“O bom português” [Manuel Monteiro, entrevista à Rádio Renascença]

A pretexto do seu novo livro, “Por Amor à Língua“, Manuel Monteiro fala sobre o “acordo ortográfico” nesta entrevista à Rádio Renascença. Desancando-o, evidentemente, como compete a qualquer ‘bom português’. Ou a quem souber ler e escrever, vá, não exorbitando.

“Adjectivamos muito, sim, e quase sempre os mesmos substantivos ou os mesmos nomes com os mesmos adjectivos. Vamos a exemplos? Um adepto é? Fervoroso. Um defensor é acérrimo. Um crime terrível é um crime hediondo. A fronteira é sempre… ténue. Um corpo belíssimo é… escultural.

O mar está revolto, os jardins são luxuriantes e as árvores são frondosas. Eu rejeito liminarmente, aconselho vivamente e irrito-me solenemente. Enfim, são locuções estereotipadas que nós usamos tão acriticamente que há uma palavra das duas que, muitas vezes, nem sabemos o significado e que nunca usamos fora daquele contexto”.

Manuel Monteiro
(Novo livro: Manuel Monteiro, “Por Amor à Língua”)

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