Apartado 53

Um blog contra o AO90 e outros detritos

Etiqueta: editoras

Recesso, já!

re·ces·so |é|
(latim recessus, -us, recuo, afastamento, lugar retirado)
substantivo masculino

4. [Direito] Acto de uma das partes se retirar de acordo, convenção, contrato, etc.

“recesso”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/recesso [consultado em 19-02-2018].


Este Projecto de Resolução é de iniciativa partidária e resulta, consoante nele referem os deputados que o redigiram e subscrevem, de um facto essencial: 28 anos após a sua (obscura) aprovação e oito anos depois de ter sido selvaticamente imposto nos organismos do Estado português,  o AO90 não cumpriu um único dos seus (alegados) objectivos. Trata-se, por conseguinte, de natural consequência do referido falhanço, não tendo esta iniciativa absolutamente nada a ver com qualquer das inúmeras (e inúteis) petições — mesmo que de “valor simbólico” — entretanto apresentadas (e imediatamente arquivadas) no Palácio de S. Bento.

Acresce que estes ilustres deputados, pessoas de estudos e lustres, conhecem que não é competência da Assembleia da República rasgar Tratados internacionais; daí terem incidido sobre o âmago do problema (repetindo pela enésima vez: a RAR 35/2008) e não — como têm pretendido alguns peticionários compulsivos — sobre uma pretensa desvinculação de Portugal “ao” Tratado internacional que o AO90 de facto é.

Desvinculação essa que, sendo da competência exclusiva do Governo, o grupo parlamentar proponente recomenda ao dito Governo que active. E muitíssimo bem.

Desvinculação, denúncia ou recesso, para o caso qualquer dos sinónimos é perfeitamente adequado. E indiferente.

Que aos 15 deste grupo se juntem pelo menos 101 deputados de outras bancadas, isso sim, isso é que não seria indiferente. Muito pelo contrário. Faria toda a diferença.


PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Grupo Parlamentar
Projecto de Resolução N.º 1340/XIII-3ª

Recomenda o recesso de Portugal do Acordo Ortográfico de 1990, acautelando medidas de acompanhamento e transição, a realização de um relatório de balanço da aplicação do novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa e uma nova negociação das bases e termos de um eventual Acordo Ortográfico.

 

Em 12 de Outubro de 1990, foram assinados em Lisboa dois documentos – o “Projecto de Ortografia Unificada da Língua Portuguesa (1990)” e a “Introdução ao Projecto de Ortografia Unificada da Língua Portuguesa (1990)” – que viriam a estar na origem do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90).

O AO90 foi aprovado na Assembleia da República em 4 de Junho de 1991 por todos os partidos com assento parlamentar, contando apenas com a abstenção do Partido Comunista Português. Só Portugal e Cabo Verde ratificaram o novo acordo dentro do prazo estabelecido. Após a ratificação inicial do primeiro Protocolo Modificativo do Acordo, o segundo Protocolo Modificativo foi aprovado pela Assembleia da República em 16 de Maio de 2008, possibilitando a entrada em vigor, no nosso país, do AO90.

(mais…)

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Em Português – 60

FLiP – Ferramentas para a Língua Portuguesa

Publicado por Apartado 53 em Sábado, 10 de Fevereiro de 2018

Correctores e dicionários para português da Priberam
a dar a volta ao texto há 20 anos!

FLiP – Ferramentas para a Língua Portuguesa
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ARP – Associação Profissional de Conservadores-restauradores de Portugal

Fechado o prazo de entrega de candidaturas no dia 26 de Janeiro, e após deliberação do Júri, a proposta vencedora foi…

Publicado por ARP – Associação Profissional de Conservadores-restauradores de Portugal em Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2018

Fechado o prazo de entrega de candidaturas no dia 26 de Janeiro, e após deliberação do Júri, a proposta vencedora foi apresentada por Leonor da Costa Pereira, Sócia ARP n.º67, com o título: «Projecto Delfim Maya: preservação, conservação, restauro e divulgação das obras em papel (desenhos, caricaturas, planificações escultóricas, documentos, cartazes tauromáquicos, abatjour) e esculturas de um artista esquecido».

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AVE – Activismo Vegano Eficaz

Publicado por Apartado 53 em Sábado, 10 de Fevereiro de 2018

A página Activismo Vegano Eficaz – aVe – foi criada e é dirigida, essencialmente, a activistas dos direitos de todos os animais, e a quem queira começar a sê-lo, e que pretendam tornar o seu trabalho mais eficaz.
O aVe vai reunir material que demostra que o activismo e a comunicação pragmáticos e cordiais são eficazes. Ser pragmático e cordial é, para além de racional e educado, uma questão estratégica. Ter em vista a eficácia visa reduzir o sofrimento animal da forma mais rápida possível.
Algumas organizações têm-se esforçado, e muito bem, para colocar a informação das suas páginas de defesa dos animais, traduzida para inglês, tendo, assim, uma página mais aberta para o mundo, lá fora.
Pareceu-nos, no entanto, que, face à quantidade de organizações estrangeiras com um trabalho extraordinário disponível em inglês, que nem todos lemos, pelo menos não com a certeza de o assunto ter ficado claro, faltava este trabalho de tornar a boa informação mais acessível a todos, mais fácil de ler e de compreender, traduzida para português!

AVE – Activismo Vegano Eficaz
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“Arranha-nos a mente” [Francisco Vale, director da editora “Relógio d’Água”]

O responsável pela Relógio d’Água, considerado um dos mais destacados editores nacionais, fala da sua relação com os livros, do sector livreiro e dos desafios que se colocam hoje aos jornalistas.

———————

Números recentes do sector livreiro mostram que há chancelas que, em Portugal, publicam 20 ou 30 livros por mês. Publica-se demasiado?

Isso é subjectivo. Globalmente, não há leitores para tanta edição. Por dia, em Portugal, e considerando todo o género de títulos, publicam-se 30 livros. É excessivo tendo em conta a capacidade da rede livreira, de exposição, divulgação e número de leitores disponíveis. Mesmo que só se editem dez livros de literatura e ensaios, por dia, já é excessivo. Por outro lado, como as tiragens médias baixaram, também se percebe que se esteja a publicar mais. Além disso, a edição tem particularidades que não se verificam noutros sectores. Por exemplo, quase 80% das nossas exportações são para a União Europeia, mas uma editora não pode exportar para a UE. Podemos fazê-lo para os países de língua oficial portuguesa, mas todos eles atravessam problemas graves. Em Angola há umas quatro livrarias. Na Guiné, existe uma pequena livraria, dentro de um hotel. O Brasil, que tem uma rede livreira grande, atravessa dificuldades e é um país continental, o que impossibilita colocar livros em certos locais. Além disso, há a dificuldade da língua.

Mas as editoras nacionais esperavam que o Acordo Ortográfico abrisse as portas desse mercado.

Essa foi uma das razões invocadas para se avançar com ele. Mas, nem todos os países aderiram, em especial, os maiores países africanos. O que se verifica é que o Brasil aderiu, mas Angola e Moçambique continuam a usar a versão europeia anterior da ortografia. De qualquer modo, mesmo em relação ao Brasil, não se trata de uma simples questão de ortografia, é o léxico e a sintaxe, que são muito diferentes. Um livro de Portugal, para os brasileiros, que inovam muito em termos linguísticos, soa sempre a arcaico. É muito difícil exportar para lá. E quando um livro em português do Brasil aparece em Portugal, escrito por um autor mais idiossincrático, parece mais estranho do que ler em francês ou inglês. Arranha-nos a mente. O Acordo Ortográfico não facilitou o intercâmbio cultural e não teve qualquer papel positivo nas exportações.

[Excerto de entrevista publicada pelo “Jornal de Leiria” em 07.02.18. Ver no original e na íntegra:  Francisco Vale: “Só um editor que não lê se pode dar ao luxo de publicar maus livros”]

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“Um prémio para uma acção cívica”

Ainda a propósito do Prémio de Jornalismo Cultural 2018, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) ao jornalista do “Público” Nuno Pacheco, aqui fica uma recolha de alguns conteúdos alusivos ao acontecimento já disponibilizados na Internet: entrevista áudio ao premiado, gravação vídeo da cerimónia de entrega do prémio e sequência de depoimentos de alguns dos presentes no evento.

“A solução é acabar com o Acordo Ortográfico”

Ruben Martins, Guilherme de Sousa e Isabel Coutinho
6 de Fevereiro de 2018, 12:18

Nuno Pacheco recebeu a 30 de Janeiro o Prémio de Jornalismo Cultural atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores.

Esta semana, o Reservado ao Público leva-lhe uma conversa entre a editora de cultura, Isabel Coutinho, e Nuno Pacheco. Falam sobre crítica, sobre o jornalismo cultural, o Acordo Ortográfico e outras histórias.

Subscreva o programa Reservado ao Público no iTunes, SoundCloud, Spotify e nas aplicações para podcasts. Descubra outros programas em publico.pt/podcasts.

Prémio de Jornalismo Cultural 2018 atribuído a Nuno Pacheco

Contra.o.Acordo Ortográfico
Published on Feb 1, 2018

Cerimónia de entrega do Prémio de Jornalismo Cultural 2018, atribuído ao jornalista Nuno Pacheco, redactor principal do “Público” no Auditório Maestro Frederico de Freitas na Sociedade Portuguesa de Autores a 30 de Janeiro de 2018.

Da gravação integral, acima, destaco a parte da intervenção inicial do Presidente da SPA, José Jorge Letria, em que refere a recusa expressa e fundamentada que aquele organismo determinou em 2013 quanto ao “acordo”. Se quiser ouvir apenas essa parte sem sair desta página, “click” AQUI.

Do mesmo modo, pode “saltar” para a intervenção de fundo do jornalista premiado, que se refere profusamente ao AO90. De reter, aliás, uma frase sua com bastante significado: “achei isto um prémio não propriamente para mim próprio mas para uma acção cívica”.



Sequência de depoimentos de alguns dos presentes no evento

 

[Imagem de topo de: SPA. Gravações de YouTube user: Contra.o.Acordo Ortográfico]

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Em Português – 56

Alêtheia Editores

O livro dos cinco dias que mudaram a história (24 a 28 de Maio de 1940). 🎬Um filme a não perder. Um livro obrigatório.📖…

Publicado por Alêtheia Editores em Terça-feira, 30 de Janeiro de 2018

À medida que as imparáveis forças nazis atravessam a Europa ocidental e a ameaça de invasão é iminente, e com um público desprevenido, um rei céptico e o seu próprio partido a planear contra ele, Churchill deve resistir à sua hora mais escura, reunir uma nação e tentar mudar o curso da história mundial.

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Projecto APOLO

Feliz ano novo… 2018 | 2771E obrigado a todos que partilharam o «Calendário romano» e que o tornaram um sucesso, com…

Publicado por Projecto APOLO em Segunda-feira, 1 de Janeiro de 2018

Projecto APOLO
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“A Semana” (diário “online”) (Cabo Verde)

SOCIAL: Directora Regional da OMS para a África alerta: Mais de 8 milhões de pessoas morrem de cancro no mundo todos os…

Publicado por ASemana em Sábado, 3 de Fevereiro de 2018

Descreve que esse movimento sensibilizou milhões, instou governos e pessoas nas quatro partes do mundo à acção e forneceu aos pacientes oncológicos e respectivas famílias uma plataforma através da qual puderam partilhar as suas histórias e serem ouvidos.

“A Semana” (diário “online”) (Cabo Verde)
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Em Português – 41

Rádio “Oxigénio”

Em PIPOCA TIME, cerca das 13h30, Liliana Teixeira Lopes destaca uma edição coleccionador do Clássico de 1959 "Ben-Hur"…

Publicado por Rádio Oxigénio em Segunda-feira, 8 de Janeiro de 2018

Em PIPOCA TIME, cerca das 13h30, Liliana Teixeira Lopes destaca uma edição coleccionador do Clássico de 1959 “Ben-Hur”… até porque já não falta assim tanto para os Oscars.

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Webdados – Tecnologias de Informação

Sobre a recorrente discussão de ser, ou não, legal cobrar extra com base no facto do cliente pagar com cartão de cré…

Publicado por Webdados – Tecnologias de Informação em Sábado, 13 de Janeiro de 2018

Sobre a recorrente discussão de ser, ou não, legal cobrar extra com base no facto do cliente pagar com cartão de crédito, referência multibanco ou PayPal numa determinada loja online, vem agora a União Europeia lançar uma directiva

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Bem Me Quer Editora

Sabia que a semana entre o Natal e o Ano Novo é a que as pessoas mais aproveitam para ler durante todo o ano? Sugerimos…

Publicado por Bem Me Quer Editora em Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2017

Adquira-o aqui!, pode enviar-nos uma mensagem, pode igualmente ir ao site da editora (basta clicar nos livros que vai directamente para o carrinho de compras), nas páginas de redes sociais ou pelo e-mail.

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