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Pandemónio

Covid-19. Sindicato denuncia “pandemónio” no ensino de português no estrangeiro – Nacional – SAPO

O Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas (SPCL) denunciou hoje que a pandemia de covid-19 está a gerar o “pandemónio” no ensino de português no estrangeiro e que os professores estão a receber “pouquíssimo apoio”.

O ensino de português no estrangeiro “está a ressentir-se devido à pandemia provocada pelo vírus covid-19, que impossibilita as aulas presenciais”, explica o SPCL, em comunicado enviado à Lusa.

“Os 277 professores que ainda exercem no espaço europeu estão a ter pouquíssimo apoio para poderem continuar as suas actividades lectivas à distância, visto que a acção das coordenações de ensino tem sido, até agora, extremamente fraca”, relata.

Os professores receberam avisos quando as escolas foram encerradas e pedidos para manterem o contacto com alunos e pais, mas “pouco mais sucedeu”, acrescenta, ressalvando que “muitos alunos e também alguns professores não dispõem dos meios para dar ou ter aulas à distância.

O SPCL recorda que 80% dos alunos do ensino de português no estrangeiro frequentam o 1.° ciclo e, portanto, “não podem utilizar esses meios sozinhos”.

Desde 2011 que o ensino de português no estrangeiro está sob tutela do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, que o SPCL critica por se ter preocupado em “verificar se os professores estariam mesmo nas suas residências, isto é, nos seus postos de trabalho”, mas só hoje ter disponibilizado “um curso de formação ‘online’ para que os professores possam aprender” a dar aulas à distância.

“Se tanto professores como alunos não dispuserem dos meios tecnológicos para tal, os progressos não serão muitos”, antecipa o SPCL.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 400 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 18.000.

Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

A pandemia de covid-19 — que já fez 33 mortes em Portugal — obrigou ao encerramento das escolas no dia 16 de Março.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de Março e até às 23:59 de 02 de Abril.

SBR // SRLusa, 24 de Março de 2020 — Covid-19. Sindicato denuncia “pandemónio” no ensino de português no estrangeiro – Nacional – SAPO

Escola Portuguesa de Díli (imagem): SAPO

Duas professoras portuguesas apresentaram queixa na polícia de Timor-Leste

Duas professoras portuguesas destacadas em Timor-Leste fizeram hoje participação na Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) de incidentes que ocorreram no final da semana a bordo de um transporte público em Baucau, segunda cidade do país.

Fontes policiais confirmaram à Lusa que as docentes foram hoje ao comando da PNTL em Díli, acompanhadas por responsáveis do projecto em que participam e por um elemento da Embaixada de Portugal, a pedido “de responsáveis da polícia timorense”. Na participação, as docentes explicam que estavam a viajar numa microlete, o transporte público mais usado em Timor-Leste, quando um jovem agarrou uma das professoras e gritou a palavra “corona”, antes de saltar da viatura e fugir. O caso não foi denunciado à polícia em Baucau.

As professoras relataram igualmente um caso em que foram lançadas pedras para o recinto de uma das casas em que os docentes viviam. Finalmente, as docentes referiram-se ainda a um incidente anterior, de 4 de Março, em que houve uma invasão do espaço da casa de um professor, situação que foi reportada nesse dia à polícia em Baucau que registou a ocorrência. Esse professor não foi hoje ao comando em Díli.

A Lusa solicitou comentários a docentes de Baucau que afirmaram não querer falar sobre os casos. Fonte do Ministério da Educação timorense disse à Lusa que está a ser preparado um relatório sobre a situação.

Na sequência desses incidentes, um grupo de dez professores ali destacados escreveu aos coordenadores do projecto e às autoridades portuguesas em Díli e Lisboa manifestando “o seu desejo de solicitar o seu repatriamento imediato de Timor-Leste”.

Nessa comunicação a que a Lusa teve acesso dez professores referem-se, entre outros incidentes, a uma “tentativa de agressão de uma professora na microlete”.

Perante estes incidentes e o “sentimento de insegurança” manifestado na comunicação, o embaixador de Portugal em Díli, José Pedro Machado Vieira, ordenou que o grupo viajasse para Díli onde estão desde domingo.

Questionado hoje sobre a situação, o embaixador português José Pedro Machado Vieira reiterou declarações anteriores de que até ao dia de hoje a embaixada não tinha registo de nenhum caso de agressões físicas ocorrido com professores destacados em Timor-Leste no contexto do covid-19.

Sobre a decisão de ordenar a vinda do grupo de docentes para Díli, o diplomata explicou que se deveu ao facto do “sentimento de intimidação e insegurança que as professoras manifestaram”, mas sem ter sido feito “qualquer referência a violência física”.

A maior parte dos 140 professores destacados em Timor-Leste no mesmo projecto de que fazem parte os docentes destacados em Baucau pediram o repatriamento.

RTP/Lusa, 24.03.20 — PNTL , Díli

[Os textos que eventualmente sejam publicados na imprensa usando a cacografia brasileira no original (no caso,da Agência brasileirusa) e aqui reproduzidos foram automaticamente corrigidos com a solução Firefox contra o AO90 através da extensão FoxReplace do browser. Destaques meus.]

O calote brasileiro à CPLP

«A verdade é que a resistência de Portugal é de cunho político. As mudanças para os portugueses, “pátria da língua”, são maiores, visto que a influência brasileira nos demais países lusófonos cresceu muito nos últimos anos. Sendo Portugal a colonizadora, aceitar mudanças impostas pela antiga colônia significa receber um duro golpe na soberania nacional portuguesa.» [Toda a lógica instrumental do AO90 é brasileira» [jornal “Opção” (Brasil)]]

 

Fantástico. O Brasil, que inventou a CPLP para dar cobertura política ao “acordo ortográfico de 1990”, é o país mais caloteiro de todos os oito membros daquela agremiação a fingir. Proporcionalmente, o calote do “gigante brasileiro” seria, ainda assim, uma verdadeira pechincha: 75%, números redondos e em média, das quotas de Angola e Moçambique.

O único país cumpridor (fora despesas da sede e demais encargos da Organização) é Portugal.

O que significa, belo negócio, excelente golpada, verdadeiro negócio da China, que a dita agremiação é brasileira nos lucros (sem custos) e portuguesa nas despesas (que não ganha nada com o cambalacho, bem pelo contrário). Ou seja, Portugal paga fantochadas brasileiras. Maravilha.

Estados-membros devem à CPLP 3,8 milhões de euros em quotas — com Brasil a liderar

Segundo dados oficiais a que a Lusa teve acesso, o Brasil deve 1.536.907,36 euros por duas contribuições anuais em atraso de 768.453,68 cada, uma referente a 2019 e a outra em relação ao ano em curso.

E logo em segundo vem Moçambique, com um total de 756.701,10 euros em dívida para com a CPLP por três contribuições em atraso, relativas aos anos de 2018, 2019 e 2020, cada uma delas de 252.233,70.

Mas o estado-membro com o maior número de contribuições em atraso é São Tomé e Príncipe, que não pagou as quotas anuais de 2018, 2019 e 2020, cada uma de 41.808 euros, e a somar a isto ainda tem mais 16.801,07 euros da contribuições em 2017 por liquidar.

Assim, o total da dívida de São Tomé e Príncipe é de 142.225,07 euros, de acordo com o mesmos dados.

A Guiné-Bissau é outro dos estados-membros mais incumpridores, tendo também as contribuições de 2018, 2019 e 2020 em atraso, cada uma delas de valor igual às de São Tomé e Príncipe, o que lhe dá um total em dívida de 125.424 euros.

Apesar disto, o montante em dívida daqueles países é inferior ao de uma Guiné Equatorial, que tem apenas duas contribuições anuais em atraso, de 2019 e 2020, porque o valor de cada uma destas é superior (204.295,99 euro). Assim, o país tem por liquidar 408.591,98 euros de quotas para a CPLP.

Já Angola, com apenas a contribuição de 2020 por liquidar, deve 589.291,90 euros.

Estes dois últimos países, bem como o Brasil, Portugal, Moçambique e Timor-Leste tem as contribuições mais elevadas para a organização.

Timor-Leste também só tem em atraso a contribuição anual de 2020, de 202.543,52 euros.

O mesmo se passa com Cabo Verde, país que tem a presidência rotativa da CPLP até Setembro deste ano, data em que a transferirá para Angola, na cimeira de chefes de Estado e de Governo.

O país só tem de liquidar a quota de 2020, de 41.808 euros, para ter as contas em dia.

Portugal é o Estado cumpridor, sem dívidas à organização e o único que já pagou a quota de 2020, em Dezembro de 2019.

O resultado dos atrasos de vários estados no pagamento das quotas é que o saldo devedor cresce de ano para ano.

Assim, depois de alguns países já terem liquidado quotas em atraso, o saldo devedor de 2017 é de 16.801 euros, relativo à dívida de São Tomé e Príncipe, em 2018 é de 335.849 e em 2019 cresce para 1.308.599 euros. Este ano situa-se em 2.142.242 euros.

Só quatro Estados-membros da CPLP pagaram quotas de 2019 e estão em atraso 1,3 milhões de euros

O valor das quotas em dívida dos Estados-membros da CPLP está a agravar-se, com apenas quatro destes a pagarem as contribuições obrigatórias de 2019, ficando em dívida 1,3 milhões de euros, segundo dados oficiais.

De acordo com os dados, a que a Lusa teve acesso, só Portugal (590.735 euros), Cabo Verde (41.808 euros), Timor Leste (202.543 euros) e Angola (589.291 euros) cumpriram até agora o pagamento das quotas de 2019. Os três primeiros pagaram no exercício devido enquanto Angola liquidou a sua quota já em Janeiro deste ano.

Assim, o secretariado-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) contou com apenas 31% do total do orçamento aprovado para 2019, ou seja, cerca de 835 mil euros.

Mas mesmo depois de Angola cumprir o pagamento da sua contribuição, o valor das quotas em dívida, só do ano de 2019, ainda é superior ao montante já pago, atingindo 1,3 milhões de euros, com os atrasos de Brasil (768.453 euros), Guiné-Bissau (41.808), Guiné Equatorial (204.295), Moçambique (252.233) e São Tomé e Príncipe (41.808).

Já em relação a 2020, até agora, só Portugal pagou a quota. A contribuição anual do país, de 590.735 euros, foi paga antecipadamente, em Dezembro de 2019, ainda de acordo com os mesmos dados a que a Lusa teve hoje acesso.

Os atrasos nas quotas, tem dificultado o funcionamento do secretariado-executivo da CPLP e a implementação das iniciativas adoptadas pelos órgãos de decisão da organização, referiu à Lusa uma fonte da CPLP.

Em 2017, os Estados-membros da organização deviam 1,7 milhões de euros em contribuições em atraso de vários exercícios, mais de metade do orçamento anual da CPLP.

Aquele montante significava já um aumento face ao valor total de contribuições em atraso no ano de 2016, que era de 817.873 euros.

Em 2017, de acordo com as demonstrações financeiras, Brasil, Guiné-Bissau, Timor-Leste, além de Portugal, não tinham naquele ano qualquer pagamento em atraso à CPLP e os Estados-membros pagaram um total de 1,6 milhões de euros em contribuições.

Anualmente, a CPLP deveria receber em contribuições dos seus Estados-membros cerca de 2,7 milhões de euros por ano. Assim, só em 2017 ficou com um saldo negativo nesta rubrica de 1,1 milhões de euros.

O Brasil é o país que tem a maior quota para a organização, com um valor de 768.453 euros anuais, seguido de Portugal, com 590.735 euros, e de Angola, com 589.291.

Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe têm uma quota idêntica, de 41.808 euros. A Guiné Equatorial e Timor-Leste deveriam pagar cada um 204.295 euros anuais de quota e a Moçambique cabe uma contribuição de 252.233 euros.

Em 2017, Angola tinha em atraso apenas o valor de uma contribuição anual, ou seja, 589.291 euros, enquanto Moçambique devia um montante de 452.233 euros e Cabo Verde de 62.710 euros.

Já São Tomé e Príncipe tinha por pagar 16.801 euros e a Guiné Equatorial tinha um valor em atraso de 612.887 euros, ou seja, equivalente a três anos. Mas segundo fonte oficial, este país, que aderiu à organização em 2014, já tinha liquidado tudo e não tinha de quotas em atraso, à data em que foi divulgado o documento aprovado no Conselho de Ministros do Mindelo, em Julho de 2019.

Quanto ao ano de 2016, Angola e Brasil, tal como consta do quadro 17,1 das demonstrações financeiras de 2017, não tinham contribuições em atraso. E Portugal também não devia contribuições à organização, segundo documentos das contas.

Mas todos os outros Estados-membros tinham valores em atraso.

Timor-Leste e Guiné-Bissau terão corrigido, entretanto, a situação, enquanto outros Estados foram acumulando valores mais altos em dívida, com excepção de São Tomé e Príncipe, que fez baixar o seu valor em atraso de contribuições de 41.808 euros para 16.801 euros.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

[Source: Estados-membros devem à CPLP 3,8 milhões de euros em quotas — com Brasil a liderar – Economia. Os textos com a cacografia brasileira no original (neste caso,da Agência Brasileirusa), foi automaticamente corrigido com a solução Firefox contra o AO90 através da extensão FoxReplace do browser. Destaques meus.]

Morreu Malaca Casteleiro

Morreu o linguista Malaca Casteleiro, “pai” do novo Acordo Ortográfico

Não foram para já adiantados pormenores sobre as cerimónias fúnebres do linguista João Malaca Casteleiro, figura central na elaboração do novo Acordo Ortográfico (de 1990).

O linguista João Malaca Casteleiro, figura central na elaboração do novo Acordo Ortográfico, morreu na sexta-feira, aos 83 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, onde estava internado, disse hoje à Lusa uma colega e ex-aluna do professor catedrático.

Malaca Casteleiro, natural de Teixoso, Covilhã, licenciou-se em Filologia Românica, em 1961, tendo obtido o doutoramento pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1979, com uma dissertação sobre a sintaxe da língua portuguesa.

Professor catedrático naquela faculdade desde 1981 e membro da Academia das Ciências de Lisboa, Malaca Casteleiro foi o principal responsável na elaboração do novo Acordo Ortográfico de 1990, acordo esse que só entrou em vigor em Portugal mais de uma década depois (2009).  Foi o coordenador científico do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências.

Foi também director de investigação do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, conselheiro científico do Instituto Nacional de Investigação Científica e presidiu ao Conselho Científico da Faculdade entre 1984 e 1987.

Foi ainda presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia entre 1991 e 2008, tendo durante a sua longa carreira de professor orientado muitas de teses de doutoramento e de mestrado.

Em Abril de 2001, foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Não foram para já adiantados pormenores sobre as cerimónias fúnebres de Malaca Casteleiro.

Em declarações à agência Lusa, Margarita Correia, professora auxiliar da Faculdade de Letras de Lisboa e antiga aluna de Malaca Casteleiro, recordou o professor agora falecido como “uma pessoa muito generosa”, que “ajudou muita gente” e figura “importante na difusão do português na China e em Macau”.

Margarita Correia referiu que foi aluna de mestrado e doutoramento de Malaca Casteleiro e lembrou que o linguista e professor tinha duas frases predilectas que gostava de repetir aos alunos: “Dando liberdade e exigindo responsabilidade” e “quem nunca fez nada nunca é criticado”.

Recordou também que, em Outubro passado, Malaca Casteleiro foi alvo de uma homenagem dos seus pares da comunidade de países língua portuguesa, que decorreu na Universidade do Porto.

Operação Bilu Bilu Teteia


A pouco e pouco, no rasto das aldrabices propaladas e das vigarices cometidas por dois (ou três) Presidentes brasileiros, começam a descobrir-se alguns podres daquilo a que se convencionou chamar CPLP, uma organização internacional altamente suspeita, a qual, apoiando-se na mais colossal mentira de Estado(s) da História, o AO90, não prossegue quaisquer outros fins além do fulgurantemente obsceno enriquecimento de alguns sobas sanguinários e de outros tantos caciques sem escrúpulos, mai-los restos que tocarão a seus paus-mandados, testas-de-ferro, homens (e mulheres)-de-mão.

Por enquanto ainda estamos numa fase incipiente das investigações, visto apenas haver comprovações de algumas negociatas menores entre um ditador e um presidiário, mas deverá ser, por conseguinte, mera questão de tempo até que seja revelada em toda a sua horrorosa extensão o imenso lodaçal em que chafurdam “lusofónicos” em geral e acordistas em particular, com seus lacaios (em sentido restrito) e mercenários (em sentido lato) fazedores de opinião.

 

Lula da Silva acusado de branqueamento de capitais por negócio na Guiné Equatorial

O antigo Presidente brasileiro, preso por corrupção, foi acusado de branqueamento de capitais, por intermediar negociações entre o Governo de Guiné Equatorial e o grupo brasileiro ARG, que terá pago um milhão de reais (230 mil euros).

“DN”/Lusa, 14 Dezembro 2018

 

A acusação foi feita por membros da operação Lava Jato que trabalham no Ministério Público de São Paulo. O pagamento do alegado suborno terá sido dissimulado em doações do grupo empresarial ARG ao Instituto Lula.

Os procuradores afirmam que o maior accionista do grupo ARG, Rodolfo Giannetti Geo, teria pedido em 2011 a Lula da Silva que influenciasse o Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, para que aquele país mantivesse os contratos firmados com a empresa para obras rodoviárias.

Em troca, o empresário teria oferecido “doações robustas” ao Instituto Lula.

A denúncia apresentou ‘e-mails’ encontrados em computadores no Instituto Lula, apreendidos em Março de 2016 na Operação Aletheia, 24.ª fase da Operação Lava Jato de Curitiba.

Entre as provas apresentadas pelos investigadores para atestar a prática de obtenção de vantagem ilícita estão recibos de pagamento das supostas doações e menções a uma carta do Presidente da Guiné Equatorial em que o governante africano teria pedido a intervenção de Lula da Silva junto da então Presidente Dilma Rousseff no quadro da entrada de seu país na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Há também a inclusão de uma carta do ex-presidente brasileiro para Teodoro Obiang na qual Lula da Silva dizia estar optimista com a inclusão da Guiné Equatorial na CPLP, na qual recomenda os serviços da ARG, escrevendo que a empresa “desde 2007 se familiarizou com a Guiné Equatorial, destacando-se na construção de estradas”.

O advogado de Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins, afirmou numa nota emitida no mês de Novembro sobre este caso que a denúncia era “mais um duro golpe no Estado de Direito, porque subverte a lei e os factos para fabricar uma acusação e dar continuidade a uma perseguição política [contra Lula da Silva] sem precedentes pela via judicial”.

[Transcrição integral de “despacho” da agência brasiLusa publicado pelo “Diário de Notícias” online em 14.12.18. Destaques do original, “links” meus.]

Tá légau

Brasileiros votaram na Faculdade de Direito, em Lisboa, para a segunda volta das eleições presidenciais do Brasil © MANUEL DE ALMEIDA / LUSA

Sobrecarga de serviços deixa milhares de brasileiros à espera de cidadania portuguesa

Giuliana Miranda, Folha de São Paulo

Reportagem da Folha de São Paulo fala com António Costa, que admite falhas no sistema consular português. O primeiro ministro português garante que as relações com o Brasil “são estáveis”.

O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, reconheceu as falhas no sistema consular de seu país e prometeu reforços financeiros e tecnológicos para acelerar os milhares de processos de visto e de nacionalidade que se acumulam, sobretudo nas repartições brasileiras.

Segundo informações do Ministério da Justiça luso, existem atualmente mais de 40 mil pedidos de cidadania portuguesa pendentes, sendo a maioria oriundos de cidadãos brasileiros.

Em outubro, o consulado de Portugal em São Paulo -recordista mundial na concessão de cidadanias portuguesas- chegou a interromper novos agendamentos devido à grande quantidade de solicitações. Os serviços foram retomados em novembro.

“A nova lei de nacionalidade [que entrou em vigor em 2016 e estendeu a nacionalidade de origem para netos de portugueses] aumentou muito o número de pedidos. Estamos a adotar medidas para reforçar os serviços do Ministério da Justiça, para tentar recuperar as pendências que temos na atribuição de nacionalidade”, explicou.

Segundo o primeiro-ministro, mais do que reforços financeiros, o objetivo do governo português é modernizar os sistemas de pedidos e análise de documentos, para garantir mais agilidade nas respostas.

“Vamos alterar os procedimentos de formas a que eles sejam mais rápidos e eficientes”, disse à Folha.

Desde 2014, quando passou a aceitar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como forma de ingresso nas universidades portuguesas, o país tem apostado na atração dos alunos brasileiros. Nos últimos dois anos houve um aumento expressivo na quantidade de pedidos.

Entre janeiro e setembro de 2018, os pedidos de visto no consulado paulista aumentaram 34% em relação ao mesmo período do ano anterior, que já havia sido de procura recorde. Foram quase 6 mil pedidos de visto, sendo 61% de estudo.

O aumento na demanda em todo o país superlotou os serviços consulados e gerou atrasos constantes, fazendo com que muitos estudantes não conseguissem a documentação a tempo do início do período letivo.

“Quanto aos vistos, respeitando aquilo que é a legislação comum na União Europeia, que temos de respeitar, temos procurado agilizar todo o procedimento da concessão, de forma a facilitar e a diminuir a pressão sobre a rede consular”, afirmou.

Apesar de reconhecer as falhas e prometer melhoras, António Costa também justificou os problemas com o enxugamento da estrutura consular causada pela crise.

“Nestes últimos anos, nós fomos obrigados a fazer uma grande reestruturação na nossa rede consular, que foi bastante comprimida. Mas o que estamos a fazer é apostar muito nos serviços online, como forma de acelerar a concessão de vistos”, completou.

“As nossas relações com o Brasil são estáveis”

Líder do Partido Socialista português e à frente de uma inédita coligação de esquerda, apelidada pelos críticos de geringonça devido à sua aparente fragilidade, António Costa acaba de aprovar o último Orçamento de Estado de sua legislatura.

Portugal vai novamente às urnas no ano que vem e, segundo pesquisas eleitorais, o Partido Socialista português tem chances de conseguir maioria absoluta no Parlamento.

O bom momento da esquerda portuguesa contrasta com a crise em outros países europeus e no Brasil. O primeiro-ministro, no entanto, esquivou-se de comentar sobre a situação brasileira e o perfil do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

“Portugal tem relações com todos os países na base de Estados, e não de quem circunstancialmente os governa”, afirmou.

“Vamos ver quais serão as prioridades do novo governo brasileiro, mas as nossas relações com o Brasil são estáveis. Nós somos um país da União Europeia, mas que dá uma prioridade muito clara ao Sul, sensivelmente aos países de língua portuguesa e ao espaço ibero-americano. Somos um país defensor da resolução pacífica dos conflitos, do tribunal de direitos internacional, do comércio livre, da responsabilidade com os refugiados e defensor da livre circulação”, completou.

Texto publicado na Folha de São Paulo.
Source: Sobrecarga de serviços deixa milhares de brasileiros à espera de cidadania portuguesa, “DN”, 04.12.18.

[Evidentemente, sendo a autora brasileira, foi conservada a sintaxe (brasileira) e o léxico (brasileiro) e não foi corrigida automaticamente a ortografia (brasileira) do texto. Os destaques são os do original, Adicionei “links”.]

Short-term visas at external borders: To facilitate short-term tourism, Member States will be allowed to issue single-entry visas directly at external land and sea borders under temporary, seasonal schemes subject to strict conditions. Such visas will be valid for a stay of a maximum of 7 days in the issuing Member State only. [eTN]

Há dinheiro, há palhaços

Orçamento do Instituto Camões não diminui e poderá ir até 70 ME em 2019

Lisboa, 30 Nov (Lusa) – O orçamento de 2019 do Camões não deverá baixar face a 2018, ficando entre 60 e 70 milhões de euros, e é suficiente para cumprir os objectivos da entidade, agregando orçamento de instituições europeias, disse hoje o seu presidente.

Em entrevista à Lusa, a propósito do seu primeiro mandato como presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, Luís Faro Ramos afirmou que, no próximo ano, o Orçamento do Estado deve prever “um valor entre 60 a 70 milhões de euros”, mas o responsável ressalvou que ainda se desconhecem quais serão as cativações.

No ano passado, o orçamento do Camões “foi de 60 milhões de euros, mas desse valor, 20 milhões são para pagar à rede de professores de ensino do português no estrangeiro”, destaca.

O facto de não estar prevista uma diminuição do orçamento no próximo ano já é, para Faro Ramos, “muito bom”.

Além disso, explica, o Camões está a tentar agregar ao orçamento financiado pelo Orçamento Geral do Estado “orçamento que vem de instituições europeias”.

“Existe uma modalidade de cooperação para o desenvolvimento, que é a cooperação delegada, que o Camões, que é uma entidade certificada para executar projectos em nome da União Europeia irá aproveitar”, explicou.

“Isto também nos ajuda a reforçar a área da cooperação”, afirmou o diplomata.

Por isso, assegurou, “os recursos financeiros do instituto são suficientes [para dar resposta às ambições do Governo em termos de metas]”, mas é necessário alocá-los “de uma maneira judiciosa às várias actividades – cooperação, cultura e língua -, e obviamente à estrutura, que tem um peso significativo no orçamento”, sublinhou.

Temos o que precisamos” e as metas coadunam-se com o orçamento, garantiu Faro Ramos.

No âmbito da cooperação delegada, estão alguns dos projectos que estão a ser pensados com Angola e que vão ser certamente executados nos próximos anos. “Projectos, aliás, muito importantes e que se enquadram num contexto do novo relacionamento estratégico com Angola”, afirma o diplomata.

Luís Faro Ramos faz um balanço “positivo” de um ano de mandato à frente do Camões e diz que as perspectivas para 2019 também são boas.

“Obviamente que também houve dificuldades, mas também se não as houvesse não teria sido tão desafiante. É o que temos, os recursos humanos que temos e os recursos financeiros que temos. E os números estão todos em crescimento. O balanço de 2018 é muito positivo e as perspectivas para o próximo ano também”, afirmou.

“Há mais alunos a estudar de português pelo mundo fora, 200 mil, há mais professores, há mais pessoas interessadas em aprender o português, há mais protocolos com instituições de ensino assinados, há mais países onde o português está a ser ensinado no currículo escolar, há mais actividades culturais”, descreveu.

O embaixador revela ainda que “todos os dias” recebe pedidos no Camões, vindos do mundo inteiro, de autoridades que querem ensinar o português ou acções culturais com o Camões e isso, considerou, “é o mais compensador”.

E sublinha que esse é o resultado de um trabalho “notável” da equipa, tanto a da sede, em Lisboa, como a que trabalha um pouco por todo o mundo, num total de 600 pessoas.

Sobre a escolha de um diplomata para o lugar que ocupa, Faro Ramos diz que “é um reconhecimento do valor da carreira diplomática portuguesa”.

“Isso é reconhecer que as actividades do instituto, seja a promoção da língua e cultura portuguesas, seja a cooperação para o desenvolvimento, são centrais para a política externa do nosso país e isso é muito reconfortante”, destacou.

A rede do Camões alcança mais de 80 países, embora na área da cooperação as prioridades do instituto vão, como definido há muito pelo Governo português, para os países africanos de língua portuguesa e Timor-Leste.

Para 2019, além do crescimento do ensino do português pelo mundo e do reforço da cooperação Luis Faro Ramos, quer também aumentar o número de bolseiros.

“O Camões pretende reforçar o número de bolsas atribuídas em 2019”, disse o presidente do instituto, não querendo avançar com metas.

Actualmente, o Camões tem mais de 500 bolseiros dos países africanos de língua portuguesa e de Timor-Leste, seja em bolsas externas (as que os estudantes desses países recebem para estudar em Portugal), seja em internas (as que os aluno recebem para estudarem nos seus próprios países), adiantou.

Mas na opinião do diplomata, “em termos de promoção dos nossos valores, as bolsas são fundamentais”.

“Dar a um estudante de um país lusófono uma bolsa no nosso país, é estarmos a dar-lhe directamente a conhecer os nossos valores, a nossa cultura e economia”, salientou.

Além disso, os bolseiros são pessoas que normalmente “no futuro terão um papel importante a desempenhar nos seus países” e são por isso “absolutamente fundamentais na política portuguesa de cooperação para o desenvolvimento”.

Faro Ramos lembrou ainda que, além destas bolsas que o Camões atribui, “há inúmeras outras bolsas que as universidades portuguesas dão a pessoas dos países lusófonos”.

ATR // JH – Lusa /Fim
Source: Orçamento do Instituto Camões não diminui e poderá ir até 70 ME em 2019

 

[Via Olga Rodrigues. “Links” e destaques meus. Imagem de: Kisspng]