Apartado 53

Um blog contra o AO90 e outros detritos

Etiqueta: Fakebook

#nãoadoPtoestessilêncios

Estes silêncios que tanto nos “afetam”

É uma coisa que todos os portugueses podem fazer: quebrar, resolutamente, o seu silêncio em matéria de ortografia.

Nuno Pacheco

“Público”, 11 de Janeiro de 2018, 7:35

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No final de 2017 houve em Portugal a costumeira votação da palavra do ano. Uma coisa destinada a cibernautas e promovida pela Porto Editora, que apresentava uma lista à votação. Ganhou, como se sabe, a palavra “incêndios”, apoiada por (diz a editora) 37% dos 30 mil votantes. Mas houve um curioso episódio associado a esta votação que passou despercebido: o apelo ao voto na palavra “afeto” (sem C, tal como a apresentou a Porto Editora, que se rendeu ao acordo ortográfico depois de inicialmente se lhe opor). O primeiro a fazê-lo, publicamente, foi o director (com C) do jornal Correio do Minho, num artigo de opinião intitulado “Incêndios ou afetos?”, publicado no dia 28 de Dezembro. Começava assim: “Em primeiro lugar é bom registar que ainda não aderimos ao novo acordo ortográfico. Em segundo… não escrevi nenhuma gralha no título. Afetos é o nome que aparece no site da Porto Editora, promotora da iniciativa ‘Palavra do Ano 2017’.” E apelava, por razões sociais, ao voto em massa na segunda palavra: “‘Incêndios’ é uma palavra que nos transmite tristeza, morte, angústia, desespero… tudo coisas más. Afeto é o que precisamos para iniciar da melhor maneira o ano de 2018.” Foi o que pensaram muitos votantes. No momento em que o artigo foi publicado, “incêndios” ia com 38% e “afeto” com 18%; terminaram com 37% e 20%.

Mas outros apoiantes de “afeto” vieram a terreiro. No Facebook, o grupo A Favor do Acordo Ortográfico publicou quase de imediato um comentário de incentivo: “Leiam o artigo e, se assim o entenderem, votem na palavra ‘afeto’ (seria a primeira vez que uma palavra alterada pelo acordo ortográfico ganhava uma votação deste género”) – seguia-se um emoji maroto, a piscar o olho. Vejam bem a diferença: um apelou aos sentimentos; os outros, fingindo apoiá-lo, à ortografia.

Mas a que se dedica o grupo A favor do Acordo Ortográfico (AFAO)? A apontar o dedo acusador a quem teima em não aplicar o malfadado acordo. “Ainda há jornalistas que insistem em escrever à antiga. Seis anos para se adaptarem às regras do acordo não chegam? Vergonhoso…” E é recente, a existência de tal grupo? Não, é antiga, tem sete anos no Facebook. No início apresentava “1905 gostos”, confirmados na sua página; em 2016 indicava “1094 pessoas curtiram isso”; e neste dia 10 de Janeiro exibia, triunfal: “1093 pessoas gostam disto”. Dois a menos, em sete anos! Notável feito! Mesmo assim, o AFAO continua, impante, a espalhar a detestável “boa nova” que já não convence ninguém. “Já somos 1000! Obrigado!”, exclamam. Mas, ao contrário do célebre slogan do velho PPD (“hoje somos muitos, amanhã seremos milhões”), não cresceram, definharam.

Nenhuma comparação com os opositores ao “monstro”. Em 2009, a petição Em Defesa da Língua Portuguesa (e contra o AO) juntou mais de 100.000 assinaturas; actualmente, a petição pública Cidadãos contra o “Acordo Ortográfico” tem 22.140 assinaturas e o grupo a ela ligado cerca de 28.000 membros; também no Facebook, a página dos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico tem 24.171 “gostos” e 23.746 seguidores; e o grupo Em aCção contra o Acordo Ortográfico” tem cerca de 53.000 membros. Já a Iniciativa Legislativa de Cidadãos Contra o Acordo Ortográfico (ILCAO) conta com 15.773 assinaturas validadas. De cada vez que o tema se discute, as opiniões maioritariamente expressas, ao vivo ou em votações, são esmagadoramente contra este acordo. O que justifica, então, a sua sobrevivência? O laxismo geral, a ideia (errada) de que é obrigatório por lei (não é, foi imposto por resoluções do conselho de ministros) e a ditadura insana dos correctores ortográficos (que o AO mudou para “corretores”, como os da Bolsa). Caiam todos eles, ou alguns deles, e o “monstro” também cairá, para alívio universal – Brasil, África e Oriente incluídos.

No rescaldo de uma investigação jornalística sua, a TVI lançou em finais de 2017 uma campanha intitulada #NAO ADOTO ESTE SILENCIO. Várias personalidades, segurando um cartaz com tal frase, gravaram vídeos. Ouça-se o de Ricardo Araújo Pereira: “Este caso de uma rede internacional de adopção ilegal de crianças no Lar da Igreja Universal do Reino de Deus é absolutamente chocante e por isso eu não adopto este silêncio. E não adopto com P, porque eu também não adopto o acordo ortográfico. Por isso, não adopto duas vezes este silêncio.” É uma coisa que todos os portugueses podem fazer: quebrar, resolutamente, o seu silêncio em matéria de ortografia.

nuno.pacheco@publico.pt

[“Público” (suplemento “Ipsilon”), 11.01.18. Adicionei “links”. A imagem de topo é um recorte de “webpage” da TVI utilizando a solução Firefox contra o AO90.]

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«Admirável Língua Nova (Parte V)» [Manuel Matos Monteiro, “Público”]

Admirável Língua Nova (Parte V)

Ficámos singularmente isolados (passe a redundância) nesta razia etimológica – em muitos casos, desirmanados até do próprio Brasil, que pronuncia, ao contrário de nós, muitas consoantes etimológicas. Quisemos ser tão modernos, que acabámos parolos.

Manuel Matos Monteiro

“Público”, 17 de Dezembro de 2017

T. S. Eliot, em 1944, no texto ‘Que É Um Clássico?’, explicou que a sua época tendia a confundir sabedoria com conhecimento e conhecimento com informação, procurando resolver os problemas da vida à luz da engenharia. Eliot sentia desabrochar com particular intensidade um conceito de provincianismo que não encontrava nos dicionários. Provinciano não era apenas aquele que estava preso no seu espaço, não conhecendo outros; provinciano era também aquele que estava ancorado no seu tempo, desconhecendo todos os tempos anteriores a si, ignorando o longuíssimo caudal de sabedoria e cultura. O autor propôs assim o conceito de “provincianismo do tempo”, ou, se preferir, “provincianismo temporal”.

O “provincianismo temporal” é hoje mais acentuado numa época de pletora de “notificações” e informações digitais “actualizadas” a cada instante¹; em que o que aconteceu há uns meses já “foi há muito tempo”; em que o que não está no mundo digital não existe nem nunca existiu para muitos; em que tantos formam rapidamente opinião sobre quase tudo (dedicando, em média, três minutos a cada assunto na Rede); em que todos, mesmo sem nunca ter lido um livro na vida, podem ser escritores com o carimbo de uma editora a troco de dinheiro – o poeta, afiançava Eliot, só poderia curar do seu ofício, isto é, escrever poesia, conhecendo bem os seus predecessores.

Serve o intróito para situar o leitor quanto à seguinte proposição: o Novo Acordo é provinciano.

A escolha do critério da “pronúncia culta” (que o Acordo não consegue definir nem rastrear), em detrimento do critério etimológico, significa a mutilação da História que as palavras transportam. Mas o Acordo não fica por aqui. Não se trata apenas da preservação das raízes latinas – da identidade da nossa língua, no fundo. Trata-se ainda da preservação da lógica do hífen na nossa língua, da congruência nas famílias de palavras (elemento importante na aprendizagem das crianças), da maiúscula inicial nos meses por estar lá guardado, não poucas vezes, o nome de um deus – Janeiro, por exemplo, vem do deus Jano, não por acaso o deus que presidia aos inícios, o guardião das portas e dos portões. Mas podemos deixar a mitologia de lado e ir para coisas mais corriqueiras. “X-acto” tem origem na marca, ou seja, X-ACTO é marca comercial. Pois até aí mexeram: com o Acordo, temos o “x-ato” da marca X-ACTO. É a pseudológica dos talhantes das consoantes etimológicas.

(mais…)

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«Resistir ao disparate» [Rui Valente, “Público”]

4379 cidadãos para a Língua Portuguesa

A existência do AO90 é insustentável — e, no entanto, o AO90 arrasta-se.

Rui Valente –

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No Verão passado, fez agora um ano, tive o azar de dizer em voz alta: “Move-se. E, desta vez, não me parece que possa ser parada.”

Referia-me à Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) contra o Acordo Ortográfico (AO). Este movimento acabava de ganhar um novo fôlego com a redução do número de assinaturas necessárias para apresentar uma ILC no Parlamento (de 35.000 para 20.000) e com a possibilidade de recolhermos as assinaturas em falta por via electrónica. Para cúmulo das facilidades, até o vetusto n.º de eleitor desapareceu, deixando de ser necessário para a subscrição. Cheguei a ponderar um “não pode ser parada”. Felizmente, mantive o “não me parece” — salvei-me assim do pecado da soberba, limitando-me a ser ingénuo.

Em meu abono, convenhamos que o cenário era francamente animador. Se foi possível reunir mais de 14.000 assinaturas no tempo das vacas magras, quando era preciso assinar fisicamente um papel e enviá-lo pelo correio, não haveríamos de conseguir agora uns meros 5000 e poucos cliques de rato? Parecia fácil. Parece fácil, ainda hoje…

O Acordo Ortográfico sempre foi um desastre, sob todos os pontos de vista: científico, político, social. A fuga para a frente e a insistência na sua aplicação só tem servido para agravar ainda mais o estado da ortografia no nosso país. Neste contexto, reunir as assinaturas em falta parecia uma brincadeira de crianças. O que correu mal?

Aconteceu um pouco de tudo. Para começar, a plataforma Causes acabou — de uma assentada, perdemos o contacto com mais de 120.000 seguidores da ILC. As únicas vias de comunicação com os nossos subscritores passaram a ser a nossa página no Facebook, com cerca de 9500 seguidores, e o sítio oficial da ILC, em www.ilcao.com.

Aconteceu, também, a dispersão dos próprios anti-acordistas. É um fenómeno estranho, mas real: há quem assine tudo o que for contra o AO… excepto esta ILC. Queixas na Provedoria, petições, cartas abertas, pedidos de referendos, manifestações e até — pasme-se — uma petição “com valor simbólico de ILC”. Tudo é preferível à participação numa ILC a sério.

Nenhuma daquelas iniciativas produziu resultados. Mas, a cada revés, os seus promotores optam sempre por começar algo novo, a partir do zero. Apoiar uma ILC praticamente concluída parece estar fora de questão.

Que mais pode acontecer? Que tal uma nova mudança nas regras das ILC? Sim, a notícia do fim do n.º de eleitor revelou-se algo exagerada. Esta ILC pôs de pé um portal para subscrição online da Iniciativa mas, passado menos de um ano, eis que esse portal se torna obsoleto. Lá tivemos de meter novamente mãos à obra, acrescentando os campos que, aos olhos da Assembleia da República, são afinal imprescindíveis.

Tudo isto — “redes sociais” que não funcionam, tiros no pé de anti-acordistas e burocracia da Assembleia da República — afecta bastante a luta contra o Acordo.

Mas nada é tão pernicioso como o muro de indiferença que continua a rodear este assunto. A existência do AO90 é insustentável — e, no entanto, o AO90 arrasta-se. Este paradoxo, alimentado pelo desnorte de sucessivos governos no capítulo da Língua, é um duro teste à nossa capacidade para resistir ao disparate.

A própria Assembleia da República contribui para o marasmo ao criar (mais) um Grupo de Trabalho para avaliar o impacto do AO90, cuja única conclusão, até ao momento, é a de que deve continuar a avaliar.

Mas há mais e pior: a anunciada “revisão” do AO90, que ameaça tornar-se a machadada final no Português Europeu. Para já, o único resultado desse anúncio parece ser uma anestesia ainda maior da luta contra o Acordo.

Vêm-me à memória as palavras de Nuno Pacheco, redactor-principal deste jornal: “Valha-nos, ao menos, a insistência da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o acordo. Deviam assiná-la todos os que ainda não perderam a coragem.”

Pela parte que nos toca, não contem connosco para deitar a toalha ao chão. O “endereço” para a subscrição electrónica aqui fica: https://ilcao.com/subscricoes/subscrever.

Se estão fartos de petições, de iniciativas de referendo ou de promessas de revisão, assinem. Se nunca ouviram falar desta ILC, assinem. E se tiverem 4379 amigos*, tragam-nos também. O futuro da Língua Portuguesa está nas vossas mãos.

Rui Valente

Comissão Representativa da ILC-AO

*N.º de assinaturas que faltam para as 20.000

“Público”, 14.11.17

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«Admirável Língua Nova (Parte IV)» [Manuel Matos Monteiro, “Público”]

Admirável Língua Nova (Parte IV)

Senhores acordistas, por paradoxal que possa parecer, é com o vosso Acordo que nasce uma profusão de erros nas consoantes mudas – eis mais um pretenso problema que o Acordo veio resolver, mas que apenas agudizou.

Manuel Matos Monteiro

 

Observe o leitor ou a leitora o seguinte passo de um livro publicado em 2011.¹

“Contar uma história bem contada, fazer um texto ficar filé. E como é que a gente faz um texto ficar filé? Queimando as pestanas no estudo da parada da literatura. O vô do Tom pediu pra gente contar a tal história do nosso reino, mas tudo o que a gente fez até agora é só garranchos, só xaboque que a gente escreve nas coxas… A gente escreve mal pra chuchu… A parada só entra areia… Mó xaropada…”

Creio que não precisarei de lhe dizer se se trata de um texto em português de Portugal (ou, se preferir, em português europeu) ou em português do Brasil. Não há – felizmente! – acordo ortográfico que ate com uma corda esta diversidade. Não deixa de ser curioso que, no passo transcrito acima, a aplicação do Acordo não altere rigorosamente nada, ou seja, não crie um átomo de aproximação entre o português do Brasil e o português de Portugal – o que é ‘per se’ bem ilustrativo da particular inutilidade desse documento de engenharia verbal quanto ao seu propósito principal. O que é diferente é irreconciliavelmente diferente. Tal diversidade (ortográfica, sintáctica, prosódica, lexical, semântica) é, ademais, prova viva da riqueza da nossa língua.

Sucede que o Acordo é aprovado (é importante ler estes documentos oficiais…) porque “constitui um passo importante para a defesa da unidade essencial da língua portuguesa e para o seu prestígio internacional”. Acaso alguém deu conta de que o Acordo constituiu um passo importante para a defesa da unidade essencial da língua portuguesa?, de que a nossa língua adquiriu mais prestígio internacional com o dito? Estará o prestígio internacional do inglês (que tem dezoito variantes) pelas ruas da amargura? O francês, coitado, tem quinze, e o castelhano, pobre dele, tem vinte e uma.

O argumento da unificação é de uma colossal ignorância – aquilo que se tentou foi apenas uma ligeira aproximação no plano da ortografia. Citando a Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa: “As palavras afectadas por tal supressão [das chamadas ‘consoantes mudas’] representam 0,54% do vocabulário geral da língua […] .» Mas essas cinquenta e quatro centésimas (mais as alterações de hífenes e acentos) podem certamente operar maravilhas – não é difícil imaginar que os Brasileiros acorrerão num frenesi às livrarias para ler Camões e Pessoa acordizados, porque “hei-de” perde o hífen e “actor” se passa a escrever “ator”, e que os Portugueses passarão a ler Guimarães Rosa e Machado de Assis como novidades fresquinhas, excitados que estão com a perda das ditas consoantes mudas.

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Se non è vero…

Este cartaz circula no Fakebook há cerca de uma semana. Vi-o pela primeira vez no “mural” respeitável de um não menos respeitável jornalista, facto que seria, em princípio, garantia suficiente de que a coisa é genuína.

Porém, como de costume, à cautela, fui tentar cruzar informação sobre o assunto e encontrei… zero! Apenas existe esta imagem mesmo, mais nada, nenhuma outra referência em texto, uma simples nota de rodapé ou a mais ínfima notícia.

O “português” macarrónico (ou seja, abrasileirado e com erros, passe a redundância) é também estranho e as gralhas, em número e em espécie, seguro indício de aldrabice. Não existe sequer menção a qualquer origem, autoria, entidade ou organização identificável por detrás de tão misterioso (e tenebroso) “evento”.

Isto não passará talvez de pura e dura manobra de contra-informação ou qualquer outro insondável mistério do género.

Enfim, no momento desta publicação a hora da “convocatória” já lá vai, era só o que faltava estar agora aqui fazendo propaganda a semelhante enormidade, mas fica o alerta — quanto mais não seja para memória futura.

Esta aparente brincadeira remete para algo que já se nos vai tornando assustadoramente familiar: há quem se dedique, com o beneplácito de entidades oficiais e perante a apatia geral, a arrancar pedaços do passado, a apagar episódios, marcos, factos, datas e personagens da nossa memória colectiva, assim como quem simplesmente risca, rasga, arranca páginas inteiras da História.

Pode bem suceder que tão inacreditável convocatória veicule a seguinte mensagem subliminar: “habituem-se…”

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Disclaimer: não papo grupos.

Ainda a propósito das chamadas “redes sociais” e da lumparia que por lá circula, à mistura com e fazendo-se passar por pessoas normais, o que temos aqui é uma pequena amostra do imenso arsenal de aldrabices ao dispor de qualquer pulha que delas queira servir-se.

Não apenas é possível inventar (de raiz) “identidades” em série como é facílimo — com essas “identidades” falsas e arrebanhando uns quantos incautos — artilhar “grupos” muito catitas e com imeeeensos “membros”. Entre outras maroteiras, pois claro, que isto hoje em dia, nos meios virtuais, virtualmente já vale tudo.

O que está ali em cima não é o tiroliroliro e aqui em baixo não está o tiroliroló. Não são brincadeira nenhuma, qualquer deles.

Na imagem de cima está uma pequeníssima amostra dos 927.000 resultados devolvidos por uma pesquisa no YouTube segundo um critério aparentemente insuspeito: “facebook group add members“. Nas páginas do mesmo Fakebook também é possível fazer umas artistices do género mas de facto o que mais agrada a vigaristas é a “cena” dos “grupos”. Um nojo.

Mas há ainda pior, se tal é possível.

Aqui em baixo está uma imagem que, ao contrário de qualquer outra, não vale por mil palavras; vale por todas as palavras que existem: seja quem for pode pôr as palavras que entender “na boca” de quem quiser. E depois publicar ou até usar a “composição” de outras formas, que não vou para já explicar mas que facilmente se imaginam, para “provar” que determinada pessoa (ou pessoas)  disse (ou disseram) as maiores enormidades, imbecilidades, inanidades.

Tudo mais falso do que uma nota de 30 €, é claro, mas isso agora não interessa nada, como dizia a outra, os meios existem e servem na perfeição para os fins que interessam a patifes: achincalhar, caluniar, difamar pessoas de bem. Sempre sob a capa de anonimato (identidade falsa), bem entendido, que só nessa condição aqueles cobardes profissionais se dão ao trabalho de tentar demolir o carácter, destruir a reputação, infernizar a vida dos seus inimigos de estimação — ou daqueles cujo assassinato moral tenha sido encomendado a um qualquer escroque por outro.

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