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Um blog contra o AO90 e outros detritos

Etiqueta: Cabo Verde

«Língua Cabo-verdiana vai ser classificada património nacional» [“Expresso das Ilhas”, 08.02.18]

Língua Cabo-verdiana vai ser classificada património nacional

Por Chissana Magalhães, 8 Fev 2018 13:37

O Instituto do Património Cultural (IPC), que integra o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, vai trabalhar uma proposta para a oficialização da Língua Cabo-Verdiana no quadro da revisão constitucional que deverá acontecer nos próximos tempos. Antes, e como estratégia nesse sentido, já vai começar a trabalhar um dossier para classificação da Língua Cabo-verdiana como património imaterial nacional.

Em entrevista ao Expresso das Ilhas (ver edição nº 845 desta quarta-feira), o presidente do IPC avança que o dossier será trabalhado na mesma linha que outros dossiers de classificação de património imaterial, como foi o caso da festa de São João – cuja classificação aconteceu em finais de Novembro passado – e contemplará a realização de um inventário.

“A nossa perspectiva em relação à oficialização é no reconhecimento do património maior de Cabo Verde que é a língua materna. Para este efeito o que se prevê é a classificação da Língua Cabo-verdiana como património nacional”, diz Jair Fernandes que explica que já se vai avançar para a preparação de um dossier técnico.

Fernandes garante que a classificação a património nacional abrirá o caminho à oficialização uma vez que esta pressupõe um reconhecimento nacional, “independentemente da questão da padronização, que acontecerá num segundo momento e cujo actor será o Ministério da Educação”.

Sobre as discussões que têm feito tardar a oficialização da única língua materna de Cabo Verde o historiador e especialista em turismo cultural defende que “a questão da oficialização da língua crioula cabo-verdiana acaba por ser um pouco como o da morna: todos queremos participar mas, exige uma certa cientificidade nas abordagens”.

O responsável do IPC acredita que a oficialização irá passar por desmitificar os conceitos, e garante que o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através do IPC, não pretende a curto prazo entrar em debates sobre a padronização da língua.

“É um outro nível de discussão que, infelizmente, tem sido muito deturpada”, constata.

Sobre a coabitação de duas línguas oficiais – no caso o Português e o Cabo-verdiano – Jair Fernandes analisa positivamente as experiências de ensino bilingue realizadas tanto em Portugal como em Cabo Verde – “temos provas claras de que tem sido um sucesso” – e cita os exemplos de países como Moçambique e Timor onde o Português convive com várias dezenas de línguas oficiais, sem que isso tenha “posto em causa” a Língua Portuguesa.

Classificando a questão à volta das variantes como um “fait-divers”, Fernandes reitera: “alguns sectores da vida política e social acabam por deturpar determinadas informações e a estratégia é precisamente dar uma nova roupagem à questão da oficialização da língua. Nós, o que queremos de momento é a classificação como património. No quadro da revisão da Constituição da República iremos trabalhar uma proposta para o artigo 9º, que é a inclusão da Língua Cabo-verdiana como língua oficial”.

Na entrevista à edição impressa do Expresso das Ilhas, Jair Fernandes aborda ainda outros dossiers de classificação a património, o projecto Museus de Cabo Verde, o Plano de Gestão da Cidade Velha, entre outros tópicos.

[Transcrição integral de Língua Cabo-verdiana vai ser classificada património nacional. Publicação de “Expresso das Ilhas” (Cabo Verde), 08.02.18. Imagem de topo, bandeira de Cabo Verde, importada de “BandeirasNacionais.com“.]

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Em Português – 59

Jornal “Téla Nón” (São Tomé e Príncipe)

Téla Nón – Crise Institucional: UE propõe projecto para garantir eleições livres e justas

Publicado por Téla Nón em Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2018

Para execução do projecto que possa garantir liberdade e transparência, às eleições legislativas e locais, previstas para o segundo semestre deste ano, a União Europeia, propõe programar um projecto, em concertação com os parceiros nacionais e internacionais presentes no território nacional. «Estamos a discutir com os parceiros nacionais e os outros parceiros internacionais que se encontram no país, para sabermos como é que a União Europeia pode acompanhar o processo e existe a possibilidade de montar um projecto. O domínio exacto desse projecto é motivo das discussões em curso. Estou confiante que poderemos identificar as pistas e o domínio do projecto, que serão julgados úteis para todas as partes», explicou.

Jornal “Téla Nón” (São Tomé e Príncipe)
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TAAG – Linhas Aéreas de Angola

Comunicado Tarifas AOA no website TAAG Caros passageiros TAAG, utilizadores do nosso website em AngolaEm consequê…

Publicado por TAAG – Linhas Aéreas de Angola em Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018

Neste sentido, entre o momento em que efectuar a sua reserva e o envio da referência de pagamento da mesma pela TAAG, caso tenha havido alteração cambial, o valor final será o indicado nesta última.

TAAG – Linhas Aéreas de Angola
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Jornal “Expresso das Ilhas” (Cabo Verde)

Cabo Verde com cinco atletas no “África Tour Surf” em Dakar

Publicado por Expresso das Ilhas em Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2018

A selecção de Cabo Verde de surf estará nos dias 17 e 18 do corrente a competir no “África Tour Surf”, em Dakar, Senegal, com uma equipa composta por cinco surfista, à procura de lugares do pódio.

Jornal “Expresso das Ilhas” (Cabo Verde)
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Em Português – 56

Alêtheia Editores

O livro dos cinco dias que mudaram a história (24 a 28 de Maio de 1940). 🎬Um filme a não perder. Um livro obrigatório.📖…

Publicado por Alêtheia Editores em Terça-feira, 30 de Janeiro de 2018

À medida que as imparáveis forças nazis atravessam a Europa ocidental e a ameaça de invasão é iminente, e com um público desprevenido, um rei céptico e o seu próprio partido a planear contra ele, Churchill deve resistir à sua hora mais escura, reunir uma nação e tentar mudar o curso da história mundial.

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Projecto APOLO

Feliz ano novo… 2018 | 2771E obrigado a todos que partilharam o «Calendário romano» e que o tornaram um sucesso, com…

Publicado por Projecto APOLO em Segunda-feira, 1 de Janeiro de 2018

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“A Semana” (diário “online”) (Cabo Verde)

SOCIAL: Directora Regional da OMS para a África alerta: Mais de 8 milhões de pessoas morrem de cancro no mundo todos os…

Publicado por ASemana em Sábado, 3 de Fevereiro de 2018

Descreve que esse movimento sensibilizou milhões, instou governos e pessoas nas quatro partes do mundo à acção e forneceu aos pacientes oncológicos e respectivas famílias uma plataforma através da qual puderam partilhar as suas histórias e serem ouvidos.

“A Semana” (diário “online”) (Cabo Verde)
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«O AO90 não é adoptado com seriedade em Cabo verde» [Abraão Vicente, Ministro da Cultura]

“O quotidiano em Cabo Verde é todo ele pensado, amado, sentido em crioulo”

A pretexto do “maior evento literário dos PALOP”, a Morabeza — Festa do Livro, que arranca a 30 de Outubro, o ministro da Cultura de Cabo Verde, Abraão Vicente, diz como tenciona alicerçar a literatura num país em que ela é sobretudo feita na música. E vinca o seu apoio à oficialização do crioulo.

—————-

(…)

O facto de a criação literária cabo-verdiana ser essencialmente em português e toda a criação musical ser em crioulo, essa duplicidade, é essencial à maneira de ser cabo-verdiana?
A nossa identidade revela-se aí. Na Festa do Livro, o português vai ser a língua de trabalho, porque vamos ter convidados de Angola, Moçambique, Portugal, Brasil. Mas o nosso quotidiano é todo ele pensado, amado, sentido em crioulo, por mais que as instituições se esforcem. Uma das primeiras medidas do novo governo foi o ensino do português como língua segunda, no sentido exactamente de nós interiorizarmos o porquê de o ensino e a fluência do português estarem a perder terreno. Porque o crioulo domina o dia-a-dia, domina a música, domina as próprias instituições. O parlamento cabo-verdiano funciona praticamente em crioulo. Há uma força identitária e aqui entra o debate que vai vir com a revisão da Constituição: oficializa-se ou não o crioulo?

(mais…)

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“Pitografia” é algo “pitográfico”. E “pitogramas”?

 

«vieram os pitogramas que tinham como base a representação por meio de símbolos. A escrita é resultado de uma evolução contínua da pitografia para formas mais ou menos convencionais»

«A primeira etapa do seu desenvolvimento ficou conhecida como género pitográfico’.»

 

Universidade de Lisboa – Faculdade de Letras

‘O Erro, uma análise necessária: sua implicação no ensino da Língua Portuguesa em Cabo Verde’
Mestrado em Língua e Cultura Portuguesa (PLE/PL2)
Área de especialização: Língua e Cultura Portuguesa (PLE/PL2)
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Imagem de topo de: UFBA (Brasil)
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“A Língua Portuguesa nas suas múltiplas vertentes” [jornal “Ponto Final” (Macau)]

Lusitanistas reunidos pela primeira vez a Oriente para afirmar o papel da língua portuguesa

São mais de 140, os académicos de algumas das mais prestigiadas universidades do mundo que por estes dias se encontram em Macau para o XII Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas. Pela primeira vez, o encontro decorre a Oriente, após de já ter passado por países como França, Portugal, os Estados Unidos da América, o Brasil, a Alemanha e Cabo Verde.

Arrancou ontem o XII Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas (AIL), iniciativa que até sexta-feira, vai reunir, no Instituto Politécnico de Macau (IPM), mais de 140 conferencistas de 80 instituições de ensino superior oriundas um pouco de todo o mundo. Elemento de destaque naquela que é a primeira edição do evento trienal a Oriente é a presença, pela primeira vez, de académicos chineses que se vão apresentar como palestrantes. Para Roberto Vecchi, presidente da AIL, este afigura-se como “o elemento mais interessante deste congresso que surgiu espontaneamente sem nenhum tipo de organização”. Em declarações ao PONTO FINAL, o também director do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas Modernas da Universidade de Bolonha, salientou a importância do evento decorrer em Macau “porque, de certo modo, inaugura um espaço novo, um espaço dinâmico, um espaço que está a investir muito na língua portuguesa”. Vecchi revelou ainda que “provavelmente” o congresso irá regressar à Europa “nos próximos três anos”.

Presente na cerimónia de inauguração que ontem decorreu no Instituto Politécnico de Macau, entidade organizadora do congresso, esteve o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura. Alexis Tam considerou que o idioma de Camões está a crescer de forma visível no território: “De uma forma simples, pode dizer-se que, hoje, há mais e melhor língua portuguesa em Macau”, defendeu.

Para o dirigente, tal constatação deve-se a “passos muito significativos” como o reforço “substancial” do investimento no ensino da língua, o recrutamento de novos recursos humanos, o aumento do número de alunos, a criação de novos programas e o incremento do intercâmbio e cooperação: “Considero, contudo, que podemos fazer mais. Do ensino básico ao ensino superior, das instituições públicas às instituições privadas, na pedagogia e na investigação, nos projectos e nos resultados”, assegura Alexis Tam. O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura garantiu ainda, da parte do Governo, “o estímulo, a dinamização e os meios necessários”.

Por sua vez, Carlos Ascenso André, coordenador do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau, recordou a viagem que fez até Cabo Verde há três anos, aquando do último encontro da Associação Internacional de Lusitanistas, para apresentar a candidatura da instituição de ensino superior à realização do congresso que se seguiria. Três anos depois, a associação reúne-se em Macau para uma “celebração da língua portuguesa e das culturas dos países de língua portuguesa”, como assim o entende Lei Heong Iok, presidente do IPM.

 

A LÍNGUA E A CULTURA DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA NAS SUAS MÚLTIPLAS VERTENTES

O congresso prossegue hoje, pelas 14h30, com a conferência “Divulgar a Língua Portuguesa e as suas Culturas” e com a apresentação da nova série da revista “Veredas”, editada pela AIL. Hoje será ainda apresentada a “Plataforma 9”, um portal cultural do mundo de língua portuguesa desenvolvido pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Associação Internacional de Lusitanistas. Amanhã, pelas 11h, tem lugar o seminário “O Português no Mundo” conduzido por Ana Paula Laborinho, presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, Benvida da Rosa Lemos Oliveira, da Universidade Nacional de Timor Lorosa’e, e Carlos André, do IPM. Já na quinta-feira vai decorrer a “Mesa dos Escritores” que vai juntar Carlos Morais José, em representação de Macau, Ana Miranda do Brasil e João Paulo Borges Coelho de Moçambique. Por último, a conferência “As Humanidades como ‘inuntensílios’: aceleração – intervalo – interpretação”, conduzida pela ex-ministra da Cultura portuguesa, Isabel Pires de Lima, irá encerrar o congresso na sexta-feira.

Todas as actividades são abertas ao público em geral, incluindo as 44 sessões de trabalho que decorrem em simultâneo ao longo da semana. Serão debatidos temas como os diálogos transculturais entre Brasil, China e Macau, literatura feminina brasileira contemporânea, o acordo ortográfico, a personificação do poder na literatura angolana contemporânea, o papel da tradução na consolidação da identidade macaense, entre muitos outros. No último dia será ainda anunciada a localização e entidade organizadora do XIII congresso que irá acontecer em 2020.

CVN

[Transcrição integral de: Lusitanistas reunidos pela primeira vez a Oriente para afirmar o papel da língua portuguesa. Jornal “Ponto Final”, de Macau, 25.06.17. Imagem de topo de: Instituto Politécnico de Macau.]

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