Mês: Maio 2021

Estópi

«Mal muralhada e defendida, a língua deixa-se invadir por assassinos silenciosos, que, numa manobra de guerrilha, se dedicam à implantação de um dialecto semi-bárbaro.»

Exacto. O autor da frase, retirada de um texto publicado no DN, refere-se à língua brasileira. Certo?

Bem, não. Errado. É só mais um texto contra os estrangeirismos e com mais uma listinha de termos, “tipo” salada mista, baralhando deliberadamente contaminações do brasileiro e verdadeiros barbarismos, sejam estes de origem anglófona, francófona, “espanholófona”; parece, talvez derivado ao  tempo de “bazuca”, que andar numa fona a armar ao fino, catando até os estrangeirismos suecos, é mesmo o que está a dar.

No caso deste artigo, à mistura com a louvaminha habitual aos “extraordinários” brasileirismos e ao ainda mais persistente embasbacamento pelo “gigantismo” brasileiro (ah, e tal, 210 milhões, ah, que espanto), temos a já patológica mania das listinhas, ou seja, bocejantes  sequências de palavras a eito exemplificando isto, aquilo e aqueloutro, mai-lo diabo a quatro.

Os estrangeirismos são inevitáveis, pela sua tão estranha quanto absurda recorrência, seu uso e abuso sem qualquer conta, peso, medida ou critério? Sim, certamente, isso acontece. Até “estrangeirismos” incompreensíveis, segundo o estilo inconfundível do “Chef sueco”, há marretas que os usam julgando estar a falar “estrangeiro”.

São inevitavelmente ridículos, é verdade, variando a medida do ridículo na razão directa, isto é, quanto maior o número de ocorrências (e erros), maior o absurdo. Se bem que, pontualmente, possam também ser úteis e até, em alguns casos, insubstituíveis: experimente-se falar, por exemplo, de haute cuisine sem usar o Francês, de futebol (football), informática, Internet  ou rugby (pronunciado em Portugal como “reiguebi”) sem recorrer ao Inglês, de tauromaquia sem utilizar terminologia em Espanhol ou… de Fado, mesmo no Japão ou na Mongólia, sem usar a Língua Portuguesa. Os galicismos, os anglicismos, os espanholismos ou (principalmente, claro) os portuguesismos, nada disso é para deitar fora.

Já quanto à novilíngua apalhaçada que o AO90 implica, utilizando uma espécie de gatafunhos com a transcrição fonética brasileira (prônúncia cuuta, viu?), a história é completamente diferente. Uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra.

Confundir exagero com destruição em massa, ridículo com extermínio ou meia dúzia de parvos com uma divisão de tropas de assalto é um “raciocínio” que em si mesmo transporta o agente patológico de que diz pretender livrar-se.

Rendidos às evidências

Pedro Fontes

 

Quarta-feira foi o dia mundial da Língua Portuguesa. E vale a pena assinalá-lo. Não para constatar que se escreve mal, como sempre se escreveu, mas para reparar na novidade de ninguém se importar com o que está mal escrito.

Com as redes sociais, a língua seguiu uma evolução curiosa. Por um lado, globaliza-se, confiscando expressões do inglês e de outras línguas dominantes. Por outro, sentimentaliza-se, preferindo palavras mais chamativas e sensacionais, extraídas de tradições orais mais maleáveis, como a do português do Brasil. Mal muralhada e defendida, a língua deixa-se invadir por assassinos silenciosos, que, numa manobra de guerrilha, se dedicam à implantação de um dialecto semi-bárbaro. E não são poucos.

Começamos pelo capitão da companhia anglófila: o verbo “escalar”. Num dicionário clássico, escalar significa galgar ou trepar, e ainda abrir, estripar e salgar um peixe. Na nova língua (e o “nova” usa-se com suspeição, como em “novos-ricos”), é sinónimo de “crescer rápida e progressivamente”. O capitão obteve a patente numa missão de alto risco, depois de se infiltrar num discurso de Estado a propósito de uma infecção viral. O resto da equipa, que também escalou, é composta por sicários da mesma ordem e quilate. Temos o “mandatório”, encarregado de tirar o pio ao “obrigatório” e ao “compulsivo”. “Parquear”, para tirar o lugar ao “estacionar”. “Aportar, que, além de parquear navios, é um rival pretensamente fino de “contribuir”. “Endereçar”, um verbo antes reservado a carteiros, escriturários, e namorados por correspondência, sequestrou o “abordar”, o “confrontar”, e o “lidar com”. E o comando “briefar” aguarda, camuflado, a sua estreia num relatório do Infarmed.

O grupo é maior do que se julga, e mais insidioso do que se imagina. Quando há dias ouvi comentar que alguém teria “comportamentos aditivos”, julguei que se tratava de um aficionado da matemática. Era afinal um toxicodependente, que se debatia com uma “adição”. Há depois uma beleza lepidóptera nestes neologismos, onde por pouco qualquer lagarta dá em borboleta. Semanas depois do drogado, falaram-me numa mulher “empóderada”. Confiante de que farejara vestígios etimológicos de “pó”, perguntei, com estudada perfídia, se a senhora sofria de comportamentos aditivos. Cá nada! A pequena dava formação em auto-ajuda. E tinha público. Perdão, “audiência”!

A escrita sensacional consegue ser ainda mais manhosa. Os infiltrados são expressões utilizadas por aproximação fonética, cujo sentido intuitivo substituiu o intelectual. Soam melhor assim. O chefe é o general “assertivo”, que agora se escreve “acertivo”, e mesmo quando não se escreve “acertivo” se usa no sentido de “acertado”, e não de “determinado” ou “categórico”. A correspondência agora “recepciona-se”. Quando nos ocorre estar ao corrente, estamos afinal “ocorrentes”, que é como fica alguém que visita o “Ocorrências da Madeira”. Os madeirenses têm um infiltrado de estimação: é o “genuíno”. Algures entre o “autêntico”, “verdadeiro”, ou “sincero”, genuíno significa uma coisa ser neutramente o que é. Por cá, porém genuíno é “benevolente”, “puro”; ou “cândido”, e significa uma coisa ser positivamente como deve ser. Mas o genuíno madeirense anda enganado. É que um defeito genuíno é muito pior do que um defeito envergonhado. Basta olhar para os genuínos burgessos, e ver como agem como superiores técnicos da demais burgessura, dando barraca de bom grado e até pretensiosamente. Nesses casos, a boa educação mandaria domesticar a genuinidade, optando antes por alguma discrição e reserva. Melhor do que ser burgesso, é ao menos fingir que não se é. “Genuíno” pode, pois, ser uma qualidade. Só não para toda a gente. Estou também convencido de que se julga que “chármoso” é diferente de charmoso, e quer dizer bonito. Mas fica para outro dia.

O Acordo Ortográfico não ajudou. Se o brasileiro é um português dilatado pelo sol (Eça), o Acordo Ortográfico é um brasileiro encolhido pela chuva. Num esforço integrativo simpático mas fútil, abastardou a escrita, e nada mais fez senão instalar praga de “cês”. Pelos “cês” que morreram, temos uma certa ternura. São como chapéus atirados a um bengaleiro que o AO aposentou. Convém é lembrar que nem todos chegaram a viver: “contrato” nunca foi “contracto”, “retrato” nunca foi “retracto”, e “quarteto” nunca foi “quartecto”. Assim foge o pé para o chinelo. Erudito, erudito, é queixar-se das palavras carequinhas, que continuam a precisar do seu chapéu de “cê”. Depois do AO, por exemplo, é impossível a uma senhora escrever, com correcção e seriedade, sobre os “tetos” de sua casa.

É tudo joio? Não, há algum triguinho. “Engajamento” por exemplo, é uma corruptela de engagement, e significa adesão, compromisso ou activação. Em condições normais, deveria ser fulminado. Excepcionalmente, é tolerável. Mas só na imprescindível premissa de derivar de “gajo”, e não da foleirice inglesa. Arrasta muitos gajos – e gajas – consigo? Parabéns. É um gajo engajador.

Carinho merece também a pérola “realizar”. Realizar, já se viu, é “aperceber-se”, ganhar noção de algo. Mas nenhum deles captura o dramatismo da descoberta de que a luz ao fundo do túnel se trata, afinal, do comboio da realidade. Há dias realizei, por exemplo, que o Marítimo podia descer de decisão. Mas já me tinha apercebido desde o Natal.

Entre o cómico e o caricato, há extravios que não merecem complacência. O mais irritante é talvez a “evidência”. Passou a ser preciso “indicar evidências”, ou produzir “evidência científica”. E é o mais irritante porque, além de combinar imperialismo do inglês com o colonialismo do brasileiro, é o mais paradoxal. Não só passou a significar outra coisa, como se transformou no oposto do que significava: o que não necessitava de prova transformou-se na prova necessária. Torna-se aos poucos possível afirmar o seguinte escândalo “o evidente dispensa a apresentação de evidências”.

Há quem conviva com estes mutantes sem comoção ou censura, como se fossem derivados criativos da revolução digital. Endereçam as evidências acertiva e empoderadamente, briefando a audiência engajada com o retracto por si apresentado, repleto de emojis como os egípcios.

Perguntam-me se também escrevo “Farmácia” com “PH”, como se fosse a mesma coisa. Convencem-se, e convencem-me, de que a ruína afinal sou eu. Antes assim. Phoda-se.

[Transcrição integral de artigo com o título “Rendidos às evidências”, da autoria de Pedro Fontes, publicado no “DN” em 09.05.21. Destaques, sublinhados e “links” meus. Imagem de topo de: “Razão Automóvel“.]

«Todas as informações incluídas neste site, como texto e imagens são propriedade exclusiva da Empresa do Diário de Notí­cias da Madeira e protegidas pelas leis de direitos de autor. A permissão para visualizar e imprimir materiais deste site é concedida apenas para uso pessoal e não comercial. Qualquer outra cópia, distribuição ou modificação das informações na forma eletrónica ou impressa, sem permissão, é estritamente proibida.»[DN]

Grau zero

«A palavra falada é um fenómeno natural; a palavra escrita é um fenómeno cultural. O homem natural não pode viver perfeitamente sem ler nem escrever. Não o pode o homem a que chamamos civilizado: por isso, como disse, a palavra escrita é um fenómeno cultural, não da natureza mas da civilização, da qual a cultura é a essência e o esteio.» [Fernando Pessoa]

Ainda a respeito do programa da RTP sobre a língua brasileira, essa encenação de ASS que não motiva o respeitável público a ovacionar ou sequer a aplaudir com dois dedos, indolente e sonolentamente, temos aqui em baixo a reprodução de mais um texto sobre a data comemorada em geral e o programa televisivo que a festejou em particular.

Não foi exactamente uma festa, em resumo. Aliás, a julgar pelo ar fúnebre dos convidados, aquilo mais parecia um velório ou, se tal é possível, algo tão solene e  tétrico, sinistro, deprimente, como exéquias em câmara ardente, em sentido literal.

Este artigo do “Público” faz o relato conciso da cerimónia, identificando e apresentando — coisa que eu próprio não fiz num dos últimos “posts” — quem estava lá, que velinhas acendeu e que asneiras disse. Entenda-se aqui “asneiras” na acepção de inválidas por omissão sistemática (o que diabo fez, escreveu ou sequer disse essa gente antes contra o AO90?) e também porque afirmações avulsas, esporádicas e inconsequentes (como é o caso) denunciam por regra total indiferença e, por inerência, são “razões” asininas que apenas dependem de circunstâncias, produtos e “figuras” a compor, a adular e, numa palavra, a vender.

“Pormenores técnicos” como o «carácter normativo da ortografia», por exemplo, ou mentiras descaradas como referir a “necessidade” de “eliminar” as consoantes “mudas” porque “atrapalham”, por exemplo, são afirmações que não valem nem 0,0001% de qualquer edição microscópica no Brasil, esse país que para os acordistas e os “neutrais” é um fascinante colosso.

De resto, é dizer que sim, mas não, ou que talvez, quem sabe.

Ou seja, em duas linhas que se entrecruzam, os “não” e os “nim”, “opiniões” colossalmente estúpidas e tibieza militante que valem, ambas, “um pouco” mais do que menos um: zero.

 

 

Como num programa de televisão se demonstrou que o Acordo Ortográfico não era necessário

| Opinião – www.publico.pt, 11 de Maio de 2021

Maria do Carmo Vieira

 

Não pedimos, não queremos e não precisamos do Acordo Ortográfico.
A. E. [*], Apologia do Desacordo Ortográfico, 2010

A ortografia é um fenómeno da cultura, e portanto um fenómeno espiritual. O Estado nada tem com o espírito. O Estado não tem direito a compelir-me, em matéria estranha ao Estado, a escrever numa ortografia que repugno (…).
Fernando Pessoa, A Língua Portuguesa, edição Luísa Medeiros, 1997​

 

O programa “É ou Não É?”, de dia 4 de Maio p.p., na RTP 1, moderado pelo jornalista Carlos Daniel, elucida flagrantemente as epígrafes escolhidas. Aliás, o que li e ouvi, em relação a intervenções, sobretudo no dia 5 de Maio, juntando os gurus oficiais do momento festivo, constitui um manancial de matéria que expõe, sem pejo, contradições, servilismo, arrogância intelectual, culto da ignorância, e porque não dizê-lo, estupidez, implicando lamentavelmente a Língua Portuguesa e a vil roupagem com que a mascararam, ridicularizando-a. Os versos do poeta Luís de Camões, que Augusto Santos Silva não aceita como figura para identificar e representar a Língua Portuguesa, traduzem bem a “surdez” e o “endurecimento” de uma “pátria” que não louva e favorece “o engenho”, mas “que está metida/ no gosto da cobiça e na rudeza/ de uma austera, apagada e vil tristeza” (Canto X de Os Lusíadas). Uma consciência reiterada, ao longo dos séculos, por muitos outros escritores e poetas – António Ferreira, Francisco Rodrigues Lobo, Francisco Manuel de Melo, António Vieira, Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner Andresen, Vasco Graça Moura

Se dúvidas houvesse sobre o facto de os cidadãos não encontrarem razão para o Acordo Ortográfico (AO) que foi decretado à sua revelia e, no caso português, contra todos os pareceres solicitados pelo Instituto Camões e estrategicamente escondidos do público, o programa da RTP 1, acima referido, demonstrou-o ao vivo: um moçambicano (Stewart Sukuma), um brasileiro (Arthur Dapieve) e um português (António Zambujo). Nenhum deles pensou alguma vez que esse acordo pudesse vir a acontecer, nem vislumbrou qualquer vantagem daí adveniente, muito pelo contrário. Eis as suas palavras: Stewart Sukuma – “O Acordo Ortográfico foi mais usado a nível político e económico, mais do que a nível cultural. Os artistas acham mais piada continuar a cantar no seu português criado por via destes casamentos todos que existem. (…) é isto que faz a língua mais bonita. Pelo que sei, Moçambique nunca seguiu à risca o AO. (…) Não sentimos o Acordo em Moçambique”; Arthur Dapieve – “Esse Acordo Ortográfico nasceu um pouco de uma tentativa de uma certa utopia de que se a gente escrevesse tudo exactamente da mesma maneira, nós nos tornaríamos mais próximos. Nesse sentido, ele fracassou. A riqueza da língua portuguesa é a variedade de falares. Não era necessário.”; António Zambujo – “Exactamente o que ele disse. Subscrevo o que disse o Arthur. Não era necessário.” Naturalmente, não incluí, neste painel a três, os convidados que, directa ou indirectamente, representavam uma posição acordista ou não-acordista.

Situação confrangedora, e que elucidou igualmente em flagrante o porquê do caos linguístico instalado na escola e na sociedade portuguesas, após a imposição do AO, foi a da jornalista, professora e escritora Isabela Figueiredo. Efectivamente, ao afirmar, com uma surpreendente leveza, que usava uma “ortografia mista”, escrevendo à sua maneira (omissão das consoantes mudas, mas manutenção dos acentos) e deixando aos revisores a tarefa da uniformização, Isabela Figueiredo apontou a razão do caos que grassa na sociedade portuguesa, com cada um escrevendo à sua maneira; fez também, e infantilmente, papel de ignorante porque não se acredita que desconheça o carácter normativo da ortografia, que a sua “ortografia mista” põe em causa, bem como a estabilidade que aquela exige. Do alto do pedestal instável em que se posicionou, ao longo do debate, confessou ainda Isabela Figueiredo, com a mesma euforia e no final do debate: “Sempre senti ao longo da minha vida de estudante a necessidade de eliminar as consoantes mudas e o acordo ortográfico veio satisfazer este meu grande desejo de as assassinar, de as fazer desaparecer.”
(mais…)

“Avisos sobre o futuro”

http://pgl.gal/xxii-coloquio-da-lusofonia-decorrera-em-setembro-em-seia/Surpresa nenhuma. Exactamente como era previsível e foi aqui previsto… há apenas alguns dias.

Cá está, exposto com razoável soma de pormenores, o plano oficial de brasileirização de Macau. Tudo, como de costume, pago pelo prestimoso Estado português, sempre pronto a liquidar os calotes que o Brasil manda “para o tecto”, à conta da sua genial manobra de apoderamento das outras ex-colónias portuguesas e, evidentemente, do saque selvático das respectivas riquezas naturais e das posições estratégicas privilegiadas que os territórios outrora portugueses ocupam em África e na Ásia.

Deste conteúdo programático, facilmente descodificável, dado o inacreditável descaramento dos sabujos tugas, destacam-se os “investimentos” que Portugal semeia por todo o lado para que nada falte aos brasileiros na sua sanha neo-colonialista, xenófoba e lusofóbica — “modernidade” da qual os mais entusiastas são os próprios burocratas, vendidos portugueses envolvidos na tramóia.

Não devendo ser necessário “traduzir” exaustivamente o arrazoado bacoco do “documento“, até porque as pessoas também sabem ler e algumas delas ainda são capazes de raciocinar, fiquemo-nos apenas por algumas pontas soltas, pistas (à mistura com alguns lapsus linguae) que nos conduzem invariavelmente à revelação da podridão infecta que desde o início pariu o AO90 e hoje em dia está a contaminar o ambiente, sob o pretexto político da CPLP e a coberto da gigantesca patranha a que se convencionou chamar “lusofonia”.

Assim, temos no artigo em causa (por exemplo) constantes e reiteradas referências ao “valor económico” da língua; expressões como «as autoridades de Macau estão a fazer um ‘investimento notável’ no seu ensino» ou «numa dimensão pragmática ligada à economia» ou ainda «coisas a valorizar, esperando que os apoios oficiais ao idioma continuem» e desembocando a treta programática em «com a intenção de fazerem investimentos exteriores», bem, mais claro do que isto seria virtualmente impossível. É certo que o dinheiro não tem cor (nem Pátria nem História e muito menos Língua), mas não deixa de ser horripilante, porque demasiadamente obsceno, semelhante despudor.

Do que se trata, mais uma vez se repete, é, por um lado, de o Brasil “empochar” Macau e assim meter um pé na mais pujante super-potência económica mundial, procedendo a esta torção política, de forma enviesada, sempre mentindo alarvemente, enquanto, por outro lado, ataca literalmente o nosso legado histórico em Angola (para abarbatar o petróleo e  os diamantes), em Moçambique (idem, pedras preciosas e gás natural) e em Timor-Leste (petróleo); São Tomé, Cabo Verde e Guiné-Bissau não entram nesta “estratégia” empresarial, não possuem quaisquer riquezas naturais mas são de extrema utilidade para assinar papéis; papéis como o AO90, está claro, foi com dois deles que o Brasil e os sicários portugueses “assinaram” o II Protocolo, tornando o brasileiro “universáu” na língua oficial das 7 antigas colónias portuguesas — as mesmas que estão agora em acelerado processo de anexação pelo Brasil.

 

Língua Portuguesa | Do “investimento notável” aos avisos sobre o futuro

“Hoje Macau” – hojemacau.com.mo

Celebra-se hoje o Dia Mundial da Língua Portuguesa e, em Macau, vários especialistas afirmam que o idioma está de pedra e cal no território, tanto ao nível do ensino como dos apoios institucionais. No entanto, deixam avisos e apontam falhas: há uma necessidade de mudança e de reinvenção, pois a China pode tornar-se auto-suficiente no ensino e investigação da língua dentro de poucos anos. Rui Rocha diz que não há uma política linguística efectiva

 

O Dia Mundial da Língua Portuguesa, celebrado hoje, constitui o mote para se traçar um retrato do estado do idioma em Macau, onde o português é língua oficial até 2049. Em declarações à agência Lusa, o director do Instituto Português do Oriente (IPOR) defendeu que as autoridades de Macau estão a fazer um “investimento notável” no seu ensino.

“Por parte da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude [DSEDJ] está a ser feito um investimento notável. E se olharmos especificamente para o trabalho do Centro de Difusão de Línguas [CDL] da DSEDJ, acho que esse trabalho está a ser desenvolvido não só em quantidade, mas também em qualidade”, sustentou Joaquim Coelho Ramos.

“Não só o ensino da língua portuguesa em escolas oficiais e particulares do ensino não superior tem vindo a crescer, mas também em qualidade, e tem sido colocada à disposição das escolas actividades complementares que ajudam este processo de ensino de aprendizagem”, sublinhou.

A justificação pode estar no papel que Pequim atribuiu ao antigo território administrado por Portugal até 1999, para se assumir como plataforma para a cooperação comercial entre a China e os países lusófonos e como base de formação de quadros qualificados bilingues em chinês e português.

O director do IPOR salientou que “isso pode estar ligado ao desenvolvimento da visão da língua portuguesa como língua global e do interesse que existe, prático, do trabalho, através da língua portuguesa, de colaboração, cooperação com os países que a têm como língua oficial”.

O interesse tem-se traduzido no acréscimo de solicitações junto do IPOR, acrescentou Joaquim Coelho Ramos: “Também notamos algumas instituições que vêm pedindo ao IPOR cursos de formação em língua portuguesa para os seus funcionários, com a intenção de melhor servir a população que fala português, mas também com a intenção de fazerem investimentos exteriores”.

Ou seja, concluiu, “quer numa dimensão lúdica, quer numa dimensão pedagógica, quer numa dimensão pragmática ligada à economia, (…) há um desenvolvimento muito sério e muito bem feito, estrategicamente bem orientado para a língua portuguesa aqui [em Macau]”.

No último ano lectivo, o curso de português realizado pelas escolas públicas subordinadas à DSEDJ contabilizava um total de 136 turmas, com 2.409 estudantes, e 27 turmas de actividades extracurriculares, com 429 alunos participantes, segundo dados oficiais.

Também em 2019/2020, um total de 43 escolas particulares leccionaram o curso de português, que envolveu 5.591 alunos. Desde 2007 que a mesma entidade encarregou a Escola Portuguesa de Macau (EPM) de promover o curso intensivo de língua portuguesa, em horário após as aulas, para estudantes, com a DSEDJ a proporcionar ainda, gratuitamente, às escolas primárias e secundárias, uma plataforma de leitura ‘online’ de português.

Isto além da atribuição de bolsas extraordinárias dedicada a formar quadros qualificados em cursos nas áreas de língua portuguesa ou tradução chinês-português, bem como para apoiar licenciaturas em Portugal frequentadas por residentes de Macau.

Ainda no último ano, segundo a DSEDJ, 4.598 residentes foram subsidiados para participarem em cursos de português. Instituições como o Instituto Politécnico de Macau têm desenvolvido parcerias com universidades de países lusófonos na formação de docentes, intercâmbio de alunos e cooperação nos cursos de pós-graduação.

Em declarações à Lusa, no final de 2020, o novo coordenador do Centro Internacional Português de Formação do IPM, Joaquim Ramos de Carvalho, assumiu a existência de um caderno de encargos para responder a crescentes exigências que vão da integração na China à criação de redes sino-lusófonas e de cooperação internacional.
(mais…)

“Uma doença cultural”

Praça do Império

 

De facto. O brasileirismo parolo, ou o brasileirismo tout court, sem adjectivação, é uma “doença cultural”. E dessa maleita, disfarçada de “reforma” ortográfica e com andrajos de “acordo”, que resulta da indigência mental de alguns políticos, o que resta afinal é um concerto ao desafio entre vigaristas e ladrões que à desgarrada se esganiçam a tentar explicar o inexplicável e justificar o injustificável.

Para a já larga massa de tugas deslumbrados pelo “gigantismo” do Brasil, os admiradores — tão indefectíveis quanto feroz e alegremente ignorantes — de um putativo Império do qual iriam apanhar as sobras, o que importa é debitar suas inanidades, seja como for, por qualquer meio, tentando abalar ou ao menos bulir com a firme determinação das pessoas normais que, por definição e inerência, combatem a cacografia, o neo-imperialismo latente, o conceito brasileiro de lusofonia (isto é, o expansionismo político-económico zuca) e o supino desprezo de muitos brasileiros por tudo aquilo que cheire a português.

Será bom, por conseguinte, ao menos por um módico de decência e um mínimo de respeito — por eles, porque por nós isso parece ser impossível –, que o Brasil institua de uma vez por todas a sua própria Língua nacional.

Nestes tempos de pandemia, por maioria de razões, ao menos que tenhamos de ambos os lados do Atlântico aprendido que a contaminação — logo, a violência e a virulência da doença — varia na razão directa dos elementos envolvidos, em contacto, e na inversa das medidas de prudência e de racionalidade tomadas de forma transparente e racional. Não se trata de confinamento, e muito menos de isolamento, é tudo uma questão de bom-senso.

O primado da razão está hoje mais vivo do que nunca; não se extinguiu no século XVIII nem ardeu numa qualquer prateleira de museu. 

Viva a língua brasileira!

Viva a Língua Portuguesa!

 

Lusofonia, adeus!

 

Olá, meu nome é Sérgio e eu já acreditei no mito da lusofonia. Embaraçoso, eu sei. Defendia o acordo ortográfico e tudo. Essas coisas costumam ter raízes fundas na história da gente.

Lembro que lia Fernando Pessoa e sentia que o sujeito, além de frequentar o café A Brasileira no Chiado (onde ainda se encontra em forma de estátua), poderia ter tido um heterônimo brasileiro se quisesse.

Era tão grande minha identificação que, ao publicar em 2016 o livro “Viva a Língua Brasileira!”, usei o homem para me declarar contrário à ideia do português brasileiro como idioma autônomo – ideia amparada por um caminhão de argumentos linguísticos, à espera apenas de uma decisão política.

A defesa que o livro faz da língua falada aqui é cada dia mais atual, mas já não creio na miragem de uma comunidade internacional em que nossas diferenças fossem encaradas como riqueza e não como defeitos.

Eu via beleza naquilo. Pregava uma língua brasileira “sem submissão ao jeito lusitano, mas ao mesmo tempo sem esperneios de independência que pudessem transformar (que horror!) a poesia de Fernando Pessoa em terra estrangeira”.
(mais…)

A anatomia da ave canora “Tardepiaste Lusitanicus”

Foi Ministro da Cultura entre 1995 e 2000. Portanto, estava no Governo — e numa “pasta” de relevância equivalente à da Educação, não façamos a coisa por menos —  quando o AO90 estava, muito descansadinho, a repousar numa qualquer gaveta do Terreiro do Paço.

Apesar de nunca ter mexido uma palha a respeito do assunto enquanto podia, se calhar rezando a todos os santinhos para que o assunto esquecesse entretanto, porque Manuel Maria Carrilho sempre foi contra o “acordo ortográfico”, a verdade é que, na prática, limitou-se a empurrar com a barriga o problema. Ainda mais na prática, se tal é possível, “passou a pasta” do AO90 quando passou a “pasta” da Cultura. [“Post” «Cultura — de novo a empurrar com a barriga?»]

Ainda a língua: uma dimensão universal ou paroquial?

Para sair disto e rumar ao futuro (à consagração das variantes do português) é preciso livrarmo-nos do “elefante”.

Nuno Pacheco
“Público” (Ipsilon), 06.05.21

Podem respirar de alívio: o Dia Mundial da Língua cumpriu-se e os senhores e senhoras que tiveram a amabilidade de o celebrar voltaram aos seus normais afazeres. Na sala, sozinho, ficou o “elefante” do costume. Há quem lhe chame acordo, mas na verdade é um estorvo ortográfico. O mais estranho é que, passadas três décadas da sua funesta aprovação em 1991 e cerca de dez anos da sua imposição com recurso a uma “pistola” política (se não assinam todos, assinam só três e vamos lá para a frente), parece que não saímos do grau zero da discussão. O ministro Santos Silva, sibilino, repetiu na televisão o que já dissera, dias antes, numa entrevista à “Multinews”: não tem “nenhuma competência técnica nesse assunto” (o que deve corresponder em absoluto à verdade), mas como Portugal cumpre o que assina, cabe-lhe zelar por tal cumprimento. Ou seja, “verificar que o país respeita esse acordo”. Drummond perguntaria: “Trouxeste a chave?” Neste caso, não é necessário: ele tem-na bem guardada.

Edite Estrela, autora do livro “Saber Usar a Nova Ortografia” (editado, nem de propósito, pela editora Objectiva, com o proscrito dígrafo CT, tal como jornal que ela própria dirige, o “Acção Socialista”, com o ainda mais proscrito dígrafo CÇ), veio a público, na Antena 1, repetir argumentos estafados, afirmando que o acordo consagra “a unidade possível” (o que, dito de outro modo, só prova que há uma “unidade impossível”, a que foi lunaticamente prometida a quem nela acreditou nos alvores do acordo), que o “bom é inimigo do óptimo”, etc. E lá veio de novo o pobre e tão estafado “abysmo” de Pascoaes, como prova de que estas coisas terão sempre oposições, resistências, que é tudo uma questão afectiva que o tempo curará. Ámen.

Mas disse mais: que o Dia Mundial fixado pela UNESCO é um “importante passo para que a ONU possa adoptar a língua portuguesa como língua de trabalho e, quem sabe, como língua oficial”. E até citou António Guterres, quando primeiro-ministro: “Afirmou, e cito, ser tarefa fundamental da comunidade de povos e países de língua portuguesa dar as mãos e trabalhar no sentido de conferir ao português uma dimensão universal. Ora eu acho que foi também com esse objectivo […] que os académicos de Portugal e do Brasil, e as autoridades políticas respectivas, trabalharam muitos anos para acabar com a singularidade de a língua portuguesa ser a única grande língua de cultura que reconhecia expressamente duas variantes oficiais.”

Pois aqui ficam algumas novidades que talvez interessem a Estrela. Primeira: foi mais fácil Guterres ser eleito (e quem sabe se reeleito) secretário-geral da ONU do que a língua portuguesa lá entrar como língua oficial ou sequer de trabalho. Segunda: para cumprir o que Guterres sugeriu não era preciso nenhum acordo, só trabalho e vontade. Terceira: continua, apesar do acordo, a haver duas variantes ortográficas, a de Portugal e a do Brasil (e devia haver oito ou nove, cada uma respeitante ao seu país de língua portuguesa). Quarta: para que não fiquem ideias erradas acerca do que pensaria Guterres deste tema, talvez não seja mau ler o que escreveu no Facebook, em 2019, o seu Ministro da Cultura, Manuel Maria Carrilho: “Pensei – e nisso tive todo o apoio do primeiro-ministro António Guterres – que a melhor estratégia para liquidar aquele inútil aborto da herança cavaquista-santanista era justamente não falar dele, era metê-lo numa gaveta e votá-lo ao mais completo esquecimento.” E disse ainda que só o “voluntarismo patológico” de José Sócrates fez avançar aquela “inutilidade”.

Voltando a Drummond, agora num excerto mais completo do seu poema “A rosa do povo”, de 1945: “Chega mais perto e contempla as palavras./ Cada uma/ tem mil faces secretas sob a face neutra/ e te pergunta, sem interesse pela resposta,/ pobre ou terrível, que lhe deres:/ Trouxeste a chave?” Trazíamos, na verdade, mas foi-nos confiscada. As chaves que nos deram, ou encravam na fechadura ou não nos permitem chegar às tais “mil faces secretas sob a face neutra”.

Porque em lugar da dimensão universal, múltipla, vimo-nos reduzidos a uma dimensão paroquial, onde nem a língua abarca todas as suas variantes nem estas se vêem livres para estabelecer as suas regras e harmonicamente partilharem as suas diferenças. O território, agora, é dos que sempre odiaram a escrita, as suas regras, e, a coberto de uma “nova norma”, nos fizeram recuar um século, até 1910, quando não havia ortografias oficiais e a escrita era uma miscelânea de ortografias, etimológicas ou inventadas. Para sair disto e rumar ao futuro (à consagração das variantes do português) é preciso livrarmo-nos do “elefante”.

[Artigo transcrito a partir de uma cópia na Internet. “Links” meus.]

Antena 1, “Espaço das 10”, 05.05.21

«05 Mai. 2021 No Dia Mundial da Língua Portuguesa falamos sobre o Acordo Ortográfico. Alexandre David entrevista Nuno Pacheco (jornalista, um dos subscritores da ILCAO) e Edite Estrela (defensora do AO, deputada do PS e antiga Presidente da comissão parlamentar que an[sic] »- 18m

 

Ao contrário do que poderá talvez parecer a algumas pessoas, Nuno Pacheco não é — de forma alguma — o único anti-acordista que existe em Portugal. Na verdade, produz imensos trabalhos contra o AO90, será de facto o mais activo (e visível) dos militantes, mas felizmente há bastante mais gente que também resiste ao aleijão cacográfico e que, pelo menos, faz o que pode para acabar com ele. Por isso, tanto esta entrevista na rádio como as intervenções na RTP reproduzidas no “post” anterior e ainda, ou principalmente, também os inúmeros artigos de jornal de sua autoria aqui transcritos, podem dar uma ideia de exclusividade — isto é, de que a Causa anti-“acordo” é uma iniciativa unipessoal. Não é, de todo.

Nem de propósito, essa espécie de hiperactividade, teve nos últimos dias, a propósito do Dia Mundial da Língua brasileira, que meia dúzia de vigaristas portugueses celebram a 5 de Maio, uma espécie de “pico”; daí os vídeos do “post” de ontem, a entrevista cuja gravação publico hoje e a sua mais recente crónica que espero poder reproduzir amanhã.

Seria excelente se a YouTube ou a RTP não apagassem os excertos em vídeo, que a Antena 1 não empastelasse a gravação e que, já agora, coisa que pode suceder a qualquer momento, como presente de boa viagem, não ocorresse ao “Público” alinhar na caça ao “copyrigt” de coisas incómodas.

Até ver, portanto, aqui fica a entrevista do jornalista à Antena 1 contrapondo a sua argumentação ao chorrilho de bojardas, ou seja, as mentirolas da “cassette” acordista que uma “linguista” ligeiramente tóxica recita com imensa lata.

Assim de assuntos sérios, salvo seja, temos que a função começa logo mal: nota-se perfeitamente que o apresentador não apenas não fez os trabalhos de casa como, literalmente, sobre o AO90 não vê um boi; diz qualquer coisa sobre “um grupo de cidadãos “que entregou no Parlamento” um pedido para revogar uma parte” do “acordo”; “uma parte”, bálhamedeus, mas que cromo!

Depois desta lindíssima formulação alternativa, a entrevista segue para a aldrabice maior, o chamado II Protocolo Modificativo, que transforma a subscrição de 3 em assinaturas de 8 países, passando com essa tremenda vigarice, a subscrição do trio, a implicar que o AO90 entra automaticamente em vigor em todos os 8. Um “automatismo” único no mundo, uma roubalheira, sem paralelo em todo o Universo, que os acordistas fingem ser a coisa mais natural e “legal” do mundo.

Este é que é o busílis da questão, minhas senhoras e meus senhores. O resto, opiniões diferentes e uma ou outra “estratégia” para “melhorar” aquela porcaria execrável, são apenas conversa fiada, ecos de egos, música para os ouvidos dos acordistas, apreciadores de cacofonia que adoram cacografia.

Cacofonia e cacografia essas em que se especializou Edite, exímia executante de paleiómetro, um instrumento de cordas que também é da corda. Não vale a pena, dado o concerto para surdos, ouvir o som fanhoso da cassete e a toxicidade do paleio destilado pela “linguista” e perder tempo a “malhar” no cianeto intelectual que destila. Algo que faz pessimamente, passe a redundância, à saúde mental das pessoas.

Como o acordo entre o Brasil e os brasileiros.


 

Uma nota sobre este “post”: reproduções de conteúdos do grupo empresarial RTP

É muito provável que tanto esta gravação áudio assim como os extractos em vídeo do “post” anterior sejam censurados e, portanto, apagados na origem (YouTube). O mesmo sucede no Fakebook, o que signifca que, modestamente, tenho um grupo de fãs maior do que o do Emplastro. Esse tipo de censura, muito provavelmente originado por bufos, sucedeu já um ror de vezes. Por exemplo:

  • Filme animado de produção dinamarquesa/canadiana, dobrado em Português europeu.
    “Como se fazem os bebés”. Educação sexual para crianças e adolescentes.
    Help us caption & translate this video!
  • Extracto da “entrevista” de Ricardo Araújo Pereira a António Costa sobre o seu (deste) “pequeno” problema de dicção.
    Programa “Isto É Gozar Com Quem Trabalha”, SIC, 28.06.20.
  • O pai de Madeleine McCann interrompe uma entrevista e sai.
    Help us caption & translate this video! http://amara.org/v/EvGA/
  • O Porto dos fumadores (e dos não fumadores) a voo de pássaro.
    Restaurantes onde se pode fumar na zona do Grande Porto.
    Help us caption & translate this video! http://amara.org/v/EvFa/
  • Extracto da “entrevista” de Ricardo Araújo Pereira a António Costa sobre o seu (deste) “pequeno” problema de dicção.
    Programa “Isto É Gozar Com Quem Trabalha”, SIC, 28.06.20.

Assim, sendo, funcionando isto como aviso prévio para os meus 3 leitores, caso a bufaria acordista (ou a plagiadora) invente mais uma “acusação” qualquer (a YouTube não verifica, limita-se a apagar), então terei de eliminar o “post”. E/ou o anterior.