Dia: 10 de Novembro, 2023

Ecclesia passará a “Elesia”?

enviadas à Agência ECCLESIA.

A estátua de Cristo Redentor, existente no Rio de Janeiro, no Brasil, inspirou, em 1934, durante uma visita àquela cidade, o Cardeal-Patriarca de Lisboa de então, Dom Manuel Gonçalves Cerejeira, a construir um monumento similar em Lisboa. [Wikipedia]

Se descontarmos a oratória litúrgica e ignorando a retórica “pastoral” do documento, esta espécie de programa de acção da organização “Ecclesia” contém orientações políticas relevantes para os católicos portugueses, com tudo o que isso implica no tecido social do país, como base, e, sobretudo, pelos reflexos que as ditas orientações inevitavelmente provocarão nas estruturas políticas do Estado português, do qual, aliás, a Igreja Católica é parte integrante e activa, quando não decisiva, desde pelo menos 1143.

Pois bem, quase novecentos anos depois do Tratado de Zamora e da bula Manifestis Probatum (1179), é manifesto que as coisas não mudaram grande coisa naquilo que à política vaticana concerne ou, pelo menos, ao que verdadeiramente interessa a um dos seus ramos mais influentes.

As verdadeiras intenções subjacentes ao documento agora transcrito ficam desde logo claramente expressas na repetição obsessiva de algumas palavras-chave: “diversidade”, “migrantes” (ou “migração”) e “inculturação” (ou “inculturada”). Palavras-chave estas que se articulam com certas expressões pontuais para formar um todo.

Se sequenciarmos “migrantes” e “inculturação” com “diáspora da língua portuguesa” (leia-se, “da língua brasileira”, que a IC tuga se apressou a “adotar”), ficamos de imediato com uma ideia clara daquilo que pretendem as sotainas — em particular o galho dos seguidores de Josemaría Escrivá.

Se a tal concatenação lógica anexarmos a “diáspora” (de sentido único, evidentemente) e o esconjuro de “racismo e xenofobia” — o omnipresente espantalho que, à esquerda, à direita e ao centro, convém sempre agitar –, então já teremos o quadro completo: a IC tuga, isto é, as editoras, escolas e colégios, investimentos e toda a sorte de negócios em que são parte interessada, em parceria ou exclusivamente, toda a filial tuga da organização romana está não apenas muito satisfeita pela “adoção” da “língua universau” como manifesta interesse no mercado do “gigante” e, em especial, nas esmolas que da Igreja brasileira (e de Roma) poderão escorrer para umas quantas paróquias da “terrinha”.

Ou quantas benesses pontifícias, em vestes e paramentos, em espécie ou em contado, poderá valer o fervor brasileirista, a devoção ao Cristo Redentor do Rio de Janeiro, a fé na cotação do Real.

Migrações: A diversidade cultural «não é ameaça» à unidade da Igreja

 

Missionários da diáspora da língua portuguesa estiveram reunidos, em Roma, para reflectirem sobre «diversidade de rostos da igreja».

Roma, Itália, 31 Out 2023 (Ecclesia) – A diversidade cultural “não é ameaça” à unidade da Igreja, concluíram os missionários da diáspora da língua portuguesa que estiveram reunidos, de 23 a 27 deste mês, em Roma (Itália) para reflectir sobre «diversidade de rostos da igreja».

“A diversidade cultural, fruto da aceleração da globalização, que está sempre mais presente nas paróquias, movimentos e comunidades migrantes não é, de maneira nenhuma, ameaça à unidade da Igreja: família de rosto pluriforme”, lê-se nas conclusões enviadas à Agência ECCLESIA.
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