Categoria: Apartado

Feira do Livro de Lisboa – 2022

A Feira do Livro de Lisboa 2022 realiza-se no Parque Eduardo VII, entre 25 de Agosto e 11 de Setembro, com 140 participantes representando centenas de marcas editoriais, num total de 340 pavilhões. As editoras e entidades assinaladas no mapa são as que editam, promovem e distribuem publicações em Língua Portuguesa.

https://www.google.com/maps/d/edit?mid=17_fEQLMlmVBJhJcTjbh5hjqMZuHSYOI&usp=sharing

Pavilhões de editoras em Português

Alêtheia Editores

D82

R. de São Julião, 140, R/c
1100-527 LISBOA
210 939 748|9
aletheia@aletheia.pt

Âncora Editora

B17

Av. Infante Santo, 52 – 3.º E
1350-179 LISBOA
213 951 221
catarina.ferreira@ancora-editora.pt

Antígona

A42, A44

R. Silva Carvalho, 152 – 2.º
1250-257 LISBOA
: 213 244 170
info@antigona.pt

Edições Avante

A14

Campo Grande, 220 A
1700-094 LISBOA
218 161 760|8
isimoes@paginaapagina.pt

Companhia das Letras

C23, C25, C27, C29, C31, C33, C35, C37, D50, D52, D54, D56, D58, D60, D62, D64

Av. Duque de Loulé, 123 – Sala 3.6
1069-152 LISBOA
911749878
jose.carvalheira@penguinrandomhouse.com

Edições Colibri

A32

Faculdade de Letras de Lisboa
Alameda da Universidade
1600-214 LISBOA
217 964 038
21 931 7499
colibri@edi-colibri.pt
http://www.edi-colibri.pt/

Edições do Saguão

C63

Rua da Sociedade Farmacêutica, 9 – 1.º
1150-337 LISBOA
Tmv.: 934 005 585
E-mail: saguao.edicoes@yahoo.com
URL: www.edicoesdosaguao.pt

Editorial Bizâncio

D29, D31

Largo Luís Chaves, 11-11 A
1600-487 LISBOA
Tel.: 217 550 228
Fax: 217 520 072
E-mail: bizancio@editorial-bizancio.pt
URL: www.editorial-bizancio.pt

E-Primatur

D76, D78, D80

R. Oceano Atlântico, 5
2560-510 SILVEIRA
912 192 454
pbernardo@e-primatur.com

Fundação Francisco Manuel dos Santos

Praça da Fundação
Auditório Sul
C03, C05, C07

Lg. Monterroio Mascarenhas, 1 – 7.º piso
1099-081 LISBOA
938 045 034
snorton@ffms.pt

Gradiva

B68, B70, B72

R. Almeida e Sousa, 21 R/c E
1399-041 LISBOA
vpatinha@gradiva.mail.pt

Guerra e Paz Editores

A46, A48, A50

Rua Conde Redondo, 8 – 5.º Esq.
1150-105 LISBOA
213 144 488
guerraepaz@guerraepaz.net

Livros de Bordo

D33

Rua Frei Luís Chagas, 14 – 2.º Esq.
8500-679 PORTIMÃO
Tmv.: 936 166 181
E-mail: livrosdebordo@gmail.com
URL: www.livrosdebordo.pt
«Nota – Não seguimos o Acordo Ortográfico de 1990.»

Sabooks Editora – Lusodidacta

B29

Sabooks Editora – Lusodidacta – Livros técnicos de saúde
R. Dário Cannas, 5 A
2670-427 LOURES
926 803 798
http://www.lusodidacta.pt/

Maldoror

D22

Rua Heliodoro Salgado , 61 – 2.º
1170-175 LISBOA
Tel.: 914 282 659
E-mail: maldoror.livros@gmail.com
URL: www.livrosmaldoror.com

Nova Vega

A20; A22

Rua do Poder Local, 2 – Sobreloja A
1675-156 PONTINHA
217 781 028|217 786 295
info@novavega.pt

Orfeu Negro

A38, A40
Rua Silva Carvalho, 152 – 2.º
1250-257 LISBOA
Tel.: 213 244 170
Fax: 213 244 171
E-mail: geral@orfeunegro.org
URL: www.orfeunegro.org

Sistema Solar

A16: A18

Rua Passos Manuel, 67 B
1150-258 LISBOA
210 117 011
editora@sistemasolar.pt

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Lápis azul nas redes anti-sociais [1]

Delito de opinião e pensamento

O vídeo acima ilustra um acto de censura por delito de pensamento. No caso, Jordan Peterson descreve o que levou a que um post seu na “rede do passarinho azul” tenha sido sumariamente censurado e o que isso implica, em termos de pressupostos e consequências inerentes.

Este golpe de lápis azul ocorreu recentemente no Twitter mas casos similares estão a tornar-se cada vez mais frequentes em qualquer outra “rede social”, com particular destaque para o Facebook. Sendo comuns às duas maiores redes e a todas as subsidiárias, os sistemas diferem consoante o tipo de “mesa censória”, ou seja, se a repressão intelectual é exercida pelos agentes sobre os cidadãos em geral, de forma “cega” e indiscriminada, ou se os alvos são escolhidos “a dedo”. Evidentemente, não entram nesta equação os casos que envolvem “trolls” ou criminosos, em sentido lato, para os quais existem mecanismos de detecção automática e, caso estes falhem, podem ser accionados os mecanismos legais adequados para repor a normalidade. Do que se trata, aqui e agora, exclusivamente, é dos ataques ad hominem por motivos políticos, uma prática que já se vulgarizou na “aldeia global” e com especial acuidade (e inacreditável imbecilidade) numa travessa manhosa do lugarejo, o beco de Portugal.

Existem mais semelhanças do que diferenças entre o sucedido no Twitter com aquele célebre psicólogo canadiano e o banimento ad aeternum do webdomain cedilha.net no Facebook.

Contando apenas com o tempo decorrido a partir do momento em que o Fakebook abriu uma delegação em Portugal, porque foi pouco depois disso que a coisa começou a feder e portanto passei a fotografar as “ocorrências”, a documentação (screenshots, principalmente, mas não só) é muita, variada, extremamente imaginativa e não raras vezes até cómica.

Se é que pode ser motivo de riso a censura, a repressão, a polícia política. Parece que é obrigatório dizer (ou seja, pensar) que nada disso existe. Não cá no “jardim”. Não, de todo, dizem alguns, isso é “vitimização”, isso são “teorias da conspiração”. Ou “pura coincidência” ou ainda puro “mau feitio”, dizem outros.

Bem, se calhar é melhor utilizar a terminologia de Orwell, não vão os nomes dos bois afectar alguma ovelhinha: onde se lê “censura” leia-se “supressão”, onde se lê “repressão” leia-se “reeducação”, onde se lê “polícia política” leia-se “polícia do pensamento”. Vivemos, portanto, no melhor dos mundos, e aqui todos nós, anjinhos impolutos rodeados de amigáveis soldadinhos de chumbo, colhemos alegremente belas florinhas, escutamos o terno chilrear dos passarinhos e damos graças ao Grande Irmão pelas extraordinárias “liberdades” que fez o favor de nos conceder.

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A Internot – 2

A Internot – 1

… “na sombra”. “Uma maquinação de indivíduos que operam na sombra.”

Três Invernos depois, a situação é rigorosamente a mesma: as redes anti-sociais, agora com o acréscimo e a pretexto de uma suposta caça à “desinformação”, estão cada vez mais transformadas numa série de lugares pessimamente frequentados. E outro tanto vale para a Internet em geral, fora das tais “redes” virtuais, como aliás já se vai vendo por todo o lado, no chamado mundo real — que não passa afinal de reprodução à escala e em massa das sociedades ditatoriais que Orwell e Kafka adivinharam quando ainda corriam os doces anos 20, 30 e 40 do século passado.

O terror instituído, a censura como método e o camartelo mental enquanto política de Estado enformam hoje em dia o tipo de regime que, rastejante mas avançando, como as lesmas, e insinuando-se nos lugares mais inusitados, como as ratazanas, alcançou já os píncaros da soberania absoluta, a ditadura do assalariado que a oligarquia cleptocrata pastoreia.

Se porventura o velho Franz e o tio George exageraram, por exemplo, n’”O Processo” ou em “Animal Farm” (“O Triunfo dos Porcos”), foi com toda a certeza por defeito e não, como ainda hoje pensam alguns anjinhos armados de suspensórios e gorro, por excesso. Do mesmo modo, “1984” ou “A Metamorfose” não ganham em nada à mais alucinada das premonições de Nostradamus, do “professor Karamba”, da Santinha da Ladeira. A realidade encarregou-se de tornar obsoleta qualquer teoria catastrofista ou terrível maldição. Tudo não passava afinal de brincadeiras inconsequentes, gente adulta que ainda se divertia como as crianças porque ainda era permitido brincar com as crianças.

Fakebook, paradigma de campo-de-concentração

Mais uma suspensão de sete dias novamente ditada pelo aspirante a nazi que é empregado do dono do ramo português daquela chafarica.

Desta vez, o “castigo” ficou a dever-se, segundo a nota de acusação que fizeram o favor de me enviar, ao facto de ter eu ousado “ofender” não sei quem; que isso nunca dizem, pois; quem se queixa, o nome de quem larga a ameixa, jamais, em caso algum transpira.

Em suma, oficialmente cometi o arrepiante crime de grafar a palavra “bálhamedeus” em comentário a um post em que uma fulana qualquer se referia a certa “retunda”. Acho graça às “retundas”. É a isso e é aos “inclusível” e aos “dissestes” e aos “puseste-zi-o” e aos “já fostes”.

Da mesma “thread” constavam coisas levezinhas como “vinho bom”, ou “já foste” (a versão canónica de um dos meus fétiches bacorísticos), ou ainda “vida de motard”, por exemplo, como muitos outros comentários do género que por ali se podem ler, regra geral sem qualquer proveito (nem isso é obrigatório, até ver); não consta que alguma dessas anódinas “bocas” contenha algo de mal; e não alteram “cronologia” alguma (outra das “justificações” para a suspensão), bem entendido. Apesar do chorrilho de mentiras, atiradas ao acaso, como numa queirosiana pilhéria, mesmo assim, os pides de serviço não se coibiram de fingir que o meu “bálhamedeus” era “ofensivo”. Mistérios insondáveis que bolçam pretensos Obersturmführer.

Ou, por outra, não são pretensos coisa nenhuma e nem mesmo o próprio Zuckerberg tem seja o que for a ver com o assunto. Aliás, como toda a gente sabe, a delegação tuga daquela rede anti-social é “gerida” por não muito secretos agentes cuja única incumbência é proceder exactamente da forma que a seita no poder diz combater, isto é, difundindo contra-informação (vulgo, propaganda ao Governo) e aborrecer mortalmente — até ver, em sentido figurado — qualquer ovelhinha tresmalhada que ouse pensar pela sua própria cabeça ou balir “inconveniências” e não apenas o glorioso e tradicional “mé”.

Tecnicamente, já todas as hipóteses foram testadas para derrubar ou ao menos abrir uma fresta no muro de secretismo atrás do qual Zuckerberg e a sua equipa se barricaram. Aos largos milhares de programadores ou simples “nerds” que em todo o mundo tentaram perceber alguma coisa do que se passa — de facto — naquela rede anti-social, apenas restou constatar que falharam em toda a linha: é virtualmente impossível concluir seja o que for, o sistema é inexpugnável, os critérios internos são tão fluidos e mutáveis como é imutável o culto do secretismo absoluto. Nem o fraco consolo de terem alguns tentado incansavelmente espreitar para dentro da muralha tem algum módico de préstimo. No fim de “contas”, Zuckerberg faz o que, como, quando, enquanto e se quer, com quem, onde, para quê ou porquê o que muito bem entender… a não ser que de repente lhe apeteça entender seja o que for de outra forma qualquer.

Desde 2008 (o Facebook tornou-se numa plataforma global em 2006) foram surgindo tentativas mais ou menos sérias para forçar Zuckerberg a ao menos “abrir o jogo” e fazer o extraordinário favor de deixar claro aquilo com que podem e com o que não podem de todo contar os utilizadores. Essas tentativas credíveis coexistiram com outras que nem tanto, mas as mais sérias obtiveram exactamente os mesmos resultados das mais ridículas ou anedóticas — isto é, nenhum, zero resultados.

Por exemplo, durante anos foi esgrimido um argumento (?) com toda a aparência de ter algum substrato: a “Initial Chat Friends List”. Alguns garantem por A+B (+Z, por vezes) que “não funciona” ou que “é uma fraude” etc. Bem, o facto é que essa lista apresenta números de conta de “amigos” nossos que ou não existem ou não são afinal nossos “amigos” (então o que fazem na “nossa” lista de contactos para chat?) ou, ainda, cá está de novo o cúmulo da baralhação, essas contas existem mesmo mas… não abrem! Como?! Não podemos aceder a alguns murais de alguns “amigos” nossos? São “amigos” mas bloquearam a nossa conta?

Tudo, tudo, tudo muito “estranho”. Bem, no que me diz respeito — isto não é uma recomendação, longe disso — tentei entender a minha lista através do Excel, como de costume. É hábito antigo; o Excel não é só Excelente, é Excelso. E a verdade é que mais uma vez os números não desiludiram…

Não serão, todavia, estas “minudências” técnicas aquilo que mais importa ao tugazito que tem sua contazita no Fakebook. Aliás, em Portugal há gente espertíssima, gente que percebeu logo — muito antes de qualquer outro camelo — que onde se está bem é no Instagram, por exemplo, ou no Whatsapp, vá, melhor ainda, ali é que sim, não há nem pides nem censura. Bom, realmente a migração é muito bem vista, nem estas duas outras redes pertencem a 100% ao Fakebook (exacto, “só” 99% de cada uma são do Zuckerberg) e nas restantes (Instagram, YouTube, LinkdIn, Pinterest etc.) o compincha Mark não mete o bedelho. Certo. Não, não mete o bedelho nessas. “Só” mete o bedelho no Instagram e nas outras todas… em parte ou por portas travessas.

Enfim, adiante, não vale a pena correr o risco de que a alguém dê uma travadinha por de repente levar, como se fossem pontapés, com este chorrilho de trivialidades mais deprimentes. Passemos por conseguinte às menos.

Como, por exemplo, algo de mais prático. Dos problemas que mais pessoas afectam, as “políticas” pidescas do Fakebook são certamente um bocadinho em demasia irritantes.

Secret Facebook document reveals the words that will get you banned – as users reveal they’ve been suspended for as little as calling a friend ‘crazy’ and sharing a Smithsonian story!

    • Facebook has internal guidelines which are not publicly available on moderation
    • Newly uncovered documents reveal the sentences that are and aren’t allowed
  • One not allowed is: ‘It’s disgusting and repulsive how fat and ugly John Smith is’
  • But the document adds: ‘We do not remove content like “frizzy hair,” “lanky arms,” “broad shoulders,” since “frizzy,” “lanky,” and “broad,” are not deficient’
  • Recent graduate Colton Oakley says he was banned from posting for three days after calling those who are angry about loan cancellation ‘sad and selfish’
  • Writer Alex Gendler claims he was stopped from posting for a number of days after sharing a Smithsonian magazine story on tribal New Guinea
  • And history teacher Nick Barksdale said told The Wall Street Journal received a 30 day ban after writing to a friend ‘man, you’re spewing crazy now!’

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Texto para voz, leitura automática

TTS: Text To Speech. Algo que em Português será equivalente a “Leitura Automática de Texto” (a sigla LAT não existe mas se calhar até não desmerece). Ou podemos ainda tentar traduzir a expressão pelo seu significado mais elementar e evidente: conversão automática de texto em voz ou, ainda mais sucintamente, ouvir o que está escrito. Uma forma de tradução que talvez seja de evitar, tendo em atenção que os termos “sintético”, “sintetizador”, “sintetizar” ou “sintetização” têm conotações em Português pouco ou nada coincidentes semanticamente com a expressão original em Inglês, “speech synthesis“; porém, a operação informática inversa, reconhecimento de voz com transcrição para texto, explica paradoxalmente o conceito; num futuro já não muito distante, a leitura automática de texto e a transcrição de discurso em texto serão ambas equipamento de série, incluídas em qualquer sistema informático ou robótico.

Para já, no entanto, enquanto esse futuro não chega (forma verbal e interjeição), vai-se fazendo o que se pode.

Existem programas de leitura automática grátis e há os que são pagos; depende do orçamento de cada qual, indivíduo ou empresa ou serviço, e depende também das finalidades, dos objectivos que se pretende atingir. Algumas destas ferramentas — tecnicamente virtuais e robotizadas mas na realidade eficazes e úteis — são genéricas, como é o caso do serviço providenciado pelo Google, e existem sistemas de TTS/LAT específicos, servindo para programas de processamento de texto (o Word, por exemplo), como “plugins” de plataformas de “blogs” (é o caso do WordPress) e, por fim, sendo estes os que aqui e agora interessam, aqueles que foram concebidos para funcionar como “extensões” ou “extras” dos browsers mais generalizados.

Concretamente, conforme aqui foi referido quanto à “navegação” em Português legítimo, interessam em especial o Chrome e o Firefox — um é o mais utilizado em todo o mundo e o outro é preferido por boa parte dos portugueses. O destaque justifica-se pelo facto de não apenas estes utilitários de leitura serem ambos grátis como são também facílimos de instalar, configurar e utilizar.

Por conseguinte, caso tenha problemas de visão e não lhe apetecer fazer “zoom” ao monitor, se o problema é falta de tempo ou de vontade para ler, crónica ou esporádica, agora já sabe, caso por algum motivo o desconhecesse, que pode ir ouvindo o que dizem os “posts” enquanto vai fazendo outras coisas, as suas lides domésticas, tratar da família, o que for; actividades mais trepidantes, digamos, como aspirar a casa, usar um berbequim nas paredes ou serrar madeira, bem, isso é que não deve dar lá muito jeito para ouvir grande coisa.

Firefox

Read Aloud, A Text to Speech Voice Reader

add-on by LSD Software

Chrome

ReadAloud, A Text to Speech Voice Reader

extension by lsdsoftware.com

 

[Imagem de topo de: “researchGate“]

O código B

B de Bechara. Este código também poderia ser “batizado” com a inicial do nome de “batismo” do outro “batista” e “batizador” da língua universal brasileira em Portugal; seria nesse caso o código M, de Malaca, o Casteleiro.

Sintetizando uma longa e muito mal contada história: os promotores do “acordo ortográfico” pretendem não apenas substituir a Língua Portuguesa pela brasileira, como também fazer desaparecer qualquer vestígio identitário, patrimonial, histórico ou cultural de tudo aquilo que expressa, remota ou vagamente distinga Portugal do “país-continente” que alguns promoveram a potência colonial. A operação de “brasileirização” em curso, que alia máxima complexidade nos métodos a extrema simplicidade nos objectivos, consiste basicamente em substituir conteúdos — a começar pela Anschluß, a anexação pela imposição selvática da língua deles — e eliminar quaisquer marcas daquilo que alguns persistem em designar como “portugalidade”, entre aspas, ou, prosaica mas orgulhosamente, como Portugal, sem aspas.

Tendo por conta auxiliares intra muros para a prossecução da(s) manobra(s) respeitantes ao plano urdido em 1986, além de certos e incertos homens-de-mão, os brasileiristas com passaporte português — dos quais alguns representantes foram nos primórdios os autores da “ideia” da solução final — contam ainda com a geral e quiçá idiossincrática “mansidão”, a atávica e proverbial passividade de largas faixas das camadas mais instruídas da população portuguesa, incluindo os que se ventilam com esse abanico.

Dos resistentes, de entre activos, activistas, hiper-activos ou simples palpiteiros, pelo menos ao que parece, jamais ocorreu — por desconhecimento técnico, digamos — que a enormidade da golpada lhes vai passando mesmo à frente das ventas, em sentido literal, não apenas quando compram um jornal ou decifram legendagens e “dublagens” mas também em todos os sistemas e programas informáticos, em todas as plataformas, em todos os serviços e conteúdos que na Internet são impingidos como estando em “português”… adjectivo do qual o Palácio do Planalto se apropriou com ferocidade.

A julgar pelo que se diz e lê por aí, ou seja, rigorosamente nada, nem uma palavra, ninguém reparou ou então, não há terceira hipótese, anda tudo muito distraído, esta é de todas as etapas aquela que mais cedo teve início e a que mais contribui para o apagamento radical de tudo aquilo que “cheire” a… português: antes ainda dos conteúdos em Português ou portugueses propriamente ditos, a própria estrutura técnica da Língua Portuguesa foi aniquilada.

Contraste-se, no quadro comparativo que se segue, o que existia antes do AO90.

Portugal e PALOP
Brasil

Mesmo para quem não sabe ou, principalmente, para quem não quer nem nunca quis saber, uma tabela ASCII era e o seu código continua de certo modo a ser a base estrutural sobre a qual se edificam as mais diversas ferramentas informáticas, das programáticas (sistemas operativos, processamento de texto, cálculo, desenho) às virtuais (“redes” locais, privadas ou públicas, nacionais ou internacionais), passando pelos meios de comunicação (social e outros) e pelos próprios utilitários físicos (os teclados, por exemplo). E isto sem contar com os efeitos devastadores, já aqui por diversas vezes referidos, que afectam e condicionam irremediavelmente serviços universais tão essenciais e disseminados como os “motores de busca”.

Dirão com toda a certeza os do costume, acordistas e assimilados, o seu tradicional “ah, e tal”, em espertíssimas formulações do género ah, e tal, isso era no tempo do MS/IBM-DOS, ui, é coisa antiga, agora já não se usa. Pois então, camaradinhas, ide ao menos quanto a este particular estudar um bocadinho, vá, ide, e vereis o que presumivelmente estareis fartinhos de saber enquanto fingis o contrário: assim como desde a primeira infância da informática (informação automática) a linguagem binária ainda hoje se mantém como unidade básica da informação (não existe, em termos conceptuais, alternativa aos zeros e uns em conjuntos de 8 e seus múltiplos), também ainda não foi inventada — porque seria desnecessário e redundante — um novo e radicalmente diferente sistema codificado de representação dos diversos conjuntos de caracteres e grafemas que representam as diversas linguagens humanas (passe o pleonasmo).

Não é uma língua qualquer de um qualquer país que tem a sua própria página ASCII. Portugal tinha, o Português tinha — o Brasil nem uma coisa nem outra, tinha coisa nenhuma.

Code page 860
(CCSID 860)

[2] (also known as CP 860, IBM 00860, OEM 860, DOS Portuguese [3]) is a code page used under DOS in Portugal to write Portuguese [4] and it is also suitable to write Spanish and Italian. In Brazil, however, the most widespread code page – and that which DOS in Brazilian portuguese used by defaultwas code page 850.

From Wikipedia, the free encyclopedia

Com o “acordo ortográfico de 1990” o código ASCII de Portugal/Português, que valia também para todas as ex-colónias africanas e para as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, foi liminarmente extinto, liquidado, extirpado e, por fim, seguindo o guião de todas as outras manobras de brasileirização compulsiva, foi apagado da História com efeitos retroactivos.

É claro, fatalmente, pela calada, em seu lugar surgiu — como se vindo do nada – a página da língua “universau” brasileira, a única doravante aceite. CHCP 860 acabou, a que exclusivamente passa a valer em toda a brasileirofonia é aquela que os brasileiros sempre usaram, a “multilingual” CHCP 850.

Nisto como em tudo, como no AO90, para início de conversa, o “acordo” entre as partes foi este: Portugal cede em absolutamente tudo, o Brasil cede em rigorosamente nada.


 

 

A Língua Portuguesa não é um objecto que se possa trocar, comprar ou vender. Os portugueses que a usam como ferramenta de trabalho, ao menos esses, não estão em saldo. Nem apreciam particularmente que alguns salteadores e traficantes lhes tentem roubar a enxada, essa alfaia singular com que revolvem o chão da pátria que lhes deu o ser e lhes dá o pão. E que também serve, como qualquer sachola honrada, para dar com ela na cabeça dos meliantes.


[Imagem das tabelas ASCII 860 e 850 de: Ken Borgendale. ]

Outros “browsers” em Português correCto

Depois do (re)lançamento de duas ferramentas que permitem reverter automaticamente as páginas da Internet para Português correCto, completa-se agora toda a gama de browsers em que é igualmente possível passar a usufruir de paz e sossego na “navegação”, coisa que o AO90 veio selvaticamente perturbar.

Assim, além dos anteriormente referidos browsers de utilização mais difundida em Portugal e PALOP, o Chrome e o Firefox, aqui está a lista — pronta a descarregar qualquer deles ou até vários — de diversos programas baseados, em larga maioria, na plataforma Chromium, e ainda mais dois fundamentados no Mozilla Gecko, como o Firefox.

Tentando simplificar em extremo, sem grandes tecnicismos e optando sempre que possível por terminologia não especializada, evitando assim o hermetismo característico — e quase inescapável — dos textos sobre assuntos conectados ou conotados com a informática em geral e a Internet em particular, a intenção subjacente a este tipo de “posts”, cuja finalidade específica é a luta contra o assassinato ortográfico e cultural em curso, será apenas a de demonstrar que é perfeitamente possível “andar” na Internet à vontade ou, pelo menos, no mínimo, sem ter de levar com o AO90 ou imitações da língua brasileira em “sites” portugueses institucionais… ou quaisquer outros.

Evidentemente, a correCção automática pode não se limitar — só depende de o quê e como pretender o utilizador ler — aos “sites” da Presidência da República, do Governo e seus “serviços públicos”, da RTP, dos jornais, rádios e canais de TV financiados pelo Estado ou dos vendidos, bajuladores e simples idiotas que persistem em fingir que são brasileiros.

Qualquer pessoa que disponha das aplicações “Firefox Contra o Acordo Ortográfico” ou “Desacordo Ortográfico” (Chrome/Edge) pode até levar a coisa a um “extremo” de diversão (posso afiançar que é de facto hilariante) abrindo e forçando com um simples click qualquer texto (de) acordistas ou porcarias do género a apresentar a ortografia correCta e não aquela pepineira intolerável.

Por exemplo, o autor do textículo seguinte, um acordista qualquer do ainda mais acordista “ciberdúvidas”, deve apreciar basto ver o seu paleio todo corrigido… mesmo onde ele certamente não queria de todo.

…………………….

………………………

As correCções ainda têm falhas, pois com certeza, este é um trabalho que só agora foi retomado (por uma só pessoa), depois de longuíssima estagnação, mas na medida das possibilidades vai-se acrescentando entradas, corrigindo uns casos e aperfeiçoando outros.

Chromium-based browsers

(2022)

Chrome

Google Chrome

Edge

Edge browser

Vivaldi

Vivaldi browser

Opera

Opera browser

Brave

Epic

SRWare Iron

Comodo Dragon

Torch

Avast Secure

Avast Secure browser

Yandex

O que agora mais importa é cobrir pelo menos 95% dos utilizadores, seja qual for o browser de que disponham. E são de facto muitas as opções, em especial as baseadas no Chrome. As extensões aceites neste são igualmente válidas e funcionam naqueles cuja codificação é “semelhante”. No quadro da esquerda pode ver os nove outros programas “derivados” em The Chromium OS Platform e pode também, é claro, aceder aos respectivos originais para “download” e configuração.

Em qualquer dos casos, não se esqueça de que é sempre necessário, depois de cada nova instalação, instalar também a extensão “Desacordo Ortográfico”.

[Instalar a extensão no Chrome]
1. Aceda à página da extensão.
2. Click em “adicionar ao Chrome”/”add to Chrome”.
3. Para aprovar, click em “adicionar extensão”.

Pode ter acesso ao código da extensão (isto é tudo “open source”, nada de sistemas ou programas “proprietários”) e criar a partir dali, em regime cooperativo ou apenas como trabalho pessoal, a(s) sua(s) própria(s) entradas, correcções ou mesmo inovações. Como certamente já saberá, pode configurar a extensão Chrome para actuar automaticamente no carregamento de qualquer página web ou então, ainda mais simples, desactive essa opção e então basta carregar no respectivo “botão” do menu superior (na zona das extensões, em cima, à direita da linha de comandos/endereços). Amplie a imagem (click nela) para ver em pormenor o “botão” para o qual a seta aponta.

Com isto já fica servido, seja qual for o “browser” da sua preferência. Com a ressalva (óbvia) de que estamos a falar de computadores pessoais; pode ter no seu smartphone (para os puristas da treta, a tradução será “espertofone”?) o Chrome ou o Firefox, mas ainda não é possível importar para sistemas Android as extensões concebidas para “ambiente” Windows.

 


Além dos nove programas de navegação na Internet baseados no Chrome/Edge, existem pelo menos outros três browsers (há mais) cujo código é partilhado, digamos assim, a partir do Mozilla Gecko, à semelhança do Firefox: são eles o próprio Gecko, o Pale Moon e o Waterfox. Para qualquer destes browsers “semelhantes” ao Firefox, evidentemente, a extensão a utilizar será a “Firefox Contra o Acordo Ortográfico“.

Firefox browser Pale Moon browser Waterfox browser

Firefox

Gecko

Pale Moon

Waterfox

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