Apartado 53

Um blog contra o AO90 e outros detritos

Etiqueta: artes

Activismo

 

 

Podemos e devemos reagir!Em momento algum da minha carreira artística, ou actividade enquanto produtor cultural ao…

Publicado por Luis de Matos em Sexta-feira, 6 de Abril de 2018

 

Luis de Matos

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Podemos e devemos reagir!
Em momento algum da minha carreira artística, ou actividade enquanto produtor cultural ao longo de 23 anos, tive a alegria e o incentivo de ser financiado pelo Estado Português. Com a minha equipa construímos um teatro e com ela continuamos a levar o nome de Portugal aos quatro cantos do mundo. Na próxima segunda-feira partimos, uma vez mais, para fazer espectáculos em Monte-Carlo, Monaco, Lyon, France, Geneva, Switzerland, Bordeaux, France, Toulouse, France e Budapest, Hungary.
Por estes motivos, não estou sob suspeita quando digo ser absolutamente vergonhoso que continuemos a afastar-nos do famoso 1% do Orçamento para a cultura, de que Portugal se aproximou na passagem do século. É verdade que já vi muito lixo ser financiado. Mas a situação actual é inaceitável.
A destruição da nossa identidade começa com o patético Acordo Ortográfico e atinge hoje limites inacreditáveis com os cortes recentemente anunciados no sector da Cultura.
Não é tarde para tentar reverter o mal fadado Acordo, basta começar por seguir este link: https://ilcao.com
Não é tarde para tentar reverter a tragédia actual, basta começar por seguir este link: http://emdefesadacultura.blogspot.pt

 

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Cultura — de novo a empurrar com a barriga?


Foi Ministro da Cultura entre 1995 e 2000. Portanto, estava no Governo — e numa “pasta” de relevância equivalente à da Educação, não façamos a coisa por menos —  quando o AO90 estava, muito descansadinho, a repousar numa qualquer gaveta do Terreiro do Paço.

Apesar de nunca ter mexido uma palha a respeito do assunto enquanto podia, se calhar rezando a todos os santinhos para que o assunto esquecesse entretanto, porque Manuel Maria Carrilho sempre foi contra o “acordo ortográfico”, a verdade é que, na prática, limitou-se a empurrar com a barriga o problema. Ainda mais na prática, se tal é possível, “passou a pasta” do AO90 quando passou a “pasta” da Cultura.

Em 1990, quando aquela abominável porcaria (o AO90) foi assinada por todos os Estados da CPLP, ainda não tinha responsabilidades governativas. E em 2008 já não as tinha e portanto não teve nada a ver com a aprovação da malfadada Resolução parlamentar (RAR 35/2008), aquela tremenda vigarice que determinou a entrada em vigor do AO90 em Portugal.

Em 2004 também já não estava no Governo mas não tugiu nem mugiu, que se saiba (posso bem estar enganado, se calhar escreveu na época sobre o tema), quando o Estado português subscreveu a dita vigarice, a mesma que o Parlamento aprovou quatro anos depois e que é afinal a causa primordial daquilo que vemos agora, todos os dias, suceder com a Língua Portuguesa: o processo de destruição em curso.

Este ex-Ministro da Cultura poderia ter feito alguma coisa para liquidar o AO90 “no ovo” durante os cinco anos em que teve poderes para isso. Ou poderia ter tentado ajudar, já sem responsabilidades governativas, a impedir que chegássemos a “isto”. Que tivesse tentado fazer alguma coisa, intervir, actuar. Antes, durante ou depois. Mas não. Limitou-se, como a esmagadora maioria dos políticos, a assobiar para o lado, meditabundo, mudo e quedo, ainda que soubesse perfeitamente — só os deputados que aprovaram a RAR 35/2008 não sabiam o que estavam a aprovar — quais seriam as consequências da vigarice e o que era (é) de facto aquele “acordo”.

Mas vá, agora escreve Carrilho alguma coisinha sobre o assunto, pronto, menos mal.

Cultura – de novo a caminho do grau zero?

Manuel Maria Carrilho
“Público”, 06.04.18

A cultura portuguesa vê-se assim, neste momento, sob a ameaça de uma prolongada indigência político-orçamental.

—————–

A cultura não é excepção. A não ser por a escassez em que vive ser bem maior do que a de outros domínios e de, em alturas de aperto, ser sempre ela a primeira vítima. Daí a justa cólera dos protestos em relação à actual política cultural e, em particular, à que diz respeito ao teatro.

Ora, se há área em que os socialistas têm uma responsabilidade histórica incontornável, ela é, indubitavelmente, a da cultura. Com efeito, foi por sua iniciativa que, por três vezes (em 1983, em 1995 e em 2015), ela teve um ministério próprio. Em 1995 ela foi mesmo objecto da definição de uma estratégia global muito precisa no âmbito do XIII Governo Constitucional, bem como de políticas sectoriais bem definidas, depois sempre acompanhadas de reforço orçamental. Foi certamente por isso que o actual Governo repôs o estatuto ministerial da cultura, interrompido pela direita em 2011.

Mas uma coisa é repor o estatuto, outra é retomar uma linha de acção política que lhe corresponda. Discrepância que, contudo, já vem de longe, quando em 2005 os socialistas voltaram ao poder. Foi aí que a herança da segunda metade dos anos 90 se começou a perder.

Foi aí, como o escrevi em 2009 ao procurar contribuir para o balanço da política cultural da legislatura 2005/2009, que o Governo de José Sócrates abandonou a responsabilidade histórica que os socialistas tinham no domínio cultural, tendo preferido retomar algumas controversas (e bem esquecidas…) ideias cavaquistas, como aconteceu com o Museu dos Coches, com o Acordo Ortográfico ou com o estrangulamento orçamental das instituições, das actividades e das expectativas do mundo da cultura.

(mais…)

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“Horror e espanto”


Fascinante entrevista de nosso actual Ministro da Cultura, verdadeiro poço de contradições com pernas, salvo seja, pessoa capaz de dizer uma coisa e de imediato o seu contrário, mas sempre sem se rir, com o ar mais sério deste mundo e do outro. Enfim, mais do outro do que deste — daí rir-se a gente por ele, porque de facto tem Sua Excelência sua piada.

Luís Filipe Castro Mendes: “Este Acordo Ortográfico não é perfeito”

(…)

Pode dizer-se que A Misericórdia dos Mercados é onde essa afirmação de vida mais existe?

Esse livro tem que ver com uma revolta com determinado discurso que nos foi imposto e tendia a negar aquilo que é mais humano em nós: a capacidade de transformar e a dignidade de quem trabalha. O livro revolta-se contra uma ordem do mundo que assenta na lógica puramente financeira, daí ser vincadamente de protesto, apesar de igualmente melancólico porque manifesta a desilusão com uma ordem política e económica que parece negar o que há-de mais importante na humanidade.

No prefácio é referido que esta é uma “poesia culta”. Revê-se?

Mesmo que se queira muito ingénua, a poesia tem de ser culta porque está sempre em diálogo. Tem sempre que ver com o que já foi escrito, mesmo que se a queira muito vanguardista e a arrasar todo o passado. Diz-se que esta poesia é culta porque cita muito. É verdade, existe grande vontade de citar e falar para o círculo dos que conhecem o mundo poético. Gostaria que tocasse mais gente, porque há muitos poemas que procuram ir ao coração das pessoas.

A grande alteração está na utilização do Acordo Ortográfico em vigor. Não lhe foi difícil?

Não considero que este Acordo Ortográfico seja perfeito e penso que há coisas susceptíveis de melhoria, mas sendo o que se utiliza oficialmente achei que seria hipócrita não o fazer. Isto sem criticar outras pessoas, até porque não tenho ideias tão fortes sobre ortografia como elas. O acordo não é o melhor possível mas está vigente e segui-o para horror e espanto de muitos amigos. Não porque lhe tenha um grande amor, mas porque para mim a ortografia é uma convenção e não considero que a anterior seja a maior das maravilhas. Tudo se pode aperfeiçoar, é a minha opinião. Enquanto estiver em vigor vou segui-lo e lamento os meus amigos que consideram isto uma traição. Há como que uma luta de religiões em torno do acordo, só que eu não tenho religião. Acredito que esta opção vá ser muito criticada, mas é assim.

(…)

A língua portuguesa falada nesses países entrou nos poemas?

Sim, em Os Dias Inventados tenho um poema em que escrevo “Se eu beijar você na tua boca”. Tem que ver com a diferença do português de Portugal e o do Brasil, e mostra como a linguagem íntima deles faz-se com o “você” e que para nós usar essa palavra num momento de maior arrebatamento de paixão não faz muito sentido.

Tem diálogos poéticos com Bandeira, Caetano, Chico… O brasileiro é assim tão imponente?

Há uma grande unidade da língua apesar dos vários padrões. Quando se vive no Brasil, verifica-se que falamos a mesma língua se não tivermos em conta o nível semântico em certas palavras e a pronúncia.

(…)

[Source: Livro – Luís Filipe Castro Mendes: ″Este Acordo Ortográfico não é perfeito″, “DN”, 10.03.18. Transcrição parcial. “Links” e destaques meus. As letras em falta no original foram automaticamente repostas pela solução Firefox contra o AO90 através da “extensão” FoxReplace do “browser”.]

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Em Português – 70

CGTP-IN

http://www.fectrans.pt/index.php/sectores/ferroviario/2016-ip-vamos-fazer-ouvir-as-nossas-vozes"IP: vamos fazer ouvir…

Publicado por CGTP-IN em Sexta-feira, 2 de Março de 2018

As organizações sindicais entregaram um pré-aviso de greve para pressionar a administração das empresas IP – Infraestruturas de Portugal; IP – Engenharia; IP – Telecom; IP – Património, a procederem ao aumento intercalar dos salários dos trabalhadores destas empresas, que actualmente são os mesmos de 2009.

CGTP-IN
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VICE Portugal

🔥 EXCLUSIVO 🔥A nova vida de IAMX é um sonho eléctrico… molhado.

Publicado por VICE Portugal em Sexta-feira, 2 de Março de 2018

A nova vida de IAMX é um sonho eléctrico… molhado.

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Em Português – 69

Forum Dança

LAST CALLCANDIDATURAS ABERTAS ATÉ 18 FEVEREIRO 25ª edição Curso de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo –…

Publicado por Forum Dança em Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2018

Curso dirigido a agentes culturais ou interessados que pretendam desenvolver o seu trabalho/projecto na área de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo.

Forum Dança
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EIRA

"Francisco Camacho é um dos nomes marcantes da chamada 'Nova Dança Portuguesa'. Foi na EIRA, fundada por ele há 25 anos,…

Publicado por EIRA em Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

Falámos sobre esses 25 anos de actividade e sobre a forma como vão ser assinalados, abordamos a sua carreira e processo de criação, bem como os projectos que tem em curso.

EIRA
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O Rumo Do Fumo

Vera Mantero fala sobre a influência de Yvonnne Rainer no seu trabalho, no contexto da presença da coreógrafa americana em Serralves este fim-de-semana.

Publicado por O Rumo Do Fumo em Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

Vera Mantero fala sobre a influência de Yvonnne Rainer no seu trabalho, no contexto da presença da coreógrafa americana em Serralves este fim-de-semana.

O Rumo Do Fumo
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Em Português – 68

Publituris

Sindicato do Norte alerta para salários no sector.

Publicado por Publituris em Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

Sindicato do Norte alerta para salários no sector.

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Papelaria Fernandes

SELECÇÃO DE PRESENTES #papelariafernandes1891LAMY Deutschland Buntbox Moleskine

Publicado por Papelaria Fernandes em Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

SELECÇÃO DE PRESENTES
#papelariafernandes1891

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Nextart – Centro de Formação Artística

Nextart – Centro de Formação Artística

O Novo Filme sobre o Nextart!Partilhamos com Alegria e Gratidão!…Partilhem também :)Obrigado ao César Liebaut, Realizadorwww.nextart.pt

Publicado por NEXTART em Quinta-feira, 26 de Outubro de 2017

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