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As variações da mentira – I

 

“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”
Joseph Goebbels Ministro da Propaganda de Adolf Hitler

 

«All this was inspired by the principle—which is quite true within itself—that in the big lie there is always a certain force of credibility; because the broad masses of a nation are always more easily corrupted in the deeper strata of their emotional nature than consciously or voluntarily; and thus in the primitive simplicity of their minds they more readily fall victims to the big lie than the small lie, since they themselves often tell small lies in little matters but would be ashamed to resort to large-scale falsehoods. It would never come into their heads to fabricate colossal untruths, and they would not believe that others could have the impudence to distort the truth so infamously. Even though the facts which prove this to be so may be brought clearly to their minds, they will still doubt and waver and will continue to think that there may be some other explanation. For the grossly impudent lie always leaves traces behind it, even after it has been nailed down, a fact which is known to all expert liars in this world and to all who conspire together in the art of lying
— Adolf Hitler, “Mein Kampf”, vol. I, ch. X [“Big Lie”, Wikipedia]

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Na perspectiva dos acordistas, tudo se resume a seguir a táctica preconizada por Goebbels, a qual consubstancia na prática o “pensamento” teórico do seu alucinado chefe: uns quantos agentes  papagueiam, sistematicamente e à vez, como servindo-se num rodízio com patranhas em vez de acepipes, sempre as mesmas aldrabices básicas.

A táctica é de facto viável: basta repetir infinita e invariavelmente as mesmas tretas. E a técnica parece ser mesmo infalível: quanto maior e mais simples é a mentira, mais gente acredita nela — até porque ninguém concebe que “outros possam distorcer a verdade tão abominavelmente“.

Neste caso concreto, quanto ao AO90, prato principal do alucinado repasto, com CPLP e “lusofonia” por acompanhamento e decoração, sequer existe “distorção da verdade” — isto ele é só mentiras mesmo.

Das quais aqui temos as primeiras 5, algumas das principais, mais requentadas, mais repetidas e mais conhecidas — cuja colecção ficará, qual expositor de vitualhas podres, na nova página “Pseudologia Fantastica“.

 

1. O AO90 facilita ensino/aprendizagem, é mais fácil para as crianças. Mentira.
«Não fazia sentido, e essa foi a principal razão para adoptarmos o princípio da pronunciação. Se não houvesse essa diferença, com certeza que as consoantes teriam ficado. Além disso, do ponto de vista pedagógico-didáctico, para as crianças que começam a aprender a ler e a escrever, era mais fácil.» [Malaca Casteleiro, Observador, 02.2017] Mentira.

a) «Então, por causa dos tais dois mil para quem o conhecimento desta língua é útil, noventa e oito mil foram torturados e em vão sacrificaram um tempo precioso. (…) Daí que seria essencialmente mais útil se ao jovem estudante fossem transmitidos apenas os contornos gerais da língua (…) Evitar-se-ia também o perigo de, de toda a sobrecarga de matéria, apenas ficarem uns fragmentos na memória, uma vez que o jovem só teria de aprender o essencial, sendo assim feita antecipadamente a selecção do que é útil e inútil. (…) Ganhar-se-ia assim no currículo o tempo necessário para a educação física, bem como para as crescentes exigências nas áreas já atrás referidas.» [“Mein Kampf”, Adolf Hitler]
b) «Uma avaliação internacional apurou que os alunos portugueses do 4.º ano [i.é, 4.ª classe] pioraram na leitura. Em cinco anos a média desceu onze pontos, colocando Portugal em 30.° lugar entre 50 países […] O problema está nos resultados aos testes sobre literacia e a leitura. E aqui as crianças portuguesas entre os 9 e 10 anos descem 11 pontos em relação ao estudo anterior realizado em 2011. Na prática estão pior na leitura. («Má nota na leitura», Jornal da Noite, S.I.C., 5/XII/17.) Ora bem, em 2011, começaram a ensinar aos meninos o acordo ortográfico para a aprendizagem do português ser mais fácil. E foi.”» [Blog “Bic Laranja”, 12.2017]
c) «Porque chumbam os alunos logo no 2.º ano de escolaridade? A principal razão apontada é esta: “por não lerem bem e não terem atingido os objectivos estabelecidos no programa no que respeita à leitura e escrita”. » [“Público”, 05.2017]

2. O AO90 permite “expansão da Língua Portuguesa no mundo”. Treta.
«Fundamentalmente porque havia duas ortografias oficiais para a língua portuguesa, a brasileira e a portuguesa. Do ponto de vista da promoção internacional da língua, era prejudicial. Numa universidade ou instituição estrangeira onde se ensine o português, qual era a ortografia que se ia ensinar? A de Portugal? A do Brasil?» [Malaca Casteleiro, Observador, 02.2017]. Treta.

a) «Fecharam muitos dos leitorados nas universidades e esse espaço foi ocupado pelos Brasileiros”. No entender de Filipa Melo, “hoje o ensino de português no estrangeiro é feito por brasileiros”.» [Rádio Renascença, 04.2018]
b) «O que se passa em alguns sectores importantes da Cúria Romana revela precisamente a perda da importância de Portugal e da língua portuguesa. Em Março, por exemplo, a Congregação para a Causa dos Santos anunciou que deixaria de ter o português como língua oficial.» [DN, 09.2016]
c) «De acordo com a governante, a promoção do ensino e uso das línguas nacionais e a elaboração de estudos sobre a variante da Língua Portuguesa em Angola constam das acções prioritárias do sector a par de criação de infraestruturas, com vista ao desenvolvimento de uma indústria cultural forte e eficiente.» [DN/Lusa, 06.2017]

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Banha da cobra na língua (diz que cura tudo, até úrsula no diodene)

Os brasileiros, do alto da sua imensa “lata” (e com a conivência de alguns mercenários portugueses), continuam a vender aquilo que designam, por uma questão de marketing, “língua portuguesa”, a que chamam sua, por esse mundo fora. E fazem isto, estes vendilhões, como se estivessem a impingir aspiradores a papalvos. Ou sabonetes a idiotas. Ou banha da cobra a indigentes mentais.

“A língua também é um instrumento de poder”

TSF”, 09 de MAIO de 2018

O português como língua de negócios foi tema de uma conferência da CPLP organizada em Berlim.

A frase fez parte do discurso de abertura do Embaixador do Brasil na Alemanha, Mario Vilalva. “A língua também é um instrumento de poder”, neste caso de poder nos negócios. Estima-se que as relações comerciais entre os países da lusofonia tenham gerado, nos últimos cinco anos, mais de três mil milhões de euros. Existem nesta altura mais de 260 milhões de falantes de português no mundo e estima-se que o número possa duplicar nos próximos 50 a 80 anos.

Um estudo desenvolvido pelo Professor Catedrático do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, Luís Reto, compara oito línguas globais. No “Ranking de Influências das Línguas Globais – O Caso da Língua Portuguesa” o português aparece quase a meio da tabela, “uma posição bastante boa” nesta que é uma espécie de lista da “primeira liga” das línguas, sublinha o investigador. O estudo obedece a seis critérios, entre eles internet, economia e cultura.

Neste processo de crescimento da influência e da importância do português muito têm contribuído os empresários privados. Para Georgina de Mello, directora-geral da CPLP, têm sido organizadas um conjunto de iniciativas e criado instituições no sector privado que captam interesse mesmo fora da comunidade. O exemplo é a Alemanha, para Klaus Deutsch, economista-chefe da BDI (a Confederação da Indústria Alemã), as relações comerciais com alguns países da CPLP têm crescido nos últimos anos. O sector do digital tem merecido mais destaque.

A conferência “O Espaço Económico da CPLP – Português como Língua de Negócios”, que se realizou na Embaixada do Brasil, em Berlim, teve como objectivo divulgar o potencial económico da CPLP e reforçar as relações económicas entre os seus países-membros e a Alemanha.

Source: ″A língua também é um instrumento de poder″

As letras em falta no original do artigo foram automaticamente repostas pela solução Firefox contra o AO90.

 

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«Les guerres de l’ortografia» [“VilaWeb” (Catalunha)]

Les guerres de l’ortografiavilaweb_logo

Per: Redacció

02.10.2016 22:00

La polèmica i el debat social ha acompanyat la reforma ortogràfica d’algunes llengües europees com ara el portuguès, el francès o l’alemany.

La confirmació que el IEC prepara una reforma ortogràfica i la presentació del Diccionari Normatiu de l’AVL han posat sobre la taula la reforma de l’ortografia del català, fixada per Pompeu Fabra, promulgada pel IEC el 1913 i assumida per tots els Països Catalans des de l’aprovació de les Normes de Castelló, el 1932.

El català va fixar l’ortografia fa un segle i ara sembla que s’afegeix a la reforma que unes quantes llengües europees han fet aquests últims anys. En el cas del portuguès, de l’alemany o del francès, per exemple, les reformes ortogràfiques recents han anat acompanyades ben sovint de molta polèmica. En la majoria de casos la proposta de ‘simplificar’ l’ortografia ha topat amb la resistència ferotge dels qui consideraven que això equivalia a empobrir el llegat cultural i la llengua mateixa. I en molts casos el debat ha pres una dimensió social que ha superat de molt els límits de l’acadèmia.

El portuguès, una batalla geopolítica global

Un cas especial és el del portuguès, en què la reforma ortogràfica fou motivada per la divergència en les regles que s’aplicaven a Portugal i al Brasil. La llengua va originar-se a Portugal, però és al Brasil on hi ha la gran majoria de parlants.

El 1911 la nova república portuguesa va encarregar a una comissió d’experts que fixés la nova ortografia de la llengua, i tots els territoris de parla portuguesa la van acceptar, excepte Galícia i el Brasil. El Brasil va establir unes regles pròpies el 1938, seguint en bona part les de la reforma de Portugal, però amb algunes diferències molt estridents. Els brasilers adduïen que ningú no els havia consultats res el 1911, per més que eren la majoria de parlants del portuguès i, per tant, no es consideraven vinculats a la reforma feta des de Portugal, dita de Gonçalves Viana. El 1971 una nova reforma al Brasil va introduir-hi encara més canvis, i reduí d’una manera molt dràstica les paraules que duien accent. Portugal va dubtar i el 1973 en va acceptar alguns, però no pas tots. Finalment el Brasil va convidar tots els estats lusòfons a elaborar conjuntament una reforma, el 1986. En fou el resultat una reforma molt radical que eliminava pràcticament tots els accents, aguts i circumflexos. Però ni els escriptors ni els mitjans no la van acceptar i la reforma, tot i que es va aprovar, no es va arribar a implantar.

Prova n’és que quatre anys després els mateixos estats van proposar una reforma més suau que finalment va entrar en vigor el 2009, amb un període de sis anys per a aplicar-la, que tot just ha acabat ara. Aquesta reforma ha estat més ben rebuda pels mitjans i pels escriptors, però encara mou polèmica i té, a més, un curiós problema legal, perquè es basa en un tractat subscrit pels estats lusòfons. Doncs bé, com que la llei internacional estipula explícitament que un tractat en vigor no es pot canviar, l’ortografia portuguesa ratificada és l’anterior!

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«Lingüística: Dejad a la lengua en paz» [“EL PAÍS” (España)]

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¿QUIÉN MANDA EN LA LENGUA?

Dejad a la lengua en paz

Hablantes frente a expertos. Con la excepción de la ortografía, quien decide sobre los fenómenos lingüísticos es la colectividad, no la Academia ni los ministerios.

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En un artículo reciente, Javier Marías ha vuelto a explicar a sus lectores mediante un par de ejemplos lo que infinidad de veces desde la Academia Española se ha señalado: que son los hablantes, y no ella, quienes han decidido emplear la palabra autista en sentido figurado, para referirse a alguien encerrado en su mundo y desconectado de los demás; o la voz cáncer para designar, también por vía metafórica, la “proliferación en el seno de un grupo social de situaciones o hechos destructivos”. No supone insensibilidad por parte de la corporación el no poder atender las peticiones de expulsión lexicográfica que le hacen las asociaciones de padres de niños con autismo o de enfermos de cáncer. “Esta institución”, escribía el novelista, “en contra de lo que muchos quisieran, no prohíbe ni impone nada; tampoco juzga”; como mucho, advierte de que tal o cual vocablo puede resultar malsonante o denigratorio.

Al hablar de los fenómenos lingüísticos es imprescindible distinguir cuidadosamente los niveles, y en particular el ortográfico de todos los demás. De los distintos planos de una lengua, el único que está sometido a una regulación convencional es el de la ortografía. Del mismo modo que en carretera se circula por la derecha y no por la izquierda —salvo en ciertos países en que la convención es justamente la contraria— o que una luz roja obliga a detenerse y una verde nos permite pasar —podría ser al revés, u otros los colores—, determinadas palabras se escriben — ajenos los hablantes a complejos condicionamientos etimológicos o de otra índole— con j o con g, con b o con v, con hache o sin ella, llevan acento gráfico las agudas que terminan en vocal, n o s y no lo llevan en cambio las llanas que están en esa misma situación, etcétera. Son reglas, insistamos, convencionales, que podrían ser otras, o cambiar. Podría decretarse que en todos los casos el sonido velar llamémoslo “fuerte” que tiene g delante de e o i se escribiera con jota, como le gustaba a Juan Ramón (y se tomaba la libertad de practicarlo). Podría hacerse caso a la propuesta —notablemente demagógica, y por lo demás en absoluto nueva— que Gabriel García Márquez hizo en el congreso de Zacatecas de “jubilar la ortografía”, es decir, simplificarla de raíz.

Pero si la regulación del tráfico está en manos de la dirección general correspondiente (y, supongo, de organismos supranacionales, para que, al menos en lo básico, no haya grandes disparidades de un país a otro), ¿a quién compete la regulación ortográfica? La respuesta a esta pregunta es sumamente compleja, y apunta a un abanico de posibilidades que van desde el mero consenso asentado en una tradición consuetudinaria hasta la existencia de una entidad que ejerce la potestad reguladora. Ni siquiera son equiparables los casos de dos lenguas dotadas ambas de Academia, como el español y el francés, pues, por ejemplo, la autoridad prescriptiva en materia ortográfica de la Real Academia Española es sensiblemente mayor que la de la Académie française.

Antes de la fundación de la Española se habían producido intentos particulares de regular nuestra ortografía, pero no habían pasado de ser eso: conatos individuales. ¡Cuánto le hubiera gustado a Nebrija, por ejemplo, que su propuesta ortográfica de 1492, renovada en 1517, fuese generalmente aceptada! No fue así, ni con la suya ni con otras posteriores, y solo la existencia de una entidad respaldada por la Corona hizo que las decisiones académicas en materia de ortografía literal (esto es, ortografía de las letras), sabiamente dosificadas entre 1726 y 1815, fueran progresivamente aceptadas por las imprentas y se generalizaran a través de la enseñanza, de modo que, en lo sustancial, el uso de las letras no ha cambiado en los dos últimos siglos. A que ello haya sido así, en un caso a priori tan proclive a la dispersión como el de una lengua escrita no solo en España sino en un elevado número de repúblicas soberanas que se extienden entre el río Bravo y el estrecho de Magallanes, contribuyó decisivamente la fundación desde 1871 de toda una serie de academias correspondientes de la Española en los países de aquel continente, corporaciones hoy integradas en la Asociación de Academias de la Lengua Española (ASALE).

Los hispanohablantes tenemos motivos para estar satisfechos no solo por nuestra unanimidad ortográfica —que tanto contrasta, por ejemplo, con el divorcio entre la ortografía portuguesa y la brasileña—, sino también por la sencillez, la transparencia y la racionalidad de nuestra ortografía, no absolutamente fonológica, es decir, sin completa correspondencia entre sonidos y letras, pero muy cercana a ella y con un sistema de acentuación inequívoco que bien podría envidiarnos, por ejemplo, el italiano.

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