Etiqueta: editoras

Feira do Livro de Lisboa 2019

20|20 EDITORA A58,60,62,64,66,68,70,72,
B19,21,23,25,27,29,31,33
IDEIAS COM HISTÓRIA A07; A09
4ESTAÇÕES EDITORA C05 ILC – AO C68
A ESFERA DOS LIVROS C96 IMPRENSA DE CIÊNCIAS SOCIAIS A35
AAFDL EDITORA C23 IMPRENSA NACIONAL-CASA MOEDA C46; C48
ABYSMO | LIVROS DO MEIO E15 INLD – MOÇAMBIQUE A51
ADELAIDE BOOKS PORTUGAL E13 ISCPSI/PSP B08
AFRONTAMENTO – TEODOLITO A45; A47; A45 ISCTE-IUL B04
ALÊTHEIA EDITORES A80 ISPA – INSTITUTO UNIVERSITÁRIO B06
ALFAGUARA / COMPANHIA DAS LETRAS D103; D105 KALANDRAKA B09
ALFARROBA A05 LELLO EDITORES D14
ALMA DOS LIVROS E08; E10 LEMA D’ORIGEM – EDITORA E12
ÂNCORA EDITORA C15 LER DEVAGAR / SERRALVES E01
ANTÍGONA D40; D42 LETRA LIVRE A15
AREAL EDITORES C26 LEYA A57,86,88,90,92,94,96,
B49,51,53,55,57,59,61
ARIANA EDITORA A39 LIDEL – EDIÇÕES TÉCNICAS C19
ARMAZÉM 111 A13 LIVRARIA HISTÓRICA ULTRAMARINA A26
ARQUIMEDES LIVROS A19 LIVRARIA SANTIAGO A17; A28
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA C42; C44 LIVRARIA TIGRE DE PAPEL E09
BABEL D02,04,06,08,10,12,08,10 LIVRARIA TURISMO DE MACAU B13
BERTRAND EDITORA C02,04,06,08,10,12,
D13,15,17,19,21,23,025,
C12; D25; C10
LIVROS COTOVIA C35
BIMBY A06 LIVROS DE BORDO A31
BIZÂNCIO A25; A27; A29 LIVROS HORIZONTE D77; D79; D81
BOOKS OF RUSSIA (OGI) A49 LOJA BLX A02; A04
BOOKTIQUE A18; A20 LOJA DA BÍBLIA D18
BRAGA ALFARRABISTA A11 LUSODIDACTA A33
BRASIL A82 MEBO GAMES A12
CALEIDOSCÓPIO A23 METAMORFOSE A24
CENTRO ATLÂNTICO B02 MIGUEL – ALFARRABISTA A22
Centro Português de Serigrafia MINUTOS DE LEITURA C01; C03
CHIADO GRUPO EDITORIAL A44,46,48,50,48,50 MORAPIAF A08
CINEMATECA PORTUGUESA B47 NOVA VEGA D22; D24
CÍRCULO DE LEITORES D41; D43 ORFEU NEGRO|PATO LÓGICO D36; D38
CLÁSSICA EDITORA D45 PÁGINACARMIM E11
CLIA BOOKS C33 PAULINAS EDITORA C36; C38; C40
CLIMEPSI EDITORES  D47 PAULUS EDITORA D59; D61
CLUBE DO AUTOR D51; D53; D55; D57 PENGUIN RANDOM HOUSE D95; D97; D99; D101; D103; D105
CORDEL D’PRATA  E17 PINGO DOCE A16
CTT  D11 PLÁTANO EDITORA D26
CULTURA AÇORES A52; A54; A56; A54: A56 PONTO DE FUGA / GRUPO NARRATIVA E04
CULTURA EDITORA  D28 PONTO M B22
DEVIR  B43 PORTO EDITORA C14, 16;,18,20,22,24,
D29,31,33,35,37,39; C26; D27
DINALIVRO C27,90,92,94,92,94; C27-C90-C92-C94 PRESENÇA C50,52,54,56,58,60,62,
D63,65,67,69,71,73,75
E-PRIMATUR & BOOKBUILDERS A74; A76; A78 PRINCIPIA EDITORA / LUCERNA A41; A43; A41-A43
EDICARE EDITORA C28; C30; C32: C34 PRODIDÁCTICO B07
EDIÇÕES AVANTE D20 PROMOBOOKS.NET E05; E07
EDIÇÕES COLIBRI D30 PUBLICAÇÕES EUROPA-AMÉRICA D32; D34
EDIÇÕES DRC LIVROS DA MADEIRA B12 PUBLICAÇÕES JESUÍTAS C07
EDIÇÕES MAHATMA E06 PUBLICAÇÕES MAITREYA A84
EDIÇÕES PIAGET C29; C31 PVK EDITIONS.SERROTE.CHILI B41
EDIÇÕES SAÍDA DE EMERGÊNCIA A34; A36; A38; A40; A42 QUID JURIS – LIVROS DE DIREITO C86
EDIÇÕES SÍLABO  C84 QUIMERA EDITORES D49
EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA  B10 RAIZ EDITORA C26
EDITORA DEVIR  B45 REI DOS LIVROS C25
EDITORA EDUCAÇÃO NACIONAL  C88 RELÓGIO D’ÁGUA EDITORES C98,100,102,104,106,108, D107,109,111,113,115,117
EDITORIAL BLAU  A32 SABOOKS EDITORA C70
EDITORIAL MINERVA  A30 SANTA CASA MISERICÓRDIA LISBOA
EDITORIAL PLANETA D50; D52; D54; D56 SCIENCE4YOU A10
ESPAÇO DOS PEQUENOS EDITORES B01 SELF EDITORA B15; B17
ESTÚDIO DIDÁCTICO – OQO EDITORA A01 SEXTANTE EDITORA D27
EUROPRESS C09; C11; C13 SIGTOYS A03
F FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS B03; B05 SINAIS DE FOGO C17
FCA – EDITORA DE INFORMÁTICA  C21 SISTEMA SOLAR / DOCUMENTA D16
FNAC D01; D03; D05; D07; D09 STOLEN BOOKS/MUSEU C. BERARDO E02
FRENESI  A21 TINTA-DA-CHINA B14; B16; B35; B37: B39; B37; B39
FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN  A37 UNIVERSIDADE CATÓLICA EDITORA A53; A55
FUNDAÇÃO EDP/MAAT E03 UNIVERSIDADE LUSÍADA EDITORA B11
GATAFUNHO  A14 VASP PREMIUM D44; D46
GRADIVA C64; C66; C68 ZÉFIRO B24; B26; B28
GRUPO ALMEDINA C72,74,76,78,80,82,
D83,85,87,89,91,93
ZERO A OITO B18; B20
GUERRA E PAZ EDITORES D48  
Share

Comunicado da SPA

Assembleia da República vai ter de votar acordo Ortográfico havendo uma petição com 20 mil assinaturas contra ele

A Assembleia da República vai ter de votar em breve o acordo Ortográfico que, há 10 anos, se encontra no centro de um debate e de uma polémica que não pararam de se agudizar e de se aprofundar, como fica demonstrado na petição com mais de 20 mil assinaturas entregue há poucos dias no parlamento. Sabe-se, entretanto, que o PS rejeita a revogação do acordo, ao contrário de outras forças políticas que aceitam a sua revisão. Entretanto, Cabo Verde irá ter o crioulo como língua oficial e países como o Brasil e Angola estão longe de reforçar a convergência em torno deste tema.

O presidente da SPA foi ouvido duas vezes sobre o tema pela Comissão Parlamentar de Cultura, tendo reconhecido a complexidade do assunto, muito agravada pelo situação editorial, pela aplicação das regras do acordo nas escolas  e nas instituições e pela recusa crescente por parte de escritores e jornalistas de aceitarem a vigência do documento.
Entretanto, com base numa consulta interna efectuada em Maio de 2013, a SPA continua a não utilizar as regras do Acordo Ortográfico, tendo em conta que 145 cooperadores manifestaram a sua discordância em relação a ele e só 23 cooperadores se manifestaram a favor. Por ser essa, indiscutivelmente, a vontade maioritária dos cooperadores, a SPA não aplica as regras do Acordo Ortográfico e pode testemunhar a posição de reserva e distanciamento de outras sociedades lusófonas sobre o assunto.
Neste momento, é urgente que a Assembleia da República defina a sua posição, que se conheça sobre o assunto a posição dos restantes países lusófonos e que sejam acautelados os interesses das muitas pessoas e entidades que ele envolve. Certo, neste momento, é que a situação presente não pode prolongar-se, devendo o poder político assumir plenamente as suas responsabilidades sobre o documento.
[“links” e destaques meus]
Incrivelmente irritante. “Petição” no título do artigo e “petição” outra vez no texto. Por mais que se diga e escreva que uma ILC não tem absolutamente nada a ver com uma petição, o surdo do lado imediatamente concorda (“ah, pois, não é petição, é ILC”) e logo de seguida faz uma pergunta qualquer (por exemplo, “quantas assinaturas temos na petição”) sobre a petição que não é petição, é ILC, mas e então, essa petição, como vai a petição uma petição, a petição, a petição, repetição, maldita obsessão.
Share

Volta ao AO90 por etapas – 9 a 11

(continuação)

«O Acordo não é mais do que um instrumento de política da língua. É esta política da língua, que tem grandes falhas, que deveria ser bem equacionada em prol da promoção da Língua Portuguesa no Mundo, onde ela é cada vez mais ensinada, falada e lida.» [Malaca Casteleiro, Parlamento, 02.05.2013]

Seria curioso, se bem que extremamente doloroso e certamente arriscado para quem se metesse em semelhante empreitada, que alguém coligisse ao menos uma pequena parte das inúmeras barbaridades proferidas por este notável mitómano desde que assumiu, surgido do nada e de nenhures, o cargo de embaixador itinerante do II Império brasileiro. Sempre com aquela sua característica vozinha lamentosa e sempre arvorando a mesmíssima cara-de-pau (digo, cara de pau), o indivíduo anda há décadas por aí, pregando o evangelho (digo, a cartilha) acordista, enquanto à sua volta as moscas param de zumbir, respeitosamente, os mosquitos caem fulminados de aborrecimento e as pessoas adormecem inopinadamente, umas com súbitos ataques de narcoplepsia e outras a conselho do médico, para evitar algum enfarte ou ataque de nervos, que isto ele nem toda a gente é parva, o malaquenho chorrilho de baboseiras pode ser perigosíssimo para a saúde.

Considerandos clínicos à parte, a verdade é que as pessoas evitam-no, pobre diabo, toda a gente se está perfeitamente nas tintas para Malaca, mas Casteleiro acha que não, não senhor, o “acordo ortográfico” é uma coisa montes de catita, e útil, e até que a Língua “era a única no mundo com duas ortografias oficiais“, e tal e coiso, não brinquemos com coisas sérias.

Ao invés das aparências, no entanto, não é esta figurinha — ainda que se julgue figura de proa – quem está ao leme, quem realmente comanda as manobras. Andou lá nos seus cruzeiros ociosos, praticando desde 1986 o turismo linguístico tão em voga, cada vez mais esporadicamente ainda vai botando faladura, mas com o passar dos anos — e já lá vão três décadas, nada menos — foi-se tornando dispensável (será descartável a curto prazo, se calhar).

A mão invisível rapidamente percebeu, logo após o Verão de 2010 e com crescente alarme, que a coisa já lá não ia só à custa de paleio desconchavado e de conversa fiada sobre a “língua universal” ou tretas do género. Malaca y sus muchachos que regressassem mas é a penates, por conseguinte, que voltassem a apanhar Sol em Copacabana e pó nas academias.

O ambiente em Portugal estava a ficar escaldantemente perigoso, quem diria, mas que maçada (isto é a cabeça da mão invisível a pensar, salvo seja), há que tomar medidas com urgência, quando não, lá se vai a RAR pelo cano abaixo, às tantas aquela coisa da ILC ou lá o que é escangalha-nos o arranjinho todo. Temos de atirar a matar sobre aqueles gajos, está na hora de fazer avançar a artilharia pesada.

Dois anos depois, escaldava o Verão de 2012, em resultado de um espectacular recrudescimento da contestação desde o lançamento da ILC-AO, os acordistas estavam de facto a passar um mau bocado.

Mas seria (foi) de uma grande ingenuidade presumir que os deputados iriam remediar o seu erro, que os políticos e seus patrões iriam desistir dos chorudos proventos (alguns dos quais já estavam a render), que os acordistas, por junto, iriam desistir do seu Grande Prémio: tinham ganho sem novidade de maior as oito etapas previstas, tudo lhes estava a correr conforme o “projetado”,  e afinal ainda teriam de pedalar mais?! Bom, paciência, pensaram eles, vamos lá a isso então, abrir mão é que não.

  • 9.ª etapa: 2012-2014. O sinal de partida desta etapa foi dado pelo primeiro agente a alinhar no pelotão, ainda em finais de 2011; agente esse que, por acaso, como diria a então presidenta brasileira, era uma agenta. Poucos meses depois apareceu outro agente, desta vez efectivamente um betinho, a julgar pela roupinha azul, e de imediato saíram do cavalo mais uns quantos peões de besta. Claro que nem todos pertenciam à 5.ª coluna, alguns não faziam parte da tal “artilharia pesada” ou, pelo menos, não tinham disso consciência, mas acabaram por proceder exactamente como se estivessem ao serviço da mão. Estes homens-de-mão, fica definida a expressão, corporizam uma antiquíssima táctica de guerra que evoluiu e se transmutou, em áreas tão diversas e aparentemente tão díspares como a espionagem política, a sabotagem comercial, o tráfico de influências, a economia subterrânea, o banditismo de Estado. A ILC-AO centralizava a luta contra o AO90, confundia-se já com a Causa anti-acordista; era uma ameaça e por isso mesmo transformou-se num alvo abater. Como? Bem, deitando mão a essa antiquíssima táctica — dividir para reinar. Os acordistas introduziram nas fileiras cavalos de Tróia, não apenas um mas uma manada deles, todos com a mesma incumbência primordial: fazer a Iniciativa implodir (a partir de dentro, é claro). Umas atrás das outras, começaram a surgir as intrigas, a maledicência e, sobretudo, as ideias “geniais”: a partir de Março de 2012, desataram os penetras a lançar “aCções” paralelas, multiplicaram grupos (falsos) no Fakebook e lançaram uma campanha negra de suspeição, calúnia e difamação a pretexto do número de assinaturas já recolhidas pela ILC. Ao longo de 2013 esses sabotadores foram assim  armando, a coberto da noite que é a ignorância, as cargas explosivas que fariam detonar na primeira oportunidade. O que sucedeu, de facto, no final desse ano: destruíram com mais uma “petição” o grupo parlamentar cuja formação a ILC tinha conseguido influenciar. A Iniciativa foi encostada às cordas, daí em diante estava confinada à defesa. O inimigo interno ia cumprindo com eficácia o “projeto”. Em 2014 já pouco faltava para a eliminação da ILC;  por arrastamento e definição, a Causa anti-acordista fora sequestrada, a contestação abafada, a verdadeira oposição silenciada. Mais uma etapa ganha, portanto, pela equipa verde e amarela.
  • 10.ª etapa: 2014-2015.  Mesmo assim, a luta contra o AO90 prosseguia. Depois do “boom” inicial” e dos solavancos subsequentes, o afluxo de assinaturas foi diminuindo — até porque as pessoas já não sabiam ao certo o que é que estariam a subscrever — e acabou por decrescer até… zero. Dois factos confluíram para tal: chegámos ao “fim da aldeia”, isto é, estavam esgotados os 2% da população a quem a “questão ortográfica” interessa de alguma forma, e milhares de potenciais subscritores estavam convencidíssimos de que “já tinham assinado isso”; e tinham assinado, de facto, mas não “isto” (a ILC), a maioria tinha assinado “aquilo” — uma das petições dos sabotadores, que para esse mesmo efeito, evidentemente, tinham sido lançadas. Confundir as intenções, desviar as atenções, minar a credibilidade, eis os três pilares em que assentava a estratégia acordista, a qual foi “efetivamente” cumprida à risca pelos paus-mandados. Entre meados de 2013 e meados de 2015 andaram numa fona, começando por organizar recolhas de assinaturas “para a ILC” (assinaturas essas que jamais entregaram), almoçaradas, jantaradas e outras patuscadas a pretexto das mesmas assinaturas “para a ILC” (enquanto iam cobrando quotas e contribuições aos convivas), prosseguindo com petições sucessivas e culminando, como “brinde”, no lançamento de uma “Iniciativa Popular de Referendo”. Aparentando terem saído da ILC, em conflito com a ILC porque a ILC estava “mal redigida” e era “suspeita” porque não divulgava “quantas assinaturas «temos»”, esses servidores da mão invisível saíam também da obscuridade, ainda que apenas por momentos, quais salvadores da pátria ortográfica gozando os seus 15 minutos de fama. Estas marionetas articuladas, cuja manipulação era evidente apenas para quem fosse capaz de ver os fios que as faziam agitar-se grotescamente, já tinham lançado — além de petição atrás de  petição –, uma queixa contra o Governo cá dentro, a seguir uma queixa contra o Estado português “lá fora”; até organizaram uma “manif” e tudo, caramba, mas que espantosos  truques de ilusionismo. Parece que por alturas do Natal de 2014, ou assim, zangaram-se lá as comadres; mas não se descobriram as verdades, nada disso, apenas duplicou o número de grupelhos no Fakebook, cada qual com seu “boss”, a cada grupelho seu “iluminado”, até que a abóbora da Celeste ficou cheia de estrelinhas periclitantes, um “espetáculo” do qual foram escapando, à cautela, as pessoas normais, horrorizadas com semelhante constelação de gente avariada. Na prática, era o “projetado”, já não havia qualquer luta de todos contra o inimigo comum, sobrava apenas a guerrilha interna, permanente e cada vez mais suja, de todos contra todos, cada um daqueles gangs virtuais competindo com os outros, a ver qual deles conseguia transmitir para a opinião pública a imagem mais vergonhosa. Simultaneamente, prosseguiu até ao total esgotamento a drenagem de militantes e activistas da ILC, aliciados pela putativa infalibilidade do tal “referendo” — uma retinta imbecilidade, miserável corolário do “projeto” — que soou então, a alguns ouvidos ligeiramente duros, como um belíssimo canto de sereia, mas que não passava afinal, é claro, do fúnebre canto do cisne. Pobres moucos.
  • 11.ª etapa: 2015-2018. E assim, de novo, há que reconhecer a maestria do plano e a esperteza do Chico que o “arquitetou”, também aquela etapa venceram os acordistas; que de novo também julgaram ter sido a última. Mas não foi. O máximo que conseguiram foi uma etapa intermédia, de neutralização (de Junho de 2015 a Julho de 2016). Azar o deles.   Afinal o cisne era de plástico, terá sido provavelmente comprado em alguma “loja do chinês”. O tal referendo, lançado à socapa após uma “votação” à maneira norte-coreana (de braço no ar, meia dúzia de bacanos num anfiteatro qualquer), resultou em absolutamente coisa nenhuma: quase quatro anos após o seu “espetacular” lançamento, continua a “recolher” assinaturas online, tendo já alcançado quase 0,6% das subscrições necessárias. Ena, ena. Entretanto, a ILC-AO renovada, com nova liderança, novo site e nova equipa de activistas, mas com a determinação, a convicção e a persistência de sempre, ressurgiu, qual fénix renascida das cinzas, numa segunda vida cujos auspícios não poderiam ser melhores: no dia 31 de Dezembro de 2018 estavam reunidas as subscrições necessárias e uns dias depois foi anunciada a iminente entrega da Iniciativa na Assembleia da República. Por fim, ao menos esta etapa, que muitos previam e outros tantos desejavam fervorosamente fosse a derradeira, os acordistas não ganharam.

Assim termina o relato da Volta ao AO90 por etapas. Do que se passou, portanto, já que o porvir ninguém pode adivinhar. Talvez ainda haja uma Volta do Futuro, como é tradição no mundo da pedalada, mas o que desde já podemos tomar por certo é que o passado da Volta não volta mas também já ninguém no-lo tira.

Foi extremamente cansativa a série de jornadas, teve muitos momentos de desalento e poucos ou nenhuns motivos de regozijo, liquidou reputações, destruiu carreiras profissionais, custou a alguns tudo o que tinham e até o que não tinham.

Pois que, ainda assim e por isso mesmo, depois de tantos anos de luta, não nos falte agora a paz de espírito de que se alimenta a consciência. Vencemos a última etapa de uma longa volta mas a corrida continua…

[Imagem do cavalo de Tróia: By Adam Jones from Kelowna, BC, Canada – Replica of Trojan Horse – Canakkale Waterfront – Dardanelles – Turkey, CC BY-SA 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=64144380]

Share