Apartado 53

Um blog contra o AO90 e outros detritos

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Em Português – 3

Jornal de Negócios


5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Esta quarta-feira estaremos atentos às actas da última reunião da Fed, bem como ao 1.º inquérito do INE sobre a qualidade da gestão das empresas e ao provável aviso da Comissão Europeia a Centeno sobre a condução da política orçamental.

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Está lançado o WordPress 4.8.2. Trata-se de uma actualização de segurança para todas as anteriores versões.

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Autores contra a Lei da Gestão Colectiva.

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Em Português – 1

Guerra e Paz Editores

Permita que nos voltemos a apresentar. Tenho a certeza de que já nos conhece, mas fique a saber como é que nós nos vemos na editora e como valorizamos as nossas colecções.

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Revista National Geographic Portugal

Na edição de Novembro de 2017 da revista National Geographic, damos conta da descoberta recente de estátuas romanas no subsolo de Mértola (Portugal). Descubra aqui uma das descobertas da década da arqueologia portuguesa. Com Antonio Cunha, Campo Arqueológico de Mértola e Anyforms Design de Comunicação

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Revista Sábado

Destaques da edição de 9 de Novembro com Carlos Rodrigues Lima.

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«Resistir ao disparate» [Rui Valente, “Público”]

4379 cidadãos para a Língua Portuguesa

A existência do AO90 é insustentável — e, no entanto, o AO90 arrasta-se.

Rui Valente –

————

No Verão passado, fez agora um ano, tive o azar de dizer em voz alta: “Move-se. E, desta vez, não me parece que possa ser parada.”

Referia-me à Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) contra o Acordo Ortográfico (AO). Este movimento acabava de ganhar um novo fôlego com a redução do número de assinaturas necessárias para apresentar uma ILC no Parlamento (de 35.000 para 20.000) e com a possibilidade de recolhermos as assinaturas em falta por via electrónica. Para cúmulo das facilidades, até o vetusto n.º de eleitor desapareceu, deixando de ser necessário para a subscrição. Cheguei a ponderar um “não pode ser parada”. Felizmente, mantive o “não me parece” — salvei-me assim do pecado da soberba, limitando-me a ser ingénuo.

Em meu abono, convenhamos que o cenário era francamente animador. Se foi possível reunir mais de 14.000 assinaturas no tempo das vacas magras, quando era preciso assinar fisicamente um papel e enviá-lo pelo correio, não haveríamos de conseguir agora uns meros 5000 e poucos cliques de rato? Parecia fácil. Parece fácil, ainda hoje…

O Acordo Ortográfico sempre foi um desastre, sob todos os pontos de vista: científico, político, social. A fuga para a frente e a insistência na sua aplicação só tem servido para agravar ainda mais o estado da ortografia no nosso país. Neste contexto, reunir as assinaturas em falta parecia uma brincadeira de crianças. O que correu mal?

Aconteceu um pouco de tudo. Para começar, a plataforma Causes acabou — de uma assentada, perdemos o contacto com mais de 120.000 seguidores da ILC. As únicas vias de comunicação com os nossos subscritores passaram a ser a nossa página no Facebook, com cerca de 9500 seguidores, e o sítio oficial da ILC, em www.ilcao.com.

Aconteceu, também, a dispersão dos próprios anti-acordistas. É um fenómeno estranho, mas real: há quem assine tudo o que for contra o AO… excepto esta ILC. Queixas na Provedoria, petições, cartas abertas, pedidos de referendos, manifestações e até — pasme-se — uma petição “com valor simbólico de ILC”. Tudo é preferível à participação numa ILC a sério.

Nenhuma daquelas iniciativas produziu resultados. Mas, a cada revés, os seus promotores optam sempre por começar algo novo, a partir do zero. Apoiar uma ILC praticamente concluída parece estar fora de questão.

Que mais pode acontecer? Que tal uma nova mudança nas regras das ILC? Sim, a notícia do fim do n.º de eleitor revelou-se algo exagerada. Esta ILC pôs de pé um portal para subscrição online da Iniciativa mas, passado menos de um ano, eis que esse portal se torna obsoleto. Lá tivemos de meter novamente mãos à obra, acrescentando os campos que, aos olhos da Assembleia da República, são afinal imprescindíveis.

Tudo isto — “redes sociais” que não funcionam, tiros no pé de anti-acordistas e burocracia da Assembleia da República — afecta bastante a luta contra o Acordo.

Mas nada é tão pernicioso como o muro de indiferença que continua a rodear este assunto. A existência do AO90 é insustentável — e, no entanto, o AO90 arrasta-se. Este paradoxo, alimentado pelo desnorte de sucessivos governos no capítulo da Língua, é um duro teste à nossa capacidade para resistir ao disparate.

A própria Assembleia da República contribui para o marasmo ao criar (mais) um Grupo de Trabalho para avaliar o impacto do AO90, cuja única conclusão, até ao momento, é a de que deve continuar a avaliar.

Mas há mais e pior: a anunciada “revisão” do AO90, que ameaça tornar-se a machadada final no Português Europeu. Para já, o único resultado desse anúncio parece ser uma anestesia ainda maior da luta contra o Acordo.

Vêm-me à memória as palavras de Nuno Pacheco, redactor-principal deste jornal: “Valha-nos, ao menos, a insistência da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o acordo. Deviam assiná-la todos os que ainda não perderam a coragem.”

Pela parte que nos toca, não contem connosco para deitar a toalha ao chão. O “endereço” para a subscrição electrónica aqui fica: https://ilcao.com/subscricoes/subscrever.

Se estão fartos de petições, de iniciativas de referendo ou de promessas de revisão, assinem. Se nunca ouviram falar desta ILC, assinem. E se tiverem 4379 amigos*, tragam-nos também. O futuro da Língua Portuguesa está nas vossas mãos.

Rui Valente

Comissão Representativa da ILC-AO

*N.º de assinaturas que faltam para as 20.000

“Público”, 14.11.17

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“E assim será cada vez mais.” [Fernando Venâncio, Facebook]

QUANDO "O OUTRO" NÃO EXISTE.Caro Uxio Outeiro: No mundo de língua espanhola, quando algum país decide editar uma…

Publicado por Fernando Venâncio em Terça-feira, 7 de Novembro de 2017

QUANDO “O OUTRO” NÃO EXISTE
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Caro Uxio Outeiro:

No mundo de língua espanhola, quando algum país decide editar uma obra de Kundera, de Eco, de Saramago, etc., compra os direitos para toda a “Hispanidad”, traduz para espanhol e edita. São poucas as excepções a este cenário, e não há nenhuma tradução para “mexicano” ou para “rioplatense”.

No mundo da língua portuguesa, o Brasil e Portugal operam COMO SE O OUTRO NÃO EXISTISSE.

E porquê? Porque nenhum leitor brasileiro quer ler Kundera, ou Eco, ou Donoso, com o léxico português, a sintaxe portuguesa, a morfologia portuguesa, a pragmática portuguesa (e repara que nem falo na ortografia…). O mesmo não deseja um leitor português no que toca ao ‘brasileiro’.

Sim, o cenário do Português é essencialmente diferente do de outros idiomas. Do ponto de vista editorial, do ponto de vista do leitor, existem um “Português” e um “Brasileiro”. E assim será cada vez mais.

Na realidade, existem duas INDÚSTRIAS editoriais, uma brasileira e uma portuguesa, e elas – desde o primeiro momento – não se comunicam, nem sequer no terreno da tradução… Sim, em que haveriam elas de comunicar-se, se ‘brasileiro’ e ‘português’ são hoje, já, dois mundos diferentes?

Fernando Venâncio

Facebook, 07.11.17

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Morra o Dantas, morra, pim! (1)

É realmente espantoso. As mesmas ideias peregrinas colocadas nos mesmíssimos, falaciosos  termos, com 88 anos de intervalo, entre 1929 e 2017.

Olga Rodrigues descobriu o opúsculo original e publicou um “recadinho aos crentes” (excelente designação!) na rede social Facebook referindo-se, no caso, à estafada e muito “atual” tese da “revisão” do AO.

RECADINHO BREVE AOS CRENTES NA BONDADE DE UMA REVISÃO DO AO90

Não é novo nem inédito. O Acordo Ortográfico de 1911 também foi alvo de duas revisões que só afastaram ainda mais a língua portuguesa da sua matriz original.

Existe uma “Comissão do Dicionário”, eleita na assemblea geral de 2 de Março de 1911, comissão que reviu a reforma ortográfica então decretada(…) e temos de fazer uma nova revisão da reforma de 1911, alterada já, em alguns pontos, pela Portaria de 29 de Novembro de 1920.
(Cf. Dantas, Júlio – A Unidade da Língua Portuguesa: Discurso pronunciado na Sessão da Assemblea Geral da Academia das Sciencias, de 4 de Abril de 1929 – Lisboa: Portugal – Brasil – Sociedade Editora, 1929, pp. 21/22.)

Passando por cima do facto de ter sido nomeada em Março de 1911 uma comissão para rever algo que só foi aprovado a 2 de Setembro do mesmo ano ( cf. pp. 11/12, Idem), vemos que nada disto é novo.

Leiam, se puderem, o texto de Júlio Dantas atrás citado e verão, de forma arrepiante, como tudo aquilo se assemelha com os discursos sobre o AO90. Foi publicado em 1929. Tem, portanto, 88 anos. Poderia ter sido escrito hoje.

E não, não se trata de incautos a repetir velhos e estafados erros. Trata-se de uma repetição consciente e propositada de uma velha fórmula que já causou efeitos tão corrosivos à estabilidade etimológica da Língua Portuguesa. Da destruição do nosso mais nobre e valioso património, da nossa identidade, portanto.

Olga Rodrigues

Júlio Dantas, um escritor abaixo de sofrível com mais obras publicadas do que leitores dessas  obras, ficou conhecido por ter sido — muito justamente — alvo de chacota por parte dos intelectuais decentes da sua época. Quem não associa imediatamente o nome à finíssima troça que dele fez Almada Negreiros no seu (brilhante) “Manifesto Anti-Dantas“?

Pois foi este mesmo Dantas, nomeado por Oliveira Salazar para Presidente da Academia das Ciências de Lisboa, um dos maiores defensores da tal “unidade da língua portuguesa” e, por conseguinte, o mais frenético promotor de acordos ortográficos em série mai-las respectivas e igualmente sucessivas “revisões”.

Foi, portanto, uma espécie de Malaca Casteleiro da primeira metade do século passado, além de seu mentor espiritual, digamos assim, e também precursor ou inspirador do malfadado (e mal parido) AO90. Ambas as personagens debitam, separadas por décadas no tempo mas sem um milímetro de distância na argumentação, os mesmos pressupostos, a mesma ânsia alucinada por um putativo II Império — “lusófono” por fora, brasileiro por dentro.

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«Acordo para quê?» [Teolinda Gersão, no Brasil]

«Na edição apresentada no Brasil, entretanto, o texto segue o chamado “português de Portugal”, sem padronização do acordo ortográfico. Teolinda, historicamente, se posiciona contra a universalização da escrita da língua portuguesa. Na entrevista dada ao O POVO, ela chega a questionar com ênfase: “acordo para quê?”. “A língua portuguesa admite variantes, o que só a enriquece. Todos os países lusófonos são soberanos e donos da língua, que é a mesma, mas cada um a usa ao seu modo. A ideia de uniformizar a língua só criou confusão, porque as variantes não são uniformizáveis. Felizmente. Além disso, entendemos tudo”, explica Teolinda.»

Teolinda Gersão vem a Fortaleza para lançar A Cidade de Ulisses

Premiada escritora portuguesa estará em Fortaleza hoje para lançar o livro A Cidade de Ulisses. Evento será na Academia Cearense de Letras, no Centro

Uma das escritoras portuguesas de maior destaque na atualidade atravessou o oceano e estará em Fortaleza hoje para lançamento do livro A Cidade de Ulisses. Teolinda Gersão – professora universitária, vencedora de diversos prêmios literários e autora de uma dezena de livros – participa de encontro com o público na Academia Cearense de Letras. “É muito difícil atravessar o Atlântico. Sobretudo no sentido Portugal-Brasil. No sentido inverso é mais fácil…”, diz a escritora, que tem no currículo prêmios como o Fernando Namora (1999), o Ficção do Pen Club (1981 e 1989) e o Vergílio Ferreira (2016).

Em A Cidade de Ulisses Teolinda conta a história de amor entre os personagens Paulo Vaz e Cecília Branco, cruzando a narrativa com a história da fundação de Portugal. “A adesão do público tem sido enorme, e isso deixa-me muito feliz”, conta a escritora, em entrevista ao O POVO por email. Ela já passou por São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Petrópolis e Rio de Janeiro, encerrando a circulação brasileira em Fortaleza, capital mais próxima do território europeu.

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