Apartado 53

Um blog contra o AO90 e outros detritos

Etiqueta: ensino

Em Português – 66

“Saco de Gatos” – Associação Cultural

~ ~ ~ ~ ~ Sábado 17 de Fevereiro ~ ~ ~ ~ ~ Parede Vermelha habitada com trabalhos de Xavier Paes "…

Publicado por Gato Vadio em Sábado, 17 de Fevereiro de 2018

A inauguração conta ainda com a projecção do trabalho “Nessum Dorma”, com música ao vivo.

“Saco de Gatos” – Associação Cultural
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Companhia Olga Roriz

Publicado por João Pedro Graça em Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2018

Os espectáculos da Companhia são o resultado de um processo criativo eivado de referências ao universo teatral, literário, cinematográfico, fotográfico e outros que parecem ser tangenciais à arte mas que actuam igualmente como fonte inspiradora e instrumentos de trabalho.

Companhia Olga Roriz
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Cutla – Universidade Sénior da Amadora

Boas Festas!

Publicado por Cutla – Universidade Sénior da Amadora em Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

Cutla – Universidade Sénior da Amadora
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Recesso, já!

re·ces·so |é|
(latim recessus, -us, recuo, afastamento, lugar retirado)
substantivo masculino

4. [Direito] Acto de uma das partes se retirar de acordo, convenção, contrato, etc.

“recesso”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/recesso [consultado em 19-02-2018].


Este Projecto de Resolução é de iniciativa partidária e resulta, consoante nele referem os deputados que o redigiram e subscrevem, de um facto essencial: 28 anos após a sua (obscura) aprovação e oito anos depois de ter sido selvaticamente imposto nos organismos do Estado português,  o AO90 não cumpriu um único dos seus (alegados) objectivos. Trata-se, por conseguinte, de natural consequência do referido falhanço, não tendo esta iniciativa absolutamente nada a ver com qualquer das inúmeras (e inúteis) petições — mesmo que de “valor simbólico” — entretanto apresentadas (e imediatamente arquivadas) no Palácio de S. Bento.

Acresce que estes ilustres deputados, pessoas de estudos e lustres, conhecem que não é competência da Assembleia da República rasgar Tratados internacionais; daí terem incidido sobre o âmago do problema (repetindo pela enésima vez: a RAR 35/2008) e não — como têm pretendido alguns peticionários compulsivos — sobre uma pretensa desvinculação de Portugal “ao” Tratado internacional que o AO90 de facto é.

Desvinculação essa que, sendo da competência exclusiva do Governo, o grupo parlamentar proponente recomenda ao dito Governo que active. E muitíssimo bem.

Desvinculação, denúncia ou recesso, para o caso qualquer dos sinónimos é perfeitamente adequado. E indiferente.

Que aos 15 deste grupo se juntem pelo menos 101 deputados de outras bancadas, isso sim, isso é que não seria indiferente. Muito pelo contrário. Faria toda a diferença.


PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Grupo Parlamentar
Projecto de Resolução N.º 1340/XIII-3ª

Recomenda o recesso de Portugal do Acordo Ortográfico de 1990, acautelando medidas de acompanhamento e transição, a realização de um relatório de balanço da aplicação do novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa e uma nova negociação das bases e termos de um eventual Acordo Ortográfico.

 

Em 12 de Outubro de 1990, foram assinados em Lisboa dois documentos – o “Projecto de Ortografia Unificada da Língua Portuguesa (1990)” e a “Introdução ao Projecto de Ortografia Unificada da Língua Portuguesa (1990)” – que viriam a estar na origem do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90).

O AO90 foi aprovado na Assembleia da República em 4 de Junho de 1991 por todos os partidos com assento parlamentar, contando apenas com a abstenção do Partido Comunista Português. Só Portugal e Cabo Verde ratificaram o novo acordo dentro do prazo estabelecido. Após a ratificação inicial do primeiro Protocolo Modificativo do Acordo, o segundo Protocolo Modificativo foi aprovado pela Assembleia da República em 16 de Maio de 2008, possibilitando a entrada em vigor, no nosso país, do AO90.

(mais…)

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Em Português – 63

LAM – Linhas Aéreas de Moçambique

#CompreOSeuBilheteOnlineÉ MAIS FÁCIL, RÁPIDO E BARATOAdquira já o seu bilhete em www.lam.co.mz e navegue em um mundo…

Publicado por LAM – Linhas Aéreas de Moçambique em Segunda-feira, 16 de Outubro de 2017

• Possibilidade de efectuar o Check-In online;

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Universidade Sénior De Oeiras – Associação Cultural

Grécia

GRÉCIA – Atenas e IlhasViagem de Final de Ano Lectivo21 a 28 Junho

Publicado por Universidade Sénior De Oeiras – Associação Cultural em Terça-feira, 19 de Dezembro de 2017

Viagem de Final de Ano Lectivo

Universidade Sénior De Oeiras – Associação Cultural
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QSintra (movimento de cidadãos)

ABATE DE MILHARES DE ÁRVORES ! Ameaça à Paisagem Cultural de Sintra! (veja mais sobre Sintra em http://qsintra.com)…

Publicado por QSintra em Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2018

QSintra (movimento de cidadãos)
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Em Português – 60

FLiP – Ferramentas para a Língua Portuguesa

Publicado por Apartado 53 em Sábado, 10 de Fevereiro de 2018

Correctores e dicionários para português da Priberam
a dar a volta ao texto há 20 anos!

FLiP – Ferramentas para a Língua Portuguesa
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ARP – Associação Profissional de Conservadores-restauradores de Portugal

Fechado o prazo de entrega de candidaturas no dia 26 de Janeiro, e após deliberação do Júri, a proposta vencedora foi…

Publicado por ARP – Associação Profissional de Conservadores-restauradores de Portugal em Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2018

Fechado o prazo de entrega de candidaturas no dia 26 de Janeiro, e após deliberação do Júri, a proposta vencedora foi apresentada por Leonor da Costa Pereira, Sócia ARP n.º67, com o título: «Projecto Delfim Maya: preservação, conservação, restauro e divulgação das obras em papel (desenhos, caricaturas, planificações escultóricas, documentos, cartazes tauromáquicos, abatjour) e esculturas de um artista esquecido».

ARP – Associação Profissional de Conservadores-restauradores de Portugal
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AVE – Activismo Vegano Eficaz

Publicado por Apartado 53 em Sábado, 10 de Fevereiro de 2018

A página Activismo Vegano Eficaz – aVe – foi criada e é dirigida, essencialmente, a activistas dos direitos de todos os animais, e a quem queira começar a sê-lo, e que pretendam tornar o seu trabalho mais eficaz.
O aVe vai reunir material que demostra que o activismo e a comunicação pragmáticos e cordiais são eficazes. Ser pragmático e cordial é, para além de racional e educado, uma questão estratégica. Ter em vista a eficácia visa reduzir o sofrimento animal da forma mais rápida possível.
Algumas organizações têm-se esforçado, e muito bem, para colocar a informação das suas páginas de defesa dos animais, traduzida para inglês, tendo, assim, uma página mais aberta para o mundo, lá fora.
Pareceu-nos, no entanto, que, face à quantidade de organizações estrangeiras com um trabalho extraordinário disponível em inglês, que nem todos lemos, pelo menos não com a certeza de o assunto ter ficado claro, faltava este trabalho de tornar a boa informação mais acessível a todos, mais fácil de ler e de compreender, traduzida para português!

AVE – Activismo Vegano Eficaz
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“Um prémio para uma acção cívica”

Ainda a propósito do Prémio de Jornalismo Cultural 2018, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) ao jornalista do “Público” Nuno Pacheco, aqui fica uma recolha de alguns conteúdos alusivos ao acontecimento já disponibilizados na Internet: entrevista áudio ao premiado, gravação vídeo da cerimónia de entrega do prémio e sequência de depoimentos de alguns dos presentes no evento.

“A solução é acabar com o Acordo Ortográfico”

Ruben Martins, Guilherme de Sousa e Isabel Coutinho
6 de Fevereiro de 2018, 12:18

Nuno Pacheco recebeu a 30 de Janeiro o Prémio de Jornalismo Cultural atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores.

Esta semana, o Reservado ao Público leva-lhe uma conversa entre a editora de cultura, Isabel Coutinho, e Nuno Pacheco. Falam sobre crítica, sobre o jornalismo cultural, o Acordo Ortográfico e outras histórias.

Subscreva o programa Reservado ao Público no iTunes, SoundCloud, Spotify e nas aplicações para podcasts. Descubra outros programas em publico.pt/podcasts.

Prémio de Jornalismo Cultural 2018 atribuído a Nuno Pacheco

Contra.o.Acordo Ortográfico
Published on Feb 1, 2018

Cerimónia de entrega do Prémio de Jornalismo Cultural 2018, atribuído ao jornalista Nuno Pacheco, redactor principal do “Público” no Auditório Maestro Frederico de Freitas na Sociedade Portuguesa de Autores a 30 de Janeiro de 2018.

Da gravação integral, acima, destaco a parte da intervenção inicial do Presidente da SPA, José Jorge Letria, em que refere a recusa expressa e fundamentada que aquele organismo determinou em 2013 quanto ao “acordo”. Se quiser ouvir apenas essa parte sem sair desta página, “click” AQUI.

Do mesmo modo, pode “saltar” para a intervenção de fundo do jornalista premiado, que se refere profusamente ao AO90. De reter, aliás, uma frase sua com bastante significado: “achei isto um prémio não propriamente para mim próprio mas para uma acção cívica”.



Sequência de depoimentos de alguns dos presentes no evento

 

[Imagem de topo de: SPA. Gravações de YouTube user: Contra.o.Acordo Ortográfico]

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Pé ante pé

Este artigo é muito interessante, digo eu, sob diversos aspectos mas principalmente porque a autora, qual equilibrista com sua vara, percorre a passo tímido aquele fino arame que, pretensamente ligando dois pontos sólidos, separa também, precariamente, a lógica do vazio. Ou seja, digo eu de novo, anda ela ali na corda bamba, tem-te e não caias, upa, upa, ai, valha-me Deus, mas que perigo!

Cabe a cada qual, no conforto da sua cadeirinha, decidir se por fim a artista merece aplausos porque, sim, atravessou mesmo o precipício sem se despencar.

Ou não.

Quando falar português, em Portugal, não basta!

05 de Fevereiro de 2018 – 00:00
Juliana Iorio

Faz parte do senso comum dizer que “os brasileiros emigram para Portugal por causa da língua”. Mas, como já referi em outro artigo, as motivações para migrar, bem como para a escolha do país de destino, não se reduzem a um único fator. Quando muito pode dizer-se que o idioma é um dos fatores que podem motivar esta escolha, e que enquanto facilitador da comunicação pode ser um capital social importante na concretização desta mobilidade.

Contudo, ao investigar o caso dos estudantes brasileiros no ensino superior português tenho observado que, para além das dificuldades que encontram com a língua portuguesa falada em Portugal (diferenças de vocabulário, concordância, fonética, sotaques, regionalismos, gírias, etc.), a maioria não sabe que no ensino superior português o conhecimento da língua inglesa é fundamental (é cada vez mais comum o uso do inglês em aulas, bibliografias, participação em conferências e escrita de papers, já que a academia portuguesa quer marcar presença nas principais revistas científicas do mundo, e estas encontram-se, maioritariamente, em inglês).

Portanto, a partilha do mesmo idioma, um dos fatores que têm contribuído para a mobilidade destes estudantes para Portugal, não se tem mostrado muito eficiente quando a questão se prende com a integração dos mesmos no país. Apesar de ambos os países terem como língua oficial a portuguesa, o facto é que os brasileiros incorporaram à “língua de Camões” algumas diferenças (muitas vezes provenientes dos autóctones, de outros colonizadores, imigrantes, etc.), nem sempre vistas com bons olhos pelos portugueses.

Por isso, alguns estudantes brasileiros referem já ter ouvido, inclusive de professores, que o português que falam não é o correto. Custa-me acreditar que um estudante universitário brasileiro não saiba utilizar a língua portuguesa, da forma como a utilizamos no Brasil, corretamente. Mas que a utiliza de forma diferente, é certo! Assim, acho mais plausível admitir que não se trata de uma utilização errada, mas diferente. Obviamente se estes estudantes escolheram vir para Portugal devem fazer um esforço para se adaptarem à língua que aqui é falada. Mas visto que as universidades portuguesas também têm interesse em atrair estudantes estrangeiros, sobretudo dos países lusófonos (como já expliquei em outro artigo), será que elas também não deveriam fazer um esforço para aceitar estas diferenças? Parece-me que separar “erro” de “diferença” é o primeiro passo que deve ser dado em direção a uma maior integração.

Quanto ao uso do inglês, enquanto alguns estudantes brasileiros veem nisso uma “mais-valia”, uma forma de melhorar este idioma, outros consideram “um absurdo”, uma forma “arrogante” de as universidades portuguesas se posicionarem em concordância com os desígnios eurocêntricos de dominação da língua inglesa e de autores anglo-saxões. Ou seja, é paradoxal que o uso do inglês como forma de internacionalização do ensino superior português possa afastar a maior comunidade de estudantes estrangeiros do país: a brasileira.

A dificuldade que o brasileiro sempre teve com a língua inglesa baseia-se numa aprendizagem de fraca qualidade durante o ensino fundamental e médio (1.º ao 12.º ano), onde somente quem fosse capaz de custear um curso privado de inglês (ou seja, uma elite) teria chance de ver este défice colmatado. No entanto, com uma maior democratização no ensino superior brasileiro, que possibilitou que não só uma elite pudesse estudar no exterior, mas também aqueles que não tiveram como emendar o fraco aprendizado do inglês, Portugal configurou-se na oportunidade de “estudar fora”, bastando falar português.

Mas não, falar português, em Portugal, não basta! Em Portugal ainda é preciso haver um esforço de entendimento entre os diferentes falantes de língua portuguesa; é preciso que as universidades invistam mais na publicação de artigos nesta língua e aproveitem toda a potencialidade e a diversidade provenientes dos países lusófonos. Só assim talvez se consiga restituir a importância de um idioma que, apesar de subalternizado, ainda é o quarto mais falado no mundo.

Juliana Iorio
Jornalista, Doutoranda em Migrações pelo IGOT – Univ. Lisboa

[Transcrição integral de: Opinião – Quando falar português, em Portugal, não basta!  “Diário de Notícias, 05.02.18. Sendo a autora brasileira, “instruí” a solução “Firefox contra o acordo ortográfico” para não converter a escrita brasileira do original para Português-padrão. Imagem de topo, sem menção de autoria, copiada daqui.]

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