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Falar margaritês ou Português, eis a questão

Falar ″brasileiro″ ou falar ″americano″, eis a questão!

Margarita Correia
www.dn.pt,22.11.21

 

Até aos 10 anos, vivi num ambiente linguístico peculiar. Os meus pais, portugueses emigrados na Venezuela, falavam um registo de contacto entre português e espanhol; a minha madrinha, brasileira do Nordeste emigrada na Venezuela, falava o seu registo de contacto. Não sei ao certo qual terá sido a primeira língua que falei, ou qual registo, mas sei que, aos 5 anos, fui alfabetizada em espanhol, língua que desde então tenho a certeza de falar. Entre os amigos da família havia falantes de português (portugueses e brasileiros, com vários sotaques) e falantes de castelhano (venezuelanos, espanhóis, cubanos, colombianos…), de galego, catalão, basco, de italiano, eu sei lá! Entre as colegas de escola havia quem falasse alemão, francês, inglês, iídiche. Cresci no meio de uma grande algaraviada! O resultado foi eu hoje falar e até ensinar português europeu e entender outras variedades do português; falar espanhol de variedade venezuelana e entender outras variedades; falar francês por o ter estudado por 12 anos e ter habilitação profissional para o ensinar como língua estrangeira; falar inglês, que aprendi no ensino básico e de que muito preciso para o exercício da profissão; falar italiano, que aprendi quase sem dar por isso, como se sempre tivesse estado dentro de mim.

Quando cheguei a Portugal, fui para a escola de uma aldeia da Beira Litoral, onde frequentei a 4.ª classe. A professora ficou muito aborrecida por eu entrar a meio do ano lectivo e ser tão burra (ela dizia “buuurrra!”) que nem sabia falar português nem percebia o que lhe diziam. Na escola havia umas meninas ainda mais burras [do] que eu, porque, além de terem vindo do estrangeiro, eram muito mais pobres. Era assim em 1971. Que ainda hoje seja assim é inaceitável.

Vem isto a propósito de uma reportagem do DN, de 10 de Novembro p.p., intitulada “Há crianças portuguesas que só falam “brasileiro””, instigadora de alarmismo social e fobias, a avaliar pela reacção nas redes sociais. No texto grassa a ignorância e as asneiras são tantas que nem posso referi-las todas. Logo o título está errado. “Brasileiro” não existe (nem angolano, moçambicano ou africano), apenas português, vivo e de boa saúde, tal como não existe americano, sul-africano, indiano ou australiano, mas apenas inglês.

Ninguém em seu perfeito juízo ficaria aborrecido se o seu filho tivesse um colega, falante de inglês, que falasse português com sotaque; se o filho viesse para casa a dizer umas palavras ou expressões em língua inglesa, os pais até ficariam orgulhosos. Também não imagino pais a preocupar-se por os seus filhos começarem a falar inglês, seja de que país for, por exposição exagerada a produtos audiovisuais nessa língua. Contudo, conheço muitos relatos de crianças discriminadas na escola portuguesa por falar português de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné ou Moçambique; talvez seja por serem morenas, talvez por serem pobres.

Diz uma reportagem de O Globo online, de dia 16, que Luccas Neto “anunciou que passará a dublar os seus vídeos em português … de Portugal”. Alguém imagina a Disney a dobrar os seus filmes em inglês … de Inglaterra? Imaginam as criancinhas inglesas a fazer terapia por falarem “americano”?

Haja bom senso! Aos pais, sugiro que conversem com os filhos e os ajudem entender o mundo que os rodeia, seja em que língua ou variedade for. Aos professores, que se actualizem e leiam umas coisas sobre variação linguística, multilinguismo e multiculturalismo. A sociedade agradece. E as crianças também.

Professora e investigadora, coordenadora do Portal da Língua Portuguesa

 

[Transcrição integral de artigo de opinião, da autoria de Margarita Correia, publicado no “DN” de 22.11.21. Cacografia brasileira do original corrigida automaticamente. Destaques, sublinhados e “links” meus.]

«É professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigadora do Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), onde coordena o Portal da Língua Portuguesa (www.portaldalinguaportuguesa,org) e foi responsável pelo Vocabulário Ortográfico do Português (VOP). É doutora em Linguística Portuguesa pela Universidade de Lisboa.»
«Especializou-se na área dos estudos do léxico, no âmbito da qual publicou diversas obras, tais como Os Dicionários Portugueses (Lisboa, Caminho, 2009) e, em co-autoria, Inovação Lexical em Português (Lisboa, Colibri, 2005) e Neologia do Português (São Paulo, 2010).» [Wook]

«O nosso VI Simpósio tem como tema “Terminologia, desenvolvimento e identidade nacional”.
Acreditamos que, nestes tempos de globalização, (…) é muito importante que os membros da RITerm reflictam acerca das medidas a tomar para defender as possibilidades das línguas espanhola e portuguesa como instrumentos para a comunicação intra e interlinguística especializada (…).
Acreditamos que, quando defendemos os direitos das nossas línguas espanhola e portuguesa, defendemos também o nosso património cultural comum, a nossa identidade nacional.» [“Terminologia, Desenvolvimento e Identidade Nacional” – VI Simpósio Ibero-Americano de Terminologia – de Margarita Correia, Edições Colibri, 2002]

«Margarita Correia é doutora em Linguística Portuguesa pela Universidade de Lisboa, tendo-se especializado nos estudos do léxico. Atualmente é professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigadora integrada no Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), onde coordena o grupo de Léxico e Modelização Computacional. Coordenou a realização do Vocabulário Ortográfico do Português (VOP) e, com José Pedro Ferreira, o Lince – Conversor para a nova ortografia. Garante a coordenação científica do Portal da Língua Portuguesa [“Webinars” DGE]

"click" na imagem para aceder a YouTube

A questão consiste em falar margaritês, ou seja, penetrar num sítio deprimente e caótico e tentar entender alguma coisa que por acaso escape à proverbial desonestidade intelectual desta falante única da sua própria língua. O margaritês consiste em aturar essa tal Margarita a dizer apenas mentiras — das mais escabrosas — e a inventar teorias da treta para vender mais uns livrecos de propaganda ao AO90 e de bajulação ao seu (dela) querido Brasil. Requer um módico de coragem, por conseguinte, levar com o margaritês, e ainda assim, mesmo fazendo salientar os bíceps mentais, torna-se imprescindível munir-se a gente de uma dose cavalar de paciência para “ouvi-la”.

Tachos não lhe faltam, usemos nós a espátula adequada para os rapar e higienicamente atirar ao lixo tão repugnantes cozinhados. Apenas alguns, que para mais não há estômago.

Margarita a Margarita em mais este textículo (ver acima) que:

  • a) «grassa a ignorância e as asneiras são tantas que nem posso referi-las todas»
    Ui. Refere-se à peça jornalística que uma corajosa profissional publicou no “DN”. Jornalista essa que até sabe escrever e tudo, o que deve de facto fazer imensa confusão a um espírito débil, e daí as ligeiramente trogloditas observações da agente brasileira de origem venezuelana. Sem comentários, portanto, atendendo à vomitiva diatribe margarítica e aos cuidados que devemos ter quanto a problemas de ordem gástrica.
  • b) «tal como não existe americano, sul-africano, indiano ou australiano, mas apenas inglês»
    Isto é um “clássico”. Os acordistas esgalham qualquer coisa como “argumento” para tentar justificar o injustificável, debitam seja o que for, por mais absurdo que até a um bebé de colo pareça (e, infelizmente, a indiferença de alguns mais parece o sono dos recém-nascidos). Tentar estabelecer um paralelo entre o Português e o brasileiro, por um lado, e o Inglês “cockney” e o de New York, por outro, é um dos casos hiper-imbecis citados pelos super-cretinos acordistas desde os primórdios. É claro, uma coisa (um sotaque ou um “falar” existem em todas as línguas nacionais de qualquer país, por região, profissão ou grupo social) não tem absolutamente nada a ver com a outra (línguas diferentes, com pilares gramaticais estanques), mas para o efeito aos acordistas tanto se lhes dá, é indiferente qualquer “argumento”, a propaganda faz-se com patranhas fáceis de “engolir”.
  • c) «talvez seja por serem morenas, talvez por serem pobres»
    Bem, este outro “argumento, há que reconhecê-lo, para variar, é uma inovação. Nunca anteriormente ocorreu a algum dos outros patronos da causa brasileira (Carlos Reis, Edite Estrela, Santos Silva etc.) utilizar uma palavra-de-ordem de tipo “esquerdista”, imensamente “solidário” para com a arma de arremesso — ou carne para canhão — a que a oligarquia dominante chama “minorias” ou, mais prosaicamente, “povo”. Nem aos conterrâneos da própria Margarita (o maduro Maduro ou o indigente Chávez) ocorreria puxar a costela do racismo classista na variante de tez morena, por assim dizer. Realmente, a desfaçatez desta gentinha não tem medida nem limites. Alguém alguma vez ouviu sequer falar de “relatos de crianças discriminadas na escola portuguesa por falar português de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné ou Moçambique“?

 

Caligrafia

Mas ali, nas minhas mãos, estava algo que desapareceu e que faz toda a diferença. Confere humanidade, sentido e tempo ao que se escreve: a caligrafia. Não falo de grafologias ou outras “logias” que por mim fecharia de vez. É porque acho que a nossa letra também é parte do que somos. E essa a tragédia, amigos: já não me lembro como escrevo. Algo do que me é único e transmissível está em vias de se afogar no mar destes tempos. Não me posso queixar: a culpa é minha porque sem querer me rendi à forma anónima e instantânea como comunicamos hoje uns com os outros. [Nuno Miguel Guedes, 18.11.20]

caligrafia

caligrafia | n. f.
ca·li·gra·fi·a (grego kalligrafía, -as) – nome feminino
1. Arte ou técnica de escrever à mão segundo determinados modelos de estilo e de beleza.
2. Maneira de escrever à mão característica de cada pessoa . =ESCRITA, ESCRITURA, LETRA
3. Letra manuscrita .
Palavras relacionadas: escrita, caligráfico, caligrafista, caligrafar, alfabetista, cursivo, caligrama.

“caligrafia”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/caligrafia [consultado em 10-07-2021].

São coisas diferentes, como é óbvio, mas na verdade a caligrafia actual tem tudo a ver com a medieval arte da iluminura; aliás, uma e outra são de certa forma uma relação directa de causa e efeito, já que a iluminura era, antes de Johannes Gutenberg, por regra, a primeira letra capitular de um códice; ou seja, o texto copiado à mão nos livros em pergaminho antes da invenção da prensa de tipos móveis, a impressão em papel.

Mas, ainda que sem esquecer a beleza da iluminura (de “lume” e de “luz”), aquilo de que agora falamos é de caligrafia — também ela uma arte, se levada a um extremo de elaboração e classe, que mesmo na sua forma mais básica foi tragada pela voragem consumista e devorada pela sofreguidão do tempo. Praticamente aniquilada pela ditadura do imediatismo, sobrevivem ainda hoje alguns destroços de caligrafia (sob a forma de “escrita de médico”, por exemplo), mas parece ser irrevogável a sua extinção radical num futuro já não muito distante.

Estranhamente — ou talvez não –, nada a substituiu. O sistema de Ensino, ao qual em princípio compete zelar pela transmissão de conhecimentos às gerações que se sucedem, sempre tão entretido a inventar brincadeiras para entreter os meninos e a tornar obrigatórias outras brincadeiras para entreter os adultos (a TLEBS, entre outras imbecilidades), jamais se preocupou (“nem um bocadinho”, para usar uma medida de imbecilómetro) com essa “minudência”; para as entidades oficiais, coadjuvadas por uma seita gigantesca de cabeças-de-vento, saber escrever à mão — que é (“só”) um factor neurológico determinante na aprendizagem, como se explica em neurolinguística, essa bizarria — não tem o mínimo interesse, até porque estudar a matéria dá trabalho, e portanto o que é preciso é que os alunos tenham imensos Magalhães (o computador socretino, que o Fernão ninguém conhece) e que “aprendam” a “divertir-se”, num ambiente pedagógico lúdico e jamais ralando-se com coisa alguma ou ter gosto no que fazem além de jogar futebol. Em suma: a “escrita” foi prescrita sem necessidade sequer de uma lei ou ordem para tal, tendo bastado para o efeito um chorrilho de contradições nos termos, oximoros vagamente hilariantes e umas quantas patacoadas pseudo-pedagógicas “muito giras”.

Porém, quando chegar o dia em que será necessário reconstruir a Língua Portuguesa, após a demolição operada pelo camartelo acordista (da marca AO90), as mesmas entidades não terão outro remédio senão recuperar as verdadeiras ferramentas pedagógicas que já deram sobejas provas de eficácia no passado e que, apesar de toda a evolução tecnológica, continuam a singrar proficuamente nos sistemas de Ensino dos países aos quais jamais ocorreu “modernizar” e tornar “mais fácil” a ortografia em Inglês, Francês, Japonês, Mandarim, Coreano, Árabe e outros “atrasadinhos” do género. Uns quantos por cá e outros tantos no Brasil, “iluminados” de dois países que são portentos de “modernidade” e de “progresso”, eles, sim, eles é que são muito espertinhos e portanto, ao contrário dos “atrasadinhos”, aos moderninhos ocorreu aniquilar a ortografia — o que implicará necessariamente, quando as pessoas normais se aperceberem da aldrabice, voltar a uma norma racional, estável e exequível.

Assim, além de usar, por exemplo, concursos de ortografia (spelling bee) como técnica pedagógica, também a reintrodução da caligrafia no sistema de Ensino português poderia tornar-se num poderosíssimo auxiliar no processo de ensino/aprendizagem. Tratar-se-ia apenas de aproveitar o instinto competitivo, tão próprio da natureza humana, e o orgulho pelas próprias realizações, outra tendência inata, como métodos pedagógicos veiculados, respectivamente, pela ortografia e pela caligrafia.

Recomeçar pela base, enfim; pelas fundações, como as catedrais. Assim como sucede a qualquer criança que o primeiro dia de escola ficará na sua memória para sempre, também as “primeiras letras” — e a forma como são apresentadas aos alunos, com mais ou com menos cerimónia, como se fossem pessoas e não simples caracteres — terão desde logo um capítulo reservado na história de cada qual.

E todos eles, alunos e caracteres, fazem parte do livro de História de Portugal, o que fala de todos nós.

A sua caligrafia contém um pouco de si, expressa o que tem a dizer e demonstra a sua criatividade.

Com as novas tecnologias, a arte de uma bela letra manuscrita perdeu-se. Já ninguém escreve cartas de amor à mão. Já não se passam bilhetinhos de mão em mão na sala de aulas. Para quê escrever à mão se há tantos emojis que se podem usar?

Mas a caligrafia é uma arte que se pode dominar, como o mostra Abbey Sy e os quatro artistas internacionais — João Neves, Lisa Lorek, GooglyGooeys e MeaganHyland — que convidou a participarem neste livro. Juntos, criaram novos estilos de letras, mostrando como as desenhar e usar numa variedade de línguas e situações.

Vai encontrar letras para todos os gostos e com estilos diversos — coloridas, a preto e branco, clássicas ou simplesmente divertidas — e ideias para transformar até a mais aborrecida das frases numa obra de arte.

Seja criativo com as 26 letras do alfabeto!

[FNAC]

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Priberam: em Português

Daquela que é, na minha opinião, a melhor ferramenta do género, absolutamente indispensável para quem trabalha com a Língua Portuguesa, ou seja, toda a gente que sabe ler e escrever em Português, apenas há a esperar que a equipa da Priberam não tenha estragado nada com esta nova versão, nem no corrector ortográfico e sintáctico FLIP (programa e utilitário) nem no dicionário online.

Parece que não. Corrector e dicionário continuam intactos e, portanto, imunes à brasileirização compulsiva que já vai infectando os programas e as plataformas da concorrência, nesta incluindo um “serviço” financiado pelo Governo que está convictamente assimilado, ao serviço da terraplanagem brasileira: refiro-me ao tremendo barrete que dá pelo nome de “ciberdúvidas”. Ora, a Priberam também disponibiliza, além do corrector, do dicionário e de diversos outros auxiliares da escrita, um verdadeiro serviço de “Dúvidas Linguísticas”.

Enfim. Por uma vez sem exemplo, aqui fica a sugestão — inteiramente grátis, é claro, que ninguém me encomendou frete algum — já não apenas de uma ferramenta única mas de uma caixa de ferramentas inteira, daquelas à moda antiga, sólida, em chapa e com pegas de ferro, pronta para resistir sem amolgadelas ou sequer riscos a quaisquer pancadas, marteladas e pontapés na gramática. Estamos todos fartos de porcarias tipo “loja do chinês” e de plástico moldável em tretas infantis enjorcadas por cabecinhas cheias de… enfim, digamos, borracha.

Este é todo um trabalho sério, escorreito, limpo e transparente, obra de portugueses competentes, e por isso não será exagero algum saudar ambos, os trabalhadores do cérebro e a empresa que os seleccionou e emprega: parabéns, mas que luxo!

 

Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP) é um dicionário online de português. Compreende o vocabulário geral e os termos das principais áreas científicas e técnicas. O DPLP contém informação sobre as diferenças ortográficas e de uso entre o português europeu e o português do Brasil. O dicionário online apresenta funções avançadas de consulta e pesquisa assentes na plataforma lexicográfica da Priberam. Inclui ainda ligação para os auxiliares de tradução do FLiP (espanhol, francês e inglês).

O DPLP é um dicionário online de consulta gratuita. O seu conteúdo é assegurado por uma equipa de linguistas, estando em constante actualização e melhoramento.

A Priberam agradece desde já todos os comentários e sugestões dos utilizadores do dicionário online. A informação será tida em conta pela equipa de linguistas. Todos os comentários devem ser enviados para dicionario@priberam.pt.

O DPLP e o novo Acordo Ortográfico

O DPLP apresenta-se em duas versões. Por um lado, uma redigida na norma europeia do português, sem e com as alterações gráficas previstas pelo Acordo Ortográfico de 1990. Por outro, uma versão redigida na norma brasileira do português, com e sem as alterações previstas pelo novo Acordo Ortográfico.

Na secção Como consultar, cada uma destas opções de pesquisa no dicionário online é descrita pormenorizadamente.

Para mais informações sobre o Acordo Ortográfico, consulte a secção Acordo Ortográfico no site do FLiP.

[…]

[“site” da Priberam]

Flip 11: nova versão do corrector ortográfico da Priberam para quem leva o Português a sério

TekGenius
Marco Trigo

Depois de alguns anos de espera, a Priberam lançou o FLiP 11, a nova versão do seu conceituado corrector ortográfico, e que chega com algumas novidades. Acima de tudo, chega com um foco muito forte na exactidão e nos glossários científicos, para se distinguir dos dicionários generalistas.

A questão que se coloca à Priberam é que, nos últimos anos, generalizaram-se os dicionários generalistas que encontramos nos telemóveis, nos browsers e, principalmente no Microsoft Office, que continua a ser uma ferramenta fundamental em muitas empresas. Mas, como a Priberam destaca, embora estes dicionários generalistas sejam suficientes para o cidadão comum, a Microsoft optou por um caminho peculiar com revisão pré ou pós acordo ortográfico, e também uma mista. O resultado é que muitas grafias erradas acabam por ficar nos nossos textos.

Não foi sempre assim. A partir de 2001 e até ao Office 2016, a Priberam e as diversas versões do FLiP foram os parceiros da correcção ortográfica do Microsoft Word.

A apresentação à imprensa, que contou com Carlos Amaral, CEO da Priberam, e com a linguista Helena Figueira, focou este ponto, mostrando amplos exemplos de grafias incorrectas aceites pela Microsoft e não pelo FLiP.

Um ponto forte do FLiP 11 é também a integração de dicionários temáticos, com uma grande riqueza de termos específicos das áreas científicas, uma lacuna ainda gritante no Office. Graças a estes dicionários temáticos, o FLiP é um facilitador da escrita científica, reconhecendo termos que para o Office (e outros) serão apenas erros ortográficos. O exemplo citado é bastante claro: para o FLiP, “cometário” refere-se a um cometa, mas para o Office é apenas um erro ortográfico em “comentário”.

Para o académico, o FLiP 11 tem então uma dupla vantagem: não só não lhe enche o ecrã de palavras sublinhadas, como também não o induz em erro, corrigindo falsos positivos.

O FLiP 11 tem também uma melhor compartimentalização das ortografias pré e pós Acordo Ortográfico e uma capacidade melhorada de correcção contextual da ortografia. Conta, além do mais, com dicionários para todos os países Lusófonos e é compatível não só com o Microsoft Office, mas ferramentas da Adobe ou Open Office e ainda é possível utilizá-lo como plugin para o WordPress. Estas aplicações tiram todas proveito não só das ferramentas correctivas (tanto ortográficas, quanto sintácticas e estilísticas), mas também dos dicionários Priberam e do conjugador de verbos.

[…]

Priberam anuncia o FLiP 11 com foco na universalidade

noticiasetecnologia.com

A Priberam anunciou o novo FLiP 11, a décima primeira versão do pacote de ferramentas de revisão e auxílio à escrita da empresa portuguesa, conhecida pelo seu Dicionário. Disponível apenas para Windows, é totalmente compatível com o Microsoft Office 2019 e, a partir desta versão, e deixa de haver um produto diferente para o mercado brasileiro – ou seja, este é um FLiP universal.
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Spelling Bee

 

«A spelling bee is a competition in which contestants are asked to spell a broad selection of words, usually with a varying degree of difficulty. To compete, contestants must memorize the spellings of words as written in dictionaries, and recite them accordingly.»

«The concept is thought to have originated in the United States, and spelling bee events, along with variants, are now also held in some other countries around the world. Spelling bees are common only in countries where English is spoken, because other languages have a more predictable spelling system[Wikipedia]

The 91st Scripps National Spelling Bee was held at the Gaylord National Resort and Convention Center in National Harbor, Md., in 2018. Credit…Scripps National Spelling Bee
July 8, 2021, 3:00 p.m.

By Alan Yuhas

The Scripps National Spelling Bee finals have returned.

 

W-e-l-c-o-m-e to our live coverage of the 93rd Scripps National Spelling Bee finals, where 11 students will face the clock, the cameras and a horde of the dictionary’s orthographic terrors, which are now all that stand between them and the title of national spelling champion.

The finalists, ages 11 to 14, have made it where nearly 200 other contestants could not — defeated by rhonchus, revetment, groupuscule, welkin and motmot, among others. Adding to their challenge, this year the students also face an on-camera vocabulary element to the competition. (A rhonchus is a kind of snoring sound, a revetment is an embankment, a groupuscule is a small group of activists, welkin is the heavens, and a motmot is a type of tropical bird.)

The contest’s organizers have also added another potential challenge since the last Scripps Bee, in 2019, when eight students shared the championship in a tie. In the event of a tie this year, the finalists will face a lightning round spell-off. The champion — or co-champions, if the spell-off itself ends in a tie — will receive a $50,000 cash prize.

[…]

[Transcrição parcial.

É uma actividade pedagógica, séria e consequente, adoptada como parte integrante e fundamental da política educativa em inúmeros países e territórios: Austrália, Bangladesh, CanadáÍndia, Kuwait, Nigéria, Nepal, Holanda, Bélgica, Paquistão, Emiratos Árabes Unidos, Arábia Saudita, Reino Unido, Estados Unidos da América, Vanuatu. Apesar de incidir sobre o Inglês, na actualidade a língua-franca mundial, este tipo de jogo didáctico é um factor estruturante do sistema educativo, principalmente nos USA (50 estados, 50 “países”), constituindo uma base sólida, a partir dos níveis básicos de escolaridade, do processo de ensino/aprendizagem de todas as crianças e jovens (e também de adultos!). Evidentemente, apesar de existir o exemplo contrastante dos concursos de caracteres chineses, estamos num campo até agora reservado a uma Língua cuja ortografia permanece intocada há séculos; também por isso mesmo os concursos de “spelling bee” ultrapassam largamente as fronteiras dos países em que o Inglês é Língua oficial, como, por exemplo, o Japão ou países diversos da América do Sul, através de instituições anglófonas de e para todos os níveis académicos, idades e estratos sociais.

São factos e evidências deste género aquilo que mais irrita os acordistas; irritação muito compreensível, portanto, visto que a realidade colide frontalmente com as suas teorias estapafúrdias, a sua militante imbecilidade na promoção de negociatas disfarçando-a com teorias “pedagógicas” horrivelmente sinistras. A “maior facilidade na aprendizagem” não resulta da “simplificação“, ou seja, não é exterminando a ortografia, substituindo-a por uma espécie de transcrição fonética do(s) falar(es) brasileiro(s), que se consegue maior “proficiência”, eficácia ou aproveitamento na aprendizagem da Língua, seja ela materna ou estrangeira. Essas e outras patranhas, qual delas a mais evidente, sustentaram a adopção do AO90 no sistema de Ensino português… por mais provas que se apresentem e por mais que se demonstre o contrário.
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Descolonização, já!

«Em exposição desde o dia 12 de junho, no Centro Cultural Brasil-Angola.
Escritor Ondjaki coordena programação cultural»

«Primeiro museu no mundo totalmente dedicado a um idioma, o Museu da Língua Portuguesa foi inaugurado na Estação da Luz, prédio-símbolo de São Paulo, em 2006. Em quase dez anos de funcionamento recebeu cerca de 4 milhões de visitantes. Hoje está em reconstrução.»

«A exposição “A Língua Portuguesa em Nós” é uma iniciativa do Itamaraty, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, a Fundação Roberto Marinho, o Museu da Língua Portuguesa e o Instituto Internacional da Língua Portuguesa, com coordenação da Expomus.»

«O Museu da Língua Portuguesa é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, concebido e realizado em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Tem como patrocinador máster a EDP, patrocinadores Grupo Globo, Grupo Itaú e Sabesp e apoio do Governo Federal, por meio da lei federal de incentivo à cultura. O IDBrasil é a organização social responsável pela gestão do Museu.» [“Plataforma 9” (Brasil)]

Lá diz o ditado, mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo. Se bem que neste caso sejam vários os coxos e, ainda por cima, com a agravante de serem esses mesmos também os mentirosos. Ou, parafraseando não sei que “intelectual” de igual coturno, mas não coxo nem mentiroso, “isto anda tudo ligado”.

No que diz respeito ao AO90 e, portanto, no que respeita aos mentirosos que o engendraram e às mentiras que propagam, existem diversos factores comuns facilmente identificáveis.

O primeiro pressuposto a considerar, em especial quanto à matéria agora considerada, é que as empresas privadas às quais são adjudicadas arbitrariamente a montagem e organização de “exposições” sobre a língua brasileira limitam-se a criar ambientes de “espetáculo” onde actuam os palhaços do costume, também eles sempre os mesmos, os dos sapatões clássicos, trajados a rigor com seus casacos de lantejoulas e ceroulas turcas mai-lo inevitável remate do pom-pom vermelho a fazer de nariz “engraçado”.

As técnicas utilizadas nesses espectáculos circenses são igualmente sempre iguais e resumem-se a divertir o “honorável público” com umas “iniciativas”, umas “discussões” e, como presigo, fotografias de exemplares amestrados (os obedientes aprendizes de brasileiro) e de outros mais selvagens (alguns palavrosos anti-acordistas confusos), segundo acham os organizadores, mandantes da pantomina, tudo regado a aguardente de cana e outros acepipes regionais.

Uma dessas técnicas, porventura a mais especializada, é a da chamada “mesa-redonda”, ao redor da qual abancam 90% de acordistas, brasileirófilos em geral, agentes e bufos da polícia política e os inerentes cães-de-fila (ou farejadores ou Bloodhound), todos fingindo discutir o AO90, a CPLP, o IILP, “o” Camões, a “difusão e expansão da língua” brasileira no mundo, “o valor económico da língua” brasileira, que “ninguém é dono da língua” brasileira (exceptuando o Brasil, calculo), tudo coisas assim, penas de pavão pesando toneladas, halteres de cortiça erguidos com imenso esforço acima do cocuruto, toda aquela gentinha aferrolhando um ar sorumbático, grave e sério.

Por exemplo, aquilo que agora se pretende levar a cabo em Glasgow, segundo diz a agência BrasiLusa, não apenas tresanda a pura propaganda como não passará efectivamente (basta ler os nomes dos participantes) de mais uma sessão de intoxicação da opinião pública, promovida (e paga?) pelas entidades portuguesas que habitualmente, estruturalmente, ideologicamente, gananciosamente servem os interesses geo-estratégicos e político-económicos do Brasil. Na habitual proporção de 90% de acordistas, esta “discussão” não passará de mais uma das ratoeiras circenses que a seita acordista armadilha amiúde.

  • Tem a ver com o aspecto das variantes, dos sotaques, que na verdade são variedades do português, são línguas que são diferentes, mas são a mesma língua portuguesa
Não, não é uma questão de sotaque. O Português e o brasileiro “são línguas que são diferentes”, evidentemente, e por isso mesmo… não são a mesma língua! Aliás, ou uma coisa ou outra — as duas na mesma frase ou ambas como premissas da mesma ideia são incompatíveis entre si e auto-excludentes.
  • “Em certa medida, ainda há uma sensação de que Portugal é o dono da língua portuguesa, quando, na verdade, a maior parte dos países que falam português têm mais falantes do que Portugal, salvo algumas excepções. É uma questão que está muito presa na língua portuguesa, mais do que noutras línguas, como o inglês

Uma das patranhas favoritas deste tipo de prestidigitadores: a língua depende do número de falantes; a destruição liminar da Língua Portuguesa deverá ocorrer porque os Brasileiros são mais do que 200 milhões e Portugal apenas tem dez milhõezinhos de almas-penadas. Seria ocioso comentar de novo semelhante bojarda ou explanar de novo as mordentes evidências que por excesso servem para estraçalhar tão imbecil delírio.

  • «A apresentação do Dicionário do Português de Moçambique (DiPoMo) pela coordenadora, Inês Machungo, da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, vai abrir o simpósio e lançar o debate»

E pronto. Ora cá está. Aquilo é só mais uma sessão de propaganda do AO90. Qualquer “discussão” prévia é mero engodo. A rapsódia dos “dicionários” parcelares sempre foi uma “exigência” de anti-acordistas confusos e de outros confusionistas. Moçambique… check. Portugal, check. Brasil, check. O resto do “evento” será mais do mesmo, pura treta para enganar os alvos predilectos dos acordistas: papalvos.

A seu tempo farão outros dicionários, um por cada ex-colónia portuguesa, e assim, de mentira em mentira, de check em check, julga o estado-maior acordista que algum dia chegarão a checkmate.

Académicos no Reino Unido debatem descolonização da língua portuguesa

Simpósio realiza-se em Glasgow, na Escócia, com a presença de professores e académicos que vão discutir questões relacionadas com as “variedades, ou variantes, da língua portuguesa no contexto da descolonização do currículo”.

“Público”, 26 de Junho de 2021, 12:41
Lusa

 

A “descolonização do currículo” e as variantes da língua portuguesa vão estar em debate este sábado em Glasgow, Escócia, num simpósio da Tropo UK, a Associação de Professores e Investigadores de Língua Portuguesa no Reino Unido.

Professores e académicos vão discutir questões relacionadas com as “variedades, ou variantes, da língua portuguesa no contexto da descolonização do currículo”, adiantou a organização, a cargo do departamento de Português da Universidade de Glasgow.

O tema surgiu do incentivo, sobretudo no último ano, da instituição britânica a docentes e alunos para analisarem o impacto da colonização no programa lectivo, tendo inclusivamente criado um centro de estudos sobre a escravatura.

Sensibilizado por esta questão, Luís Gomes, co-organizador e professor de Português naquela universidade, considera importante debater a descolonização do ensino do português como língua estrangeira, segunda língua e língua de herança. “Em certa medida, ainda há uma sensação de que Portugal é o dono da língua portuguesa, quando, na verdade, a maior parte dos países que falam português têm mais falantes do que Portugal, salvo algumas excepções. É uma questão que está muito presa na língua portuguesa, mais do que noutras línguas, como o inglês”, disse Luís Gomes à agência Lusa.

Isto reflecte-se, refere, na ideia existente em muitos dos membros da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), como Moçambique, de que é mais correcto o “português de Lisboa ou o português de Viseu” do que a própria variante ou sotaque local. Outro exemplo é o facto de o português de Cabo Verde ser normalmente denominado por “crioulo” e não visto como uma variante do português ou português de Cabo Verde.

“Tem a ver com o aspecto das variantes, dos sotaques, que na verdade são variedades do português, são línguas que são diferentes, mas são a mesma língua portuguesa”, argumentou Luís Gomes, questionando: “Se há o português do Brasil e o português europeu, porque é que não há o português de Angola ou de Moçambique ou da Guiné?”. A discussão, acrescenta, não pretende influenciar necessariamente decisões políticas, mas contribuir para a forma como os professores trabalham, ensinando e aceitando diferentes formas de escrever e falar português.

A apresentação do Dicionário do Português de Moçambique (DiPoMo) pela coordenadora, Inês Machungo, da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, vai abrir o simpósio e lançar o debate. Numa mesa redonda vão estar a presidente do conselho científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), Margarita Correia, a directora da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, Ciência e Cultura e antiga presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, e rapper brasileiro Vinicius Terra, bem como os professores Fernando Venâncio (Universidade de Amesterdão), Francisco Calvo del Olmo (Universidade Federal do Paraná, Brasil) e Sílvia Melo-Pfeifer (Hamburgo, Alemanha).

[Transcrição integral. Publicação: “Ípsilon”, suplemento do jornal “Público”, em 26 de Junho de 2021. Imagem da exposição “deles” de: “Plataforma 9“. Fotografia de cão da raça Bloodhound de: “Vetstreet“. Destaques, sublinhados e “links” (se não constantes dos originais citados) de minha autoria, por regra a cor verde.]

European Portuguese

É inevitável, dizem eles: mais tarde ou mais cedo, a língua do Brasil será o padrão do “portugueiss”, a “língua universáu” e única, pela simples razão de que o Brasil tem “mais de 200 milhões” e Portugal apenas 10 milhões de indígenas; e é “pobre”, oh, raio de paíseco, desprezível chafarica, ainda por cima cheio de fulanos maçadores, tem portanto apenas o que merece, ou seja, será perfeitamente justo que o monstro brasileiro engula a “terrinha” e que, por conseguinte, a língua brasileira seja entronizada como língua nacional neste já retalhado quintal à beira-mar arroteado; quanto a nós, os ditos indígenas, “ignorantes” e “sem História”, devemos engolir (com gosto?) a afronta, há que ficar caladinho e agradecer aos neo-colonos a maçada de ocupar esta “porcaria” atrasadinha, miserável, paupérrima, começando por “adotar” a cacografia da “linda língua” em que se “canta” o samba e se cultiva o barulho com denodo e dedicação à “causa” dos trajes “tipo” fio dental.

Bem entendido, este texto do “The Portugal News” — um dos jornais publicados em Portugal para os residentes (e turistas) de língua inglesa, por acaso muito recomendável para qualquer português que se preze — não passa de um singelo exemplo, se bem que em vários aspectos, tanto de conteúdo no artigo propriamente dito como (ou principalmente) nos comentários que o acompanham (e enxovalham, por arrastamento, na enxurrada de insultos anti-portugueses de alguns trogloditas brasileiros); estes “comentários”, apesar da corajosa resistência de ingleses, são aqui apresentados a título meramente ilustrativo; muitas centenas de outros “mimos” endereçados por zucas aos seus primos tugas podem ser encontrados, por exemplo, no YouTube ou em comentários no Fakebook e no Twitter. São uns compinchas, os brasileiros, adoram-nos.

Esta matéria em concreto, em especial as eructações redigidas a propósito de Desculpem Brasileiros -We want European Portuguese!”, é algo carecendo de pinças para lhe pegar, devido à tendência para o vómito que da sua leitura resulta, já estava por aqui há mais de um ano, ficou a marinar, por assim dizer, mas pronto, é agora, noblesse oblige.

Entre outros aspectos, não desfazendo nas demais manifestações ultra-nacionalistas

ou xenófobas e os sumamente imbecis “gritos do Ipiranga” ao contrário, o factor comum à “opinião” dos brasileiros é a sua estranha obsessão pelo micro-manifesto, isto é, pelas frases soltas curtas (pejadas de erros, apesar da brevidade) endeusando o Brasil e diabolizando simultaneamente Portugal; julgam os zucas cumprir o seu desiderato histórico, uma espécie de II Império, mas agora em versão festiva, com tambores e carros alegóricos; numa espécie de bizarro silogismo, acrescentam, se eles são os maiores,  então a sua língua é proporcionalmente avassaladora, portanto o tuga — esse “xenófobo” que resiste à pax brasiliensis — que fale e escreva em brasileiro (para isso foi feito o AO90) e que se cale, meta a viola no saco (não sei dizer isto em brasileiro) e até agradeça à santinha do Corcovado pela benesse. Quando não, os xenófobos brasileiros, os maníacos anti-portugueses das cavernas paulistas ou cariocas atiram imediatamente com aquele epíteto que tanto agrada aos brasileirófilos tugas: os xenófobos somos nós, não eles; eles limitam-se a insultar tudo o que mexe em Portugal mas esse camartelo é para nosso “bem”, nós é que somos uma cambada de mal-agradecidos.

Se (ou quando) Portugal tomar a iniciativa de se tornar no 28.º Estado brasileiro (e os diamantes de Angola o 29.º e o gás de Moçambique o 30.º), então por fim tudo reentrará nos eixos, ali está o Paraíso, mesmo ao virar da esquina do tempo, a memória por fim extinta pela estupidez supremacista, esmagada pelo peso dos milhões.


Portuguese and brasilian Portuguese.
They are two separate languages, make no mistake about that.
So I agree that portuguese should be distinguished from Brazilian portuguese.
By Anabela from Lisbon on 06-03-2020 07:27

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Amei este Blog – I live in Brasil and my wife is Portuguesa and we plan on going to Portugal in two years -so I speak Portugues Brasileirobut also understand European Portugues Loved this Blog – !! Nota 10 !! By the way I as born in New Zealand
By Stephen Thomas from Other on 14-05-2020 03:00

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Portugal is the mother of the Portuguese language. Moreover, Brazil cannot compare to Portugal in living standard, wages, health care and so on. Brazil is a basket case like most other South American countries. And yes, I find it very difficult to understand Brazilians.
By John from Other on 10-03-2020 07:15

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Thanks for the article, but it should be marked as a sponsored piece or as advertising, not as news. As a US-born world citizen who has lived and worked in many countries, like my UK born husband, who lived and worked for many years in Southern Africa, our priority in coming to live permanently in Portugal was to learn the language, customs and values of our neighbours. We are the exceptions. Most of our friends are Portuguese and few speak any English. The other native English speakers we know also try hard to assimilate. We welcome information about any and all language techniques and take regular classes in Portuguese. Our goal is to become Portuguese citizens, because we love this place and its people, who welcomed us and help us every day. Obrigadinha maravilhoso Portugal.
By Jude Irwin from Beiras on 08-03-2020 09:26

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I’m a Brazilian journalist, and have always wondered why Portuguese-language countries ever signed the Ortographic Agreement back circa 2009 or sooner,  once all other Portuguese-language countries would keep on using their very particular words  like “puto” for boy, which is a very offensive term down here in Brazil. Just like Britons say lorry for truck. Just like they write s instead of z, colour instead of color, and so on. People in Portugal still write many words with a double c, as in acção, inspite of said “Agreement”. Scads of dictionaries were sold, for nothing, after all. Anyways, I can perfectly understand European Portuguese, just like an American would understand BE.The differences are just some words and the accent, in both cases.
By Luiz Leitão da Cunha from Other on 08-03-2020 12:08

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Interesting concepts, the truth is there’s is only one official Portuguese, as it was made standard a few years back, and the Brasilian Portuguese is deemed to be the official one, so eventually the younger generations growing in Portugal today, will be learning Brasilian Portuguese.
As for the brasilians making adjustments on how to speak when in Europe, it’s simple, depends where you’re from in Brasil, they will sound at lot like the Portuguese people.
And let’s be real, the Portuguese themselves cannot understand each other, from one region to another.
By Paulo Medeiros from Other on 07-03-2020 10:33

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Brazilian Portuguese is more evoluted and rich.The pronouce is easier and also Brazil is now one of the most counyry in the world.
By Antonio Heitor Santoro from USA on 07-03-2020 02:40

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On Brazil we are more then 200 millions so sorry Portugal the Portuguese is Brazilian already we even google accept that !
By Tomas Turbano from Other on 07-03-2020 10:57

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All these stupid comments give the sense of a certain “inferiority complex”. See, Portugal is an underdeveloped nation in Europe, economically, financially speaking. People are rude and that is reflected on the way they deal with the prevalence of Brazilian Portuguese. 210 millions people speaking an accent will prevail over the other 10 million folks, mostly when the latter are poorer. There’s no way around.Gotta accept it and deal with it with lots of resilience…
By G.O.A.T. from USA on 07-03-2020 10:50

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Primeiramente, a TV globo não representa o BRASIL, pois trata-se de uma concessão estadunidense que faz política e cultura em verde-amarelo.
Sou professor , e agora há pouco comentava com uma professora de língua portuguesa na escola em que trabalho sobre o idioma português que é falado no Brasil. Bem, assim como o idioma francês , o espanhol , o italiano e a língua lusa derivaram do Lácio romano, e, por consequência da evolução e transformações lingüísticas, se transformaram em expressões idiomáticas genuínas , acredito que o idioma português se transformará no Brasil em uma língua única, sob todos os pontos de vista e escrita. Somos diferentes, mui diferentes, patrícios. O mundo mudou , somos nações, hoje, que falam línguas diferentes, apesar da origem romano. Saúde à lusa Portugal !
By Francis Campos – Amazônia- Pará- Brasil from Other on 07-03-2020 02:15

“Desculpem Brasileiros -We want European Portuguese!”

By Advertiser, In Business · 06 Mar 2020, 01:00 · 54 Comments

Whether you’ve just arrived to Portugal or have already been here for decades, as a non-native, you’re sure to run into daily challenges with understanding the language when it’s spoken in real-life situations.

That’s why PracticePortuguese.com was created back in 2013, and quickly became the most popular method for learning European Portuguese online.

Combining Canadian native Joel Rendall’s practical estrangeiro perspective with Rui Coimbra’s passion for helping foreigners overcome plateaus as they learn his native language, these young co-founders have struck a balance between making online learning effective, while keeping it humourous, relatable and engaging.

Their online platform helps learners master the practical elements of European Portuguese, while improving comprehension skills using short, addictive bursts of practice, with their 1-2 minute “Shorties”; or their new video clips feature, featuring Portuguese natives of all ages speaking thousands of useful phrases.

“We know that there’s no one-size fits all approach to language learning”, explains Portuguese co-founder Rui Coimbra. “Everyone has different reasons for learning the language, different interests, and learning styles. That’s why we provide a wide variety of material for all of our members, and we strive to keep things simple and approachable.
We empower the adult learner by letting them go at their own pace, on their own schedule, all while choosing their own unique path. For example, if you’re buying a Portuguese property, then your language learning needs will be very different from someone who is vacationing for a week. That’s reflected in the flexibility of our platform.”

Based in Lisbon while serving the globe, Practice Portuguese is currently offering 15 percent off their monthly and annual subscriptions, at practiceportuguese.com/PortugalMag

The Portugal News

«Desculpem, brasileiros. Nós queremos Português europeu!»

Por Dep. Marketing, em “Business” · 06 Mar 2020, 01:00 · 54 Comentários

«Quer tenha acabado de chegar a Portugal, quer já cá esteja há décadas, não sendo aqui nascido, pode ter a certeza de que irá lidar com segurança nas mais diversas situações do quotidiano, compreendendo a Língua tal como ela é usada.»

«Foi por isso mesmo que PracticePortuguese.com foi criado, em 2013, tornando-se rapidamente no método mais procurado para aprender Português europeu online.

Combinando a perspectiva de um estrangeiro como é Joel Rendall, nascido e criado no Canadá, com a paixão de Rui Coimbra por ajudar estrangeiros a ultrapassar etapas na aprendizagem da Língua Portuguesa, estes co-fundadores estabeleceram um padrão de eficácia numa aprendizagem online objectiva, relacionada e envolvente.

A plataforma que montaram ajuda os explicandos a dominar os elementos práticos do Português europeu, desenvolvendo em simultâneo a compreensão através de exercícios curtos, quase viciantes, com os seus “Shorties” de 1 a 2 minutos ou através dos seus novos vídeos em que nativos de Português, de todas as idades, utilizam milhares de exemplos de frases mais significativas.

“Sabemos que não existe uma abordagem padronizada na aprendizagem de línguas”, explica o co-fundador Rui Coimbra.

“Cada pessoa tem os seus próprios motivos para aprender a Língua, tem interesses diferentes e diversos tipos de  aprendizagem. Por isso mesmo oferecemos a todos os nossos membros uma gama variada de matérias e esforçamo-nos para transmitir conhecimentos de forma simples e atractiva.”

“A formação de adultos acompanha o ritmo de cada qual, pelo que incentivamos cada um deles a seguir uma calendarização individual e a cada passo decidir que via e métodos mais lhe convêm. Por exemplo, se pretende comprar uma propriedade em Portugal, então os requisitos na sua aprendizagem da Língua serão muito diferentes dos de alguém que está a gozar uma semana de férias. Estes exemplos ilustram a flexibilidade da nossa plataforma.”

Com sede em Lisboa mas acessível a partir de qualquer ponto do Globo, a plataforma ‘Practice Portuguese’ está presentemente a oferecer um desconto de 15% nas subscrições mensais ou anuais. Ver em practiceportuguese.com/PortugalMag»

[Tradução de original em Inglês publicado em The Portugal News. Imagem de topo: página de Beethoven no Facebook.]