Língua universau brasileira faz muita confusão aos brasileiros

  1. Na versão definitiva do AO90 (ainda não “revisto”, isso virá mais tarde), todas as alterações são imposições brasileiras; no Brasil, NENHUMA alteração, NENHUMA palavra escrita “à portuguesa” foi na escrita deles alterada; os brasileiros limitam-se a cumprir parte do acordado em 1945.
  2. O Brasil simula alterar a escrita da sua língua para fingir que “cedeu” em alguma coisa no “acordo” (por definição, tipicamente, num acordo ambas ou todas as partes cedem em algo e reivindicam outro tanto), mas todas essas “concessões” dizem respeito ao acordado 45 anos antes, num outro “acordo” que o Brasil assinou, jamais cumpriu, e denunciou unilateralmente dez anos depois, em 1955. As alterações de 1945 que fingem ser de 1990 resumem-se ao trema, a um acento nisto ou naquilo, à hifenização e pouco mais.
  3. As “contas” de Malaca&Bechara, SARI, tão aldrabadas como o próprio AO90, apontam para alterações de 1,4% e de 0,5%, respectivamente, na Língua Portuguesa e no brasileiro. Incrível ficção, claro: 100% das alterações ocorrem no Português-padrão e resultam exclusivamente, todas elas, do modo de falar dos brasileiros (os de “pronúncia culta”, dizem os vigaristas). O passo “técnico” seguinte seria, portanto, inventar justificações “técnicas” e “gramaticais” para cada uma das brasileiradas impostas.
    [“post”:Tratado de cacografia, 23.01.22]

dgabc.com.br, 11.12.23

Como se escreve? A[sic] principais dúvidas ortográficas tiradas na internet em 2023 – Diário do Grande ABC – Notícias e informações do Grande ABC: agência entre aspas

Responda com sinceridade: caso te perguntassem nesse momento, você saberia como escrever a expressão “por extenso” sem precisar recorrer ao Google? Sim? E quanto a palavras como “seiscentos”, “bullying” ou “airfryer”, por exemplo?

Se, dessa vez, a resposta foi negativa, saiba que você não é o único: de acordo com dados do mais novo levantamento da plataforma de idiomas Preply, ao menos 7 milhões de pesquisas online feitas por brasileiros este ano giraram em torno de dúvidas ortográficas, em sua maioria relacionadas ao uso da acentuação, hífen, diferenças entre “ç” e “s” e a escrita de termos estrangeiros.

Isso porque, para descobrir quais palavras mais geraram dúvidas nos internautas ao longo de 2023, recentemente, a plataforma de idiomas compilou e ranqueou as mais diversas pesquisas relacionadas à expressão “como se escreve” nos mecanismos de buscas de janeiro a setembro, de modo a identificar os erros de ortografia que deram um nó na cabeça de pessoas de todo o país.

O resultado pode ser visto no ranking abaixo, que revela os questionamentos com os maiores volumes de pesquisa dos últimos meses de Norte a Sul.

Como se escreve? – Crédito da imagem: Preply

Dezesseis”, “sessenta”, “seiscentos”: é com S, SS, SC ou Ç?


Se existe algo que o ranking elaborado pela Preply destaca é como, quando o assunto é o domínio do próprio idioma, boa parte da população está longe de entender integralmente certas regrinhas de ortografia, como é o caso da diferenciação nem sempre tão clara entre as letras S, SS, SC e Ç.

Prova disso é o fato de que, entre as milhões de pesquisas online envolvendo a grafia correta de certas palavras, ocupam o topo da lista de termos mais confusos do ano justo “sessenta” e “seiscentos”, que reúnem, ao lado dos também presentes dezesseis” e “dezessete, uma mesma dificuldade: distinguir o uso dos “s” e cedilhas sobretudo durante a escrita dos numerais por extenso.

A própria expressão “por extenso”, aliás, que também faz parte da lista, parece ter gerado deslizes similares durante 2023, visto que possivelmente aparece no ranking dadas as suas prováveis variações equivocadas em meio ao “s” e “ç” — as mais comuns sendo “extenço” e “estenço”.

Nesse caso, como reforça a plataforma, basta ter em mente que a palavra leva um “x” na primeira sílaba, enquanto é finalizada com apenas um “s” na última. Ou seja: nada de “c” ou “ç” dessa vez…

De “bullying” a “airfryer”, o desafio ao escrever palavras estrangeiras

A essa altura, já não é novidade para ninguém que escrever palavras de outros idiomas corretamente é um desafio compartilhado por muitas pessoas, mesmo quando os termos em questão já são familiares aos ouvidos da população.

Nas buscas online de janeiro a setembro, por exemplo, três velhos conhecidos (e constantemente usados no Brasil) foram responsáveis por grandes volumes de pesquisa envolvendo suas grafias: “airfryer”, “shopping” e “iphone”, todos com combinações de letras pouco usuais na língua portuguesa, seja o “pp”, “ph” ou sílabas com a letra “y”.

Além deles, ainda originaram dúvidas alguns termos em inglês para funcionalidades específicas do universo digital — e que, portanto, estão mais do que presentes em nossas vidas —, como “Whatsapp” e “Wi-fi”.

A confusão na hora de escrever, como explica a plataforma, tende a ocorrer por questões de fonética e pronúncia, uma vez que existem letras ou combinações com sons diferentes nos idiomas português e inglês.

Com a falta de exposição à língua inglesa por meio da leitura e audição, nada mais justo que os internautas sintam a necessidade de ir à internet para registrá-las corretamente, o que explicaria as milhões de buscas nos últimos meses.

“Coco” ou “côco”: afinal, qual acento usar?

Agudo, grave, circunflexo… enquanto escrevemos, tão corriqueiro quanto trocar certas letras ou não conseguir entender termos estrangeiros é fazer confusão diante do uso dos acentos gráficos — algo que os internautas sabem bem.

No quesito acentuação, a propósito, foram duas as palavrinhas que fizeram os brasileiros se indagarem sobre suas grafias este ano: “coco” e “vovó”, cujas estruturas de certo modo apontam para duas perguntas semelhantes: afinal, levam ou não levam acento? Se sim, em qual sílaba exatamente?

Para “coco”, é só se lembrar de que, desejando se referir ao fruto do coqueiro, o correto seria utilizar “coco”, sem acento mesmo. Do contrário, adicionar um acento circunflexo ao termo ou faria quem escreve se referir informalmente a fezes (“cocô”) ou, por fim, ir contra as regras atuais do nosso idioma, uma vez que a palavra “côco” não consta na Língua Portuguesa.

Por outro lado, se “coco” não leva acento, tanto o termo “vovô” quanto “vovó” são, sim, palavras acentuadas, mas com particularidades que variam conforme o gênero do avô ou da avó a quem se está levando em conta: “vovô”, com circunflexo, sendo utilizado para a forma masculina, enquanto “vovó”, desta vez com acento agudo na última sílaba, para se referir carinhosamente à mãe dos pais de alguém.

[Transcrição integral, incluindo imagem (quadro). “Links” (a verde) e destaques meus.]

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