel Matos Monteiro, “Público”]

Admirável Língua Nova (Parte V)

Ficámos singularmente isolados (passe a redundância) nesta razia etimológica – em muitos casos, desirmanados até do próprio Brasil, que pronuncia, ao contrário de nós, muitas consoantes etimológicas. Quisemos ser tão modernos, que acabámos parolos.

Manuel Matos Monteiro

“Público”, 17 de Dezembro de 2017

T. S. Eliot, em 1944, no texto ‘Que É Um Clássico?’, explicou que a sua época tendia a confundir sabedoria com conhecimento e conhecimento com informação, procurando resolver os problemas da vida à luz da engenharia. Eliot sentia desabrochar com particular intensidade um conceito de provincianismo que não encontrava nos dicionários. Provinciano não era apenas aquele que estava preso no seu espaço, não conhecendo outros; provinciano era também aquele que estava ancorado no seu tempo, desconhecendo todos os tempos anteriores a si, ignorando o longuíssimo caudal de sabedoria e cultura. O autor propôs assim o conceito de “provincianismo do tempo”, ou, se preferir, “provincianismo temporal”.

O “provincianismo temporal” é hoje mais acentuado numa época de pletora de “notificações” e informações digitais “actualizadas” a cada instante¹; em que o que aconteceu há uns meses já “foi há muito tempo”; em que o que não está no mundo digital não existe nem nunca existiu para muitos; em que tantos formam rapidamente opinião sobre quase tudo (dedicando, em média, três minutos a cada assunto na Rede); em que todos, mesmo sem nunca ter lido um livro na vida, podem ser escritores com o carimbo de uma editora a troco de dinheiro – o poeta, afiançava Eliot, só poderia curar do seu ofício, isto é, escrever poesia, conhecendo bem os seus predecessores.

Serve o intróito para situar o leitor quanto à seguinte proposição: o Novo Acordo é provinciano.

A escolha do critério da “pronúncia culta” (que o Acordo não consegue definir nem rastrear), em detrimento do critério etimológico, significa a mutilação da História que as palavras transportam. Mas o Acordo não fica por aqui. Não se trata apenas da preservação das raízes latinas – da identidade da nossa língua, no fundo. Trata-se ainda da preservação da lógica do hífen na nossa língua, da congruência nas famílias de palavras (elemento importante na aprendizagem das crianças), da maiúscula inicial nos meses por estar lá guardado, não poucas vezes, o nome de um deus – Janeiro, por exemplo, vem do deus Jano, não por acaso o deus que presidia aos inícios, o guardião das portas e dos portões. Mas podemos deixar a mitologia de lado e ir para coisas mais corriqueiras. “X-acto” tem origem na marca, ou seja, X-ACTO é marca comercial. Pois até aí mexeram: com o Acordo, temos o “x-ato” da marca X-ACTO. É a pseudológica dos talhantes das consoantes etimológicas.

(mais…)

Em Português – 24

Edições Colibri

Figura incontornável da cidade de Portimão, Manuel da Luz, Vereador e Presidente da Câmara Municipal entre 1994 e 2013,…

Publicado por Edições Colibri em Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

Apresentação no próximo dia 16 de Dezembro, sábado, às 15:15 no Museu de Portimão.
Um trabalho literário onde encontramos lugares, personagens e situações que, de tão verdadeiros na sua criatividade ficcional, quase, quase nos parecem reais.

Edições Colibri
Website | Facebook


EdEn – Escola do Espectador novo

EdEn – Escola do Espectador novo é um projecto Colecção B, associação cultural.Um encontro diferente a cada mês numa…

Publicado por EdEn – Escola do Espectador novo em Quinta-feira, 26 de Outubro de 2017

Contamos com a presença de um artista/projecto para esta partilha de espectáculo e oficina.
Fica assim o convite feito para partilhar, explorar, descobrir, encontrar e brincar.
Com o apoio da Direcção Regional de Cultura do Alentejo, Fundação Eugénio de Almeida e Câmara Municipal de Évora.

EdEn – Escola do Espectador novo
Website | Facebook


UAU Produtora

POPOTA AO VIVO esteve no Campo Pequeno nos passados dias 8, 9 e 10 de Dezembro. Foram muitos meses de trabalho para…

Publicado por UAU em Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

Foram muitos meses de trabalho para produzir este musical de raiz, em português, com actores, cantores, bailarinos e acrobatas a protagonizarem uma história de valores, tão importantes para os mais pequenos como para os mais crescidos.

UAU Produtora
Website | Facebook

‘Uma decisão política’

“O minderico é considerado uma língua e não um dialecto, uma vez que este é uma variedade regional de algo definido como língua-padrão. “Uma língua é uma variedade linguística, à semelhança de um dialecto, mas adquiriu poder económico, político e social e, com isso, prestígio. A distinção entre língua e dialecto pressupõe sempre uma decisão política”, esclarece Vera Ferreira. “O minderico foi-se afastando do português, criando características próprias morfossintácticas a nível gramatical, que o tornaram uma entidade autónoma, como outra língua qualquer.”

Há línguas quase extintas. Como as podemos salvar?

Em todo o planeta há línguas ameaçadas. Agora, uma equipa de cientista fez uma nova árvore evolutiva com algumas línguas do Sudeste asiático e do oceano Pacífico que devem ser preservadas. Também em Portugal há uma “quase extinta” que se tem procurado revitalizar.

Teresa Serafim – 17 de Dezembro de 2017

—————–

(…)

Não há dúvida de que há muitas espécies de animais e plantas ameaçadas, assim como há muitas outras que já se extinguiram. Uma forma de percebermos como todas se relacionam e de obter informação sobre elas é através de árvores evolutivas. O conceito vem da biologia evolutiva, em que os ecólogos constroem essas árvores filogenéticas em forma de diagramas.

Tal como as espécies de animais e plantas, também há línguas ameaçadas. Segundo o artigo, das cerca de sete mil línguas hoje existentes desaparece uma língua a cada duas semanas. Ainda de acordo com o Atlas das Línguas em Risco da UNESCO, pelo menos 43% das cerca de seis mil línguas existentes estão em risco. Como se pode preservar essas línguas? Construindo árvores evolutivas das línguas, através de cálculos computacionais.

Os cientistas construíram então um ranking (ou árvore, se se preferir) de línguas a preservar através do EDGE, semelhante a uma métrica usada na biologia evolutiva. EDGE divide-se em “distintividade evolutiva” (ED) e “ameaça global” (GE). A primeira mede quão distinto é um idioma de outras línguas da sua família. “As línguas que têm poucos parentes são consideradas mais ‘especiais’ e têm mais pontuações de ED”, diz Nicolas Perrault, da Universidade de Oxford (Reino Unido) e um dos principais autores do estudo. Já a “ameaça global” calcula o quão provável é uma língua ficar extinta. “Inclui o número de falantes e quão novos são. A língua mais ameaçada tem maior pontuação de GE.”

A equipa considerou 350 línguas faladas em ilhas espalhadas no Sudeste asiático e no oceano Pacífico. “Hoje há mais de 1200 línguas austronésias, tornando-a uma das maiores famílias de línguas”, lê-se num comunicado. E por quê as 350 línguas? “Nos estudos de linguística histórica, é comum comparar o vocabulário básico de diversas línguas, uma vez que este vocabulário (que corresponde a palavras essenciais e muito frequentes no discurso) é mais resistente à mudança ou substituição”, explica Hugo Cardoso, do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, que não fez parte do estudo. “Nestas 350 línguas, os autores tiveram em conta as respectivas palavras para o mesmo conjunto de 210 conceitos básicos, para determinar o seu parentesco e graus de afastamento.” Esta recolha já tinha sido publicada em 2009 na revista Science, por uma equipa da Universidade de Auckland (Nova Zelândia). Outras informações são da base de dadosonlineEthnologue, que tem o registo de mais de sete mil línguas.

(…)

“A construção de árvores linguísticas mais abrangentes permitem preservar as línguas, o que pode ser proveitoso para linguistas, antropólogos e historiadores”, considera em comunicado Jonathan Davies, da Universidade de McGill (Canadá) e coordenador do trabalho. Para Hugo Cardoso, este método é “interessante” do ponto de vista prático. “Ajuda a priorizar os esforços de conservação. Mas pode ser um pouco controverso porque significa que podemos abandonar e não dar tanta atenção a outras [línguas]”, nota. “As línguas ameaçadas são de comunidades que estão a passar por algum problema. Pode dar-se o caso de uma língua estar ameaçada e, por não ser distintiva, não ser uma prioridade.”

(mais…)

Em Português – 23

Revista “Saúda” – (ANF – Assoc. Nac. Farmácias)

O prazer da amizade

Eunice Muñoz e Ruy de Carvalho são amigos há décadas. Conheça as razões de uma amizade tão duradoura na #RevistaSaúda de Dezembro. Peça na sua farmácia.

Publicado por Revista Saúda em Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

A Revista Saúda de Dezembro já saiu!
​​​​​Encontre-a na sua farmácia.

Revista “Saúda” – (ANF – Assoc. Nac. Farmácias)
Website | Facebook


Revista “Egoísta”

Texto de Pedro Rolo Duarte na edição número 12 da Egoísta, dedicada ao tema Espectáculo. Até já, Pedro!

Publicado por Revista Egoísta em Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017

Texto de Pedro Rolo Duarte na edição número 12 da Egoísta, dedicada ao tema Espectáculo. Até já, Pedro!

Revista “Egoísta”
Website | Facebook


ANO – Associação Nacional dos Ópticos

Mesmo que os raios solares não sejam tão intensos, a verdade é que a radiação solar continua a prejudicar a visão no…

Publicado por Associação Nacional dos Ópticos em Terça-feira, 5 de Dezembro de 2017

Mesmo que os raios solares não sejam tão intensos, a verdade é que a radiação solar continua a prejudicar a visão no Inverno. Use lentes solares ou oftálmicas com protecção contra os raios UVA e UVB.
Aconselhe-se com os nossos profissionais numa Óptica Acreditada ANO.

ANO – Associação Nacional dos Ópticos
Website | Facebook

Onde se lê “mirandês” leia-se “Português”…

 

Portugal pode assinar a Carta Europeia de Línguas Minoritárias

Agência Lusa /15 Dez 2017 / 22:00 H

 

A presidente do Comité de Peritos para as Línguas Minoritárias defendeu esta sexta-feira, em Miranda do Douro, no distrito de Bragança, que Portugal reúne as condições necessárias para a assinatura da Carta Europeia de Línguas Minoritárias (CELM).

A croata Vesna Crnic-Grotic falava no encerramento do Encontro Europeu das Línguas Minoritárias, que reuniu naquela cidade transmontana representantes do Conselho da Europa e do Governo português, para uma avaliação das línguas minoritárias em Portugal, trabalhos que hoje terminaram.

“Agora, a responsabilidade da assinatura da CELM, está do lado do Governo português. Portugal já cumpre grande parte dos 35 requisitos exigidos no diploma, já que o mirandês é ainda uma língua falada e ensinada em diversos escalões etários e tem o apoio das autoridades locais e organizações não-governamentais”, indicou a responsável pelo colégio de peritos europeus em línguas minoritárias.

Há 35 princípios mínimos que cada signatário do documento terá de cumprir na área da educação, administração local, justiça, média, vida económica, relações transfronteiriças e cooperação institucional.

Segundo os peritos, a CELM é um tratado internacional do Conselho da Europa que “define boas práticas para o enquadramento legal e institucional de línguas minoritárias, como é o caso, em Portugal, da língua mirandesa”.

“O Governo só terá de assinar a CELM e depois ser ratificada pela Assembleia da República, para tornar o ato oficial no espaço europeu”, frisou a perita.

O secretário executivo da CELM, junto do Conselho da Europa, Sixto Molina, disse que o primeiro passo foi dado com a reunião de representantes do município de Miranda do Douro e do Governo português para verificar se todos os requisitos impostos no diploma poderão ser cumpridos por ambos os intervenientes, junto das entidades europeias, nesta área.

“Não vejo obstáculos para que a carta não seja assinada. Agora, é preciso dar passos em frente, já que estamos a atravessar um momento histórico, tudo porque a CELM assinala 20 anos sobre a constituição, e a língua mirandesa celebra, igualmente, 20 anos sobre a sua oficialização”, enfatizou o responsável.

Para o presidente da Câmara de Miranda do Douro, Artur Nunes, estão presentes a principais razões para que Portugal possa assinar a CELM.

“Estão reunidas as condições para propor ao Ministério dos Negócios Estrageiros, a assinatura deste diploma europeu, já que há um compromisso de todas as partes envolvidas neste processo, para que o documento seja apresentado em Conselho de Ministros”, indicou o autarca.

Segundos os representantes da Associação de Língua e Cultura Mirandesa (ALCM), foram avaliados os 35 pontos da CELM com que Portugal tem de se comprometer.

“Agora serão feitos alguns acertos no documento final, se assim for necessário. Ao mesmo tempo, quisemos que os próprios peritos europeus tomassem um contacto directo com a língua mirandesa”, concluiu o linguista e membro da ALCM, José Pedro Ferreira.

Apesar do reconhecimento oficial através de lei, em 1999, o mirandês continua “a não ter um enquadramento institucional adequado”, apontam os linguistas que se dedicam ao estudo desta língua.

Dos 47 estados membros da União Europeia, 22 não assinaram a CELM, não sendo “obrigatório” este acto.

[Artigo da agência “Lusa” (brasileira “adotiva”) publicado pelo “Diário de Notícias” da Madeira em 15.12.17. Imagem de topo de: Biblioteca Brasiliana.]