Etiqueta: Inglês

O meio académico do Burkina Faso

 

De novo, o “fait divers” do Inglês. E de novo, como se não fosse redundante (e sumamente idiota) repeti-lo, reitere-se que não existe na “questão ortográfica” um só átomo de “anti-brasileirismo” ou coisa que o valha.

A dita “questão” é estritamente política, como já aqui foi dito e explicado mil vezes. Apenas a um néscio de grau zero (ou a qualquer imbecil irrecuperável) ocorreria a peregrina ideia de atribuir ao Apartado 53 seja que tipo de xenofobia for ou que é crime ousar o dono da caixa de correio comentar as cartas que transcreve; mais um passo, ou seja, um milímetro de neurónios paralíticos, e lá temos o arquivista no papel de autor do que dizem essas cartas.

Alguns, mais afoitos nas artes da raivinha de estimação, essa estranha forma de vida, alcançam inimagináveis patamares de maledicência, que aliás é inerente à sua inelutável condição de deprimente mediocridade. É dessa bizarra espécie de bacanos que emanam os eflúvios venenosos. A alguns deles, em sucedendo que tenham bigode, até se lhes treme o dito bigode, tal é a raivinha que por norma neles provoca e faz saltar, sabe-se lá ao certo porquê, tanto faz, uma coisinha qualquer esgalhada por algum proscrito.See the source image

Serve o Inglês, portanto, como outros assuntos correlacionados e igualmente sérios, de contraponto à doentia obsessão.

A Língua Inglesa é, para todos os efeitos e sem a mais ínfima polémica a envolver o assunto, de tal forma flagrante é a realidade (essa coisa que tanto irrita a nomenklatura portuguesa) e a esse facto não será estranha a independência dos USA (Estados Unidos da América).

Não advogando, de forma alguma, que vá o sapateiro além da chinela, parece-me modestamente seguro afirmar que tal estatuto de língua-franca foi conferido ao Inglês por um longo e até amiúde sangrento processo, na esteira das Línguas que o antecederam no estatuto: a actual língua-franca em todo o mundo sucedeu enquanto tal na honrosa esteira do Latim (na Europa e no Norte de África), do Francês (em parte da Europa e de África, em meios monárquicos, literários e mais “ilustrados”, além de territórios no Pacífico e em casos raros noutras zonas do globo). Por uma questão de sintetismo discursivo, não se referem nesta sequência os casos do Espanhol e do Português.

Expostos os antecedentes, ainda que de forma extremamente abreviada, talvez resulte mais claro o sucedido e definitivamente compreensíveis as circunstâncias que, a partir de 4 de Julho de 1776, resultaram na instalação (passiva, sem oposição) do Inglês como a única língua-franca que nos dias de hoje alcançou uma pujança esmagadora.

Ora, dando de barato que existe de facto um tremendo exagero (e uma gigantesca parolice) no uso e (principalmente) no abuso do Inglês, não passará de pura idiotice — dar cambalhotas por cima da própria cabeça — tentar demonstrar um espécie de “purismo” militante a pretexto de anglicismos. Por regra, estava capaz de jurar mas não o farei, porque a pequenez é um fenómeno imprevisível, quanto maior a sua ignorância da Língua, mais e com maior violência os “puristas” se atiram a ela. Estranho fenómeno, de facto, se bem que em Portugal já muito pouco ou rigorosamente nada resta de minimamente inteligível na verborreia daqueles que a si mesmos, coçando o queixo e repetindo “espelho meu, espelho meu”, atribuem o estatuto de gajo incrivelmente inteligente ou de pá, eu é que sei, eu é que sei, eu é que sei, óvistes.

Ralam-se imenso com a “invasão” bife mas não se ralam nada, nadinha, com a invasão zuca. Alguns (como é o caso deste agora) até se declaram “contra o AO90” e tudo, mas, ah, e tal, coiso, tenho ali uma panela ao lume, agora não, que não dá jeito.

As tangas do costume e os mesmos ódios de estimação. Não ao Inglês… enfim, só por ócio. Não ao acordês mas… assim com’assim…

Eis, em suma, o NIM ao “acordo”.

Estranha forma de vida.

 

Portugal e o inglês (III)

 

eltrapezio.eu, 22.03.21
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Nos meus artigos anteriores, referi o domínio em Portugal da língua inglesa e o potencial dos portugueses como professores de inglês para hispanofalantes. Quem me conhece sabe que o inglês é importantíssimo para mim, que o uso todos os dias nas redes sociais, e que outrora sonhei em viver nos Estados Unidos e no Canadá. Por isso, o que vou dizer neste artigo poderá ser surpreendente: eu não defendo a supremacia da língua inglesa. Defendo, isso sim, a diversidade, a harmonia e a aceitação mútua. Aquilo que eu procuro, tanto no inglês como no português e no espanhol, são oportunidades de contribuir para a paz e a concórdia no mundo inteiro.

Os meus alunos perguntaram-me recentemente o que acho do Acordo Ortográfico e do perigo de o inglês causar o desaparecimento do português. Se tenho orgulho em Portugal? Tenho. Se devo promover a língua portuguesa? Claro que sim. Se não gostei da maneira como nos foi imposto o Acordo Ortográfico? Claro que não gostei. Mas dito tudo isto, a língua portuguesa não é exclusiva nem de Portugal nem do Brasil. Escrevo e ensino português com as regras do Acordo Ortográfico porque não tenho escolha, mas também em parte porque espero que isso possa ser uma modesta contribuição para uma amizade mais sincera entre Portugal e o Brasil. Qual é a relação entre isto e a língua inglesa? Simples: porque a concórdia é mais importante para mim do que qualquer língua. Para que servem as línguas se não as usamos para isso?

O que eu respondi aos meus alunos foi: não acho que o Acordo Ortográfico tenha sido uma boa ideia, mas não culpo o Brasil pelos nossos problemas, e também não acho que a língua portuguesa possa desaparecer de Portugal. Temos uma Constituição que diz que a nossa língua é a língua portuguesa. Fazer desaparecer o português implicaria mudar a Constituição; portanto, insistir que o inglês, ou o português brasileiro, vai fazer desaparecer o português europeu é um exagero. Também lhes disse que há uma coisa que me incomoda muito mais, porque para mim representa um perigo muito mais imediato e real para qualquer pessoa no mundo: a discriminação linguística.

Há quem ache uma tremenda falta de educação falar outras línguas na presença de pessoas que só falam inglês, chegando até a interromper conversas de desconhecidos só para exigir que falem inglês. Isto sim, irrita-me. Tendo em conta todos os casos de assédio em países anglófonos contra pessoas que falam outras línguas, e toda a demagogia xenófoba que tem sido fomentada, em primeiro lugar, pelo vexame da política norte-americana, irrita-me. Quem lhes dá o direito de tomar por garantido o privilégio de falarmos inglês? E não importa que aprender a falar idiomas seja um trabalho árduo e exija perseverança? Porque é que todos nós temos de nos esforçar sempre tanto para falar inglês, para conveniência e conforto deles, mesmo perante aqueles que não estão dispostos a fazer o mesmo gesto em troca e não estão interessados em saber nada de nós? Não é essa a verdadeira falta de educação? Acharão eles que lhes somos inferiores?

João Pedro Baltazar Lázaro

[Transcrição integral. “Post” Fakebook via página “Chupa Camões”. Artigo de eltrapezio.eu Posted by em Mar 22, 2021.Transcrição integral (incluindo destaques a “bold” e “links”).]

3%

«Fotografia aérea dos Liceus Salazar/D. Ana da Costa Portugal, actualmente Liceu Josina Machel. Situado na Polana, o complexo foi edificado no final dos anos 1940 e dos pontos de vista arquitectónico e funcional é considerado dos mais bem conseguidos.»«Fotografia aérea dos Liceus Salazar/D. Ana da Costa Portugal, actualmente Liceu Josina Machel. Situado na Polana, o complexo foi edificado no final dos anos 1940 e dos pontos de vista arquitectónico e funcional é considerado dos mais bem conseguidos.»

A ofensiva neo-colonialista continua, sistemática e implacável, qual rolo compressor, através da imposição brutal da língua nacional brasileira; com a cobertura política da sua invenção primordial — a chamada CPLB (Comunidade dos Países de Língua Oficial Brasileira) –, os mandantes brasileiros e os paus-mandados portugueses vão demolindo cada vez mais vastas zonas dos países que no passado foram colónias portuguesas;  paulatinamente e com a prestimosa conivência de “técnicos”, de “académicos” e, em especial, de políticos tugas (labregos deslumbrados, cretinos patológicos e vigaristas profissionais), a golpada está já largamente disseminada, começando a infectar outros países além de Portugal. Como é o caso relatado na notícia (pura propaganda) agora aqui reproduzido.

É arrepiante de facto. Como Portugal “já está” e enquanto ainda não lhes é possível enterrar o dente naquilo que de essencial os move, isto é, Angola, então no imediato segue-se, por exemplo, Moçambique (e Timor-Leste, servindo este micro-país como tubo de ensaio).

Muita coisa haveria a dizer sobre o episódio, se bem que tristemente sumarento, ou seja, amargo, porém não vale a pena maçar as pessoas com a irritante trivialidade das evidências: o Brasil mai-los seus tugas apaniguados desembarcaram em Moçambique, a 2.ª das ex-colónias portuguesas a ser abocanhada  (Timor-Leste também “já está”, como Portugal), e ali vão iniciando o seu trabalho de terraplanagem. Quais bandeirantes do avesso, com o solícito empenho do Ministro dos Negócios Estrangeiros e de outras entidades portuguesas igualmente cooperantes, os enviados do Itimaraty inauguraram — a coberto do AO90, o guião da palhaçada, e da respectiva “difusão internacional da língua” brasileira — a tomada de posse administrativa de Moçambique.

Para os 3% de Moçambicanos falantes de Português (na escrita, devem ser algo como 1%, ou coisa que o valha), a neo-colonização deve ser uma grande alegria, digo eu. Terá sido a um qualquer moçambicano, aliás, digo eu também, que repente ocorreu que. por exemplo, a maiúscula inicial nos meses do ano provocava imensas comichões e que era tremendamente incómodo (e inútil) ter de redigir um porradal de “consoantes mudas”. Pronto, é uma explicação como outra qualquer, agora já se sabe quem e porquê se lembrou de esgalhar o AO90, foi um moçambicano que certo dia acordou com os pés de fora.


Projecto do primeiro Dicionário de Português de Moçambique arranca com formação em Maputo


Jornal “Mundo Lusíada” (Brasil), 13.03.21

Da Redação
Com Lusa

Os trabalhos para a elaboração do primeiro dicionário de língua portuguesa de Moçambique (DiPoMo) arrancaram, em Maputo, com uma formação promovida pela Cátedra de Português da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), anunciou o instituto Camões.

O anúncio do arranque do projecto para o lançamento de um dicionário de língua portuguesa de Moçambique, com financiamento do instituto Camões, através do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), tinha sido feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, no início de Março no parlamento português.

“É o primeiro dicionário da língua comum de Saramago e Mia Couto que se publicará fora de Portugal e do Brasil”, disse na altura Santos Silva.

De acordo com uma nota do instituto Camões, no âmbito do Projecto DiPoMo – Dicionário do Português de Moçambique, a Cátedra de Português Língua Segunda e Estrangeira na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), em Maputo, promoveu, no início de Março, o primeiro curso de formação sobre a construção do “corpus do português de Moçambique”.

A formação, que decorreu de forma virtual, contou com a participação de investigadores e representantes de cada uma das províncias moçambicanas.

O Dicionário de Português de Moçambique surge na sequência da construção e publicação, em 2014, do Vocabulário Ortográfico Moçambicano da Língua Portuguesa – VOMOLP, “recurso que permitiu descrever o português moçambicano” e “desenvolver um primeiro recurso linguístico de larga escala”, segundo a nota.

O VOMOLP é parte integrante do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC), acervo do qual constam vocabulários ortográficos de outros países de língua portuguesa.
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Malhas que o II Império não tece

Este artigo de “The Language Nerds” não é de simples opinião, não contém qualquer palpite e não é — evidentemente — propagandístico. Isto é pura constação de factos — consensuais entre todos os linguistas ou seja quem for que de alguma forma se interesse pelo assunto — e consiste no alinhamento lógico dos elementos exactos que suportam, documentam e explicam o título; título esse que, por mera técnica de escrita para captar a atenção dos potenciais leitores, está em forma de pergunta mas que afinal, pois claro, é uma afirmação: sim, toda a gente no mundo há-de acabar por falar Inglês.

Todo este conteúdo, portanto, é o oposto diametral do discurso anárquico (e sumamente enganador) dos acordistas brasileiros e dos seus obedientes lacaios portugueses. De resto, para uns e para outros a “cassette” é de todo indiferente; para essa espécie de vigaristas profissionais, mentirosos patológicos, basta dizer qualquer coisa, seja o que for, pela simples razão de que adoram ouvir-se a si mesmos e deliram com as bojardas que escrevem. Não é de todo necessário dizer alguma coisa de jeito ou que faça o mínimo sentido, basta babujar as tangas do costume sobre a sua querida cacografia “universáu”.

Não aceitam factos ou dados ou evidências, como sabemos, e por conseguinte odeiam que a realidade, essa abominável chatice, lhes estrague a bela teoriazinha, a “língua universal” brasileira, o “valor económico da língua” brasileira”, o II Império brasileiro, enfim, todas as “políticas oficiais” da treta que os tipos propagandeiam geralmente sem se rir.

Ora, em especial para os imensamente letrados brasileiros que esgalharam ou apoiam o AO90, coisa de 0,000001% em 200 milhões, o anti-inglesismo é um pouco estranho, visto que eles usam substantivos, verbos, adjectivos em Inglês (americano) usando uma “ténica” bizarra: adaptam à matroca (e a martelo) os termos americanos originais ou traduzem-nos literalmente para brasileiro. Daí as sua pérolas de “coltura” como deletar, usuário, subir (upload), baixar (download), etc.

Gostariam imenso de trepar num qualquer “ranking” das línguas mais faladas, ou coisa que o valha, mas não têm sorte nenhuma: a língua brasileira jamais terá a menor hipótese, nunca passará das suas próprias fronteiras; invadiu Portugal, pretende extinguir a nossa Língua, começa já a contaminar as ex-colónias portuguesas, mas nem assim o seu neo-imperialismo linguístico passará de um ridículo, inconsequente e irrelevante linguajar.

Pretendem empurrar o Português para fora da História, para o precipício do esquecimento. A “revisão” do AO90, implícita no próprio texto do “Tratado” desde a primeira versão (de 1986), conduzirá ao mais do que evidente objectivo final (Endlösung) que meia-dúzia de brasileiros e uma mão-cheia de vendidos portugueses desejam com ganância: incluir o Português-padrão no clube das línguas mortas, enterrá-lo na honrosa companhia dos honoráveis cadáveres dos idiomas minoritários extintos.

Will Everyone In The World Eventually Speak English?

thelanguagenerds.com

We can’t predict the future, but we can certainly learn from the past. And the answer to the above question is a resounding NO. Of course, you may have a difference of opinion, but consider the line of reasoning first. While it is true that more than 50% of the 6000-7000 languages in the world are endangered and will be dead in a matter of a century, that still leaves billions of people speaking the rest of the remaining languages, which can be numbered between 600-700. Compared to one, this is a huge number.

Not only that. The concern that is spreading now with the popularity of English and that it could replace other languages is not a new thing. In fact, people throughout history thought the same could happen with other languages. Let’s see some of them below.

1. Greek:

We all know the flourish that Greek enjoyed in the last three centuries BC. Its prestige and practical value, especially to the peoples in the Mediterranean basin, were immense. It was the primary language in which science, commerce, and art were carried out. Important matters such as trade and politics were discussed overwhelmingly in Greek, similar to English today, and with few real competitors than English has. Then rose Rome, and the political situation eventually changed. The popularity of Greek started to shrink. It gradually decreased and now used only in the eastern Mediterranean. Then, after the Muslim conquests, it shrank even more, as it was spoken only in Anatolia and Greece. Then, it shrank even further after the Ottoman conquests. Then, after the population exchanges in the 1920s, Greek met its ultimate semi-demise and was confined to Greece only. Although Greek didn’t completely die out, it didn’t replace other languages and was not even close. It didn’t replace even the languages in the area in which it had been spoken for three millennia.


2. Latin:

The spread of Latin was enormously accelerated with the rise of the Roman empire, which disseminated Latin across a wide area including western Europe, North Africa, and parts of the Balkans. But again, the equation of power changed. The Arabs took over North Africa, the Slavs took over the Balkans, the Germanic tribes took over England, Rhineland, Austria, and Switzerland. This resulted in the total displacement of Latin from these areas, and ultimately the colloquial verities that remained disintegrated into unintelligible varieties that we know today as Spanish, French, Italian, etc, with Classical Latin a completely dead language. (Read about how Latin is not dead and still spoken today [here]).

The distribution of Latin

3. Arabic

Arabic had gained a tremendous status and prestige in the 7th century not just in the Arabian Peninsula, but throughout the whole of the Middle East and far out into North Africa. Muslim conquests played a major role in spreading Arabic in these areas, exploiting the unprecedented weakness of Byzantium and Persian empires. It replaced Greek in the major cities and many Afro-Asiatic languages like Aramaic and Coptic in the countrysides. Briefly after two or three centuries, however, the Muslim Caliphate collapsed, and with it collapsed the status and prestige of Arabic. Now Arabic shrank into a language mostly used for religious purposes.

The distribution of Arabic. From Wikipedia

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The choldragate

«Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilos, indústrias, modas, maneiras, pilhérias, tudo nos vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssima, com os direitos de alfândega:e é tudo em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas…»
Eça de Queirós, Os Maias

Para baixar o manual do usuário tem de logar e subir o material viral que depois pode embedar ou deletar se há estoque.

A frase anterior não faz qualquer sentido, evidentemente, mas é uma pequena demonstração de uma das tendências concomitantes da “adoção” do AO90: no Brasil não apenas se utiliza terminologia inglesa (especialmente a técnica) como também, obsessivamente, são literalmente “traduzidos” os termos originais em Inglês (usuário, logar, subir, embedar, deletar, estoque e outras centenas ou milhares de verbos, substantivos, adjectivos e advérbios).

Dado que o “acordo ortográfico” não passa da extinção integral do Português-padrão e sua (selvática) substituição por uma espécie de ortografia fonética brasileira, somos obrigados, ainda por cima, a engolir “efeitos colaterais” em transliteração da cacografia brasileira; este “fenómeno” é especialmente (e asquerosamente) visível na legendagem de filmes ou documentários e também em páginas de Internet ou nos manuais do “usuário” feitos por… portugueses!

Não é exactamente o Inglês — a actual língua-franca, inócua e utilitária –, é o brasileiro imposto pelo AO90 aquilo que está a destruir o Português.

A adopção de termos técnicos em Inglês é comum a todas as Línguas ocidentais (com excepção, talvez, da muito patriótica França) e difunde-se tanto mais quanto a Internet, os “smartphones” e os computadores se democratizam e evoluem. A contaminação da Língua por estrangeirismos em geral e por anglicismos em particular é uma inevitabilidade, tanto quanto a mudança das estações do ano ou o “inescapável” pagamento de impostos. Não é por aí que virá algum mal ao mundo. Exceptuando os sistemas de escrita das Línguas pictográficas ou simbólicas orientais, a estrangeirização (ou barbarização) é um fenómeno comum e universal, com passado, evolução e tradição. Fica absolutamente impossível falar de comida, por exemplo, sem utilizar termos franceses (soufflé, mousse, etc.); ou de tauromaquia sem o Castelhano (chicuelina, capote e outros); e o mesmo já sucedia nos séculos XVIII, XIX e XX com o Inglês (just-in-time, football, lobby, bacon, whisky, spleen e assim por diante).

Nesta ordem de ideias, estabelecendo uma relação de causa e efeito, podemos concluir que o voluntarismo acérrimo dos puristas da Língua — linguisticamente anglófobos ou apenas sem outro entretém — esbarra no mais elementar raciocínio, o qual, funcionando como uma parede contra a qual se estampam consecutiva e repetidamente os ditos puristas, transforma a sua bela teoria num desastre pragmático. Acidentes deste tipo costumam suceder, por exemplo e por maioria de razões, a adeptos fanáticos de um qualquer clube de futebol; ora, maus tratos da bola é cousa tão diversa dos maus tratos na Língua que as pretensões ultra-nacionalistas terminam em puro e simples ridículo.

A arma de destruição linguística em massa é o AO90, epítome da estupidez, não é o estrangeirismo — esse incontornável  mal menor. Este, que é um fenómeno universal, não mata nada —  ao invés da língua brasileira “universáu”, que tudo arrasa e destrói.

Tá ligado, cara? Liga não pro anglicismo. Cê si cuida e si preocupa com aquilo que interessa pra você e pra todo mundo porrtugueiss: the choldragate. That’s the real thing: how did they do it?

Erradicar o Português: ponto de situação

Alexandre Borges

“Observador”, 20 Fev 2021

Tenho a certeza de que sabe que estamos praticamente a caminhar sobre um cadáver. Que nos sirvamos do Português roça a profanação de sepultura – deveria dizer: a necrofilia? A língua portuguesa caminha para a extinção mais depressa do que o rinoceronte e, no fim, embora possamos sempre resguardar em cativeiro porventura um bibliotecário macho e uma linguista fêmea, ou vice-versa, com vista à continuação da espécie, eu não depositaria demasiada fé na operação. Sabe-se lá que língua falarão então. E que líbido lhes restará.

Não culparei o infame acordo ortográfico, nem o Instituto Camões, nem as telenovelas, nem os sucessivos governos, nem as pessoas com necessidades especiais que a televisão filantropicamente emprega na inserção de caracteres com vista à criação no indivíduo de um sentimento de dignidade e amor-próprio. Não culparei os professores, nem os alunos, nem os Brasileiros, nem os Portugueses, nem o fado, nem o kuduro, nem ao menos a quizomba, nem necessariamente a televisão, que é capaz de ainda morrer primeiro. O português está prestes a bater a bota pela mesma razão que todas as outras línguas que não o inglês estão prestes a bater a bota: a monocultura do sucesso.

O que é a monocultura do sucesso? A forma mais curta que o presente autor encontrou de descrever a convicção generalizada de que: a) a felicidade individual é não só possível como o objectivo último da vida; b) a felicidade reside no sucesso; e c) há uma e uma só forma de lá chegar. E essa forma implica teses estruturantes como o trabalho estar acima de tudo e o crescimento ser um fim em si mesmo, e outras aparentemente acidentais, mas de que ninguém abdica, materializadas num comportamento de rebanho ou manada, e que significam, mormente: comermos todos a mesma coisa, fazermos todos o mesmo tipo de exercício, consumirmos todos o mesmo entretenimento, visitarmos todos os mesmos lugares, falarmos todos a mesma língua, através até das mesmas expressões.

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Línguas de trabalho na ONU: brasileiro não consta

United Nations – Official Languages

«There are six official languages of the UN. These are Arabic, Chinese, English, French, Russian and Spanish. The correct interpretation and translation of these six languages, in both spoken and written form, is very important to the work of the Organization, because this enables clear and concise communication on issues of global importance.»

Language Days at the UN

«The Translation Services translate all official United Nations documents, meeting records and correspondence at Headquarters from and into Arabic, Chinese, English, French, Russian, and Spanish.  Some official documents are also translated into German


«A questão de fundo a reflectir/refletir é a seguinte: porque é que o Português não é língua de trabalho nas Nações Unidas? Porque os critérios de selecção/seleção foram de natureza essencialmente política, não reflectindo/refletindo a importância das línguas no contexto do mundo de hoje. As Nações Unidas e o Conselho de Segurança surgem na sequência da geopolítica saída da II Guerra Mundial. Os seus vencedores, a China, os Estados Unidos, a França, o Reino Unido e a antiga URSS, hoje Rússia, integraram, como membros permanentes, o Conselho de Segurança. As suas línguas, isto é, o idioma de cada um dos vencedores, prevaleceram como as línguas de trabalho na então nascente ONU. O Alemão e o Japonês nunca poderiam ter sido escolhidas. Estes países – espanto dos espantos – ainda hoje são designados como países inimigos pela Carta das Nações Unidas…

A par das línguas dos países vencedores do último grande conflito mundial, foram ainda escolhidos o Espanhol e o Árabe. É sempre bom ter países árabes no leque de países amigos. O petróleo era essencial para alimentar as indústrias norte-americanas e europeias/européias e, por outro lado, era de bom tom dar voz aos países emergentes do chamado Terceiro Mundo. O Árabe era língua de uma série de países nestas circunstâncias. Quanto ao Espanhol pesou a sua própria relevância e, também, o empenho nesse sentido das autoridades de Madrid.

Este cenário geopolítico e linguístico está ultrapassado. As línguas, hoje, têm de valer pelo que representam no mundo da ciência, da cultura, da arte e da economia. E, não restam quaisquer dúvidas, a Língua Portuguesa tem hoje mais expressão nestes domínios do que algumas línguas de trabalho das Nações Unidas.»

[in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/aberturas/sobre-as-linguas-de-trabalho-na-onu/22 [consultado em 12-02-2021]


Já em 2008 Malaca Casteleiro  babujava uma das suas mentiras favoritas: «A língua portuguesa é a única com duas variantes que têm que ser traduzidas nas Nações Unidas

Esta é uma das patranhas favoritas dos acordistas. Pretendem, se bem que vagamente, para disfarçar, porque sabem que semelhante coisa está fora de cogitação, promover a língua brasileira, a pretexto do AO90 e de uma alegada “unificação”, à aparentemente suprema condição de língua de trabalho da ONU. A realidade, por mais que os acordistas encenem a esse respeito uma rapsódia delirante, é que as línguas de trabalho da ONU são aquelas que fazem sentido o sejam: o Inglês, como língua franca e por acréscimo sendo a oficial em inúmeros países, e outras cinco línguas que, de certa forma, incluindo a componente política, representam a esmagadora maioria dos 193 países que fazem parte da Organização. Do brasileiro, nada, nem pio, não consta nem conta coisa nenhuma; ninguém na ONU sequer refere a questão, que afinal não existe de todo; a Organização das Nações Unidas trata de assuntos sérios, não de brincadeiras de mau gosto.

Outra patranha de igual calibre é a do número de falantes de “português”. Nesta espécie de “copa” brasileira para apurar a língua campeã do mundo, para fingir que a língua brasileira ocupa um lugar “honroso”, os brasileiros torcem a realidade e torturam os números por forma a que o seu cadinho linguístico apareça na 5.ª posição ou, quando muito, classificado na 6.ª posição. Isto no pressuposto de que tal campeonato, mais uma invenção absurda, interessa a alguém com um mínimo de tino. Apenas os ultra-competitivos brasileiros (e alguns imbecis portugueses) se entretêm com este tipo de onanismo desportivo-linguístico e, reiteremos, tentam assim justificar o injustificável (o brasileiro como língua de trabalho da ONU) e se calhar impressionar sabe-se lá bem que tipo de labregos deslumbrados. Sob a capa rota da CPLP, montam uma ficção ao estilo do Teatro do Absurdo que nem Ionescu desdenharia.

Dos mencionados labregos deslumbrados podemos ler, por exemplo, no texto parcialmente citado acima, contendo as mentirolas do costume as suas deles “perplexidades” (digamos assim) por a ONU ignorar olimpicamente a sua amada língua brasileira. Pois parece que não estão com sorte nenhuma…

É isso mesmo o que vemos e lemos, na citação de topo, no extracto da página respectiva do site das Nações Unidas: aquelas são as línguas de trabalho e não lembraria nem ao careca introduzir nas 6 línguas oficiais um corpo estranho.

Em baixo, como contraponto (o enésimo, visto que há no Apartado 53 bastantes conteúdos sobre o tema), um texto em Inglês que mais uma vez repõe os números correctos, os factos, a verdade: o brasileiro (na figura diz “Portuguese” mas é gralha) é a 9.ª (nona) língua mais utilizada no mundo

 

thelanguagenerds.com

The 10 Oldest Languages That Are Still Spoken Today.

 

As of today, the world has 7111 languages according to Ethnologue. A staggering third of these languages are endangered and only spoken by very few people, 1000 speakers at best. what’s even more serious is that more than 50% of the world’s population is covered by 23 major languages.

Top 10 most spoken languages, 2019. By Ethnologue.

 

Languages appeared about 100.000 years ago and have been evolving ever since. Languages are always in a state of flux; some die out and some branch out and give us more languages. Exceptionally, some languages have survived long periods of time and erosion and made it to the modern world. Here are 10 of the most ancient languages that are still spoken today:
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Passar a ferro

«Depois, há para considerar o fator tempo que altera todas as coisas. Assim, não existe razão para que a língua escape a essa lei universal. A língua, igualmente as pessoas, quer palpitar, crescer, tornar-se flexível e colorida, enfim, viver.»

Valha-me Deus. Mas que cretinice.

Bem entendido, já sabemos que o “argumento” da “evolução” — com mais ou com menos ornamentos, como é o caso citado, pejado de palavras sem absolutamente significado algum — é um dos mais martelados pelos acordistas em geral. Usar verbos e adjectivá-los aos pulinhos, com imensa solicitude, numa construção frásica cheia de floreados do piorio, como se a rapariga autora do esgalhanço escrito estivesse a falar de plantinhas, coitadinhas, bem, convenhamos, bálhamedeus, repito, dá vómitos, é um nojo. Mas paradigmático, é claro; qualquer labrego acordista tende sistematicamente para os “simbolismos” pindéricos, a metáforazinha catita, o estilo… hum… estiloso.

A Língua não é exactamente um malmequer ou um girassol, nem na escrita peganhenta do poeta mais foleiro da Via Láctea e arredores. Mas isto ele para os brasileiros, mai-la sua verborreia tipo culto do vácuo, em especial se a coisa mete graveto (pilim, cacau, guito, c’roas), em suma, em cheirando-lhes a dinheiro vai mesmo tudo raso, até a língua deles passa por uma mui elegante (e quiçá periclitante) tulipa verde e amarela.

Note-se que o artigalho não começa por uma pergunta. A ausência do ponto de interrogação no título denuncia de imediato, sendo aquilo a constatação de um facto, o carácter tóxico-propagandístico do textículo (salvo seja) desta Bruna e demais Brunas e Brunos. Esta espécie de elegia histérica cheia de paleio a armar aos cucos (ou às catatuas) merece, portanto, para mais fácil entendimento do fenómeno, ser genericamente designada por brunismo.

A toxicidade da propaganda brunística ressalta imediatamente, “de fato” e gravata, pela “conclusão” implícita no “pensamento” veiculado: por exemplo, americanos, ingleses e canadianos, franceses, argelinos e tunisinos, espanhóis, mexicanos e chilenos, para já não falar em chineses, indianos, russos, japoneses, filipinos e coreanos, etc., essa malta toda, cerca de 99% da população mundial é constituído, segundo o brunismo, por uma cambada de imbecis, burros como cepos:  mantêm inalteradas há séculos as suas línguas nacionais, nativas ou adquiridas, que horror, que “retrógrados”, que “reaccionários” que “velhos do Restelo”. Extremamente espertinhos, por exclusão de partes e por paradoxalmente se entreterem a “mudar a língua brasileira tantas vezes”, são eles, os brasileiros (e os seus “camaradjinha” tugas), porque mudam amiúde a sua caótica escrita. De 20 em 20 ou de 30 em 30 anos lá vem mais «uma repaginada com o passar do tempo», como diz a Bruna. Caramba! Não é um crânio, a Bruna, não é mesmo uma maravilha, o brunismo? Légáu, né? Hem? “Oi”?

Oh, raio de texto, o que me havia de tocar pela proa! Canoijo. Bem perto da genialidade, realmente, e expondo — ainda por cima — sua inatacável premissa com artistices de fazer inveja ao cromo mais pintado. A florzinha pretende «crescer, tornar-se flexível e colorida, enfim, viver», oh, mas que lindo, que bela imagem, é fantástico, um gajo até parece que está vendo o malmequer a crescer, a tulipazinha a tornar-se flexível e colorida, ui, que beleza, enfim, isto não é bem escrever, enfim, «isto é viver».

Enfim, enfim, enfim.

É mais do que evidente o que pretendem impor-nos. Neste texto brunístico, ainda que de cariz comercial — ou por isso mesmo –, não é referido Portugal uma única vez. Claro. A língua brasileira é deles, portanto têm todo o direito a assassiná-la, ui, caríssimos, à vontade, chateiem lá os Tupi, os Guarani e os Zé Carioca, não venham é para cá brunir (passar a ferro, literalmente) a Língua Portuguesa. Nem em Portugal nem em qualquer dos PALOP. Xô.

O nexo de causalidade, reitere-se o que amiúde aqui é dito, aparece agora de novo espectacular e obscenamente nítido: o AO90 teria sido, quando muito, uma tentativa de normalização das várias desortografias fonéticas brasileiras, um acordo entre Estados, sim, mas estabelecido apenas entre os 27 Estados brasileiros, acabou por tornar-se, depois de desenterrado por Cavaco, Lula e Sócrates, numa fantochada inaudita à escala mundial. 

Impor a sete Estados soberanos um “Tratado” para transformar a língua de um oitavo país na “língua nacional” de todos eles (com a subscrição de apenas três), isso, repito, semelhante desconchavo, o “acordo” imposto pelo Brasil e propagado, propagandeado e pago por Portugal, é algo que  jamais ocorreu a qualquer dos “restantes” 191 Estados-membros da ONU.

Esta “ideia”, ó Brunas do universo, é um dos motivos pelos quais a língua brasileira muda tanto na acepção de tantas vezes e porque a sua cacografia varia infindavelmente.

Infelizmente, o brunismo medra. E não há peito ilustre que o mande ao anagrama de medra. 

Vão brunir longe.

Por que a Língua Portuguesa muda tanto

por Bruna Eckel
28 de janeiro de 2021

 

As pessoas se perguntam por que uma língua não permanece estável no curso da vida? Uma língua muda porque é falada segundo os costumes, a cultura, as tradições, modernização tecnológica e o modo de viver da população. Depois, há para considerar o fator tempo que altera todas as coisas. Assim, não existe razão para que a língua escape a essa lei universal. A língua, igualmente as pessoas, quer palpitar, crescer, tornar-se flexível e colorida, enfim, viver.

A mudança que se observa numa dada língua, no decorrer do tempo, tem paralelo na mudança dos conceitos de vida, na mudança das artes, da filosofia, da ciência e até da própria natureza. Essa evolução temporal, mudança diacrônica ou história, é um dos aspectos mais evidentes da variação ou mudança que se processa em toda e qualquer língua. Antigamente, no Brasil, se falava cutex ao invés de esmalte, petisqueira no lugar de armário, penteadeira ao invés de cômoda, ceroula ao invés de cueca. São exemplos que ilustram a mudança diacrônica ou histórica.

Considera-se, também, que a língua varia no espaço, razão porque a língua portuguesa apresenta variedades nacionais e internacionais. É a mesma língua, mas com traços peculiares das regiões, dos países como Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola, Cabo Verde, Timor Leste, Brasil.

A língua é viva

Como sabemos bem, a língua portuguesa foi trazida ao Brasil no século XVI em virtude do Descobrimento. O português era imposto como língua oficial às línguas nativas que havia aqui ou modificava-se dando origem a outros dialetos. Mas houve um longo processo para estabelecer o idioma no território brasileiro. O contato entre os indígenas, os africanos e os vários imigrantes que vieram de algumas regiões da Europa contribuiu para o chamado multilinguismo. Assim, além da fase bilíngue pela qual passou a nossa língua, o multilinguismo contribuiu – e continua contribuindo – para a formação da identidade do português brasileiro.

Assim como os demais idiomas, a nossa língua é viva, ou seja, se transforma e se reinventa com as pessoas ao longo do tempo, expressando uma maneira de organizar o mundo em nomes e estruturas linguísticas. Algumas alterações ocorrem naturalmente; outras são determinadas formalmente, como o Acordo Ortográfico implementado pela CPLP, em 2009, com o objetivo de facilitar o intercâmbio cultural e científico entre os países que têm o português como idioma oficial e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa.

Diferenças e exemplos de variações

As variedades nacionais de um idioma não apresentam uma uniformidade interna, são constituídas por variantes geográficas que os dialetólogos denominam dialetos. Também há as variações decorrentes dos diferentes grupos sociais a que pertencem os falantes, tal como variações de faixa-etária, sociocultural e sócio profissional.

São exemplos de variações por faixa-etária:

Idoso – coroa – velho;

Homem – rapaz – tiozinho;

Baile – festa – balada.

São exemplos de variações socioculturais:

Festa – arrasta-pé ou piseiro;

Briga – confusão – furdunço – baixaria – barraco;

Namorar – ficar;

Moça – mina.
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