Apartado 53

Um blog contra o AO90 e outros detritos

Etiqueta: Igreja

FAQ AO90 — 6



31. Porque não se unem numa iniciativa conjunta todos os grupos anti-AO90?

A tal “união de esforços“, portanto?

Bom, alguns — mas nem todos — dos que enchem a boca com essa história de embalar, na verdade querem é o contrário: dividir, fraccionar, pulverizar. para assim desmoralizar as hostes, neutralizar as acções, abater a militância, fomentar o inactivismo.

Afinal, paradoxalmente, a julgar pelos efeitos práticos dessa velha e relha ladainha, a “união de esforços” fundamenta-se na lapidar máxima “dividir para reinar”.

São por regra os mais pedantes (ou pretensiosos, porque armados em bonzinhos) quem mais apregoa a “união” divisionista, utilizando para o efeito um argumento “imbatível”: é tudo uma “questão de protagonismo” e portanto vá de fazer o oposto diametral das belas palavras que debitam, toca a lançar a confusão engraxando este e insultando aquele, o que é preciso é acicatar rivalidades — mesmo que ou em especial se estas de facto não existirem. Ou seja, projectam esses vaidosos nos outros o seu próprio penacho mental — fenómeno psicológico de transferência que Freud explica em vários textos, ditados com soberana displicência, palitando os dentes.

Estou em crer, porque já ando “nisto” há muito tempo, que nenhum dos arautos da “união de esforços” faz a mais pequena ideia de que afinal está a sabotar aquilo que diz defender, e muito menor ideia faz de que não passa de uma marioneta manipulada por mão invisível — a dos acordistas, nada menos.

Nunca dizem ao que vêm, os arautos da união com os parasitas dos esforços alheios; não têm qualquer proposta ou ideia concreta, limitam-se a despejar o chavão da “união de esforços”, a seco, sem mais. É atirar o barro à parede, a ver se cola…

“Iniciativa conjunta”? Mas que iniciativa? A ILC que já existe desde 2010 ou uma das petições e outras tretas lançadas consecutivamente, a partir de 2012, para desviar as atenções da primeira?

E essa outra “iniciativa” seria “conjunta” com quem? Com a malta dos grupos, grupinhos e grupelhos do Fakebook? Mas quem é aquela gente? O que fizeram esses grupos, que fez essa virtual malta nesta luta e desde quando e como e com que resultados?

E porque não, contrapondo, com nenhuma dessa gente virtual em virtuais seitas mas com toda a gente verdadeira que existe mesmo na vida real?

Lançar uma nova iniciativa conjuntamente com quem andou a recolher assinaturas para a já existente e depois não as entregou, ficou com elas, sonegou, desviou, roubou essas assinaturas?

Ou pensarão que ninguém percebeu a jogada? O que fizeram a essas subscrições que literalmente roubaram, mai-los respectivos dados dos subscritores, sem conhecimento destes?

Enfim, bem sei que é um pouco estranho responder a uma pergunta frequente com várias perguntas que frequentemente coloco a mim mesmo. Mas pronto, faz-se o que se pode. Até para tentar explicar o que não tem uma explicação humanamente aceitável.

Mas isto sou só eu a falar, evidentemente. Estas são as minhas FAQ AO90, não são as FAQ da ILC-AO, este é o meu modesto “blog”, não é o “site” da ILC — da qual aliás me “reformei” em 2015, por motivos de saúde, entre outros, nomeadamente para não ter de continuar a aturar pulhas ainda piores do que os acordistas.


32. Como reverter o processo de “adoção” no ensino?

Pois. Aparentemente para os adultos é fácil, para as crianças nem tanto. Mas não é nada que não se possa fazer com relativa facilidade: as crianças não nascem necessariamente, em massa, estúpidas ou retardadas. A ideia subjacente ao “acordo” é imbecilizá-las o mais depressa e o mais profundamente possível, mas ainda assim não me parece difícil erradicar o vírus acordista das nossas escolas primárias. Os cérebros juvenis possuem plasticidade (ou maleabilidade) mais do que suficiente para se auto-regenerar em menos de um ano (lectivo).

Talvez este processo de reposição da normalidade e estabilidade do código escrito acabe por revelar-se como uma excelente oportunidade para a re-introdução generalizada, nos planos curriculares dos 3 ciclos do ensino obrigatório, de História da Língua, Ortografia e até, porque não, aulas facultativas de caligrafia — uma vertente pedagógica estupidamente abandonada nos anos 70 do século passado (reforma de Veiga Simão, em 1972, se bem me lembro).

Para as editoras de manuais corrigidos, a liquidação do AO90 representaria a duplicação dos chorudos lucros que obtiveram aquando da “adoção”, desde o ano lectivo de 2010/11, já que tudo teria de ser editado, corrigido e publicado novamente.

A eliminação do AO90 no Ensino é uma tarefa prioritária, evidentemente, já que é na identidade em formação de cada uma das nossas crianças que se forma a consciência colectiva da identidade nacional — na qual a ortografia é elemento fundamental e estruturante.


33. Que repercussões teve o AO90 no estrangeiro?

Todo este desastre foi, e será para todo o sempre, uma embaraçosa humilhação, um enxovalho nacional atirado para cima deste país e dos seus oito séculos de História. Os estrangeiros oscilam invariavelmente entre a perplexidade e o espanto quanto confrontados com este caso único, a nível mundial, de colonização cultural às avessas. E como não têm sobre si a pata da máfia acordista luso-brasileira (muito brasileira e pouco lusa), os analistas e cronistas estrangeiros dizem com desarmante simplicidade aquilo que em Portugal ninguém se atreve a verbalizar: o AO90 representa a eliminação sumária do Português-padrão, numa manobra neo-imperialista brasileira coadjuvada, facilitada e promovida por meia dúzia de vendidos portugueses com a cobertura de políticos tecnicamente analfabetos e geneticamente corruptos.

Mas o camartelo acordês teve outro tipo de repercussões a nível mundial, nomeadamente na Internet, a primeira das quais foi a quase extinção a bandeira portuguesa (e respectivos “interfaces”) nos mais diversos “sites” internacionais, incluindo os institucionais. Claro que já seria suficientemente grave a substituição da bandeira portuguesa pela brasileira, passando esta em vez daquela a identificar o interface em “Português”; mas o arrepiante valor simbólico que representa este arrear de uma e o hastear de outra bandeira não se fica por aí: os próprios conteúdos, que anteriormente eram sobre figuras, monumentos, feitos históricos, objectos, invenções, idiossincrasias portuguesas… tudo foi radicalmente (e com efeitos retroactivos, apagando os antecedentes) substituído pelos respectivos equivalentes sambísticos, fedendo a cachaça.

A Wikipédia é o caso mais flagrante, deste sinistro apagamento da História, da identidade e da nacionalidade portuguesas. Mas não é o único: Google, YouTube, Facebook, em todas as plataformas virtuais desapareceu a opção “Português (Portugal)”, assim como foi liquidado em todas as versões recentes dos programas informáticos de uso corrente (como o MS-Office, por exemplo). Não se tratou “apenas” de substituir conteúdos e de “adotar” a cacografia brasileira; nada disso; o próprio léxico e o jargão técnico passaram a ser integralmente brasileiros (usuário, baixar, curtir, deletar), o mesmo sucedendo até com a sintaxe e as construções frásicas — tudo  integralmente brasileiro.

Uma das patranhas associadas ao “acordo” seria a projecção e expansão da língua portuguesa (leia-se, brasileira) no mundo, o que, em concreto, se traduziria na “adoção” do português (leia-se, do brasileiro) como língua de trabalho da ONU. Claro que também essa tremenda mentira rapidamente foi desmentida pela realidade, o que não obstou a que — por mera “coincidência”, claro — o Brasil tenha começado de imediato a exportar, a granel, às carradas,  professores de “português” para as ex-colónias portuguesas.

E tudo isto em paralelo com um outro fenómeno igualmente espantoso (para os ingénuos): agora, já sem qualquer disfarce, há cursos de brasileiro para estrangeiros e dicionários para traduzir de brasileiro para Francês ou Inglês, por exemplo.
(mais…)

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Em Português – 64

Obra da Rua ou Obra do Padre Américo

Publicado por Apartado 53 em Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2018

Conheci o Padre Américo quando eu teria uns dez anos e ele foi falar da Casa do Gaiato a Vila Real de Trás-os-Montes, onde nasci. Acompanhei meu Avô materno, que se afirmava agnóstico convicto.
Após a apresentação dos objectivos que animavam a Obra da Rua, expostos com uma firmeza e uma alegria que deixavam perceber a força de uma personalidade de excepção, meu Avô disse-me baixinho: “Olha, meu netinho, se houver dois padres como este, converto-me ao catolicismo.

Obra da Rua ou Obra do Padre Américo
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Revista “Audio & Cinema em Casa”

Publicado por Apartado 53 em Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2018

Revista “Audio & Cinema em Casa”
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Edisoft – Defence & Aerospace Technologies

Ricardo Conde, Director de Operações da Estação de Rastreio de Satélites da EDISOFT na ilha de Santa Maria nos Açores em directo para a EXAME INFORMÁTICA TV.

Publicado por Edisoft – Defence & Aerospace Technologies em Quinta-feira, 17 de Novembro de 2016

Ricardo Conde, Director de Operações da Estação de Rastreio de Satélites da EDISOFT na ilha de Santa Maria nos Açores em directo para a EXAME INFORMÁTICA TV.

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Em Português – 54

Jornal de Leiria

Publicado por Jornal de Leiria em Quinta-feira, 1 de Fevereiro de 2018

Jornal de Leiria
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Gazeta das Caldas

Pretende receber as nossas noticias em primeira mão e não quer perder nada do que se passa na região Oeste ? Active a…

Publicado por Gazeta das Caldas em Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2018

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Jornal “O Gaiato”

Em 1951, fui pároco numa aldeia mirandesa. Vivi, durante um ano, na casa de família de um bondoso lavrador. Nas noites…

Publicado por Gaiato, OBRA DA RUA em Sábado, 3 de Fevereiro de 2018

Cabem aqui as quatro pedras milenárias para a acção: acolher, proteger, promover e integrar que o Papa Francisco nos propõe na sua mensagem do Dia da Paz (1 de Janeiro) Migrantes e Refugiados: Homens e Mulheres em busca de Paz.

Jornal “O Gaiato”
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Deus vos perdoe

Lisboa, 15 de Fevereiro de 2011.

Eminência Reverendíssima,

Após todas as tentativas levadas a cabo por amigos empenhados numa causa de interesse nacional, verifica-se que os portugueses, como em tudo o resto, se encontram adormecidos perante um grave caso de delapidação de um património inalienável, aquele único que, depois da nossa mãe, tem um valor sentimental que suplanta o da bandeira, do hino ou dos juramentos sem alma a que muitos actores sociais têm levado a sociedade a assistir.

A Língua-mãe é uma herança que, passando incólume por todas as modas, assegura a nossa ligação ao passado, transportando-nos, seguros da nossa identidade, onde quer que passemos no mundo. Ler palavras escritas na nossa língua materna devolve-nos a casa onde quer que nos encontremos e põe-nos em contacto com um mundo do qual nenhum português digno desse nome deveria abrir mão.

Em tempos recentes, tem-se assistido à insidiosa alteração da forma de escrever o português na sua vertente europeia, o “português de Portugal” (que é também o dos chamados PALOP) e, apesar da aparente aceitação de uma maioria anestesiada, muitos há que consideram um crime de lesa-pátria e um total desrespeito por milhões de antepassados, cidadãos deste século XXI e vindouros, alguém ter-se arrogado a alterar, por decreto – e, obviamente, por vergonhosas razões economicistas ou mercantilistas – uma Língua que, como outras, não precisa de leis para evoluir porque, sobretudo, não é de evolução que se trata, mas de um facilitismo que a desfeia, avilta e nos insulta como herdeiros de um património que a ninguém pertence mas de todos faz parte e do qual todos são parte; que ninguém deveria alterar por cartilhas pois evolui por si, com e como o tempo; que nos cabe legar da melhor forma possível: íntegro mas legitimamente marcado pela História.

Diz-se, por gasto lugar-comum, que “a História é escrita pelos vencedores”. Por um ignóbil abuso de poder, são pretensos vencedores os que, nestes tempos de vénia fácil ao lucro, fazem em nome da evolução, agiotagem do maior legado comum que temos: a nossa Língua-Pátria, a “Mátria”, a nossa vera matrix, matriz única na qual pensamos, sentimos, amamos e morremos. Resistirá, dúctil como é, a crises, terramotos, dissoluções políticas, dúvidas religiosas, fomes e doenças, mas não resiste ao cancro corrosivo daqueles que, em nome da nação, decidiram desfigurá-la, tão irreconhecível anda por televisões, jornais, gritando em cartazes; os homens anónimos que dela são simultaneamente donos e pertença resignam-se e já nem reconhecem nisto a afronta, mesmo que lhes morda a dignidade.

Como professora de Língua Portuguesa me assumo: sou uma das indignadas com o abuso mais revoltante a que assisti em quase 42 anos de vida. Recuso-me a ensinar uma vertente escrita na qual não me reconheço e me é imposta, ao ponto de colocar a hipótese de recusa da profissão que escolhi: abrirei os pulsos antes de ensinar a aberração imposta aos mais novos compatriotas. Não querendo entrar em aspectos técnicos – de que os linguistas se ocupariam devidamente – sobre as alterações de que o meu país não precisa, restou-me, em puro desespero de causa, apelar escrevendo com o que me resta: uma alma presa às palavras nas quais escuto a melhor das músicas, quando as leio com voz.

Acredito firmemente – porque os membros da Igreja com mais expressão no meu país detêm um inegável poder de apelo à mais profunda alma nacional – que a última esperança é que os melhores conhecedores da Língua-mãe acordem os adormecidos e se insurjam contra este atentado: o chamado “Acordo Ortográfico” avilta-nos no âmago!

Por isso, foi criada a primeira ILC (Iniciativa Legislativa de Cidadãos) que, não pertencendo a um grupo profissional específico ou particular, pretende recolher 35 000 assinaturas de cidadãos portugueses para evitar a imposição do acordo ortográfico que já nos vem asfixiando e se pretende que seja considerado “legítimo”. O site https://ilcao.cedilha.net tem sido o meio através do qual muitos se têm expressado contra um suposto “acordo” que a todos envergonha.

Não poderia a Igreja Católica intervir na resolução deste assunto, uma vez que é o lugar por excelência dos estudiosos e cultores do português como ele deveria ser sempre? Não tem um contacto privilegiado com um imenso número de portugueses alheios ao seu património maior (por motivos que se prendem com a mentalidade mas agravados pela conjuntura económica que parece sobrepor-se a tudo)? Não deveria a Igreja ter uma palavra a dizer quanto a isto? Até hoje, qual tem sido a posição da Instituição que Vossa Eminência Reverendíssima representa?…

Acreditando que esta luta contra a imposição do poder económico poderá redefinir-nos como povo digno desse nome e poderá ser, eventualmente, a pedra-de-toque que desencadeará uma nova consciência do nosso lugar do mundo e das nossas responsabilidades – porque um povo pode mais do que julgam vendilhões do que não lhes pertence -, deposito nas mãos, na consciência e nas palavras de Vossa Eminência Reverendíssima este resquício de Nação que se leva da palavra primeira até à hora da partida nas derradeiras palavras ditas: por amor da Palavra escrita, em nome de todos os que falaram em púlpitos, fale agora a Igreja e antes que seja tarde, em nome do Padre António Vieira, homem íntegro, que nunca desistiu, salve a nossa alma, a nossa única matriz, a nossa Lingua mater!

Considerando que este assunto fica em boas mãos, agradeço desde já toda a atenção dispensada.

Queira Vossa Eminência Reverendíssima aceitar os meus mais respeitosos cumprimentos.

******** *******(ver nota)
___________________

Esta carta foi enviada, pessoalmente, por correio convencional, a toda a hierarquia superior da Igreja Católica em Portugal. Como se segue.

ALGARVE
Dom Manuel Neto Quintas
Largo da Sé, 8000-138 Faro
ANGRA DO HEROÍSMO
Dom António de Sousa Braga
Rua de Barcelos 43, Apartado 55 ou Rua do Barcelos, 43, Apartado 55
Código Postal 9701-901 ou 9700-026 Angra do Heroísmo
geral@diocesedeangra.pt ou diocese.angra@iol.pt
AVEIRO
Dom António Francisco dos Santos
Rua Cândido dos Reis 107
3801-960 Aveiro
BEJA
Dom António Vitalino Fernandes Dantas
Rua D. Manuel I, 1, 7800 – 306 Beja, Portugal
bispo@diocese-beja.pt / diocese.beja@gmail.com
BRAGA
Dom Jorge Ferreira da Costa Ortiga
Rua de Santa Margarida, 181
4710-306 Braga
BRAGANÇA-MIRANDA
Dom António Moreira Montes
Rua Nova da Senhora das Graças
5300-210 Bragança
COIMBRA
Dom Albino Mamede Cleto
Casa Episcopal, Apartado 3069
3001-401 Coimbra
ÉVORA
Dom José Alves, arcebispo de Évora
Largo Marquês de Marialva, 6
7000-809 ÉVORA
diocese@diocese-evora.pt
FUNCHAL – MADEIRA
Dom António José Cavaco Carrilho
Diocese do Funchal – Obra Social Dona Eugénia
Rua Pretas 70, Funchal
Ilha da Madeira – 9000
GUARDA
Dom Manuel da Rocha Felício
Rua do Encontro, 35
6300-704 GUARDA
LAMEGO
Dom Jacinto Tomás de Carvalho Botelho
Rua das Cortes, n.º 2
5100-132 LAMEGO
info@diocese-lamego.pt
LEIRIA
Dom António Marto
Bispo de Leiria – Fátima
Gabinete Episcopal
Rua Joaquim Ribeiro Carvalho, 2
2410–116 Leiria
GabineteBispo@leiria-fatima.pt
LISBOA
Dom José da Cruz Policarpo
Casa Patriarcal
Seminário dos Olivais
Quinta do Cabeço
1800 LISBOA
(Cúria – Mosteiro de S. Vicente de Fora, Campo de Sta. Clara, 1100-472 LISBOA)
info@patriarcado-lisboa.pt
PORTALEGRE – CASTELO-BRANCO
Dom Antonino Eugénio Fernandes Dias
Paço Episcopal – Apartado 20 – 7301-901 Portalegre
geral@portalegre-castelobranco.pt
PORTO
Dom Manuel José Macário do Nascimento Clemente
Paço Episcopal
Terreiro da Sé – 4050-573 PORTO
manuelclemente@sapo.pt
SANTARÉM
Diocese de Santarém
Dom Manuel Pelino
Edifício do Seminário, 2000-135 Santarém, Portugal
diocstr@sapo.pt
SETÚBAL
Dom Gilberto… (ver)
R. Francisco Pacheco, 109
2900-376 Setúbal, Portugal
pagina@diocese-setubal.pt
VIANA DO CASTELO
Dom Anacleto Cordeiro Gonçalves de Oliveira
Rua Góis Pinto,
4900 Viana do Castelo
VILA REAL
Dom Joaquim Gonçalves
Casa do Carmo – R. Tenente Bessa Monteiro
5000-604 VILA REAL
VISEU
Dom Ilídio Pinto Leandro
Seminário Maior, 3504-517 Viseu
secretaria@diocesedeviseu.pt
…………………………………………………………….

Nota: a pedido da autora desta carta, a sua identidade é omitida.


[Publicação original, 4 de Março de 2011: https://ilcao.cedilha.net/arquivo/1008]

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Viva o Português de Angola!

Governo vai elaborar estudos sobre a variante do português em Angola

 

Angola vai elaborar estudos sobre a variante da Língua Portuguesa, desenvolver políticas para promover o ensino e uso das línguas nacionais, apostar na criação de casas de cultura e rede de bibliotecas, anunciaram hoje as autoridades.

O anúncio foi feito pela ministra da Cultura de Angola, Carolina Cerqueira, durante a abertura do quinto Conselho Consultivo Alargado, que arrancou hoje, em Luanda, para a análise de políticas, programas e projectos do sector.

De acordo com a governante, a promoção do ensino e uso das línguas nacionais e a elaboração de estudos sobre a variante da Língua Portuguesa em Angola constam das acções prioritárias do sector a par de criação de infraestruturas, com vista ao desenvolvimento de uma indústria cultural forte e eficiente.

“Capaz de participar na diversificação da economia e na geração de riqueza e bem-estar, apta para contribuir para endogeneizar social e culturalmente os valores tradicionais e locais e contribuir eficazmente para a valorização e divulgação do nosso património nacional”, disse.

Carolina Cerqueira defendeu que hoje a cultura deve estar ao serviço da unidade nacional, da paz e do desenvolvimento e contribuir para o reforço da cidadania, tendo exortado os fazedores de cultura e religiosos a participarem na mobilização dos cidadãos às eleições de 23 de Agosto.

“Apelamos às igrejas que contribuam através da palavra, para a educação eleitoral e para uma cidadania consciente dos fiéis, pelo respeito, pela harmonia, e aos fazedores da cultura, através da música, valores positivos para um comportamento exemplar”, referiu.

Num balanço das acções realizadas pelo sector durante os últimos anos, a titular da pasta da Cultura de Angola assinalou que, “não obstante a crise”, foi possível atender e materializar um conjunto de acções estruturantes, entre elas a construção do Complexo das Escolas de Arte, destacando igualmente avanços no capítulo de diplomas legais para o sector.

O evento, que termina terça-feira, decorre subordinado ao lema “Dinamizar as Indústrias Culturais em Prol do Desenvolvimento e de uma Cultura de Paz”.

[Transcrição (com correcção automática) de notícia dos acordistas “Diário de Notícias” e “BrasiLusa” de 26.06.17.]

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Nossa senhora desaparecida


Lusofonia: Bispos lamentam suspensão do uso da língua portuguesa nos processos de canonização

Responsáveis dos países lusófonos lembram que está em causa a quinta língua mais falada no mundo

ecclesia_logoAgência Ecclesia 27 de Setembro de 2016, às 14:24

Aparecida, Brasil, 27 Set 2016 (Ecclesia) – Os bispos católicos dos países lusófonos manifestaram-se hoje contra a suspensão do uso da língua portuguesa nos processos de postulação das Causas dos Santos na Santa Sé.

“Desejamos que a língua portuguesa, a quinta língua mais falada do mundo, por 260 milhões de pessoas, continue a ser utilizada nos processos de canonização”, assinala o comunicado final do 12.º Encontro de Bispos de Países Lusófonos, que decorreu desde sexta-feira na cidade brasileira de Aparecida.

A Congregação para as Causas dos Santos, organismo responsável pelo acompanhamento dos processos de beatificação e canonização na Santa Sé, invocou “dificuldades logísticas” para justificar a intenção de eliminar o português do conjunto de línguas de trabalho.

Os participantes no encontro de bispos lusófonos apresentam agora o seu “lamento e preocupação por esta decisão” que, segundo os representantes dos episcopados católicos, “vai dificultar e encarecer o bom andamento dos processos de canonização com origem nos países de expressão portuguesa”.

O texto, enviado à Agência ECCLESIA, é subscrito por responsáveis católicos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

O uso da língua portuguesa foi determinado por uma instrução da Santa Sé, a ‘Sanctorum Mater’ de 17 de Maio de 2007, no n.º 127: ‘As línguas admitidas junto da Congregação para o estudo das causas são: latim, francês, inglês, italiano, português e espanhol’”.

Ainda na reunião de Aparecida, os participantes mostraram o seu “apoio unânime” ao acordo das conferências episcopais do Brasil e Portugal sobre a tradução do Missal Romano, junto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (Santa Sé), para que “se mantenham as fórmulas sacramentais e a resposta «Ele está no meio de nós» à saudação «o Senhor esteja convosco»”.

OC

[Os destaques são meus. Corrigi a porcaria do acordês, queiram Vossas Eminências não desculpar. Obrigadinho.]

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