Brasileiro foi língua líder em exame de acesso a universidades dos EUA em 2023

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«WHAT IS NEWL?
NEWL® is an online language assessment available in four critical languages: Arabic (MSA), Korean, Portuguese (global), and Russian. NEWL exams measure functional language proficiency across four skills: reading and listening comprehension, speaking, and writing.»
[Instituto Camões (PDF)]

«According to the Institute of International Education, about 14,000 international students from Brazil were enrolled in U.S. higher education institutions in the 2020-21 school year.»
[Migration Policy Institute (USA)]

«According to the 2021 Institute of International Education Open Doors Report, there were 791 students from Portugal studying in the United States during the academic year 2020-2021, a decrease of -15.3 percent compared with the previous year.»
[International Trade Administration (USA)]

Português Brasileiro foi língua líder em exame de acesso a universidades dos EUA em 2023

Brasilusa/”Observador”, 16.09.23

A língua portuguesa brasileira foi líder nos exames de acesso ao ensino superior dos EUA em 2023. Ao registar o maior número de inscrições, o português brasileiro ultrapassou as restantes línguas que integram o exame.

À Lusa, o coordenador do ensino português nos Estados Unidos da América (EUA), João Caixinha, apontou que 376 alunos do ensino secundário, provenientes de 26 estabelecimentos de ensino de todo o país — entre eles escolas americanas e escolas comunitárias portuguesas — realizaram o exame NEWL de Português brasileiro no passado dia 26 de Abril.

Ao registar o maior número de inscrições, o português brasileiro ultrapassou as restantes línguas que integram o NEWL, nomeadamente o russo, o coreano e o árabe.

Estes números demonstram o crescente interesse no exame e na valorização e certificação dos conhecimentos e proficiência na Língua Portuguesa brasileira. Este também é o total de alunos que receberam certificados com resultados finais, que se traduzem em créditos para apresentarem às universidades americanas no acesso ao ensino superior em 2023/2024″, segundo um comunicado oficial.

Um erro técnico de contagem da American Councils for International Education (AC), que é a organização que desenvolveu estes exames em diversas línguas, havia resultado na indicação de que 577 alunos se tinham inscrito para a realização do exame. Contudo, após a rectificação dos dados, verificou-se que 409 inscreveram-se este ano, sendo que 376 realizaram efectivamente o exame.

A Coordenação do Ensino Português nos EUA (CEPE-EUA) considera que o saldo final é “muito positivo”.

Segundo dados facultados pela AC à CEPE-EUA, cerca de 80% desses 376 alunos testou uma proficiência alta no exame NEWL de Português brasileiro, o que na prática se traduz numa colocação mais avançada em cursos de português brasileiro nas universidades americanas, ou seja, estes alunos que agora iniciaram o ensino superior terão poupado dinheiro nas propinas, pois ingressaram em cursos intermédios e avançados de português brasileiro em vez de começarem em cursos de iniciação, graças aos resultados obtidos neste exame”, destacou a CEPE-EUA.

Dos 376 alunos que realizaram o exame, 186 são considerados “alunos de herança — sobretudo luso-descendentes e brasileiros —”, sendo que os luso-descendentes receberam bolsas do Instituto Camões e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), que custearam a propina do exame (97 dólares, ou seja, cerca de 90 euros).

De acordo com João Caixinha, a grande adesão registada este ano é fruto de um trabalho e investimento que vêm sendo feitos ao longo dos últimos anos por entidades que vão desde o instituto Camões, à FLAD, passando pela rede diplomática e consular nos EUA, e pela equipa de Coordenação do Ensino de Português.

Os exames NEWL avaliam as competências linguísticas — compreensão de texto, compreensão oral, produção escrita e produção oral — dos alunos a partir do 9.º ano — quando podem realizar o exame para testar as suas capacidades e conhecimentos —, até ao 12.º ano, quando podem usar o exame para conseguir créditos de acesso ao ensino superior.

O exame NEWL de Português brasileiro foi criado em 2017 e é reconhecido pelo Programa de Advanced Placement do College Board — que confere os créditos de acesso ao ensino superior nos Estados Unido — se pelas universidades norte-americanas.

[Transcrição integral, incluindo destaques a “bold”. Cacografia brasileira corrigida automaticamente.
Tracei a designação abusiva que brasileiros e tugas vendidos utilizam e substitui-a pela correcta (“língua brasileira” ou “brasileiro”).]

A afirmação do Supremo Tribunal Federal brasileiro é lapidar e mais uma vez se confirma: «apenas a União pode alterar as regras da Língua Portuguesa». Referindo-se “União”, como é evidente, à designação que institucionalmente naquele país se utiliza para referir a República Federativa do Brasil. No que respeita à expressão “língua portuguesa”, na mesma frase, é igualmente evidente que se trata de apropriação abusiva da designação para fins de promoção política da língua brasileira.

Foi aliás nesse mesmo pressuposto, isto é, assumindo que a “difusão e expansão” daquela língua — com a patine de um idioma europeu de raiz greco-latina — seria impossível caso fosse utilizada a palavra “brasileira” em vez de “portuguesa”.

O que importa, no caso, é que já não basta aos acordistas e neo-imperialistas tugas substituir a Língua Portuguesa pelo “fálá” brasileiro (a língua brasileira procura ser uma transcrição fonética “simplificada”); já não basta que o #AO90 tenha sido imposto manu militari a Portugal e, como segundo objectivo, aos PALOP, com 100% de imposições brasileiras e 100% de subjugação dos tugas que negociaram a venda da nossa Língua. Não, todo esse imenso cortejo de horrores já não satisfaz os vendilhões, os novos donos disto tudo. Querem ainda mais.

Querem que Portugal continue a obedecer caninamente a todos e quaisquer ditames e ainda que os actos legais das instâncias governamentais e as determinações académicas do Brasil passem automaticamente a valer em Portugal. [excertos do postEx-Portugal“]

Grave, mas mesmo grave, não é o “pormenor” do “mal-entendido” que envolveu a pergunta da jornalista portuguesa e a ausência de resposta do visitante, grave é esse convidado do inquilino do palácio de Belém — sendo este um brasileirista empedernido e acordista militante — se arrogue o direito de reivindicar para aquilo a que chama “língua portuguesa” (ou seja, a “tau língua universau” brasileira) um estatuto de paridade com as línguas de trabalho da ONU. Não apenas “exige” uma espécie de consagração da língua nacionau do seu país no concerto das nações como, o que aliás está implícito na “exigência”, pretende cavalgar a pátina e o prestígio de uma Língua milenar e europeia para com isso obter dividendos políticos, logo, influência geopolítica, logo, o poderia económico inerente às suas megalómanas aspirações ao estatuto de “super-potência”.

Para o efeito, e sem sequer pestanejar perante o ridículo da mentira, usa o nome de Portugal como trampolim para a Europa, a CPLB como ponte para as ex-colónias portuguesas em África, e também para a China, via Macau, e ainda para a Indonésia e a Austrália, via Timor-Leste. Tudo a coberto da tau língua universau, a do #AO90, um expediente muintulégau. [excerto do postAv. da Liberdade, 185 – Lisboa – Portugal]

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