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Lusofobia X

Existe lusofobia, o termo e de facto, mas não existe “brasileirofobia”, nem de facto nem o termo. A “xenofobia”, o “racismo” de que os brasileiros em Portugal tanto se queixam, tentando fazer-se passar por vítimas, é afinal a xenofobia brasileira, o racismo brasileiro, o preconceito anti-português dos brasileiros, a sua aversão atávica a tudo aquilo que lhes cheire a português, a sua raiva (nem sempre) surda à História de Portugal, o seu desprezo pela Cultura portuguesa, a sua determinação em enterrar para sempre um passado de que se envergonham.

[postNão sabe o que é a lusofobia? Então veja os “bonecos”…”]

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Portuguesa se irrita ao ouvir que ‘verdadeiro português’ é o brasileiro e vídeo viraliza

Diálogo entre a portuguesa e um indonésio que fala português já tem mais de 29 mil curtidas na rede social X

Por O Globo — Rio de Janeiro
11/08/2023

O vídeo que mostra uma mulher portuguesa com raiva após ouvir que o “verdadeiro português” é o falado no Brasil tem feito sucesso nas redes sociais. A gravação foi feita por um indonésio, falante da língua portuguesa, que, para provocar, disse a uma jovem lusitana que o sotaque brasileiro expressa o português “real”. O diálogo entre eles aconteceu no chat Omegle.

No início do contato, ao ver que o indonésio Sonny Wilson fala a mesma língua que ela, a jovem questiona: “você realmente fala português?”. Com a resposta positiva de Wilson — que também fala outras 8 línguas —, ela afirma: “seu português é estranho”.
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“Piada de português” não é lusofobia? É lá agora!

«Marcelo Rebelo de Sousa diz que tudo entre Portugal e o Brasilé um problema de família“» (BrasilLusa, 03.07.22) [Lusofobia: causa(s) e efeito(s) – 4]

A vitimização brasileiresca, cada vez mais intensa e persistente, sempre contando com bajuladores, mercenários e vendidos tugas, ameaça já tornar-se na única face visível — ou seja, na máscara preferencial — do plano de linguicídio e extermínio cultural. [A vitimização como arma política – 3]

Com tantas “piadas de português”, não admira que o brasileiro “médio” julgue que o Português é uma piada e que, portanto, o “país-continente” pode não só troçar dele alarvemente como destruí-lo por completo, substituindo-o pela sua língua “universau”.

Sejamos magnânimos, porém. Se porventura alguém souber de uma única “anedota de brasileiro” é favor enviá-la por e-mail. Deve ter imensa piada, essa raridade inexistente.

Lusofobia, artigos publicados no Apartado 53

1 – Morder a Língua
2 – O rasgão

3 – Dar a outra face?

4 – Os brasileirófilos

5 – “Bombardear Portugal”

6 – Não sabe o que é a lusofobia? Então veja os “bonecos”…

 

Um pouco da genialidade de Chico

Posted by Juliano Alves Jorge on Tuesday, March 28, 2023


  • Por que o filho do português não faz a lição de casa?
    Porque ele mora em apartamento
  • O que o general português fez quando o inimigo enviou um avião de reconhecimento?
    Mandou uma carta de agradecimento
  • Por que o português não entra no ônibus quando esta chovendo?
    Porque o limpador de para-brisa fica dizendo “não”
  • Por que o português passou o dia repetindo “quarto, cozinha, banheiro” ?
    Porque a esposa o mandou decorar a casa
  • Por que o clube português foi totalmente destruído no incêndio?
    Os bombeiros não puderam entrar pois não eram sócios
  • Por que o português foi correndo consertar a buzina do carro?
    Porque o freio não estava bom
  • Por que o português não toma leite gelado?
    Porque a vaca não cabe na geladeira
  • Por que o português usa caneta atrás da orelha?
    Pra fazer conta de cabeça
  • Como você descobre que a padaria do português foi informatizada?
    Ele irá usar um mouse atrás da orelha
  • O que o português disse quando viu uma casca de banana no chão?
    Ai Jesus, vou ter que cair de novo!
  • Porque o português balança a cabeça quando vai raciocinar?
    É pra ver se pega no tranco
  • Por que os caminhões de gás com música não deram certo em Portugal?
    Porque logo na primeira esquina a orquestra caiu do caminhão
  • Como identificar um autêntico vinho português?
    Em baixo da garrafa está escrito: “a rolha é do outro lado”
  • Por que o português não molha a cabeça quando toma banho?
    Porque ele usa xampu para cabelo seco

[“Piadas de português” (excerto)]

Lusofobia: causa(s) e efeito(s) – 5

grupo Braguil no Facebook

“Bombardear Portugal”

lusofobia

lusofobia | n. f.
lu·so·fo·bi·a

(luso- + -fobia)

nome feminino

Antipatia ou aversão pelos portugueses ou pelas coisas de Portugal.

Palavras relacionadas: lusófobo.

“lusofobia”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/lusofobia [consultado em 21-07-2022].

Esta série de “posts” destina-se exclusivamente a documentar aquilo em que de facto consiste a lusofobia enquanto fenómeno sociológico, por assim dizer, já que a maioria das pessoas não apenas desconhece o conceito como nem mesmo alguma vez ouviu sequer falar de tal coisa. No fim de contas, o próprio termo presta-se a confusões visto que difere numa única letra de “lusofonia”; evidentemente, apesar da semelhança “sonora”, o significado do substantivo “lusofobia” — que remete para uma atitude concreta — não tem absolutamente nada a ver com a ideia abstracta e indefinida de “lusofonia”, uma palavra vazia de significado que serve apenas finalidades e objectivos políticos.

Nestes pressupostos e neste âmbito, os conteúdos aqui apresentados destinam-se, sem outras pretensões que não as evidenciadas expressamente, a esclarecer minimamente os menos informados, tentando explicar as causas e demonstrando os efeitos da lusofobia, mas sempre sem acicatar sentimentos ou estados de alma que, pela própria natureza dos enxovalhos, provocações e insultos envolvidos, vão já ameaçando vir a tornar-se num problema sério e, como por regra sucede neste tipo de questões baseadas em preconceitos, de resultados absolutamente imprevisíveis.

Mantenhamos, por conseguinte, um módico de contenção, deixando o proselitismo e a mentira como desde sempre foram, isto é, exclusivos de acordistas e seus acólitos, tendo sempre presente duas premissas tão óbvias quanto curiais: a lusofobia é uma afecção de sentido único, sem reciprocidade do lado português, mas nem por isso poderemos generalizar: mesmo contando com alguns casos patológicos entre figuras públicas naquele país, o fenómeno é ainda assim restrito, manifestando-se principalmente — como aliás por regra sucede com a xenofobia ou o racismo em geral — nas camadas mais ignorantes da população. Não confundamos, portanto, um bosque com o maciço da selva amazónica ou, dito de outra forma, mesmo que sejam muitos os trogloditas, ainda assim há bastantes que o não são de todo.

O que mais importa, por falar em bosque, é que nos não deixemos emboscar. Não sem ao menos dar luta.

Receita de bolinho de bacalhau

Queremos despedaçar Portugal
Matar e comer, eis nosso desejo.
Foda-se os bons costumes e a moral
Foda-se Camões, os Pedros, o Tejo.
Queremos bombardear Portugal
Seus livros, estátuas, navios, cruzes
Que este incêndio nos livre do mal
E limpando o tapete acenda as luzes.
Ai, queremos violentar Portugal
Escarrar na língua, cagar no porto
Ver um futuro em que seja banal
O luso passado enterrado e morto
O nosso seio está seco de leite
De Portugal apenas o mar e o azeite.

Bruna Kalil Othero

Contra-colonização em curso

José Manuel Diogo*
“Jornal de Notícias”, 14 Julho 2022

Quando a Câmara Brasileira do Livro escolheu Portugal como país convidado da Bienal do Livro de São Paulo, o maior evento dedicado à literatura e ao livro que acontece em todo o mundo de língua portuguesa, sabia que nesse convite existia um significado maior.

A CBL não nos escolheu “apenas” porque o Brasil comemora 200 de independência, 100 de Saramago ou porque Abel Ferreira, treinador e ídolo do Palmeiras, fez o gosto ao dedo e lançou um livro com enorme sucesso e na presença do próprio embaixador de Portugal em Brasília.

Todos estes motivos são bons, mas não são a causa da escolha, eles são a sua consequência. A causa é mais simples, menos evidente e, por isso, mais difícil de explicar.

Ela faz parte de um processo que se está se transformar num verdadeiro movimento (o primeiro) de contra-colonização na História. Desta vez planeado politicamente, organizado pelas elites e amplamente conhecido pelos povos.
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Lusofobia: causa(s) e efeito(s) – 4

Os brasileirófilos

Sem comentários.

Constituição da República Portuguesa

PARTE I – Princípios fundamentais
Artigo 9.º
Tarefas fundamentais do Estado

a) Garantir a independência nacional e criar as condições políticas, económicas, sociais e culturais que a promovam; (…)
d) Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais (…);
e) Proteger e valorizar o património cultural do povo português (…);
f) Assegurar o ensino e a valorização permanente, defender o uso e promover a difusão internacional da língua portuguesa; (…)

PARTE III – Organização do poder político
TÍTULO II – Presidente da República
Artigo 127.º – (Posse e juramento)

(…)
3. No acto de posse o Presidente da República eleito prestará a seguinte declaração de compromisso:
Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa.

 

«Este é um primeiro episódio a tratar da massiva emigração de brasileiros para Portugal. Iniciaremos a reflexão juntamente com o apontamento do presidente Marcelo Rebelo de Sousa em seus pronunciamentos nos Consulados Gerais de Portugal no Rio de Janeiro e São Paulo. Para o presidente da República Portuguesa, “Está a haver uma invasão de Portugal por brasileiros”, e isso ocorre especialmente nos últimos 4 anos e coincide com o governo de Bolsonaro. Nunca antes na História do Brasil um presidente foi capaz de expulsar tantos cidadãos brasileiros… É mesmo uma pena… Muitos brasileiros chegam à Portugal desesperados, saídos de um Brasil de ódio, insegurança, injustiças, instabilidade política e caos social…»

[YouTube, André Carvalho LUSOaBRaço (Brasil)]

Marcelo: “Não há portugueses puros, como não há brasileiros puros”

Lusa
“Públiico”, 3 de Julho 2022

 

Na intervenção que encerrou a cerimónia de abertura da Bienal do Livro de São Paulo, Presidente da República considerou que orquestra com músicos refugiados “é um retrato daquilo que o Brasil é, que Portugal também gosta de ser, que é acolhimento de refugiados e de migrantes”.

[imagem]
[legenda] Marcelo Rebelo de Sousa discursou na abertura oficial da
26.ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

O Presidente da República afirmou este sábado à noite que “não há portugueses puros, como não há brasileiros puros”, depois de ouvir uma orquestra formada por músicos imigrantes e refugiados, em São Paulo.

Marcelo Rebelo de Sousa falava na abertura oficial da 26.ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em que houve uma actuação da Orquestra Mundana Refugi, com músicos vindos da Síria, da Palestina, do Congo, da Guiné, da Tunísia e de Cuba, entre outros.

Esta orquestra tocou, entre outros, os temas As caravanas, de Chico Buarque, e Canto das três raças, que ficou famoso na voz de Clara Nunes.

Na intervenção, que encerrou esta cerimónia, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que a Orquestra Mundana Refugi “é um retrato daquilo que o Brasil é, que Portugal também gosta de ser, que é acolhimento de refugiados e de migrantes”.

“Não há portugueses puros, como não há brasileiros puros. Somos todos cruzamento de todos. E temos honra em sermos cruzamento de todos. E isto é uma lição própria de sociedades cultas, avançadas, progressivas”, afirmou, em seguida, recebendo palmas.

No discurso, o Presidente da República declarou-se muito honrado por Portugal ser o país homenageado nesta edição da Bienal do Livro de São Paulo.

Segundo o chefe de Estado, isso quer dizer que “Portugal já não é só nem sobretudo o Portugal do passado, é o Portugal do futuro, é o Portugal da liberdade, é o Portugal da democracia, em que é possível ter um Presidente de direita com um Governo de esquerda”.

“É o Portugal da juventude, é o Portugal da nova literatura e da nova cultura”, acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu, no entanto, que “se a língua portuguesa é importante no mundo é porque há muitos outros países irmãos que têm mais falantes, muito mais falantes, mais leitores e maior projecção nesse mundo” do que Portugal.

E apontou o Brasil como “uma potência cultural” desde “há muito, muito, muito tempo” e “uma potência cultural imparável”.

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