Apartado 53

Um blog contra o AO90 e outros detritos

Etiqueta: cAOs

Cruzadex (2)

«O grupo editorial Leya estima que a adaptação de cada manual escolar ao novo acordo ortográfico poderá custar entre quatro e cinco mil euros, pelo que admite o aumento dos preços de venda às famílias.

“Todo este processo de mudança da ortografia, revisão exaustiva do texto e substituição total das chapas de impressão tem custos muito elevados. Dependendo de cada manual, este valor rondará os quatro a cinco mil euros”, afirma a coordenadora de edições escolares do grupo, que detém entre 30 a 40% da quota de mercado dos manuais.» [“Expresso”, 27.02.09]

Ajuste “direto” (Governo de Portugal)


«Contrariamente ao muito que se diz por aí, as alterações que vão ser introduzidas são muito poucas e julgo que basta uma meia hora para os professores aprenderem as novas regras. E depois é aplicá-las.» Paulo Feytor Pinto, presidente da Associação de Professores de Português (APP), 2 de Setembro de 2009, “Diário Digital” [“post” ILCAO, 29.11.14] Ajuste “direto” (Governo de Portugal)

AP PortugalCognosLapsis

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Diz que a Guiné Equatorial não quer promover o “brasileiro”…

Esta notícia da Agência Brasilusa, reproduzida pelo pasquim acordista “Diário de Notícias”, é aqui transcrita (sem vénia alguma, dados os créditos expressos) mas a transcrição carece de nota prévia.

A ortografia do original foi, como é costume neste sítio optimamente frequentado onde a escrita é escorreita, corrigida automaticamente pela solução Firefox contra o AO90. Porém, lamentável e inevitavelmente, os demais erros de Português “plasmados” na dita notícia (“enveredar esforços”, eheheheheheh, mas que cromos) não podem ser rectificados.

Guiné Equatorial não mostra vontade de promover português – Conselho Científico do IILP

 

A recém-eleita presidente do conselho científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), a portuguesa Margarita Correia, afirmou hoje que “não tem sido muito visível a vontade” da Guiné Equatorial para difundir o português no país.

Não temos tido a participação dos membros da Guiné Equatorial nas reuniões do conselho científico do IILP. Não posso avaliar dessa vontade, na medida em que, pelo menos, ela não tem sido muito visível”, disse à Lusa a linguista e professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que foi eleita na semana passada presidente, até 2020, do conselho científico do IILP, organismo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a promoção e desenvolvimento do português.

A responsável sublinhou que a organização “está consciente e disponível para enveredar esforços para que o português venha a ter outra representatividade na Guiné Equatorial, assim as autoridades do país o desejem”.

“O IILP tem perfeita consciência das suas responsabilidades, mas também das suas possibilidades”, afirmou, recordando que o trabalho é desenvolvido a nível multilateral.

A especialista defendeu que “tem de haver um esforço também da própria CPLP, isso tem de ser reforçado”, sublinhando que “a difusão e desenvolvimento do português na Guiné Equatorial também tem de resultar de vontade política, e essa vontade política não diz respeito ao IILP, mas é assumida por outros órgãos da CPLP“.

Margarita Correia ressalvou que têm havido apoios de Portugal e do Brasil à promoção do português na Guiné Equatorial, um compromisso da adesão desta antiga colónia espanhola quando aderiu à CPLP, em 2014, quando tornou a língua portuguesa como uma das línguas oficiais, a par do espanhol e do francês.

Na reunião do conselho científico realizado na semana passada, na Cidade da Praia, em Cabo Verde, “foi manifestado apoio à elaboração de um projecto multilateral sobre a promoção da língua portuguesa na Guiné Equatorial no seguimento do pedido feito pelo secretariado executivo da CPLP”, refere o comunicado final do encontro.

Questionada sobre as suas prioridades no IILP, a responsável comentou que o organismo tem “normalmente muitas dificuldades de financiamento”, pelo que vai empenhar-se na procura das “melhores soluções para vencer as dificuldades”.

Mais uma vez, a professora advoga que a CPLP deve “repensar a solução do IILP e dotá-lo dos meios necessários e suficientes para que possa cumprir a função que a CPLP exige dele e que tem vindo a ser reconhecida e reforçada ao longo dos anos, mas sem que isso corresponda até agora a um reforço da estrutura e do financiamento do IILP“.

Na reunião da semana passada, em que não participaram representantes das comissões nacionais da Guiné Equatorial nem da Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe entregou o Vocabulário Ortográfico Nacional (VON), que será integrado “tão depressa quanto possível” na Plataforma do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC).

“Temos seis VON já prontos e faltam os de Angola e Guiné-Bissau”, comentou Margarita Correia, que recordou que Luanda “tem vindo a anunciar a realização do seu Vocabulário Ortográfico Nacional”.

“A Guiné-Bissau tem estado numa situação mais instável e esperamos que possa voltar ao nosso convívio e desenvolver os seus trabalhos”, referiu.

O VOC é um instrumento previsto no âmbito do acordo ortográfico e pretende fazer o levantamento das palavras em uso nos países da CPLP.

Na reunião do conselho científico, “foi reconhecido, relativamente à substituição da direcção executiva do IILP, o direito de a Guiné-Bissau apresentar um candidato ao cargo”.

A actual directora executiva é a moçambicana Marisa Mendonça.

O IILP tem sede na cidade da Praia desde a sua criação, em 2002.

[Transcrição integral de “Internacional – Guiné Equatorial não mostra vontade de promover português – Conselho Científico do IILP”, jornal “DN”/Lusa, 14.05.18. Destaques, sublinhados e “links” de minha responsabilidade. Imagem de topo de: Imagem de topo (extraída da página Wiki “Corruption in Equatorial Guinea“: By Rodrigues Pozzebom/ABr – Agência Brasil, 1650FRP051.jpg, CC BY 3.0 br, Link]

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O homem do pântano (3.ª parte)

Note-se o endereço de email @gmail (grátis). Numa organização da ONU é um bocadinho esquisito, não?

O ponto é este, reitere-se e reforce-se: Guterres não devia ter feito aquilo. Não existe qualquer justificação, motivo ou sustentação legal para a sua presença, na qualidade de Secretário-Geral da ONU, num evento privado, particular e pago. Por todas as razões, não apenas de ordem política mas também ética e moral (se é que tal coisa existe nos meandros políticos) e ainda por uma questão de legitimidade.

Afinal, em quantos ou em quais “dias da língua” (além daqueles que a ONU de facto reconhece) esteve Guterres ou qualquer dos seus antecessores no cargo? Em quantos ou em quais eventos similares ao promovido pela CPLP esteve presente (e discursou) Guterres ou qualquer dos seus antecessores no cargo?

Afinal, sendo a CPLP uma efabulação — sem paralelo no mundo — inventada a pretexto de uma pretensa “unificação da língua” (AO90), coisas em relação às quais a maioria da população portuguesa demonstra total indiferença para com a efabulação e absoluta rejeição da invenção, então o cidadão António Guterres, que por acaso é português e que ainda mais por acaso é Secretário-Geral da ONU, patrocinou com a sua presença uma organização particular e apoiou uma determinada tendência de opinião… minoritária, ainda por cima.

Afinal, para que serve o Dia Internacional da Língua Materna? Ou tal efeméride, essa sim, oficialmente reconhecida pela ONU, não inclui a Língua Portuguesa e, por conseguinte, o Secretário Guterres tem de ir “comemorar” para “os jardins” (porquê “nos jardins”?) uma novilíngua inventada ad-hoc para dar cabo da original?

Afinal, se o dia 5 de “maio” foi inventado em 2005, segundo a Wikipédjia lusôfuna, ou foi reinventado em 2009, segundo os jornais, então quantas vezes foi anteriormente “comemorada” essa “efeméride” na ONU? E em quantas dessas “vezes” esteve presente o antecessor de Guterres, Ban Ki-moon, que foi Secretário-Geral de 2007 a 2016?

Afinal, qual o motivo para que nem à Commonwealth nem à Organisation internationale de la Francophonie (OIF) tenha ocorrido a mesma peregrina ideia de ir “comemorar” para “os jardins” (ou nos interiores) da ONU, em eventos abrilhantados por Sua Excelência? Terá sido por não haver em Nova Iorque empresas de catering especializadas em, respectivamente, corned beef e champignons?

O ridículo tem de facto limites… afinal! Para toda a gente menos para os iluminados que pariram a CPLP mai-la sua aldrabice-mor, o AO90.

Guterres não devia e também não podia ter feito aquilo. Para entender algo assim tão “complicado” basta ler as atribuições do cargo: no “profissiograma” do Secretário-Geral da ONU não consta absolutamente nada que sequer remotamente se assemelhe a comparecer e, muito menos, a discursar em eventos privados “nos jardins” da sede da Organização.

Mesmo na informal qualidade de simples convidado, o que não foi o caso; ao titular daquele cargo em concreto estão liminarmente vedadas, pela própria natureza das suas altas funções políticas,  de âmbito transnacional, quaisquer associações de causa e efeito: o facto de um político aparecer em determinado sítio a determinada hora é algo que apenas a ele mesmo e aos ocasionais circunstantes interessa. Quando Guterres vai a um casamento ou a um funeral, por exemplo, isso não confere o direito aos noivos de anunciar nos convites que a boda tem o alto patrocínio das Nações Unidas, assim como não confere ao defunto poderes para mandar gravar na sua lápide tumular os seguintes dizeres: “Aqui jaz Fulano de Tal. Morreu feliz porque o seu discurso fúnebre foi proferido pelo Secretário-Geral da ONU, em nome de todos os Estados-membros. Paz à sua alma (e obrigadinho aos Estados-membros e ao Sr. Guterres)”.

Pouco ou nada importa a contra-informação difundida pelas estruturas ligadas ao Governo brasileiro e ainda menos importa a propaganda brasileirófona da agência “Lusa”. Toda essa intoxicação que profissionais regiamente pagos impingem por sistema à opinião pública tuga (só a esta, porque no Brasil ninguém está “nem aí”) vale rigorosamente zero; apenas uns quantos portugueses, os mais “distraídos” e os mais comprometidos, engolem as patranhas da propaganda neo-imperialista. O Brasil quer tornar-se membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, entre outros objectivos estratégicos expansionistas. O resto é puro paleio.

I Encontro de Academias de Letras da CPLP

As Missões dos países da #CPLP junto à ONU, Nova Iorque, organizaram o I Encontro de Academias de Letras da CPLP, assinalando também o “5 de Maio – Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP. Confira a reportagem da Globo!

Publicado por CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa em Segunda-feira, 7 de Maio de 2018

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Banha da cobra na língua (diz que cura tudo, até úrsula no diodene)

Os brasileiros, do alto da sua imensa “lata” (e com a conivência de alguns mercenários portugueses), continuam a vender aquilo que designam, por uma questão de marketing, “língua portuguesa”, a que chamam sua, por esse mundo fora. E fazem isto, estes vendilhões, como se estivessem a impingir aspiradores a papalvos. Ou sabonetes a idiotas. Ou banha da cobra a indigentes mentais.

“A língua também é um instrumento de poder”

TSF”, 09 de MAIO de 2018

O português como língua de negócios foi tema de uma conferência da CPLP organizada em Berlim.

A frase fez parte do discurso de abertura do Embaixador do Brasil na Alemanha, Mario Vilalva. “A língua também é um instrumento de poder”, neste caso de poder nos negócios. Estima-se que as relações comerciais entre os países da lusofonia tenham gerado, nos últimos cinco anos, mais de três mil milhões de euros. Existem nesta altura mais de 260 milhões de falantes de português no mundo e estima-se que o número possa duplicar nos próximos 50 a 80 anos.

Um estudo desenvolvido pelo Professor Catedrático do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, Luís Reto, compara oito línguas globais. No “Ranking de Influências das Línguas Globais – O Caso da Língua Portuguesa” o português aparece quase a meio da tabela, “uma posição bastante boa” nesta que é uma espécie de lista da “primeira liga” das línguas, sublinha o investigador. O estudo obedece a seis critérios, entre eles internet, economia e cultura.

Neste processo de crescimento da influência e da importância do português muito têm contribuído os empresários privados. Para Georgina de Mello, directora-geral da CPLP, têm sido organizadas um conjunto de iniciativas e criado instituições no sector privado que captam interesse mesmo fora da comunidade. O exemplo é a Alemanha, para Klaus Deutsch, economista-chefe da BDI (a Confederação da Indústria Alemã), as relações comerciais com alguns países da CPLP têm crescido nos últimos anos. O sector do digital tem merecido mais destaque.

A conferência “O Espaço Económico da CPLP – Português como Língua de Negócios”, que se realizou na Embaixada do Brasil, em Berlim, teve como objectivo divulgar o potencial económico da CPLP e reforçar as relações económicas entre os seus países-membros e a Alemanha.

Source: ″A língua também é um instrumento de poder″

As letras em falta no original do artigo foram automaticamente repostas pela solução Firefox contra o AO90.

 

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5 de “maio”, dia da língua de vaca (e da cultura do feijão)

O “Dia da Língua Portuguesa (e da Cultura Lusófona)” é uma patranha inventada em 14 de Maio de 2005 pelos acordistas de serviço, portugueses e brasileiros (com a presença folclórica de representantes dos PALOP), no intuito de revestir de uma aparência “tradicional” e “histórica” a colossal manobra de genocídio linguístico (e cultural) a que alguns mafiosos chamam “acordo ortográfico”.

Citando a “Wikipédjia lusôfuna“, «O dia foi criado em 2005 durante uma reunião em Luanda, Angola, dos ministros da cultura de sete países lusófonos».

Tudo nesta ridícula “efeméride” é absurdo. O próprio conceito de “cultura lusófona” é absurdo: não significa absolutamente nada, porque semelhante coisa não existe, e não passa de um mais do que evidente oximoro, já que os termos da expressão contradizem-se entre si.

A transcrição que se segue não é, por conseguinte (e por excepção, neste Apartado), de uma notícia ou de qualquer outro tipo de peça jornalística sobre a Língua Portuguesa.

Trata-se de simples demonstração daquilo em que consiste a mais pura e dura propaganda — lavagem ao cérebro — em que se especializaram os membros, alguns cidadãos brasileiros e meia dúzia de mercenários portugueses, da repugnante seita acordista de cujo proselitismo imbecil apenas a imbecis pode escapar a absoluta ausência de conteúdo.

E de significado.

E de tino.

CPLP – Quantas línguas cabem na língua portuguesa?

Em Cabo Verde não se pode usar a expressão “pitada de sal”. No Brasil ninguém sabe o que é um autoclismo. Mas todos nos entendemos. Hoje é dia da Língua Portuguesa, que é falada por mais de 260 milhões de pessoas.

Em Cabo Verde não se pode usar a expressão “pitada de sal”. No Brasil ninguém sabe o que é um autoclismo. Mas todos nos entendemos. Hoje é dia da Língua Portuguesa, que é falada por mais de 260 milhões de pessoas

“Eu pergunto se ele vai de terno, ele me diz que não vai de fato. Eu uso calcinhas, que ele diz que são cuecas, ele usa boxers, que eu digo que são cuecas.” Parece caricatura mas não é. “Eu digo para de frescura e ele me diz não me venhas com fitas. Eu digo que ele não sabe porra nenhuma, ele diz que eu não sei a ponta de um corno.” Os problemas de comunicação da brasileira Ruth e do seu marido, o português Filipe, foram o tema da crónica semanal que ela assina no Estadão, no passado dia 22 de abril. O título era: “Eu digo “Brasiu”, ele diz “Purtugal””. E nela Ruth Manus elencava os vários equívocos provocados pelas diferentes línguas que eles usam, apesar de ambos falarem a mesma língua portuguesa.

“É tudo verdade”, garante Ruth Manus, advogada e escritora de 29 anos que vive em Portugal desde 2015. “Às vezes, eu pergunto uma vez, duas vezes, três vezes e continuo sem entender o que ele ou outra pessoa dizem e então simplesmente desisto.” Porque é que isto acontece? “Com o vocabulário eu já estou mais ou menos familiarizada, leio muito, os jornais, os livros. Mas para mim a dificuldade é mesmo a rapidez com que as pessoas falam e a maneira como falam, para dentro. Parece que é outra língua. Às vezes, penso que seria mais fácil falar em inglês, talvez porque eu desde logo presumisse que não fosse entender.”

É essa diversidade e ao mesmo tempo essa união que se celebram hoje, Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP. Entre os muitos eventos programados nos nove países de língua oficial portuguesa – que fazem desta a quarta língua mais falada no mundo – destaque para as celebrações em Nova Iorque, sede da ONU. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, o humorista Ricardo Araújo Pereira e o escritor Onésimo Teotónio de Almeida são alguns dos que participam no programa, ao longo de todo o dia, nos Jardins das Nações, onde também serão evocados os 20 anos da atribuição do Prémio Nobel da Literatura ao escritor português José Saramago.

Não é tradução, é adaptação

Como escritora, Ruth Manus tem uma tarefa complicada. “Se eu não trabalhasse com a escrita, não teria o menor problema em aportuguesar o meu português, eu até acho bonito. Mas eu não posso permitir que isso aconteça porque o meu público está preponderantemente lá no Brasil.” Ao mesmo tempo, Ruth começou também a publicar crónicas no Observador, em Portugal, e aí a sua preocupação é ser entendida: “Eu jamais vou tentar escrever em português de Portugal porque seria ridículo. Mas tomo alguns cuidados. No outro dia, eu ia escrever celular, depois lembrei-me que aqui se diz telemóvel, mas isso não seria natural para mim, então escrevi iPhone”, conta, rindo.

A jornalista brasileira Giuliana Miranda tem o mesmo problema. Giuliana tem 30 anos e mora em Portugal desde 2014. Quando publica na Folha de São Paulo tem de pensar nos seus leitores brasileiros: “Em alguns lugares do Brasil, rapariga é uma palavra muito feia, quer dizer prostituta, então, se um entrevistado português usasse a palavra muito provavelmente eu traduziria”. Por outro lado, quando participa no programa da RTP Mundo Sem Muros ou quando escreve artigos para o DN, confronta-se com outras dificuldades. Não se trata só de ter de usar autoclismo em vez de descarga ou casa de banho em vez de banheiro. No Brasil, diz-se Irã em vez de Irão. E canadense em vez de canadiano. E mesmo que tenha todas as palavras certas e a preocupação de usar sempre o Acordo Ortográfico, Giuliana percebe que os seus textos são muitas vezes corrigidos: “Eu não me importo, acho que a essência do que escrevo em português do Brasil está ali, mas tem de ser adaptado.”

“Claro que é maravilhoso a língua ser a mesma. Poder reclamar em português, poder xingar ou dizer o que eu gosto. Eu já morei nos Estados Unidos e apesar de falar bem inglês não é a mesma coisa do que a gente poder se expressar na nossa língua de origem”, diz Giuliana. Mas, ao mesmo tempo, não tem problemas em admitir que o português dos dois lados do Atlântico é tão diferente que quase parecem ser duas línguas: “Tem muita gente que leva a mal quando se diz que nós falamos brasileiro, mas eu não levo.” Ruth Manus concorda: “No Brasil existe uma certa mágoa, até ofensa, quando os portugueses dizem que a gente fala brasileiro, porque nós falamos português, a matéria da escola é língua portuguesa. Mas agora que estou cá eu já não me ofendo. Nós falamos brasileiro mesmo.”

[…]

Source: CPLP – Quantas línguas cabem na língua portuguesa?

 

Notas:

  1. A acordista fantochada referida na “peça” não passa de uma (triste) macaqueação das reais efemérides promovidas pela ONU. Existe o “Dia da Língua”, sim, mas apenas daquelas que são “Línguas de trabalho” da Organização: Inglesa (23 de Abril), Francesa (20 de Março), Árabe (18 de Dezembro), Chinesa (20 de Abril), Russa (6 de Junho), Espanhola (12 de Outubro).
  2. Propositadamente (é claro), para esta transcrição não utilizei a abençoada combinação de teclas Shift+F9, que a solução “Firefox contra o AO90” requer para corrigir automaticamente qualquer texto na Internet; portanto, a transcrição reflecte ipsis verbis a imitação rasca da cacografia brasileira constante daquele original de imprensa tuga brasilófona.
  3. Também propositadamente (é claro de novo), atrasei a publicação deste “post” para o dia seguinte ao da “comemoração” em causa. Não iria eu, jamais, participar de alguma forma — e nem mesmo a contrario — em tal vergonhosa palhaçada, um dos incontáveis números  protagonizados por palhaços, contorcionistas e malabaristas como Cavaco, Malaca, Sócrates, Bechara, Lula, Reis, Santana, Canavilhas e outros artistas de quejandos méritos circenses.
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A república dos bananas e seus “contatos”

 


 

https://dre.pt/web/guest/…/maximized?sort…q…
17 abr. 2018 ª Fase” e com a identificação e morada de contato do signatário. Torna-se, por último, público que o teor da deliberação de Câmara e demais …
https://www.portugal.gov.pt/download-ficheiros/ficheiro.aspx?v…7d45…
Formato do Ficheiro: PDF/Adobe Acrobat
28 mar. 2018 PONTO ÚNICO DE CONTATO – COOPERAÇÃO POLICIAL INTERNACIONAL. RAN. REDE DE SENSIBILIZAÇÃO PARA A RADICALIZAÇÃO.
https://www.portugal.gov.pt/download…/ficheiro.aspx?v…2f7b…
Formato do Ficheiro: PDF/Adobe Acrobat
15 mar. 2018 com sanções acessórias que impõem a proibição de contatos entre agressor e vítima, a obrigação do agressor frequentar programas …
https://www.portugal.gov.pt/pt/…/organismos-tutelados.aspx
9 out. 2017 Contatos. Inspeção-Geral da Defesa Nacional Palácio Bensaúde Estrada da ….. Qualquer contato urgente durante fins de semana, feriados e dias úteis entre as  …
https://www.portugal.gov.pt/…/20170807-resposta-anpc-analise-relatorio.pdf
Formato do Ficheiro: PDF/Adobe Acrobat
6 ago. 2017 Sempre que não foi possível contato com o PCO, esta indicação foi igualmente referida na fita do tempo. Não obstante em alguns momentos …
https://dre.pt/home/-/dre/…/maximized?…
17 maio 2017 … Departamento de Recursos Humanos, área de Recrutamento, através de contato por correio eletrónico para o endereço dgrh@sesaram.pt.
https://www.lusa.pt/…/rússia-restabelece-contacto-com-satélite-angolano- angosat-1
28 dez. 2017 Moscovo, 29 dez (Lusa) – A Rússia conseguiu restabelecer contato com o primeiro satélite de telecomunicações angolano Angosat-1, depois …

 



 

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