Etiqueta: Coimbra

Em Português – 42

Jornal “Diário de Leiria”

Pombal: Dezenas de veículos com pneus cortados no centro da cidade

Publicado por Diário de Leiria em Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2018

A Polícia de Segurança Pública (PSP) está a investigar dezenas de actos de vandalismo praticados em automóveis estacionados no centro da cidade de Pombal.

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Jornal “Diário de Aveiro”

Publicado por Diário de Aveiro em Domingo, 14 de Janeiro de 2018

O objectivo da 12.ª Mostra organizada pelo Agrupamento de Produtores de Fogaça e pela Câmara Municipal, com a colaboração da Confraria da Fogaça, foi sensibilizar os futuros profissionais para a importância de manter a receita e as técnicas de confecção originais.

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Jornal “Diário de Viseu”

Presidente da República diz que associação cumpria os requisitos para a sua actividadeA Associação Cultural,…

Publicado por Diário de Viseu em Domingo, 14 de Janeiro de 2018

A Associação Cultural, Recreativa e Humanitária de Vila Nova da Rainha, em Tondela, onde ontem à noite houve um incêndio, cumpriria os requisitos para a sua actividade, disse hoje o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Jornal “Diário de Viseu”
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Em Português – 18

Associação Académica de Coimbra / OAF

⚽👐 A Escola Guarda Redes Briosa está de volta ao activo. Sonhas um dia defender a baliza da Académica? O teu sonho começ…

Publicado por Associação Académica de Coimbra / OAF em Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2017

A Escola Guarda Redes Briosa está de volta ao activo. Sonhas um dia defender a baliza da Académica? O teu sonho começa aqui.

Associação Académica de Coimbra / OAF
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MPMP, movimento patrimonial pela música portuguesa

AMANHÃ, dia 6 de Dezembro, no Museu Nacional da Música!

Publicado por MPMP, movimento patrimonial pela música portuguesa em Terça-feira, 5 de Dezembro de 2017

Apresentação do projecto pedagógico pelo compositor Vasco Negreiros.

MPMP, movimento patrimonial pela música portuguesa
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Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M)

CONVOCATÓRIA PARA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA 201​7​Convoca-se a Assembleia Geral ordinária da Associação de Cidadãos…

Publicado por ACA-M em Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2017

CONVOCATÓRIA PARA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA 201​7​
Convoca-se a Assembleia Geral ordinária da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M) para reunir na morada – Av. 5 de Outubro, 142 -​R/C esquerdo, 1050-061 Lisboa – no dia 1​8​ de Dezembro de 201​7​, 2ª feira, pelas 16h​3​0, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1 – Apresentação e votação do Relatório de Contas do ano transacto – 201​6​;
2 – Apresentação do relatório de actividades realizadas em 201​7;
3 – Discussão e votação do plano de actividades e orçamento para o ano de 201​8​;
4 – ​Eleição dos corpos gerentes da ACA-M​
5 – Outros assuntos

Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M)
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4 (dos) jornais regionais e mais 1 artigo

 Diário de Leiria Fundado em 13 de Outubro de 1987

 

 

Diário de Viseu Fundado em 2 de Junho de 1997

 

 

Diário de Aveiro. Fundado em 19 de Junho de 1985

 

Diário de Coimbra Fundado em 24 de Maio de 1930

 

Acordo Ortográfico

Maria João Gaspar de Oliveira

“Diário de Coimbra”, 04.03.17.

 

Sabe-se que os índices de leitura, em Portugal, ainda são muito baixos, pelo que se verifica uma grande falta de vocabulário, sobretudo nos adolescentes que, para comunicar, utilizam pouco mais de 300 palavras (há 20 anos, tinham cerca de mil…). Esta situação é preocupante, sobretudo porque há uma relação estreita entre o vocabulário e o pensamento. A linguagem organiza, ordena, produz o próprio pensamento. Nós pensamos com palavras, obviamente. E, não ter palavras para dizer a realidade, é como não ter conhecimento dela. Não podemos sequer dizer que conhecemos, seja o que for, se não tivermos palavras para traduzir tal conhecimento. Sem elas, o intelecto vai-se tornando cada vez mais pobre, e a liberdade do pensamento fica, seriamente, comprometida. Sem capacidade de argumentação, sem acesso à autonomia do pensar, tornamo-nos presas fáceis de qualquer ditadura fonética, política, etc….

Para cúmulo, o “acordo” ortográfico, fiel servidor de interesses políticos e económicos, impõe uma ortografia fonética das palavras em detrimento da ortografia etimológica, pelo que, não pode, de modo algum, contribuir para a evolução da Língua Portuguesa, uma língua que tem, no mundo, mais de 240 milhões de falantes.

Este “acordo” provoca também uma enorme confusão entre palavras distintas (retractar, por exemplo, significa, agora, tirar o retrato…), regras que se contradizem e outras que provocam dúvidas, eliminação de acentos gráficos fundamentais, alterações na maiúscula inicial, reformulação do uso do hífen que nem ao diabo lembra, caos linguístico instalado nas escolas e por todo o país, onde já coexistem três grafias, pelo menos (a do Português correCto, a do AO90 e as multigrafias pessoais…), normas ortográficas provisórias que os alunos têm de aprender, novas regras gramaticais, inviabilização do vocabulário formado por via erudita, devido ao afastamento da etimologia, etc., etc.

Como diz Fernando Paulo Baptista, não será fácil para um inglês ou francês, relacionar “actuality”, ou “actualité” com “atualidade”… “Multiplique-se o exemplo e será possível descobrir que, afinal, o futuro está no passado, ou seja, na etimologia, naquilo que nos une, portanto”, acrescentou.

Além disso, este “acordo” incoerente, sem fundamento científico, e que é fruto da prepotência do poder político, não é um Acordo, visto que a grande maioria dos especialistas em Língua Portuguesa se opõe, assim como a maioria dos falantes do português de Portugal. A ortografia “unificada” (uma “unificação” que admite múltiplas grafias…), não vai ser usada por todos os países lusófonos, incluindo Angola, que é o segundo país com maior número de falantes da nossa língua.

Perante tal insulto à Língua Portuguesa, a revogação deste “acordo” é, absolutamente, necessária e urgente.

Maria João Gaspar de Oliveira

[Transcrição do texto enviada por Rui Valente.]

Jurisprudência anti-AO90

domus-iustitiaeIsto sim, é uma boa notícia: em acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra, o Juiz  Abílio Ramalho declara expressamente a sua insubmissão à bizarra imposição do AO90 por parte do poder político.

Esta não é, de todo, uma tomada de posição inédita ou sequer pontual, no que a magistrados diz respeito. Vem agora a talhe de foice recordar alguns outros casos similares:

  1. O Juiz Rui Estrela de Oliveira, do Tribunal Judicial de Viana do Castelo, despachou que naquele tribunal «não se aplica a grafia do denominado Acordo Ortográfico de 1990».
  2. O Juiz Rui Teixeira proibiu o ‘acordo ortográfico’ no Tribunal de Torres Vedras. O que acarretou uma acusação (pelo CSM) de três crimes por recusar o AO90.
  3. O Professor Doutor José de Faria Costa, actual Provedor de Justiça, publicou (em co-autoria) um artigo sobre o AO90 que teve enormes repercussões:
    «Um descaso político e jurídico».
  4.  O vice-presidente do Supremo Tribunal de Justiça declara que “AO90 é inconstitucional e não pode ser usado nos tribunais”.

Em conformidade com a dimensão normativa extraída da conjugada interpretação dos arts. 12.º, n.º 1, 37.º, n.º 1, 21.º e 78.º, n.º 1, da Constituição Nacional, deixo consignada a minha firme oposição/objecção, e consequente insubmissão, enquanto magistrado judicial e comum cidadão, à (bizarra) disciplina normativo-alterativa da grafia etimológico-científica e cultural-tradicional do idioma português europeu (de Portugal), postulada, máxime, sob as bases IV, n.º 1, b), IX, ns. 9 e 10, XV, n.º 6, a) e b), XVII, n.º 2, e XIX, n.º 1, b), do Anexo I do Acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Oficial PortuguesaAcordo Ortográfico de 1990 (AO90) – adoptado na V Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada em São Tomé em 26 e 27 de Julho de 2004, aprovado pela Resolução da Assembleia da República n.º 35/2008, de 16/05/2008, publicada no DR n.º 145, I Série, de 29/07/2008, e ratificado pelo Decreto do Presidente da República n.º 52/2008, assinado em 21/07/2008 e publicado no mesmo DR (n.º 145, I Série)de29/07/2008 – actos necessária/constitucionalmente publicitados pelo Aviso n.º 255/2010 do Ministério dos Negócios Estrangeiros,firmado em 13/09/2010 e publicado no DR n.º 182, I Série, de 17/09/2010 [como exigido pelo art.º 119.º, n.º 1, al. b), da Constituição] –, pela seguinte essencial/nuclear/fundamental ordem-de-razões:
a) Por atentar contra o meu pessoal direito constitucional ao livre desenvolvimento da minha própria personalidade, à liberdade de expressão escrita, e à estabilidade e fruição do património linguístico e ortográfico nacional, particularmente protegidos pelos arts. 26.º, n.º 1, 37.º, n.º 1, 16.º, n.º 1, e 78.º, n.º 1, da Constituição;
b) Por apenas eventualmente assumir virtual vinculatividade jurídica no ordenamento nacional (interno) em 22/09/2016, data em que se perfectibilizará a moratória de 6 (seis) anos estabelecida sob o n.º 2 do art.º 2.º da dita Resolução da Assembleia da República n.º 35/2008 e sob o n.º 2 do art.º 2.º do referenciado Decreto Presidencial n.º 52/2008, necessariamente computada desde a data da publicação do mencionado Avison.º 255/2010 do Ministério dos Negócios Estrangeiros (de 17/09/2010), e acrescida do legal período de 5 (cinco) dias de vacatio legis prevenido sob o n.º 2 do art.º 2.º da Lei n.º 74/98, de 11/11, (entretanto noutros conspectos alterada pelas Leis ns. 2/2005, de 24/01, 26/2006, de 30/06,e 42/2007, de 24/08, est’última dela republicativa);
c) Por, enquanto representante do órgão de soberania tribunal (e cidadão), não me encontrar sujeito à injunção administrativa estabelecida sob o n.º 1 da Resolução do Conselho de Ministros (RCM)– regulamento administrativo independente – n.º 8/2011, de 09/12/2010, publicada no DR n.º 17, 1.ª Série, de 25/01/2011, acto, aliás, orgânica e formalmente inconstitucional, quer, designadamente, por abstrair de prévia e necessária lei parlamentar habilitante reguladora do objecto da respectiva temática/matéria, ou fixativa da competência objectiva e subjectiva para a sua emissão, quer por não assumir a forma de decreto regulamentar, [cfr. ainda arts. 110.º, n.º 1, 111.º, n.º 1, 112.º, ns. 6 e 7, e 165.º, n.º 1, al. b), da Constituição].

Ver documento na íntegra:

http://www.dgsi.pt/jtrc.nsf/c3fb530030ea1c61802568d9005cd5bb/c7c5e49c863b1ffe80257fa200381c3b?OpenDocument

Imagem de topo copiada do “blog” Aventar

O númerozinho [por Rui Valente]

A ideia era escrever uma pequena frase, para acompanhar a partilha [no Facebook] do episódio XXII da “História (muito) mal contada”. Acabei por me esticar um bocadinho.

O númerozinho

Sim, mas… quantas assinaturas temos?

Durante anos, o João suportou sozinho o fardo de saber “quantas assinaturas temos”. Ou seja, suportou sozinho o conhecimento de uma realidade que eu e outros militantes da ILC apenas intuíamos: o pessoal não quer saber, o pessoal não assina, o pessoal já assinou na Internet. Cinco mil assinaturas… teria eu feito o pouco que fiz se tivesse tido conhecimento deste número? Quero acreditar que sim.

De qualquer modo, eu não precisava de saber o número exacto para saber que era baixo. Revelá-lo seria desmotivador para militantes e motivo de alegria para acordistas.

De facto, a ILC foi um caminho que se abriu para todos quantos estavam e estão contra o Acordo Ortográfico — e não podíamos deixar de o percorrer. Mas era preciso salvaguardar uma questão essencial: a ILC teria de ser, apenas e só, uma mais-valia contra o AO e não podia transformar-se nunca em “munição” para os próprios acordistas. Era uma simples questão de bom senso. Haveria razão mais importante do que esta para não se revelar o número de assinaturas?

Neste contexto, não havia outra solução que não fosse continuar a trabalhar. Desde logo, para encontrarmos uma via para, rapidamente, obtermos TODAS as assinaturas em falta — e, como o João já relatou, estivemos várias vezes perto de o conseguir.

Mas também, e em alternativa, para que o número de assinaturas continuasse, no mínimo, a crescer, aproximando-se tanto quanto possível do objectivo das 35.000 subscrições, de modo a que a sua revelação fosse motivo de encorajamento e não o contrário.

Infelizmente, aquilo que para mim era evidente, era “estranho” para outras pessoas. E toda a dinâmica da ILC passou a ser contaminada pela pergunta: quantas assinaturas temos?

Como resolver esta contradição? Como explicar às pessoas que o número era baixo sem, de caminho, revelar esse dado aos acordistas? Como apelar à solidariedade e à militância dos subscritores deixando de lado essa informação que, aos olhos de todos, se tornou crucial? De pouco me serviu dizer que eu próprio não sabia o número. De pouco serviu dizer, off the record, a algumas pessoas: “se revelarmos esse dado a ILC acaba”.

Ninguém queria saber — o que interessava era o númerozinho.

E aqui entrou em acção a “máquina de indignação” que vulgarmente se designa por “redes sociais”: uma espécie de universo paralelo onde as leis da urbanidade e do civismo parecem não se aplicar. No Facebook toda a gente se “indigna”, toda a gente “exige”, toda a gente “faria melhor”. As pessoas começavam por “indignar-se” e, de seguida, munidos dessa carta de alforria passada a si próprios, passavam da indignação à desconfiança e da desconfiança ao insulto. O exemplo que o João apresenta não é o único: temos uma boa colecção de declarações em que, aparentemente sem se aperceberem da enormidade das próprias palavras, várias pessoas confessam publicamente ter assinaturas na sua posse que, “por desconfiança”, não iriam enviar para “o apartado de Carcavelos”. Será possível que estes “indignados” não tenham consciência de estar a trair quem neles confiou para subscrever a ILC?

De pouco me serviu tentar responder pessoalmente, em privado, a quem nos “exigia” esse número. As minhas respostas apareciam mais tarde escarrapachadas na mesma praça pública que eu tinha tentado evitar e eram apenas mais achas para a fogueira. Lamento não ter sido mais eficaz, mas lamento ainda mais que as energias de tanta gente, com capacidades que teriam sido preciosas para a ILC, tenham sido desbaratadas desta forma… a lutar contra a Iniciativa que tinham começado por subscrever e na qual tinham militado convictamente.

Mais tarde, o João acabaria por nos revelar o número de assinaturas. Fê-lo quando era um número ainda baixo, mas já bastante mais “suportável”: cerca de quinze mil subscrições. Em papel. É, apesar de tudo, um número de que me orgulho. Modéstia à parte, senti que fiz o que tinha de ser feito: não precisei de um número (nem de “fazer números”) para continuar a lutar.

Pouco depois, esse número foi tornado público. Como “incentivo”, gostaríamos que tivesse sido um número maior. Mas era o que era. E a mim, parecia-me um bom ponto de partida — bastava que cada subscritor angariasse mais duas assinaturas para que estivéssemos “quase lá”. Cheguei a fazer um texto propondo isso mesmo.

Como reagiu “a militância”? Vencido o tabu, iríamos agora assistir ao regresso dos colaboradores? Iríamos agora receber as assinaturas “retidas”? Iríamos finalmente ter paz e sossego e, acima de tudo, mais gente disposta a continuar a luta? Vamos lá pessoal!, quinze mil não é assim tão mau. Nós conseguimos! Alô…? Está aí alguém…?

Rui Valente


A foto de topo foi tirada pelo próprio RV numa das suas acções de distribuição de impressos em caixas de correio. Inseri os “links” no texto. JPG

Uma história (muito) mal contada [XX]

No passado dia 7 de Dezembro uma delegação representativa do grupo de cidadãos que promovem a ILC contra o AO90 foi recebida por dois deputados do Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República, na sequência de encontros marcados com os diferentes grupos políticos com o fim de os informar a respeito da nossa luta e procurar apoios entre eles.

Esta reunião em particular alongou-se por várias horas e houve evidente interesse no assunto por parte dos deputados João Oliveira e Miguel Tiago.

Rocío Ramos

A ILC visita o Parlamento – ILC contra o Acordo Ortográfico

As causas da Causa

A maior parte do nosso trabalho sempre foi feito “pela calada”, em sentido literal, especialmente quanto a  contactos e reuniões de carácter estritamente político-partidário. Nada de “fazer ondas”! Trabalhámos, trabalhamos, trabalhemos sem qualquer alarido desnecessário, tão discretamente quanto possível, pois a essa espécie de “low profile” obrigam as regras implícitas do jogo político.

Chegados a Dezembro de 2012, já muita coisa se tinha passado neste âmbito: além das reuniões com dois deputados do PSD, tínhamos sido recebidos em audiência na CECC1, no dia 12 de Julho de 2012. E prosseguiu o seu curso, é claro, o nosso programa de audiências com deputados de várias áreas partidárias, a fim de os sensibilizar para a nossa iniciativa cívica em particular e para a oposição ao “acordo ortográfico” em geral. Muitos pedidos de reunião nos foram recusados, até então, e outros tantos viriam a ser  pura e simplesmente ignorados depois disso, é verdade, mas pelo menos duas das “bancadas” parlamentares conseguimos nós “furar”. Mas não somente. Até ao final daquele ano de 2012, para citar apenas alguns exemplos mais significativos, tivemos reuniões no jornal “Público” e na AEIST1, houve as palestras na FRAH1, em Espanha, e na Feira do Livro de Coimbra.

Portanto, estivemos lá, divulgámos a Causa, despertámos consciências, mobilizámos pessoas para a luta, promovemos a resistência activa e, sobretudo, conseguimos manter viva a polémica junto da opinião pública, com alguma repercussão nos órgãos de comunicação social. Em suma, até porque a “questão ortográfica” estava antes da ILC mais do que morta e enterrada, conseguimos liquidar a “política do facto consumado”.

Não se tratou de uma liquidação sumária, porém. Pelo contrário. Foi um longo e extremamente paciente trabalho de “minagem” da consumação, uma permanente e sistemática desmontagem do “facto”, em resultado de uma abordagem política de coerente e firme subversão do statu quo “desortográfico”. Quer dizer: tendo por objectivo último a revogação da entrada em vigor do AO90, o primeiro objectivo teria necessariamente de ser… não deixar a Causa morrer. “Só” isto.

A ILC-AO sempre foi muito mais do que uma simples iniciativa legislativa de cidadãos. A finalidade inicial tinha sido que alguma entidade de implantação nacional assumisse, patrocinasse e encabeçasse a ILC; como isso não sucedeu, pois então avançámos nós mesmos com a iniciativa,  mas sempre tendo presente que poucas ou nenhumas hipóteses teríamos, enquanto  simples “grupo de cidadãos”, se não conseguíssemos um número esmagador de subscrições. Portanto, teríamos de, usando a ILC como arma de arremesso (ou como  espada de Damocles  sobre a cabeça da Hydra acordista), procurar outras soluções com acrescidas hipóteses de sucesso.

Na verdade, o “problema” já tinha antes estado aparentemente “resolvido”, e até por mais do que uma vez, mas foi de facto naquele (belo) dia 7 de Dezembro de 2012 que a “questão ortográfica” alcançou finalmente um patamar sólido e exequível para a tão desejada solução: uma “bancada” parlamentar iria propor a constituição de um Grupo de Trabalho sobre o AO90.

Como já tinha sucedido com a palestra em Zamora, que é a sua cidade natal, também a ideia deste encontro com os deputados do PCP foi de Rocío Ramos, que é militante da espanhola Izquierda Unida. Nada de mais natural, portanto, que, sendo ela comunista e, ao mesmo tempo, sendo também a mais veterana activista da ILC-AO, tivesse sugerido a ideia e feito questão de estar presente nesse encontro no Parlamento português. RV1 estabeleceu os primeiros contactos com os deputados e HC1 preparou um “dossier” com documentação.

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