Apartado 53

Um blog contra o AO90 e outros detritos

Categoria: diversos

Em Português – 3

Jornal de Negócios


5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Esta quarta-feira estaremos atentos às actas da última reunião da Fed, bem como ao 1.º inquérito do INE sobre a qualidade da gestão das empresas e ao provável aviso da Comissão Europeia a Centeno sobre a condução da política orçamental.

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WordPress Portugal

Está lançado o WordPress 4.8.2. Trata-se de uma actualização de segurança para todas as anteriores versões.

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Sociedade Portuguesa de Autores (SPA)

Autores contra a Lei da Gestão Colectiva.

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Em Português – 2

Revista Seara Nova


Já nas bancas a Seara Nova n.º 1740 – Outono 2017

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Canal Q

Falso Directo: Em directo de uma escola secundária | Inferno T7 Ep. 56
Mais uma edição do “Falso Directo”, com o repórter Pedro Luzindro, desta vez em directo de uma escola secundária.

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Sporting TV

O espectáculo do futsal vai começar. 🤜🏻🤛🏻
⚽️ISK Dina Moskva x FC National Zagred
📆22-11-2017
📺Às 13H30 em directo e exclusivo na Sporting TV.

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Língua Gestual Portuguesa (LGP) versus Língua de Sinais Brasileira (LIBRAS)

Alfabeto Manual LGP

O que todos devíamos saber sobre língua gestual (em dez pontos)

Nunca se diz linguagem gestual, mas antes língua gestual. E um surdo é apenas surdo, nunca surdo-mudo. Informações, curiosidades, vídeos e leituras para aumentar o conhecimento sobre esta comunidade

Texto de Mariana Correia Pinto14/11/2017 – 19:45

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1. Língua e nunca linguagem
Não existem linguagens gestuais, mas sim línguas gestuais. Linguagem pode entender-se como um qualquer sistema de símbolos ou objectos constituídos como signos: a linguagem das cores, a linguagem corporal, etc. Uma língua, por seu lado, é um sistema de signos, arbitrário e convencional, neste caso veículo de expressão da comunidade surda e com gramática, estrutura e dinâmica próprias. Os gestos da língua gestual portuguesa (LGP) são constituídos por cinco parâmetros base: configuração de mão, movimento, expressão não-manual, localização e orientação.

2. A origem sueca
A LGP tem como língua mãe a Língua Gestual Sueca e não deriva, como muitos acreditam, do idioma oral de Portugal. No século XIX, o rei D. João VI chamou a Portugal Per Aron Borg, um sueco que tinha fundado no seu país um instituto para educação de surdos. Em 1823 é criada a primeira escola para surdos em Portugal e ainda que o vocabulário da LGP e da LGS seja diferente, o alfabeto das duas línguas revela a sua origem comum.

3. A sintaxe da LGP
A LGP tem uma estrutura bem diferente do português. A ordem básica das frases divide-se em SOV (sujeito-objecto-verbo), OSV (objecto-sujeito-verbo). Em português seria o equivalente a dizer: Eu casa vou/ Casa eu vou. Em LGP, as interrogativas, declarativas ou exclamativas identificam-se com elementos não manuais como o arquear das sobrancelhas e dos ombros.

4. Cada país com a sua língua
Muitos acreditam que a língua gestual é universal. Errado. Cada país tem a sua língua gestual, emergente da comunidade e mutante com o tempo. Em Portugal, como noutros países, nota-se ainda a existência de diversos regionalismos. Há em todo o mundo diversas línguas gestuais: a ASL (American Sign Language), a BSL (British Sign Language), a LIBRAS (Língua de sinais Brasileira), etc. E nenhuma delas nasce da língua oral do seu país, mas antes da história da comunidade surda que a utiliza.

(mais…)

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“E assim será cada vez mais.” [Fernando Venâncio, Facebook]

QUANDO "O OUTRO" NÃO EXISTE.Caro Uxio Outeiro: No mundo de língua espanhola, quando algum país decide editar uma…

Publicado por Fernando Venâncio em Terça-feira, 7 de Novembro de 2017

QUANDO “O OUTRO” NÃO EXISTE
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Caro Uxio Outeiro:

No mundo de língua espanhola, quando algum país decide editar uma obra de Kundera, de Eco, de Saramago, etc., compra os direitos para toda a “Hispanidad”, traduz para espanhol e edita. São poucas as excepções a este cenário, e não há nenhuma tradução para “mexicano” ou para “rioplatense”.

No mundo da língua portuguesa, o Brasil e Portugal operam COMO SE O OUTRO NÃO EXISTISSE.

E porquê? Porque nenhum leitor brasileiro quer ler Kundera, ou Eco, ou Donoso, com o léxico português, a sintaxe portuguesa, a morfologia portuguesa, a pragmática portuguesa (e repara que nem falo na ortografia…). O mesmo não deseja um leitor português no que toca ao ‘brasileiro’.

Sim, o cenário do Português é essencialmente diferente do de outros idiomas. Do ponto de vista editorial, do ponto de vista do leitor, existem um “Português” e um “Brasileiro”. E assim será cada vez mais.

Na realidade, existem duas INDÚSTRIAS editoriais, uma brasileira e uma portuguesa, e elas – desde o primeiro momento – não se comunicam, nem sequer no terreno da tradução… Sim, em que haveriam elas de comunicar-se, se ‘brasileiro’ e ‘português’ são hoje, já, dois mundos diferentes?

Fernando Venâncio

Facebook, 07.11.17

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Se non è vero…

Este cartaz circula no Fakebook há cerca de uma semana. Vi-o pela primeira vez no “mural” respeitável de um não menos respeitável jornalista, facto que seria, em princípio, garantia suficiente de que a coisa é genuína.

Porém, como de costume, à cautela, fui tentar cruzar informação sobre o assunto e encontrei… zero! Apenas existe esta imagem mesmo, mais nada, nenhuma outra referência em texto, uma simples nota de rodapé ou a mais ínfima notícia.

O “português” macarrónico (ou seja, abrasileirado e com erros, passe a redundância) é também estranho e as gralhas, em número e em espécie, seguro indício de aldrabice. Não existe sequer menção a qualquer origem, autoria, entidade ou organização identificável por detrás de tão misterioso (e tenebroso) “evento”.

Isto não passará talvez de pura e dura manobra de contra-informação ou qualquer outro insondável mistério do género.

Enfim, no momento desta publicação a hora da “convocatória” já lá vai, era só o que faltava estar agora aqui fazendo propaganda a semelhante enormidade, mas fica o alerta — quanto mais não seja para memória futura.

Esta aparente brincadeira remete para algo que já se nos vai tornando assustadoramente familiar: há quem se dedique, com o beneplácito de entidades oficiais e perante a apatia geral, a arrancar pedaços do passado, a apagar episódios, marcos, factos, datas e personagens da nossa memória colectiva, assim como quem simplesmente risca, rasga, arranca páginas inteiras da História.

Pode bem suceder que tão inacreditável convocatória veicule a seguinte mensagem subliminar: “habituem-se…”

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WordPress em Português de Portugal

Mais um espantoso artigo, desta vez da autoria de Álvaro Góis mas, como sempre, em nome de toda a equipa WP-Portugal, sobre a questão — integralmente inventada pelos acordistas — da tradução do WordPress para acordês, essa novilíngua de trapos que meia dúzia de brasileiros “adotivos” pretendem impor a uma esmagadora maioria de cidadãos nacionais.

Este assunto, se bem que evidentemente parvo, dada a patológica parvoeira que afecta quem o inventou, tem sido amiúde (nem me atrevo a imaginar com que carga de sacrifício) escalpelizado, analisado, explicado e concomitantemente rebatido por vários dos competentíssimos elementos da WordPress Portugal.

Além deste novo texto, que aqui fica também replicado porque é acervo documental de relevo para o historial da luta contra o AO90, conviria ler a acesa troca de comentários no “post” original. Por dois motivos, em essência: pela profunda irritação dos acordistas (“ah, e tal, lei é lei”, nhónhónhó, rebéubéu, pardais ao ninho) e pela extraordinária paciência (ou invejável calma) com que os membros do WordPress em Português vão tentando responder aos desconchavos e até aos insultos dos ditos acordistas.

O WordPress em português de Portugal e o Acordo Ortográfico de 1990

De vez em quando a Comunidade Portuguesa de WordPress agita-se em redor da utilização do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) na tradução principal do WordPress para português.

Levantam-se questões legítimas, apresentam-se opiniões, um ou outro decreto-lei para uma discussão que ultrapassa as barreiras do uso da língua e toca aspectos de ordem técnica, que vão muito além das opções individuais de usar ou não o AO90.

Este texto não pretende abrir qualquer debate sobre:

  • O AO90 é bom ou mau;
  • O AO90 vai ou não ser alterado e quando;
  • O AO90 é ou não obrigatório.

Não é um texto sobre legalidade ou obrigatoriedade de usar uma determinada forma escrita da língua. Pretendemos apenas fazer um resumo do que têm sido as opções da equipa de tradução do WordPress para português de Portugal e, acima de tudo, clarificar o que está a ser feito e porquê, para corresponder às diversas necessidades dos utilizadores.

O histórico

A discussão sobre a utilização do Acordo Ortográfico de 1990 na tradução oficial portuguesa do WordPress começou a fazer-se por volta de 2013.

Já nessa altura, apesar de depender de uma equipa relativamente pequena de contribuidores, a tradução estava estabilizada. Tinha envolvido um grande trabalho de revisão e de consolidação de termos e era actualizada a tempo do lançamento de novas versões. No GlotPress, a plataforma que gere as traduções do projecto WordPress, cabiam ainda apenas as traduções do core (o próprio WordPress). As traduções de plugins e temas não estavam incluídas. Eram geridas individualmente, adicionadas ou não a cada tema ou plugin disponíveis nos respectivos directórios do WordPress.org.

Dentro da equipa de tradução havia a percepção de que a adopção do AO90 por instituições públicas e alguns meios de comunicação começava a colocar a questão da sua adopção ou não pelo WordPress. E alguns de nós eram favoráveis a essa adopção.

Como sempre procurámos fazer dentro da Comunidade Portuguesa de WordPress, colocámos à discussão pública se deveria ou não a tradução oficial adoptar o AO90.

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