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Operação Bilu Bilu Teteia


A pouco e pouco, no rasto das aldrabices propaladas e das vigarices cometidas por dois (ou três) Presidentes brasileiros, começam a descobrir-se alguns podres daquilo a que se convencionou chamar CPLP, uma organização internacional altamente suspeita, a qual, apoiando-se na mais colossal mentira de Estado(s) da História, o AO90, não prossegue quaisquer outros fins além do fulgurantemente obsceno enriquecimento de alguns sobas sanguinários e de outros tantos caciques sem escrúpulos, mai-los restos que tocarão a seus paus-mandados, testas-de-ferro, homens (e mulheres)-de-mão.

Por enquanto ainda estamos numa fase incipiente das investigações, visto apenas haver comprovações de algumas negociatas menores entre um ditador e um presidiário, mas deverá ser, por conseguinte, mera questão de tempo até que seja revelada em toda a sua horrorosa extensão o imenso lodaçal em que chafurdam “lusofónicos” em geral e acordistas em particular, com seus lacaios (em sentido restrito) e mercenários (em sentido lato) fazedores de opinião.

 

Lula da Silva acusado de branqueamento de capitais por negócio na Guiné Equatorial

O antigo Presidente brasileiro, preso por corrupção, foi acusado de branqueamento de capitais, por intermediar negociações entre o Governo de Guiné Equatorial e o grupo brasileiro ARG, que terá pago um milhão de reais (230 mil euros).

“DN”/Lusa, 14 Dezembro 2018

 

A acusação foi feita por membros da operação Lava Jato que trabalham no Ministério Público de São Paulo. O pagamento do alegado suborno terá sido dissimulado em doações do grupo empresarial ARG ao Instituto Lula.

Os procuradores afirmam que o maior accionista do grupo ARG, Rodolfo Giannetti Geo, teria pedido em 2011 a Lula da Silva que influenciasse o Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, para que aquele país mantivesse os contratos firmados com a empresa para obras rodoviárias.

Em troca, o empresário teria oferecido “doações robustas” ao Instituto Lula.

A denúncia apresentou ‘e-mails’ encontrados em computadores no Instituto Lula, apreendidos em Março de 2016 na Operação Aletheia, 24.ª fase da Operação Lava Jato de Curitiba.

Entre as provas apresentadas pelos investigadores para atestar a prática de obtenção de vantagem ilícita estão recibos de pagamento das supostas doações e menções a uma carta do Presidente da Guiné Equatorial em que o governante africano teria pedido a intervenção de Lula da Silva junto da então Presidente Dilma Rousseff no quadro da entrada de seu país na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Há também a inclusão de uma carta do ex-presidente brasileiro para Teodoro Obiang na qual Lula da Silva dizia estar optimista com a inclusão da Guiné Equatorial na CPLP, na qual recomenda os serviços da ARG, escrevendo que a empresa “desde 2007 se familiarizou com a Guiné Equatorial, destacando-se na construção de estradas”.

O advogado de Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins, afirmou numa nota emitida no mês de Novembro sobre este caso que a denúncia era “mais um duro golpe no Estado de Direito, porque subverte a lei e os factos para fabricar uma acusação e dar continuidade a uma perseguição política [contra Lula da Silva] sem precedentes pela via judicial”.

[Transcrição integral de “despacho” da agência brasiLusa publicado pelo “Diário de Notícias” online em 14.12.18. Destaques do original, “links” meus.]

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Tá légau

Brasileiros votaram na Faculdade de Direito, em Lisboa, para a segunda volta das eleições presidenciais do Brasil © MANUEL DE ALMEIDA / LUSA

Sobrecarga de serviços deixa milhares de brasileiros à espera de cidadania portuguesa

Giuliana Miranda, Folha de São Paulo

Reportagem da Folha de São Paulo fala com António Costa, que admite falhas no sistema consular português. O primeiro ministro português garante que as relações com o Brasil “são estáveis”.

O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, reconheceu as falhas no sistema consular de seu país e prometeu reforços financeiros e tecnológicos para acelerar os milhares de processos de visto e de nacionalidade que se acumulam, sobretudo nas repartições brasileiras.

Segundo informações do Ministério da Justiça luso, existem atualmente mais de 40 mil pedidos de cidadania portuguesa pendentes, sendo a maioria oriundos de cidadãos brasileiros.

Em outubro, o consulado de Portugal em São Paulo -recordista mundial na concessão de cidadanias portuguesas- chegou a interromper novos agendamentos devido à grande quantidade de solicitações. Os serviços foram retomados em novembro.

“A nova lei de nacionalidade [que entrou em vigor em 2016 e estendeu a nacionalidade de origem para netos de portugueses] aumentou muito o número de pedidos. Estamos a adotar medidas para reforçar os serviços do Ministério da Justiça, para tentar recuperar as pendências que temos na atribuição de nacionalidade”, explicou.

Segundo o primeiro-ministro, mais do que reforços financeiros, o objetivo do governo português é modernizar os sistemas de pedidos e análise de documentos, para garantir mais agilidade nas respostas.

“Vamos alterar os procedimentos de formas a que eles sejam mais rápidos e eficientes”, disse à Folha.

Desde 2014, quando passou a aceitar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como forma de ingresso nas universidades portuguesas, o país tem apostado na atração dos alunos brasileiros. Nos últimos dois anos houve um aumento expressivo na quantidade de pedidos.

Entre janeiro e setembro de 2018, os pedidos de visto no consulado paulista aumentaram 34% em relação ao mesmo período do ano anterior, que já havia sido de procura recorde. Foram quase 6 mil pedidos de visto, sendo 61% de estudo.

O aumento na demanda em todo o país superlotou os serviços consulados e gerou atrasos constantes, fazendo com que muitos estudantes não conseguissem a documentação a tempo do início do período letivo.

“Quanto aos vistos, respeitando aquilo que é a legislação comum na União Europeia, que temos de respeitar, temos procurado agilizar todo o procedimento da concessão, de forma a facilitar e a diminuir a pressão sobre a rede consular”, afirmou.

Apesar de reconhecer as falhas e prometer melhoras, António Costa também justificou os problemas com o enxugamento da estrutura consular causada pela crise.

“Nestes últimos anos, nós fomos obrigados a fazer uma grande reestruturação na nossa rede consular, que foi bastante comprimida. Mas o que estamos a fazer é apostar muito nos serviços online, como forma de acelerar a concessão de vistos”, completou.

“As nossas relações com o Brasil são estáveis”

Líder do Partido Socialista português e à frente de uma inédita coligação de esquerda, apelidada pelos críticos de geringonça devido à sua aparente fragilidade, António Costa acaba de aprovar o último Orçamento de Estado de sua legislatura.

Portugal vai novamente às urnas no ano que vem e, segundo pesquisas eleitorais, o Partido Socialista português tem chances de conseguir maioria absoluta no Parlamento.

O bom momento da esquerda portuguesa contrasta com a crise em outros países europeus e no Brasil. O primeiro-ministro, no entanto, esquivou-se de comentar sobre a situação brasileira e o perfil do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

“Portugal tem relações com todos os países na base de Estados, e não de quem circunstancialmente os governa”, afirmou.

“Vamos ver quais serão as prioridades do novo governo brasileiro, mas as nossas relações com o Brasil são estáveis. Nós somos um país da União Europeia, mas que dá uma prioridade muito clara ao Sul, sensivelmente aos países de língua portuguesa e ao espaço ibero-americano. Somos um país defensor da resolução pacífica dos conflitos, do tribunal de direitos internacional, do comércio livre, da responsabilidade com os refugiados e defensor da livre circulação”, completou.

Texto publicado na Folha de São Paulo.
Source: Sobrecarga de serviços deixa milhares de brasileiros à espera de cidadania portuguesa, “DN”, 04.12.18.

[Evidentemente, sendo a autora brasileira, foi conservada a sintaxe (brasileira) e o léxico (brasileiro) e não foi corrigida automaticamente a ortografia (brasileira) do texto. Os destaques são os do original, Adicionei “links”.]

Short-term visas at external borders: To facilitate short-term tourism, Member States will be allowed to issue single-entry visas directly at external land and sea borders under temporary, seasonal schemes subject to strict conditions. Such visas will be valid for a stay of a maximum of 7 days in the issuing Member State only. [eTN]

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O Chile na CPLB (Comunidade dos Países de Língua Brasileira)

«Brasil y Chile iniciaron este miércoles en Brasilia la primera ronda de negociación de un acuerdo de libre comercio de “segunda generación”, pues ya tienen el 100% de su comercio liberado desde hace más de 20 años, dijeron las fuentes diplomáticas.» [Camara Aduanera de Chile, 07.06.18.]

 

Chile na Comunidade de Países de Língua Portuguesa

Germán Guerrero

No passado dia 18 de Julho, o Chile aderiu à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) como Estado Observador Associado. Assim, foi alcançado um novo marco nas excelentes relações diplomáticas entre o Chile e Portugal que para nós constitui não só um canal para relações políticas, comércio e negócios, mas também uma expressão de uma cultura e de valores partilhados.

Ambos os países reconhecem-se como likeminded country com uma afinidade nos seus princípios, objectivos e interesses, o que explica a nossa privilegiada relação e o trabalho conjunto no domínio da cooperação bilateral e multilateral.

No entanto, ao aderir à CPLP não realizámos unicamente um gesto meramente diplomático. Embora os dois países tenham dado um passo importante na integração latino-americana e africana, o reencontro da língua, que é a expressão da alma de um país, é também uma ponte para aprofundar a compreensão mútua e os valores culturais que partilhamos.

Como dizia Fernando Pessoa: “Usando do inglês como língua científica e geral, usaremos do português como língua literária e particular. Teremos, no império como na cultura, uma vida doméstica e uma vida pública. Para o que queremos aprender leremos inglês; para o que queremos sentir, português. Para o que queremos ensinar, falaremos inglês; português para o que queremos dizer.”

Com efeito, na língua está a chave para entrar na alma de um país, a chave para descobrir os seus sentimentos, as suas esperanças e os seus sonhos. É também a chave para compreender que não estamos isolados do resto do mundo e que fazemos parte de uma mesma comunidade.

O Chile e Portugal fazem parte da comunidade ibero-americana composta por 23 países, sendo não só uma comunidade política e económica mas, sobretudo, cultural, constituindo, com o castelhano e o português, uma das maiores comunidades linguísticas do mundo.

O nosso reencontro com o português é também um passo importante para uma real integração latino-americana, que não é possível sem os laços com o Brasil. Metade da América Latina fala a língua de Cervantes e de Pablo Neruda e a outra metade fala o português de Camões e de Eça de Queirós.

O Brasil e o Chile têm uma identidade latino-americana comum e partilham valores fundamentais, tais como a sua vocação democrática e de liberdade e uma firme vontade de lutar contra a pobreza, a exclusão e a desigualdade social.

Por estas razões, as relações entre o Chile e o Brasilsão do mais alto nível. Somos parceiros estratégicos nos processos de integração, no diálogo político bilateral e multilateral e no intercâmbio científico, cultural e educacional. Da mesma forma, no domínio comercial, estamos a negociar um tratado de livre comércio entre os dois países.

A participação do Chile e do Brasil, agora também, na CPLP é uma nova porta para estreitar as relações recíprocas e partilhar novos projectos nas áreas da educação, da cultura e da promoção das nossas línguas e dos nossos escritores.

Por sua vez, Portugal conta com uma significativa presença, cooperação e investimentos em países africanos, o que vai em concordância com o interesse do Chile em se aproximar do referido continente. Assim, o Chile aspira, através da CPLP, estreitar os vínculos, o intercâmbio e a cooperação com o continente africano.

Nessa perspectiva, a Agência para a Cooperação Internacional e o Desenvolvimento do Chile (AGCID) e o Instituto Camões da Cooperação e da Língua subscreveram um memorando de entendimento para a cooperação triangular, especificamente em países africanos de língua oficial portuguesa e na América Latina e o Caribe.

A AGCID também criou o Programa de Bolsas República do Chile-Nelson Mandela para estudos de pós-gradução em universidades chilenas, que beneficiam actualmente 72 funcionários públicos de países desse continente. Da mesma forma, desenvolvemos um programa de diplomados específico para Moçambique e para Angola, nas áreas de aquicultura, manejo costeiro e produção de moluscos.

Outro aspecto muito importante é que, através da adesão do Chile à CPLP, aspiramos também aprofundar a difusão e o ensino da língua portuguesa no Chile.

Actualmente, a Universidade de Santiago do Chile ministra uma licenciatura em Tradução Português-Espanhol-Inglês, iniciando em breve um curso de diplomado em Pedagogia em língua portuguesa. Simultaneamente, numerosos professores de língua portuguesa ministram cursos em institutos privados ao abrigo do protocolo subscrito em 2015, tal como divulgado, entre a referida universidade e o Instituto Camões da Cooperação e da Língua.

Igualmente, o Centro Cultural Brasil-Chile trabalha em três áreas principais: a difusão da língua portuguesa, a promoção da cultura e o reforço dos laços de amizade e cooperação cultural entre os dois países.

Assim, a adesão do Chile à CPLP constitui não só um gesto diplomático ou publicitário mas também uma oportunidade para promover uma comunidade cultural e valiosa e, ainda, reforçar a política de aproximação aos países lusófonos, facilitando, por essa via, as relações entre o nosso povo, os nossos intelectuais e artistas e as nossas instituições, com os seus homólogos de língua portuguesa num vasto horizonte que vai desde Lisboa ao Rio de Janeiro, desde Díli a Maputo.

A Comunidade de Países de Língua Portuguesa é também uma associação para a concertação político-diplomática, para a cooperação e promoção do desenvolvimento humano, a paz e a segurança internacional e a implementação da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, entre outros temas de importância global.

Como Embaixada do Chile em Portugal ficamos felizes por este novo passo nas relações chileno-portuguesas. Simultaneamente, estamos a cumprir o sonho da nossa poetisa e Prémio Nobel Gabriela Mistral, cônsul do Chile em Lisboa (1935-1937), que ansiava pelo reencontro das nossas línguas.

Gabriela Mistral dizia: “Nuestros idiomas han vivido de espaldas vueltas, sin odio alguno, pero también sin amor… muchas veces el verbo luso y el castellano me han parecido un árbol absurdo partido en dos frondosas ramas” e concluía: “algún día nuestros pueblos celebrarán la fecha del intercambio idiomático… la fiesta de la reconciliación de dos verbos malamente olvidados, que borraron por siglos su apelativo común, aún sabiendo que la sangre seguía siendo una y entera debajo de la falsa extranjería”.

Partilhando hoje as palavras da nossa poetisa, comove-nos dizer que chegou a data tão esperada da festa das nossas línguas e celebramos com alegria a adesão do Chile à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, por constituir um passo de grande importância para a compreensão mútua, a aprendizagem e a construção de um futuro comum.

Embaixador do Chile em Portugal

[Transcrição integral do paleio debitado pelo embaixador do Chile em Portugal que o “Diário de Notícias” (órgão central da propaganda acordista) publicou em 16.08.18. Destaques meus. A desortografia abrasileirada foi automaticamente corrigida pela solução Firefox contra o AO90 através da extensão FoxReplace do “browser”.]

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45% dos alunos não conseguem situar Portugal no mapa

«Então, por causa dos tais dois mil para quem o conhecimento desta língua é útil, noventa e oito mil foram torturados e em vão sacrificaram um tempo precioso. (…) Daí que seria essencialmente mais útil se ao jovem estudante fossem transmitidos apenas os contornos gerais da língua (…) Evitar-se-ia também o perigo de, de toda a sobrecarga de matéria, apenas ficarem uns fragmentos na memória, uma vez que o jovem só teria de aprender o essencial, sendo assim feita antecipadamente a selecção do que é útil e inútil. (…) Ganhar-se-ia assim no currículo o tempo necessário para a educação física (…)»

[“Mein Kampf”, Adolf Hitler]

«É indiscutível que a supressão deste tipo de consoantes vem facilitar a aprendizagem da grafia das palavras em que elas ocorriam. De facto como é que uma criança de 6-7 anos pode compreender que em palavras como concepção, excepção, recepção, a consoante não articulada é um p, ao passo que em vocábulos como correcção, direcção, objecção, tal consoante é um c? Só à custa de um enorme esforço de memorização que poderá ser vantajosamente canalizado para outras áreas da aprendizagem da língua.» [Acordo Ortográfico – Nota Explicativa [Pseudologia fantastica – 12]

 

 

 

Grande parte dos alunos que fizeram as provas de aferição de História e Geografia do 2.º ciclo, em 2017, não conseguiam localizar o país no Sudoeste da Europa.

Entre os mais de 90 mil alunos que fizeram provas de aferição de História e Geografia do 2.º ciclo, em 2017, 45% não conseguiram localizar Portugal continental em relação ao continente europeus. Esta conclusão consta num novo relatório que abrange dois anos de provas de aferição – 2016 e 2017 – de várias disciplinas e anos de escolaridade, citado pelo Diário de Notícias.

Ou seja, utilizando os pontos colaterais da rosa-dos-ventos, os alunos não conseguiam localizar o país no Sudoeste da Europa. Além disso, apenas 45% dos estudantes localizaram correctamente “o continente europeu em relação ao continente asiático, o continente africano em relação ao continente europeu e Portugal continental em relação ao continente americano”.

O presidente do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), Hélder de Sousa, não considera que estas falhas sejam por falta de conhecimento, mas sim na capacidade de o aplicar.

“Em alguns relatórios, na análise que se faz da Geografia do ensino secundário, uma das coisas um pouco anacrónicas é a dificuldade que os alunos têm em utilizar a informação cartográfica, quando a Geografia é a área em que, por excelência, estas áreas deviam estar mais consolidadas”, frisa.

Source: 45% dos alunos não conseguem situar Portugal no mapa – Portugal – SÁBADO

 

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Diz que a Guiné Equatorial não quer promover o “brasileiro”…

Esta notícia da Agência Brasilusa, reproduzida pelo pasquim acordista “Diário de Notícias”, é aqui transcrita (sem vénia alguma, dados os créditos expressos) mas a transcrição carece de nota prévia.

A ortografia do original foi, como é costume neste sítio optimamente frequentado onde a escrita é escorreita, corrigida automaticamente pela solução Firefox contra o AO90. Porém, lamentável e inevitavelmente, os demais erros de Português “plasmados” na dita notícia (“enveredar esforços”, eheheheheheh, mas que cromos) não podem ser rectificados.

Guiné Equatorial não mostra vontade de promover português – Conselho Científico do IILP

 

A recém-eleita presidente do conselho científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), a portuguesa Margarita Correia, afirmou hoje que “não tem sido muito visível a vontade” da Guiné Equatorial para difundir o português no país.

Não temos tido a participação dos membros da Guiné Equatorial nas reuniões do conselho científico do IILP. Não posso avaliar dessa vontade, na medida em que, pelo menos, ela não tem sido muito visível”, disse à Lusa a linguista e professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que foi eleita na semana passada presidente, até 2020, do conselho científico do IILP, organismo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a promoção e desenvolvimento do português.

A responsável sublinhou que a organização “está consciente e disponível para enveredar esforços para que o português venha a ter outra representatividade na Guiné Equatorial, assim as autoridades do país o desejem”.

“O IILP tem perfeita consciência das suas responsabilidades, mas também das suas possibilidades”, afirmou, recordando que o trabalho é desenvolvido a nível multilateral.

A especialista defendeu que “tem de haver um esforço também da própria CPLP, isso tem de ser reforçado”, sublinhando que “a difusão e desenvolvimento do português na Guiné Equatorial também tem de resultar de vontade política, e essa vontade política não diz respeito ao IILP, mas é assumida por outros órgãos da CPLP“.

Margarita Correia ressalvou que têm havido apoios de Portugal e do Brasil à promoção do português na Guiné Equatorial, um compromisso da adesão desta antiga colónia espanhola quando aderiu à CPLP, em 2014, quando tornou a língua portuguesa como uma das línguas oficiais, a par do espanhol e do francês.

Na reunião do conselho científico realizado na semana passada, na Cidade da Praia, em Cabo Verde, “foi manifestado apoio à elaboração de um projecto multilateral sobre a promoção da língua portuguesa na Guiné Equatorial no seguimento do pedido feito pelo secretariado executivo da CPLP”, refere o comunicado final do encontro.

Questionada sobre as suas prioridades no IILP, a responsável comentou que o organismo tem “normalmente muitas dificuldades de financiamento”, pelo que vai empenhar-se na procura das “melhores soluções para vencer as dificuldades”.

Mais uma vez, a professora advoga que a CPLP deve “repensar a solução do IILP e dotá-lo dos meios necessários e suficientes para que possa cumprir a função que a CPLP exige dele e que tem vindo a ser reconhecida e reforçada ao longo dos anos, mas sem que isso corresponda até agora a um reforço da estrutura e do financiamento do IILP“.

Na reunião da semana passada, em que não participaram representantes das comissões nacionais da Guiné Equatorial nem da Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe entregou o Vocabulário Ortográfico Nacional (VON), que será integrado “tão depressa quanto possível” na Plataforma do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC).

“Temos seis VON já prontos e faltam os de Angola e Guiné-Bissau”, comentou Margarita Correia, que recordou que Luanda “tem vindo a anunciar a realização do seu Vocabulário Ortográfico Nacional”.

“A Guiné-Bissau tem estado numa situação mais instável e esperamos que possa voltar ao nosso convívio e desenvolver os seus trabalhos”, referiu.

O VOC é um instrumento previsto no âmbito do acordo ortográfico e pretende fazer o levantamento das palavras em uso nos países da CPLP.

Na reunião do conselho científico, “foi reconhecido, relativamente à substituição da direcção executiva do IILP, o direito de a Guiné-Bissau apresentar um candidato ao cargo”.

A actual directora executiva é a moçambicana Marisa Mendonça.

O IILP tem sede na cidade da Praia desde a sua criação, em 2002.

[Transcrição integral de “Internacional – Guiné Equatorial não mostra vontade de promover português – Conselho Científico do IILP”, jornal “DN”/Lusa, 14.05.18. Destaques, sublinhados e “links” de minha responsabilidade. Imagem de topo de: Imagem de topo (extraída da página Wiki “Corruption in Equatorial Guinea“: By Rodrigues Pozzebom/ABr – Agência Brasil, 1650FRP051.jpg, CC BY 3.0 br, Link]

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“Horror e espanto”


Fascinante entrevista de nosso actual Ministro da Cultura, verdadeiro poço de contradições com pernas, salvo seja, pessoa capaz de dizer uma coisa e de imediato o seu contrário, mas sempre sem se rir, com o ar mais sério deste mundo e do outro. Enfim, mais do outro do que deste — daí rir-se a gente por ele, porque de facto tem Sua Excelência sua piada.

Luís Filipe Castro Mendes: “Este Acordo Ortográfico não é perfeito”

(…)

Pode dizer-se que A Misericórdia dos Mercados é onde essa afirmação de vida mais existe?

Esse livro tem que ver com uma revolta com determinado discurso que nos foi imposto e tendia a negar aquilo que é mais humano em nós: a capacidade de transformar e a dignidade de quem trabalha. O livro revolta-se contra uma ordem do mundo que assenta na lógica puramente financeira, daí ser vincadamente de protesto, apesar de igualmente melancólico porque manifesta a desilusão com uma ordem política e económica que parece negar o que há-de mais importante na humanidade.

No prefácio é referido que esta é uma “poesia culta”. Revê-se?

Mesmo que se queira muito ingénua, a poesia tem de ser culta porque está sempre em diálogo. Tem sempre que ver com o que já foi escrito, mesmo que se a queira muito vanguardista e a arrasar todo o passado. Diz-se que esta poesia é culta porque cita muito. É verdade, existe grande vontade de citar e falar para o círculo dos que conhecem o mundo poético. Gostaria que tocasse mais gente, porque há muitos poemas que procuram ir ao coração das pessoas.

A grande alteração está na utilização do Acordo Ortográfico em vigor. Não lhe foi difícil?

Não considero que este Acordo Ortográfico seja perfeito e penso que há coisas susceptíveis de melhoria, mas sendo o que se utiliza oficialmente achei que seria hipócrita não o fazer. Isto sem criticar outras pessoas, até porque não tenho ideias tão fortes sobre ortografia como elas. O acordo não é o melhor possível mas está vigente e segui-o para horror e espanto de muitos amigos. Não porque lhe tenha um grande amor, mas porque para mim a ortografia é uma convenção e não considero que a anterior seja a maior das maravilhas. Tudo se pode aperfeiçoar, é a minha opinião. Enquanto estiver em vigor vou segui-lo e lamento os meus amigos que consideram isto uma traição. Há como que uma luta de religiões em torno do acordo, só que eu não tenho religião. Acredito que esta opção vá ser muito criticada, mas é assim.

(…)

A língua portuguesa falada nesses países entrou nos poemas?

Sim, em Os Dias Inventados tenho um poema em que escrevo “Se eu beijar você na tua boca”. Tem que ver com a diferença do português de Portugal e o do Brasil, e mostra como a linguagem íntima deles faz-se com o “você” e que para nós usar essa palavra num momento de maior arrebatamento de paixão não faz muito sentido.

Tem diálogos poéticos com Bandeira, Caetano, Chico… O brasileiro é assim tão imponente?

Há uma grande unidade da língua apesar dos vários padrões. Quando se vive no Brasil, verifica-se que falamos a mesma língua se não tivermos em conta o nível semântico em certas palavras e a pronúncia.

(…)

[Source: Livro – Luís Filipe Castro Mendes: ″Este Acordo Ortográfico não é perfeito″, “DN”, 10.03.18. Transcrição parcial. “Links” e destaques meus. As letras em falta no original foram automaticamente repostas pela solução Firefox contra o AO90 através da “extensão” FoxReplace do “browser”.]

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