Sinhoras e cabalheirus, mininus e mininas…

Nasceu em Lisboa, em 1974, Pedro Adão e Silva é um académico, especializado em políticas públicas e políticas sociais, licenciado em Sociologia e doutorado em Ciências Sociais e Políticas.[2][3] Num perfil traçado em 2021, a revista Visão recordava que Pedro Adão e Silva começou a militar no PS aos 18 anos, tendo sido membro do Secretariado Nacional do partido, sob a liderança de Eduardo Ferro Rodrigues.[4]
Foi a escolha de António Costa para definir o programa das comemorações do meio século da Revolução.[3] De acordo com a resolução do Conselho de Ministros, o comissário executivo das comemorações teria uma remuneração de 3745,26 euros e 780,36 euros em despesas de representação.[2] Surgiram inúmeras criticas pela sua nomeação, Partido Social Democrata (PSD), CDS – Partido Popular (CDS-PP), Chega (CH), Pessoas–Animais–Natureza (PAN) e Iniciativa liberal (IL) foram os partidos que mais criticaram a escolha.[5] Foi criticado por André Ventura por “receber um salário mensal de 4600 euros para um evento que dura apenas um dia” e Inês Sousa Real afirmou ser “incompreensível” os montantes exigidos por Adão e Silva, que podem chegar até aos 4525 euros por mês e a uma equipa de 12 pessoas.[5][6]
No dia 30 de Março de 2022 tomou posse como o novo ministro da cultura portuguesa.[7]
Adão e Silva teve declarações polémicas ao declarar, que a data do 25 de Novembro de 1975 não caberia nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril de 1974 “divide e diz pouco à sociedade”.[8] [Wikipédjia brasileirófona (transcrição com ortografia corrigida automaticamente)]

Toda a gente já percebeu que o jovem recentemente promovido a Ministro da Cultura (da Cultura, caramba!) é um excelente contorcionista. Consegue fazer uns números que isto ele nem o maior artista do circo Cardinali. O problema é que, por regra, um contorcionista (note-se que são as jovens meninas as mais afectadas pela maleita e não os putos ranhosos) sofre de síndrome de Ehlers-Danlos — o que não é brincadeira nenhuma mas classifica na perfeição o virtuosismo do Adão e o seu gosto pelo contorcionismo mental.

É de facto um dos melhores executantes da “arte” de meter os pés pelas mãos: diz que o AO90 «é uma matéria que não depende do ministro da Cultura». eheheheheheh. Mas que cromo. E acrescenta, por exemplo, esta verdadeira pérola de coltura: «O português que falamos hoje tem muito pouco a ver com o que [era] falado por Luís de Camões, a ortografia d’ ‘Os Lusíadas’ tem aspectos que não são os que nós hoje consideramos a norma». Não é engraçado? Para o xômenistro, a Ortografia do “acordo” (convenção unilateral, por fim) de 1945 já estava em vigor no século XVI, se calhar foi por isso que o próprio Camões perdeu um olho e depois até se ia afogando com uma lista de compras nas mãos (ou eram as “anedotas” do Bocage, xôrmenistro? Veja lá, às tantas o velho Manuel Maria é contemporâneo do zarolho, quem sabe, vosselência dirá).

Se bem que o enfoque não seja propriamente os palhaços, convenhamos, o jovem até teria jeito, está sempre na palhaçada, deviam dar-lhe polivalência lá na tenda governamental (e uma roulotte ao pé das cavalgaduras, já agora, que bem merece). E há mais piadolas destas no artigalho da agência BrasiLusa , um fartote de rir, é ir ler. As tangas habituais, claro, a granel, mas algumas em estreia absoluta, coisas fantásticas que o homenzinho espremeu de uma bolha que há-de ter algures nas meninges.

Pois anda ele por aí, coitado, qual nómada tradicional, montando a barraca em qualquer simpática localidade para exibir os seus dotes, os quais toda a gente admira imenso julgando que aquilo é mérito dos treinos e não problema das articulações (cerebrais, no caso), a dar várias voltas sobre si mesmo, ou seja, já não sabendo ao certo onde é que tem um dos braços, se aquela perna ali será dele ou não, afinal onde é que meteu a cabeça e depois como há-de desenrascar-se do emaranhado em que se enrola.

Aplica-se-lhe perfeitamente, não apenas pelas artes circenses mas também pela sua imensa cultura de comentador televisivo, aquela máxima popular que mais enerva os políticos, os arrivistas e os tachistas em geral: “mudam as moscas…” (o que fica não fica aqui bem, enfim, toda a gente sabe como termina o axioma).

“Morro com a Pátria”, disse o nosso grande vate num último sopro. Incrível premonição. Algozes da Língua de Camões que é a nossa não faltam por aí.

Adão e Silva desvaloriza críticas ao Acordo Ortográfico. “O Português que falamos hoje tem muito pouco a ver” com a língua de Camões

Relembrou, no entanto, que esta matéria “não depende do ministro da Cultura”

 

O ministro da Cultura português disse esta quinta-feira, em Luanda, que “não se coloca neste momento em Portugal” a revisão do Acordo Ortográfico, apesar das críticas, e enalteceu a riqueza do português em Angola.

“Esta questão [revisão do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em Portugal] não está em cima da mesa neste momento. Todos os acordos ortográficos ao longo da história foram sempre alvo de críticas”, afirmou o ministro Pedro Adão e Silva.

Em declarações à Lusa, em Luanda, à margem da cerimónia solene de comemoração do Dia Mundial da Língua Portuguesa, o governante português referiu ainda que a esta “é uma matéria que não depende do ministro da Cultura”.

As celebrações do Dia Mundial da Língua Portuguesa decorreram na sede do Ministério das Relações Exteriores angolano, em Luanda, “Capital da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) 2022”.

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, assinado pelos países da CPLP visando uma ortografia unificada do português, não foi ratificado por Angola até agora.

“A avaliação que faço do Acordo Ortográfico é positiva, mas nós devemos saber articular aquilo que é a norma, a existência de normas gramaticais, ortográficas, é um factor de inclusão, é um factor que permite combater as desigualdades, trazer aqueles que estão fora para dentro”, referiu Pedro Adão e Silva.

“Mas temos sempre uma língua viva, dizemos que é a língua de Luís de Camões. O português que falamos hoje tem muito pouco a ver com o que falado por Luís de Camões, a ortografia d’ ‘Os Lusíadas’ tem aspectos que não são os que nós hoje consideramos a norma”, sustentou.

Para o governante português, “é necessário saber combinar a esse respeito a importância da norma com abertura para perceber que as línguas são, por definição, dinâmicas, estão sempre a mudar e a mudança vem precisamente da forma como os mais jovens se apropriam dela”.

Sobre o posicionamento de Angola, que não ratificou o acordo, o ministro da Cultura português disse respeitar a opção do país africano, observando que não é isso que impede a partilha de uma comunidade construída em torno da língua.

E “é também verdade que o português em Angola tem uma riqueza, uma diversidade e uma variedade e até uma espécie de modernidade que é muito positiva para o português”.

[Transcrição integral de artigo da agência BrasiLusa publicado pela CNN Portugal em 05.05.22. Destaques, sublinhados e “links” meus. Imagem de capa do DN de 10.06.21: “link“.]



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1 Comment

  1. O homem nunca teve opinião sobre o assunto. De repente, fazem dele ministro e tem de botar faladura. Diz o que lhe vem à cabeça. Podia ter dito que o Português de Angola é igual ao do tempo de D. Dinis… O pinhal de Leiria até está muito parecido.

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