Apartado 53

Um blog contra o AO90 e outros detritos

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Activismo

 

 

Podemos e devemos reagir!Em momento algum da minha carreira artística, ou actividade enquanto produtor cultural ao…

Publicado por Luis de Matos em Sexta-feira, 6 de Abril de 2018

 

Luis de Matos

last Friday

Podemos e devemos reagir!
Em momento algum da minha carreira artística, ou actividade enquanto produtor cultural ao longo de 23 anos, tive a alegria e o incentivo de ser financiado pelo Estado Português. Com a minha equipa construímos um teatro e com ela continuamos a levar o nome de Portugal aos quatro cantos do mundo. Na próxima segunda-feira partimos, uma vez mais, para fazer espectáculos em Monte-Carlo, Monaco, Lyon, France, Geneva, Switzerland, Bordeaux, France, Toulouse, France e Budapest, Hungary.
Por estes motivos, não estou sob suspeita quando digo ser absolutamente vergonhoso que continuemos a afastar-nos do famoso 1% do Orçamento para a cultura, de que Portugal se aproximou na passagem do século. É verdade que já vi muito lixo ser financiado. Mas a situação actual é inaceitável.
A destruição da nossa identidade começa com o patético Acordo Ortográfico e atinge hoje limites inacreditáveis com os cortes recentemente anunciados no sector da Cultura.
Não é tarde para tentar reverter o mal fadado Acordo, basta começar por seguir este link: https://ilcao.com
Não é tarde para tentar reverter a tragédia actual, basta começar por seguir este link: http://emdefesadacultura.blogspot.pt

 

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“Uma lógica puramente financeira”

Pode dizer-se que A Misericórdia dos Mercados é onde essa afirmação de vida mais existe?

Esse livro tem que ver com uma revolta com determinado discurso que nos foi imposto e tendia a negar aquilo que é mais humano em nós: a capacidade de transformar e a dignidade de quem trabalha. O livro revolta-se contra uma ordem do mundo que assenta na lógica puramente financeira, daí ser vincadamente de protesto, apesar de igualmente melancólico porque manifesta a desilusão com uma ordem política e económica que parece negar o que há de mais importante na humanidade.

Luís Filipe Castro Mendes, 10 de Março de 2018

Olhe que não, senhor ministro…

Que um homem de cultura venha reduzir a questão ortográfica a uma “luta de religiões” é o que realmente indigna.

Nuno Pacheco
“Público”, 22.03.18

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Deu-se o ministro da Cultura ao trabalho, em entrevista recente (Diário de Notícias, 10 de Março), de falar do acordo ortográfico (AO). Não o fez de forma clara nem convicta, fê-lo contrariado, como se estivesse a tomar um remédio obrigatório mas de difícil ingestão. E o que disse? Que o acordo não é perfeito. Ora isto transporta a mesma novidade do que anunciar, em pleno século XXI, que a Terra é redonda. Mesmo assim, não sendo perfeito, segue-o. Porquê? Ele explica (eis, na íntegra, o parágrafo onde o faz): “Não considero que este Acordo Ortográfico seja perfeito e penso que há coisas suscetíveis [sic] de melhoria, mas sendo o que se utiliza oficialmente achei que seria hipócrita não o fazer. Isto sem criticar outras pessoas, até porque não tenho ideias tão fortes sobre ortografia como elas. O acordo não é o melhor possível mas está vigente e segui-o para horror e espanto de muitos amigos. Não porque lhe tenha um grande amor, mas porque para mim a ortografia é uma convenção e não considero que a anterior seja a maior das maravilhas. Tudo se pode aperfeiçoar, é a minha opinião. Enquanto estiver em vigor vou segui-lo e lamento os meus amigos que consideram isto uma traição. Há como que uma luta de religiões em torno do acordo, só que eu não tenho religião. Acredito que esta opção vá ser muito criticada, mas é assim.” Convém explicar que tal justificação se deve, não a comunicados do seu ministério ou a qualquer discurso oficial, mas a um livro de poesia dele próprio. Nem sequer um livro novo, escrito agora, mas uma colectânea de 800 páginas onde, segundo o entrevistador, citando o ministro, “os poemas estão tal como apareceram na altura em que foram publicados.” Bom, “tal como apareceram” não é verdade, agora estão filtrados pelo acordo ortográfico.

O que mais espanta, aqui, não é o facto de o ministro-poeta (ou o poeta-ministro, o que vai dar ao mesmo) usar a ortografia que entende. É sobretudo a displicência e o pálido relativismo com que encara esse facto. Não considera o acordo perfeito, mas usa-o; não lhe tem grande amor, mas, caramba, afinal a ortografia é uma convenção e tanto se lhe dá; não tem ideias fortes sobre ortografia, mas considera-se capaz de dizer (com base em quê?) que a anterior convenção não é a maior das maravilhas; lamenta o horror e espanto dos amigos, diz até que alguns o acusam de traição, mas continuará a seguir o AO. Porquê? Porque sim. Não haverá, da parte do ministro-poeta, algo sólido? Um objectivo patriótico, uma miragem utópica? Nada, apenas qualquer coisa como um triste “não lhe tenho grande amor mas o casamento mantém-se porque me colaram a aliança ao dedo.” Mas há pior. Sobretudo quando ele sugere que isto não passará de “uma luta de religiões”, uma luta na qual ele, que nem tem religião, não cabe nem se imiscui. Extraordinário. A levar a sério as suas palavras, uma “religião” pô-lo a escrever assim e ele não se importa; outra “religião” aponta-lhe o dedo e grita “traidor”; e ele, que até nem tem religião, veste resignadamente a “farda” da primeira.

Temos aqui, portanto, um homem decidido. Resoluto. Com ideias firmes. Um ministro verdadeiramente poético ou um poeta indubitavelmente ministeriável. Um homem que até diz: “Tudo se pode aperfeiçoar, é a minha opinião.” É verdade. Podemos começar pela política do seu ministério, e isto já sem ortografias nenhumas; ou pelo comportamento de muitos políticos, do Governo à oposição. Afinal, com tanta coisa lamentável, há muito por onde melhorar, aqui e em todo o planeta Terra. Mas se descermos ao chão inicial da ortografia, por onde este texto começou, a conversa do aperfeiçoamento é já insuportável. Há anos, mesmo há décadas, que se fala em aperfeiçoar o acordo ortográfico; mas tirando o voluntarioso (mas até agora sem consequências práticas) gesto da Academia das Ciências, nenhum responsável mexeu uma só palha para cumprir tal desiderato. Percebe-se: a maioria não sabe no que nos meteram, e por isso cala-se. Mas que um homem de cultura, poeta, com vários livros publicados e ainda por cima nomeado ministro, venha reduzir a uma “luta de religiões” aquilo que é, pelo contrário, uma causa de bases científicas, mais do que justificadas em milhares e milhares de páginas, em tratados, pareceres, artigos, abaixo-assinados, é o que realmente indigna. Por isso, senhor ministro, leia e informe-se. Se para isso tiver coragem.

“Público”, 22.03.18. “Links” meus. Imagem de topo de: Facetoons.

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P.A.O.

«Criamos edições de preço acessível sem descurar a qualidade, com regularidade e sem acordo ortográfico.»

Publicado por João Pedro Graça em Sábado, 3 de Março de 2018

Esta (honrada) editora passaria a constar do 71.º “post” mas a série “Em Português” fica-se, pelo menos até ver, no número 70.

Em princípio, a dita série equivaleria a (70X3=) 210 “entradas”, no total. Porém, desde que a lancei, tenho notado um estranhíssimo fenómeno: 28 anos depois da assinatura do AO90 e 8 anos após a entrada em vigor dessa asquerosa mentira de Estado, eis que — de repente — algumas das entidades aqui referidas “decidem” roer a corda. Não é pelo menos um pouco estranho que se tenham “lembrado” de acordizar os seus “sites” ou a respectiva página do Facebook poucos dias depois de terem passado a constar desta lista? Mas que tremenda coincidência!

Fui contando os abates ao efectivo e, evidentemente, retirei as respectivas “entradas”: menos 1, menos 2, menos 3, menos 4…

Mau. E se afinal isto não for mera coincidência? Será que existe mesmo uma espécie de PIDE acordista? Dar-se-á o caso de os frenéticos agentes dessa novel polícia política darem-se à maçada de vir aqui, a este microscópico, insignificante, geralmente ignorado “blog”, para espiolhar quais as empresas, companhias ou entidades financiadas pelo Estado que devem ser reprimidas por andarem a mijar fora do penico malaquenho-becharino?

Podemos tentar rir à conta da bófia, num qualquer “sketch” de televisão, mas a realidade não tem piada alguma porque não é feita em vídeo.

A coisa — isto é, o rasto dos bófias da escrita que andam por aqui a farejar — pode ser detectada através, por exemplo, do contador de acessos e de “pageviews”: quando existem “picos” assinaláveis (muito mais “pageviews” do que acessos), isso significa, por regra, que andou por cá a PIDE (ou assimilados) a abrir páginas em série.

 

Ora bem, então, mesmo que a hipótese seja remota, ainda que na verdade não se verifique esta espécie de teoria da conspiração, não serei eu quem fornecerá pistas aos acordistas, não será por mim que eles terão uma lista exaustiva de nomes e endereços que facilite a sua campanha repressiva.

Fica aqui então apenas uma pequena amostra da imensa resistência — após oito anos de acordização forçada, violenta e com efeitos retroactivos — que perdura em todo o tecido cultural, empresarial, comunicacional e institucional: Em Português.

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Em Português – 70

CGTP-IN

http://www.fectrans.pt/index.php/sectores/ferroviario/2016-ip-vamos-fazer-ouvir-as-nossas-vozes"IP: vamos fazer ouvir…

Publicado por CGTP-IN em Sexta-feira, 2 de Março de 2018

As organizações sindicais entregaram um pré-aviso de greve para pressionar a administração das empresas IP – Infraestruturas de Portugal; IP – Engenharia; IP – Telecom; IP – Património, a procederem ao aumento intercalar dos salários dos trabalhadores destas empresas, que actualmente são os mesmos de 2009.

CGTP-IN
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VICE Portugal

🔥 EXCLUSIVO 🔥A nova vida de IAMX é um sonho eléctrico… molhado.

Publicado por VICE Portugal em Sexta-feira, 2 de Março de 2018

A nova vida de IAMX é um sonho eléctrico… molhado.

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Em Português – 69

Forum Dança

LAST CALLCANDIDATURAS ABERTAS ATÉ 18 FEVEREIRO 25ª edição Curso de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo –…

Publicado por Forum Dança em Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2018

Curso dirigido a agentes culturais ou interessados que pretendam desenvolver o seu trabalho/projecto na área de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo.

Forum Dança
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EIRA

"Francisco Camacho é um dos nomes marcantes da chamada 'Nova Dança Portuguesa'. Foi na EIRA, fundada por ele há 25 anos,…

Publicado por EIRA em Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

Falámos sobre esses 25 anos de actividade e sobre a forma como vão ser assinalados, abordamos a sua carreira e processo de criação, bem como os projectos que tem em curso.

EIRA
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O Rumo Do Fumo

Vera Mantero fala sobre a influência de Yvonnne Rainer no seu trabalho, no contexto da presença da coreógrafa americana em Serralves este fim-de-semana.

Publicado por O Rumo Do Fumo em Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

Vera Mantero fala sobre a influência de Yvonnne Rainer no seu trabalho, no contexto da presença da coreógrafa americana em Serralves este fim-de-semana.

O Rumo Do Fumo
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Em Português – 68

Publituris

Sindicato do Norte alerta para salários no sector.

Publicado por Publituris em Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

Sindicato do Norte alerta para salários no sector.

Publituris
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Papelaria Fernandes

SELECÇÃO DE PRESENTES #papelariafernandes1891LAMY Deutschland Buntbox Moleskine

Publicado por Papelaria Fernandes em Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

SELECÇÃO DE PRESENTES
#papelariafernandes1891

Papelaria Fernandes
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Nextart – Centro de Formação Artística

Nextart – Centro de Formação Artística

O Novo Filme sobre o Nextart!Partilhamos com Alegria e Gratidão!…Partilhem também :)Obrigado ao César Liebaut, Realizadorwww.nextart.pt

Publicado por NEXTART em Quinta-feira, 26 de Outubro de 2017

Nextart – Centro de Formação Artística
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