Dia: 16 de Maio, 2018

Cruzadex (1)

31.10.2016

«Brasil abre conferência de países de língua portuguesa»

«Começou nesta segunda-feira, 31, em Brasília a 11ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se encerra nesta terça-feira com o tema “A CPLP e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.»

«Além da agenda de economia sustentável, o encontro pretende estabelecer estratégias para expansão do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, a fim de facilitar a divulgação do idioma e a publicação de livros, respeitando-se as expressões regionais de cada país.»

«Em encontro paralelo com o ministro das Relações Exteriores, José Serra, o colega angolano, George Chikoti, discutiu ampliação do intercâmbio comercial com o Brasil – que alcançou US$ 680 milhões no ano passado — e o intercâmbio de técnicos de ambos os países para a construção da hidrelétrica de Laúca, na província de Malanje. O projeto, que já está com 70% das obras concluídas, está orçado em USD 5 bilhões, e deve entrar em operação no segundo semestre de 2017, com capacidade de produção de 2.070 Megawatts.»

“Sputnik News” (Brasil)


03.08.2017

«José Eduardo dos Santos inaugura em Laúca a última grande obra como PR angolano»

«Trata-se de uma obra a cargo da construtora brasileira Odebrecht, que ainda subcontratou várias empresas de origem portuguesa, casos da Somague Angola, Teixeira Duarte, Epos, Tecnasol e Ibergru, com mais de 250 trabalhadores.»

«Localizada entre as províncias do Cuanza Norte e Malanje, aquela barragem foi encomendada pelo Estado angolano por 4,3 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros), envolvendo financiamento da linha de crédito do Brasil, movimentando cerca de 9.000 trabalhadores.»

“Diário de Notícias”/Lusa (Portugal)


10.02.2018

«Custo final de Laúca estimado em 4,5 mil milhões de dólares»

«Recorde-se que o custo final de Laúca foi estimado em 4,5 mil milhões de dólares norte-americanos, e a sua construção foi da responsabilidade da brasileira Odebrecht, contando com a linha principal de financiamento um crédito concedido pelo Brasil

“Novo Jornal” (Angola)


15.05.2018

«PF pede prorrogação de inquérito sobre Temer no caso Odebrecht»

«BRASÍLIA – A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação por mais 60 dias de um dos inquéritos que miram o presidente Michel Temer (PMDB) – cujo foco da investigação é um acerto da Odebrecht no valor de R$ 10 milhões para o partido durante um jantar no Palácio do Jaburu em 2014, conforme a delação dos executivos da empresa.»


El Caso Odebrecht es una investigación del Departamento de Justicia de los Estados Unidos publicada el 21 de diciembre de 2016 sobre la constructora brasileña Odebrecht, en la que se detalla que la misma habría realizado coimas de dinero y sobornos, a funcionarios del gobierno de 12 países: Angola, Argentina, Colombia, Ecuador, Estados Unidos, Guatemala, México, Mozambique, Panamá, Perú, República Dominicana y Venezuela, durante los últimos 20 años, para obtener beneficios en contrataciones públicas.

Odebrecht creó esta «Caja B» a finales de los años 2010 con el nombre de «Sector de relaciones estratégicas» para disimular la maraña de coimas. Concepción Andrade, entonces veinteañera y empleada de la empresa, fue la primera secretaria del ilegal departamento de sobornos, con base en Brasil, desde 1987. A su despido, en 1992, se marchó a casa con los registros que había levantado y los guardó durante tres décadas hasta entregarlos a la justicia brasileña y a la Comisión del Congreso encargada de la investigación.

Wikipedia

«Lamento muito que os portugueses…» [Paulo Franchetti, Facebook]


Este “post” foi publicado por Paulo Franchetti no Facebook há exactamente três anos, mas bem poderia ter sido escrito e publicado hoje; mantém absoluta actualidade.

Trata-se de um pequeno mas extraordinariamente incisivo texto que foi aliás citado por, pelo menos, três cronistas tão diversificados quanto Filipe Zau, em Angola, João Gonçalves, em Portugal, e o Padre Belmiro Narino, no Luxemburgo.

  1. «Os falsos pressupostos do Acordo Ortográfico» [“Jornal de Angola”, 31.05.16]
  2. «O Acordo e a linguiça» [João Gonçalves, JN]
  3. “O poder despreza a cultura” [Belmiro Narino, “Luxemburger Wort”]

 

Por alguma estranha razão, com três anos de atraso (algum acesso de tuguismo ao retardador, ou então é só da velhice mesmo), só agora me apercebi de que ainda não tinha aqui reproduzido o dito “post”.

Pronto, fica rectificado o lapso.

Tenho acompanhado um pouco a reação e os apoios ao Acordo Ortográfico em Portugal, onde estou no momento. Lamento muito…

Publicado por Paulo Franchetti em Sexta-feira, 15 de Maio de 2015

 

Tenho acompanhado um pouco a reação e os apoios ao Acordo Ortográfico em Portugal, onde estou no momento.

Lamento muito que os portugueses passem a ser obrigados a escrever da forma abstrusa que o acordo preconiza.

Para nós, brasileiros, é mais fácil: sumiu o trema, perderam-se uns acentos, trocou-se a confusão dos hífens por outra confusão dos hífens. Saiu barato.

Em Portugal se produzem aberrações.

Espanta-me ver que há professores da área de Letras a defenderem o acordo. Alguns com argumentos tão inconsistentes quanto o próprio “acordo” que defendem.

As perguntas essenciais nunca afloram: quem precisa de um acordo desses, quem tem dinheiro para implementá-lo, qual a sua prioridade no plano das carências culturais?

Cientificamente, o acordo não se sustenta. Culturalmente, além de perverso, é irresponsável. Mas há vontade política de implementá-lo a qualquer custo.

Pobre país este… E não porque tenha de se dobrar ao Brasil. Isso é balela. O acordo tampouco interessa à cultura brasileira. Exceto à indústria dos livros didáticos e de referência. Pobre país este no qual muitos políticos e alguns intelectuais acham que a ordem que vem de cima deve ser a ordem das coisas.

Para nós, brasileiros, o acordo é inócuo. E talvez não sobreviva muito tempo, como não sobreviveu a reforma de 45, quando deixamos Portugal a escrever sozinho no novo sistema.

Mas aqui o chamado acordo é simplesmente inútil, custoso e absurdo, do ponto de vista científico e, principalmente, cultural. E está sendo enfiado goela abaixo de um grande número de intelectuais de primeira linha, implantado por lei e mandado fazer cumprir…

Paulo Franchetti

[Evidentemente, na transcrição textual, os destaques, sublinhados e “links” foram adicionados por mim. Imagem de topo de: Antero (Facetoons). ]