Apartado 53

Um blog contra o AO90 e outros detritos

Etiqueta: EUA

Em Português – 28

VOA Português

Washington Fora D'Horas 27 Dezembro

#washingtonforadhoras Falha comunicação com o primeiro satélite angolano; Tiroteio em Moscovo

Publicado por VOA Portugues em Quarta-feira, 27 de Dezembro de 2017

Na VOA… ligação directa desde Washington, DC.

VOA Português (Voz da América)
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Médicos do Mundo

#PassatempoMdM: Temos mais 12 bilhetes duplos para a ante-estreia do filme “Só para Bravos”, no dia 22 de Novembro no…

Publicado por Médicos do Mundo em Terça-feira, 21 de Novembro de 2017

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Revista “Time Out” Porto

No limite da cidade convivem espaços verdes, clássicos da gastronomia nortenha e projectos culturais.

Publicado por Time Out Porto em Sábado, 16 de Dezembro de 2017

No limite da cidade convivem espaços verdes, clássicos da gastronomia nortenha e projectos culturais.

Revista “Time Out” Porto
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Pèidéluó, Pútáoyá (1)

como se escreve Pedro em Mandarim: algo como Pèidéluó

 

Olá, o meu nome é Pèidéluó e vivo em Pútáoyá.

Parece que acabei de dizer dois palavrões mas não. Aquilo ali é a tradução de “Pedro” e de “Portugal” para Mandarim (Pinyin).

Toda a gente sabe, por experiência própria e até porque o fenómeno faz já parte do anedotário nacional, os chineses “comem” os RR (érres) porque… não conseguem pronunciá-los. Ou porque “têm preguiça” de articulá-los, como explica esta simpaticíssima chinesa do Brasil.

Quem nunca entrou numa “loja do chinês” à plócula de palafusos ou de blocas, pol exemplo? E quem nunca teve de conter o riso (convém não lile, sobletudo não lile, pala não ofendele) quando nos pelguntam se quelemos glandes ou pequenos?

Mas os chineses não são caso único. “Deficiência” semelhante na pronúncia dos RR têm também americanos, ingleses e todos os demais nativos de Língua inglesa. Os sons “aRRanhados” ou, de forma geral, aqueles que envolvam “érres”, são para eles algo de muito difícil articulação, quando não totalmente impossíveis de articular. A chinesinha do vídeo acima fala também deste problema que são os RR no Inglês e não apenas no Mandarim.

Ora, outro tanto sucede em sentido inverso, isto é, por regra os portugueses manifestam uma tremenda incapacidade para articular certos sons em qualquer Língua estrangeira, seja ela Mandarim, Inglês ou até Francês.

Mesmo que sejam, por paradoxal que isto possa parecer, fluentes em qualquer daquelas Línguas. Basta recordarmos, e igualmente tentando conter o riso, como na loja do chinês, os casos de Mário Soares em Francês ou de José Mourinho em Inglês, por exemplo.

Isto para não referir fenómenos verdadeiramente patológicos, digamos assim, como José Sócrates e o seu “castelhanês” ou “portuñol” totalmente inventado e “alternativo”.

Mas ultrapassemos esta nota de rodapé, simples ilustração da tese pela demonstração de uma situação-limite de incapacidade articulatória.

Incapacidade que, exceptuando patologias, verifica-se ser bem mais comum do que geralmente se admite.

Na Língua inglesa existe uma palavra, quiçá a mais básica de todas, que só à custa de muito treino (ou de uma tendência natural e congénita para “aprender línguas”) um português — e mais ainda um brasileiro — consegue articular correctamente: “THE” (artigo definido). E a coisa piora muitíssimo se o dito português tentar pronunciar qualquer um da gama de sons cuja grafia seja representada por este par de letras: TH. Como em “moth” (traça, borboleta nocturna), thirst/thirsty (sede/sedento) ou thread (vários significados).

É muito engraçado escutar as formas extremamente artísticas como os non-native English speakers  “resolvem” o “problema”. Se esse falante não nativo de Inglês for português (ou, pior, repito, se for brasileiro) então a maneira que ele arranja para “desenrascar” o TH já não é só hilariante — é de rebolar a rir.

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“OCTANAS: Ocorrência: Censurado pelo Público…”

Ocorrência: Censurado pelo Público…

Octávio dos Santos

… Ou, mais correctamente, por algumas pessoas no Público. Hoje, no meu (outro) blog Obamatório, publiquei o meu artigo «Histeria histórica»… integralmente, quando o objectivo inicial era apenas reproduzir do mesmo um excerto. E há mais de um mês: no passado dia 12 de Fevereiro enviei-o àquele jornal para ser editado, mas apenas electronicamente – a sua elevada dimensão (quase 14 mil caracteres) tornava a sua passagem a papel improvável, se não mesmo impraticável.

Porém, no dia 23, e depois de me ter garantido, em conversa por telefone no dia 20, que ele seria publicado a 22, Nuno Ribeiro enviou-me uma mensagem em que me informava de que, afinal, e após uma «avaliação», o meu texto não sairia. Em conversa por telefone posterior com o actual editor de opinião do Público perguntei-lhe repetidamente quem efectuara essa «avaliação» e o que se concluíra nela – isto é, quais os motivos concretos que haviam levado à reversão da decisão inicial. O meu interlocutor recusou-se a responder, reiterando que o meu artigo era «impublicável», e aconselhou-me a recorrer ao actual director, David Dinis. O que fiz…

… Por correio electrónico nesse próprio dia, 27 de Fevereiro, tendo recebido uma resposta a 8 de Março. Nela, finalmente, tive conhecimento da «justificação» para a reprovação de «Histeria histórica»: é «ofensivo»… não segundo DD, que alegou não o ter lido, mas sim segundo as tais pessoas – o editor de opinião, de certeza, e os directores-adjuntos, talvez – que fizeram a tal «avaliação». Na minha réplica desafiei o director a apontar-me específicas e indubitáveis calúnias, erros, falsidades, mentiras, contidas no meu artigo. Até ao momento não o fez (aliás, não voltou a responder-me) e também não mandou publicá-lo. Portanto, e como «quem cala consente», deve-se depreender que, lamentavelmente, optou por ratificar a decisão dos seus subordinados, atentatória da liberdade de expressão, minha e não só.

É a primeira vez, em mais de 20 anos de colaboração, que um artigo meu é recusado pelo Público. Já fui alvo de discriminação e de censura, tentadas e concretizadas, por vários indivíduos e instituições, mas nunca, até agora, tal acontecera a partir do jornal fundado por Vicente Jorge Silva. Fica desde já aqui a (primeira) denúncia… que, todavia, não esgotará a minha reacção a esta indigna, intolerável ocorrência.

Publicada por OCTÁVIO DOS SANTOS à(s) 8:30 da tarde

 

[Transcrição integral, incluindo “links”: OCTANAS: Ocorrência: Censurado pelo Público…]

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Sobre a Língua Portuguesa em Timor-Leste [“Tornado” online] 1/2

Timor_16

jornaltornado_logoLíngua de Camões em Timor-Leste: Quo Vadis?

parte 1/2

Texto: M. Azancote de Menezes, em Timor ·

17 Maio, 2016

Um investigador brasileiro da Universidade de Campinas, Alan Carneiro, escreveu um artigo “problematizador” sobre as políticas linguísticas em Timor-Leste, abordando também as tensões no campo da formação docente

————

O autor, logo na introdução do seu estudo, referia, e passo a citar, «Ao chegar ao aeroporto de Díli, Timor-Leste, as placas de propaganda indicam uma complexa situação linguística: o anúncio de uma instituição financeira indonésia, o banco Mandiri, está em língua indonésia; curiosamente a propaganda do banco Australian and New Zealand (ANZ) está em português, a língua oficial; o de uma organização não governamental (ONG) norte-americana, Buy Local que actua no país, está em inglês, com a tradução para a língua oficial, o tétum».

No segundo parágrafo, Carneiro, desenvolvendo o seu pensamento em jeito de prosa, afirma: «ao percorrer a cidade, a diversidade de línguas utilizadas não só nas placas e sinalizações, mas também nos diversos contextos de interacção surpreende ainda mais: pessoas falando em tétum nas ruas, nas feiras e nas casas; professores portugueses e brasileiros ensinando e interagindo em língua portuguesa nas universidades e em cursos de formação de professores; trabalhadores internacionais dos mais diversos países conversando em inglês nos restaurantes, nas agências internacionais e nas sedes de ONG´s; comerciantes de diferentes nacionalidades, mas principalmente indonésios e chineses, utilizando a língua indonésia e o inglês, dentre estes últimos ainda se vê alguns que utilizam o hakka ou o yue, línguas vindas do sul da China que estão presentes no país desde tempos remotos».

Às citações mencionadas na introdução desta reflexão, independentemente de continuarem no seu todo a representar a realidade actual ou não, poderemos acrescentar outras, algumas caricatas. A carta de condução e o bilhete de identidade são entregues aos cidadãos em língua portuguesa e inglesa. O cartão de eleitor, tal como deviam estar todos os documentos, está em português e tétum, as duas línguas oficiais.

No entanto, vários formulários das universidades e outras instituições estão escritos em língua indonésia. Nos hospitais os médicos cubanos falam em espanhol. Outros profissionais de saúde comunicam em língua indonésia, tétum e alguns em português.

No espaço da classe política, caso do Parlamento Nacional, apesar dos documentos que por lá circulam estarem escritos em língua portuguesa e em tétum, os deputados discutem e abordam os diversos temas na língua tétum e alguns até em língua indonésia mas, raramente em português, devido à incapacidade de muitos deputados dominarem a língua portuguesa.

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«Apagamento deliberado das raízes portuguesas» [Carlos Fino, Facebook]

CarlosFino_FB_avatarO DILEMA DO MAZOMBO OU A DOENÇA DE NABUCO

por Carlos Fino

Facebook, 25.04.16

———————

Em dois anos de vivência nos Estados Unidos, no começo deste século, senti na pele aquilo a que o historiador e diplomata brasileiro Evaldo Cabral de Mello, reflectindo em Um Imenso Portugal sobre a obra de Joaquim Nabuco Minha Formação, designou por “dilema do mazombo”.

Mazombo era o vocábulo depreciativo pelo qual os portugueses nascidos no Reino, os reinóis, designavam os portugueses nascidos no Brasil. E estes, devido a essa circunstância, sentiam no espírito, como Nabuco o confessou, uma profunda dicotomia do sentimento pessoal de pertença, divididos que estavam entre os valores da América e os valores da Europa.

“Nós, brasileiros, e o mesmo se poderá dizer dos outros povos americanos, – escreveu aquele que foi o grande arauto da luta contra a escravatura – pertencemos à América pelo sentimento novo, flutuante do nosso espírito; e à Europa por suas camadas estratificadas”. Daí que, “desde que temos a menor cultura, começa o predomínio destas sobre aquele.”

E para acentuar ainda mais o dramatismo dessa dicotomia, concluía com esta fórmula magistral: “De um lado do mar, sente-se a ausência do mundo; do outro, a ausência do país”.

A este dilema daria mais tarde o iconoclasta modernista Mário de Andrade a designação sarcástica de “doença de Nabuco”.

Nascido em Portugal e aí formado, pessoalmente nunca tive dúvidas sobre o meu lugar de pertença; no entanto, vivendo nos Estados Unidos, deu para perceber com grande acuidade que essa dúvida se possa instalar no espírito daqueles que nascem de um dos lados do Atlântico, mas têm raízes no outro.

Ao contrário do velho continente, onde o peso do passado é dominante e na realidade está sempre presente, na América só há futuro e por isso, lá vivendo, tinha sempre falta do passado.

Ocorreram-me estas reflexões a propósito da passagem, dia 22, de mais um aniversário da chegada da frota de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, em 1500, efeméride que os brasileiros não celebram nem nunca celebraram, porventura por o considerarem um acontecimento nefasto.

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«Lusofonia económica» [Luciano Amaral, “CM”]

correio_da_manha_logoLusofonia económica

Andamos sempre com a Irlanda na boca mas o seu segredo foi não ter medo de americanos e ingleses.

Luciano Amaral

11.04.2016 00:30

A lusofonia económica anda mal. Vejam-se as coqueluches da elite político-económica portuguesa. O Brasil está devolvido ao colapso económico, político e institucional; Angola revelou na semana passada o desastre do seu capitalismo de monocultura petrolífera: caiu o preço do petróleo e foi logo preciso chamar o Fundo Monetário Internacional.

As esperanças que recorrentemente Portugal coloca no Brasil e em Angola tarde ou cedo confrontam- -se com a sua profunda disfuncionalidade social, económica e institucional. São essas disfuncionalidades que fazem esboroar rapidamente os seus aparentes êxitos económicos. O carinho por estes parceiros explica-se pelo facto de Portugal ser também um pouco como eles. O que é sobretudo visível nas elites do capitalismo rentista, que esperam, graças aos negócios com as elites idênticas desses países, perpetuar o ambiente de protecção e compadrio em que viveram até à crise. Veja-se, a título de exemplo, a história do Banco Espírito Santo e suas várias conexões angolanas (ESCOM, BESA…).

O medo que essas elites têm do capital de países mais desenvolvidos é o medo de se verem sujeitas a práticas empresariais mais transparentes e exigentes. Um exemplo que diz tudo é o da administração do recém-resolvido BANIF, cheia de medo do dinheiro espanhol mas ansiosa pelo da Guiné Equatorial: esperava certamente recebê-lo para tudo continuar como dantes, quartel-general em Abrantes.

As conexões lusófonas serão muito interessantes para essas elites. Para o comum dos portugueses, interessaria mais que o país se tornasse atractivo para investimento externo vindo de países que sabem fazer melhor as coisas. Andamos sempre com a Irlanda na boca, mas o seu segredo foi esse: não ter medo de americanos e ingleses. A crise de Brasil e Angola devia ser uma oportunidade para esquecermos essas fontes de dinheiro fácil.

Transcrição de: http://www.cmjornal.xl.pt/opiniao/colunistas/luciano_amaral/detalhe/lusofonia_economica.html

 

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