AO90: acordo ortográfico entre Estados brasileiros

Os brasileiros são os donos da língua. Da língua  brasileira, é claro. Não têm nada que no-la impingir, com revoltante sobranceria, a pretexto de inacreditáveis invenções enjorcadas com os seus assalariados portugueses. De resto, nem se dão à maçada de mencionar os indígenas e as colónias, deixando tais “esclarecimentos” (um chorrilho de mentiras a armar ao “técnico” e à “linguística”) em defesa desse demente acordo a cargo dos seus lacaios portugueses.

Sempre que se referem a “língua” ou, pior, ainda, a ortografia, só uma coisa interessa a nossos “irrmaum” de além-Atlântico: respectivamente, o seu modo de falar (logo, de escrever) e a sua própria e exclusiva cacografia. Bem, isso é lá com eles, pois claro, que falem da sua escrita abstrusa e que sobre ela “reflitam” à vontade, força. com os nossos cumprimentos às esposas e aos consortes, consoante o caso. Tudo estaria nos conformes, portanto, caso não pretendessem impor a Portugal (e PALOP), como uma “infeção”, a peçonha da sua Babel em miniatura.

A título de ilustração dessa sobranceria neo-colonialista, se bem que se estejam marimbando para as sua colónias linguísticas, com as quais nem de raspão se ralam, para os brasileiros as colónias apenas têm de “adotar” a cacografia e pronto, não se fala mais nisso.

Neste artigo da “Amazônia”, como invariavelmente sucede, todas as “priocupaçaum” rodam infindavelmente em volta das “regras” (absurdas, desconexas ou ausentes) da sua forma de escrever — uma coisa parecida com transcrição fonética mas com o alfabeto e não com os símbolos exactos. 

Os jornalistas brasileiros “especializados” na matéria são uns cómicos. Todo o artigo é uma anedota pegada. Além das “regras de utilização” de umas coisas giras que mais parecem ter sido redigidas para mais fácil compreensão das criancinhas, há até um “fato” que lhes fica a matar: referem uma coisa, certamente dificílima de esgalhar, que baptizaram como “importância da Ortografia na escrita”. É o título do próprio textículo. Fantástico. Se calhar, digo eu, que não sou de intrigas, no Brasil é capaz de haver também ortografia na culinária, sei lá bem, ortografia no Cristo-Rei (que é brasileiro, como toda a gente sabe) ou até, quem sabe, devem ter lá ortografia no “futchibóu” e assim. Está por conseguinte inaugurado um novo ramo da tautologia (ou estupidologia, há quem diga): evidentemente, “Ortografia na escrita” é mais ou menos o mesmo que “água na oceanografia” ou, por extenso, “a importância do ar na respiração”.

note-se “djinheiro”, “djia”, “djitado”

No Brasil ainda não existe uma língua oficial propriamente dita. Mas para lá caminha a passos largos. Ainda não há um sistema de comunicação (oral e escrita) padronizado e nacionalmente comum. Há imensas línguas (e ainda mais dialectos, é favor não confundir uma coisa com a outra). A entrada da “wikipédjia lusôfona” sobre a matéria (ver em baixo) dá conta do essencial, nesse aspecto. Ora, assim sendo, o AO90 vem mesmo a calhar para o efeito. Finalmente conseguiram padronizar alguma coisinha e assim fixar a sua própria língua nacional.

O Português começou por servir no Brasil, um “país-Continente”, como língua franca; saltando uma longa (e interessante) história, funcionou como o Latim popular no Império romano ou como é e para que serve o Inglês nos dias de hoje.

De um ponto de vista técnico (as implicações geo-políticas são outra cousa), o “acordo ortográfico” não passa de uma tentativa de fixação de uma norma para a língua brasileira, cuja autonomização em relação à Língua Portuguesa começou com o “grito do Ipiranga” (7 de Setembro de 1822), acelerou em 1911, 1945 e 1986, e terminou com a imposição do “acordo” de 1990. O qual não passa, afinal, de um verdadeiro acordo ortográfico entre Estados, sim, mas apenas entre os 26 Estados brasileiros.

Precisamente, nisso se consubstancia e é essa a essência da luta contra o AO90: O Brasil que fique lá com a sua língua e que não venha para cá tentar impô-la à força. Por mais traidores e vendidos portugueses que forem capazes de arrebanhar, jamais conseguirão calar (ou corromper) a voz da razão.

Importância da ortografia na escrita

“Diário da Amazônia”, 11.01.21

A “arte de escrever corretamente as palavras de uma língua”, eis a definição de Ortografia, dada por Coelho Neto (2002), em seu estudo sobre a dificuldade na competência da apropriação do sistema ortográfico.  Etimologicamente, o termo é formado pelos elementos gregos “orto” e “grafia” que significam, respectivamente, direito (exato) e ação de escrever domínio da ortografia.

Entre regras, regularidades e irregularidades, a ortografia surgiu como forma de facilitar a comunicação escrita, delimitando as regras de acentuação gráfica das palavras, o uso correto das letras na escrita dos vocábulos, etc. Sendo assim, sua existência acaba assegurando que o idioma, a língua, não sofra mudanças drásticas dentro do próprio país.

Nesse viés, entende-se a ortografia como a ação de escrever direito, de forma correta, padronizada, o que demanda muito estudo e esforço. Aprender a escrever é um processo contínuo, praticando e dominando a ortografia de nossa língua, temos uma forma comum de escrever cada palavra. Portanto, quando conhecemos as regras de ortografia e praticamos, acabamos percebendo que escrever corretamente, fica mais fácil.

Desta forma, é possível afirmar que conhecer e ter habilidade com as regras que regem a ortografia de nossa língua significa ter maior probabilidade de proficiência na modalidade escrita.

Considerando as constantes mudanças na língua, nos deparamos em 2016 com Acordo Ortográfico de 1990 que passou a entrar em vigor no Brasil. As principais alterações aconteceram na maneira como algumas palavras são acentuadas e no emprego do hífen. Muitos brasileiros já conhecem as alterações, mas ainda estão se adequando às novas regras na prática.

Dentre o universo da Ortografia, estudamos sobre a Letra e alfabeto; Notações lexicais (acento agudo, grave e circunflexo, trema, apóstrofo, hífen); Regras de acentuação; Separação silábica; Ditongos; Regras de utilização de determinados vocábulos, como “mas” ou “mais”, “onde” ou “aonde” e Regras de utilização das letras, como as particularidades por trás do emprego de H, X, Y, Z, CH, SS, entre outras.

Para que se tenha êxito nos objetivos da produção textual, como a interação entre o produtor do texto e o seu receptor, deve-se construir um todo significativo, com os elementos que estabeleçam ligação entre as partes, isto é, que confiram coesão ao que se quer transmitir ao escrever e a ortografia é essencial nesse ponto.

Algumas dicas são úteis para melhorar a ortografia, como: Desabilitar o corretor ortográfico na hora da escrita no meio digital; Listar as palavras que geram dúvida com frequência; Estudar as regras da nova ortografia, dar atenção aos acentos e escrever no mínimo, dois textos por semana.

São ações que visam desenvolver novas capacidades acerca da apropriação do sistema ortográfico, que, consequentemente, pode melhorar a prática da escrita e reduzir a dificuldade na competência ortográfica, interagindo com a língua e respeitando toda sua a sua multiplicidade textual.

Línguas do Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

As línguas do Brasil são duas do tipo oficial a nível nacional: português[5] e libras.[6] Contudo, línguas minoritárias do Brasil são faladas em todo o país. O censo de 2010 contabilizou 305 etnias indígenas no Brasil, que falam 274 línguas diferentes.[7][8] Há comunidades significativas de falantes do alemão (na maior parte o Hunsrückisch, um alto dialeto alemão) e italiano (principalmente o talian, de origem vêneta) no sul do país, os quais foram influenciados pelo idioma português,[9][10] assim como um processo recente de cooficialização destas línguas, como já ocorreu em Pomerode e em Santa Maria de Jetibá.[11]

É estimado que se falavam mais de mil idiomas no Brasil na época do descobrimento. Segunda pesquisa anterior ao censo de 2010, esses idiomas estavam reduzidos ao número de 180.[12][13] Destas 180 línguas, apenas 24, ou 13%, têm mais de mil falantes; 108 línguas, ou 60%, têm entre cem e mil falantes; enquanto que 50 línguas, ou 27%, têm menos de 100 falantes e metade destas, ou 13%, têm menos de 50 falantes, o que mostra que grande parte desses idiomas estão em sério risco de extinção.[14]

Nos primeiros anos de colonização, as línguas indígenas eram faladas inclusive pelos colonos portugueses, que adotaram um idioma misto baseado na língua tupi, chamado nheengatu. Por ser falada por quase todos os habitantes do Brasil, ficou conhecida como língua geral. Todavia, no século XVIII, a língua portuguesa tornou-se oficial do Brasil, o que culminou no quase desaparecimento dessa língua comum.[14] Atualmente, os idiomas indígenas são falados sobretudo no Norte e Centro-Oeste. As línguas mais faladas são do tronco Tupi-guarani.[14]

Há uma recente tendência de cooficializar outras línguas nos municípios povoados por imigrantes, como as línguas italiana e alemã ou indígenas, através de levantamentos do Inventário Nacional da Diversidade Linguística instituído através de decreto pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 9 de dezembro de 2010,[15] que analisará propostas de revitalização dessas línguas no país.[16]

Também os estados de Santa Catarina[17][18] e Rio Grande do Sul possuem o Talian como patrimônio linguístico aprovado oficialmente no estado (já a língua alemã, de grande abrangência nestes dois estados, não foi oficializada ainda por não haver um consenso entre a padronização da forma hunsriqueana, ou a pomerana, ou a adoção das duas modalidades em simultâneo),[19][20] enquanto no Espírito Santo tramita desde agosto de 2011 a PEC 11/2009, que visa incluir no artigo 182 da Constituição Estadual a língua pomerana e a alemã como patrimônios culturais deste estado.[21][22][23]

Em âmbito federal, ao lado do português o governo brasileiro também reconhece como oficial a língua brasileira de sinais (LIBRAS), por meio da Lei nº 10.436, regulamentada pelo Decreto n.º 5.626. Trata-se de uma língua de modalidade visuogestual, oriunda da comunidade surda nacional.

 

[Sendo brasileiro o artigo, foi conservada a cacografia do original. Wikipédia brasileira (que acabou com a Wikipédia portuguesa).]

[Conservada a escrita brasileira do original. Destaques meus. Imagem de texto em: “Norma Culta” (Brasil). Imagem de rodapé de: http://www.linguabrasileirainverbo.com.br/]

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