Apartado 53

Um blog contra o AO90 e outros detritos

Etiqueta: LUSA

Macau é “activo indispensável” na promoção do português [“Ponto Final” (Macau)]


Macau é “activo indispensável” na promoção do português

“Ponto Final” (Macau), 12.04.18

O presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua considerou ontem que “Macau é um activo indispensável na promoção da língua portuguesa” na região da Ásia Pacífico. No território para a terceira Subcomissão Mista entre Portugal e a RAEM, na quinta e sexta-feira, Luís Faro Ramos disse à Lusa que esta reunião tem como objectivo fazer “um ponto de situação das relações bilaterais” entre Portugal e a RAEM, reflectindo o “longo caminho que se tem percorrido” nestas duas áreas, língua e educação.

Um caminho que se tem mostrado “cada vez mais sólido” e, em muito, devido ao trabalho do Instituto Português do Oriente (IPOR) na “promoção da língua portuguesa em Macau, na China e na Austrália”, sublinhou.

A Subcomissão Mista para a língua portuguesa e educação foi constituída no âmbito da Comissão Mista entre Portugal e a RAEM e reúne-se alternadamente em Lisboa e Macau. O último encontro decorreu em Lisboa, em Fevereiro do ano passado.

À margem da reunião, o presidente do Camões cumprirá uma agenda de encontros com autoridades portuguesas e macaenses, designadamente o cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Vítor Sereno, o presidente da Escola Portuguesa de Macau, Manuel Machado, o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, o presidente do IPM, Lei Heong Ieok, e a presidente do Instituto Cultural, Mok Ian Ian.

O Camões – Instituto da Cooperação e da Língua é um instituto público tutelado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Portugal, que tem por missão propor e executar a política de cooperação portuguesa e a política de ensino e divulgação da língua e cultura portuguesas no estrangeiro.

[Transcrição integral (incluindo imagem) de: Macau é “activo indispensável” na promoção do português. Jornal “Ponto Final” (Macau), 12.04.18. Imagem de topo: Diego Delso [CC BY-SA 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0)], from Wikimedia Commons.]

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O “impato” na “ótica” da LUSA

«não sendo necessária uma especialização em ótica para concorrer»
«iniciativas que contribuem para um impato positivo na economia nacional»

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10 mar. 2017 promoção deste tipo de iniciativas que contribuem para um impato positivo na economia nacional. “A MultiOpticas decidiu promover esta …
www.lusa.pt

«Com um menor impato nas atividades promovidas pelo universo associativo»

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9 mar. 2017 Com um menor impato nas atividades promovidas pelo universo associativo – 25% – surgem a Gestão do Património ou a intervenção em …
www.lusa.pt
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Viva o Português de Angola!

Governo vai elaborar estudos sobre a variante do português em Angola

 

Angola vai elaborar estudos sobre a variante da Língua Portuguesa, desenvolver políticas para promover o ensino e uso das línguas nacionais, apostar na criação de casas de cultura e rede de bibliotecas, anunciaram hoje as autoridades.

O anúncio foi feito pela ministra da Cultura de Angola, Carolina Cerqueira, durante a abertura do quinto Conselho Consultivo Alargado, que arrancou hoje, em Luanda, para a análise de políticas, programas e projectos do sector.

De acordo com a governante, a promoção do ensino e uso das línguas nacionais e a elaboração de estudos sobre a variante da Língua Portuguesa em Angola constam das acções prioritárias do sector a par de criação de infraestruturas, com vista ao desenvolvimento de uma indústria cultural forte e eficiente.

“Capaz de participar na diversificação da economia e na geração de riqueza e bem-estar, apta para contribuir para endogeneizar social e culturalmente os valores tradicionais e locais e contribuir eficazmente para a valorização e divulgação do nosso património nacional”, disse.

Carolina Cerqueira defendeu que hoje a cultura deve estar ao serviço da unidade nacional, da paz e do desenvolvimento e contribuir para o reforço da cidadania, tendo exortado os fazedores de cultura e religiosos a participarem na mobilização dos cidadãos às eleições de 23 de Agosto.

“Apelamos às igrejas que contribuam através da palavra, para a educação eleitoral e para uma cidadania consciente dos fiéis, pelo respeito, pela harmonia, e aos fazedores da cultura, através da música, valores positivos para um comportamento exemplar”, referiu.

Num balanço das acções realizadas pelo sector durante os últimos anos, a titular da pasta da Cultura de Angola assinalou que, “não obstante a crise”, foi possível atender e materializar um conjunto de acções estruturantes, entre elas a construção do Complexo das Escolas de Arte, destacando igualmente avanços no capítulo de diplomas legais para o sector.

O evento, que termina terça-feira, decorre subordinado ao lema “Dinamizar as Indústrias Culturais em Prol do Desenvolvimento e de uma Cultura de Paz”.

[Transcrição (com correcção automática) de notícia dos acordistas “Diário de Notícias” e “BrasiLusa” de 26.06.17.]

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«A língua é a nossa quê?» [jornal “Folha 8”, Angola]

A língua é a nossa quê?

Redacção F8

Angola terminou o seu diagnóstico sobre a aplicação do novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa nas escolas, com a confirmação de alguns aspectos que já tem vindo a levantar como preocupação para a sua ratificação.

A informação foi avançada pela porta-voz do encontro da Comissão Multissectorial para a Ratificação do Acordo Ortográfico, que esteve, esta quinta-feira, reunida em Luanda, para analisar o relatório de balanço de trabalhos técnicos e formação de quadros dos ministérios integrantes da comissão.

Segundo Paula Henriques, o encontro teve como objectivo fazer o balanço das actividades desenvolvidas pela comissão e a apresentação do relatório de diagnóstico sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, aplicado nas escolas, em 2016.

A responsável sublinhou que se concluiu com o estudo, realizado em várias escolas de todo o país, junto de professores e alunos do segundo ciclo do ensino secundário, “que se confirmam alguns aspectos que Angola já tem vindo a levantar como preocupação e cujo resultado do diagnóstico a comissão multissectorial encaminhará ao Conselho de Ministros”.

Paula Henriques observou que Angola levantou já desde o primeiro momento, a questão da necessidade de se regular a forma de utilização das letras k, w e y, o que o Acordo Ortográfico não faz.

De acordo com a porta-voz, este não é o primeiro estudo, daí a confirmação de questões já levantadas por Angola, como a “facultatividade” – implícita e explícita – e não sistematização do acordo.

“É uma preocupação que será submetida ao Conselho de Ministros”, disse Paula Henriques, acrescentando que enquanto aguardam por novas instruções daquele órgão, continuarão a desenvolver outros estudos relacionados com a elaboração do vocabulário ortográfico angolano.

Com esses estudos, Angola pretende analisar a viabilidade da aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa nas escolas.

Há um ano, o ministro da Educação de Angola, Pinda Simão, disse que estavam em cursos inquéritos à percepção da utilização do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, no seio da população, dos estudantes e dos professores, que vão contribuir para a ratificação por Angola.

O Governo angolano ainda não decidiu sobre a ratificação do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, situação igual à de Moçambique.

Em Portugal, a moratória sobre a aplicação do novo acordo, de 1990, terminou a 13 de Maio de 2015, data a partir da qual a sua utilização passou a ser obrigatória.
(mais…)

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Quatro. Vejo quatro dedos.

«O “acordo ortográfico” é… …terrorismo linguístico baseado em contra-informação propagada por supostos (e alguns inocentes) anti-acordistas. Em 1986 foi esgalhada uma primeira versão do AO em que se fingia prever a abolição dos acentos nas palavras esdrúxulas. Depois os acordistas fingiram ter deixado cair essa ameaça na versão final (AO90), conseguindo assim fazer passar absurdos de igual calibre mas aos quais as pessoas não deram grande importância, de tão assustadas que ficaram com a primeira ameaça. Trata-se, em suma, de ameaçar com um absurdo para fazer passar outro absurdo como se este fosse um “mal menor”.»

Acordo ortográfico para totós – 2 (09.10.16)

 

Em essência, a táctica agora é a mesma.

As diversas seitas acordistas e gangs associados fingem ameaçar com uma suposta “revisão” do AO90, o “governo” deita mão da sua agência oficial de contra-informação (a “Lusa”) para difundir que o senhor ministro manda dizer que não, nada disso, num Tratado internacional não se mexe, blábláblá.

As seitas fingem insistir (há que esgotar a paciência das pessoas, levá-las à exaustão extrema) e o “governo” finge continuar a resistir, porque blábláblá e tal e tal e coiso.

Por fim ambas as partes — que são a mesma parte mas faz de conta que não entendemos isso — fingem ceder um pouco nas suas posições “antagónicas” e pronto, assunto resolvido, faça-se lá então a revisãozinha, ou seja, “adote-se” definitivamente a ortografiazinha brasileira com umas excepçõezinhas, para já e até ver, mais tarde se exterminarão quaisquer vestígios de identidade nacional que sobejarem, haja calma.

Chama-se a isto, em jargão político, “criar as condições para”. O que equivale a dizer que “criar as condições” pára.

Pára a oposição séria, vencendo-a pelo cansaço. Pára a contestação real, esvaziando-a (aparentemente) de sentido. Pára, em suma, o raciocínio das pessoas pela enxurrada “noticiosa”, pára o seu discernimento paralisando-o pelo terror da “falta de alternativa”.

Por alguma razão andam a entreter o pagode com o acento em “pára”. Sabem-na toda, os políticos mai-los seus paus-mandados.

Publicado por Apartado 53 em Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2017

https://www.facebook.com/apartado53/posts/1984806591747024

«Rever, corrigir, melhorar o AO90. A ideia tem barbas e já se percebeu que a isso mesmo se resumem as intenções de assumidos acordistas e de supostos anti-acordistas em igual número. Ambas as seitas passaram todos estes anos a entreter o pagode, uns fingindo que o aleijão era para ficar assim mesmo, outros a fingir que pretendiam acabar com a maleita, mas por fim, conforme infalíveis sinais emitidos por uns e por outros desde pelo menos 2013,  aí os temos chegando a uma forma explícita de entendimento tácito — desde há muito delineado, se não mesmo combinado ao pormenor — em que os interesses de todos eles (os assumidos e os supostos) ficarão salvaguardados.

Toca a música, ora aí está, começou a dança das cadeiras. Os membros efectivos dos dois grupos aparentemente antagonistas pretendem, hoje como antes, literalmente e apenas, salvar a própria pele e ainda vir a ganhar alguma coisinha (que se veja) nessa operação de epidérmico salvamento. Daí as mais recentes (e ainda mais descaradas do que era costume) “notícias”, todas elas muito profissionalmente cozinhadas, dando conta de inúmeras movimentações (…).»

Como diz a outra (15.03.16)
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“Aperfeiçoamento”? Conversa da treta!

Rever, corrigir, melhorar o AO90. A ideia tem barbas e já se percebeu que a isso mesmo se resumem as intenções de assumidos acordistas e de supostos anti-acordistas em igual número. Ambas as seitas passaram todos estes anos a entreter o pagode, uns fingindo que o aleijão era para ficar assim mesmo, outros a fingir que pretendiam acabar com a maleita, mas por fim, conforme infalíveis sinais emitidos por uns e por outros desde pelo menos 2013,  aí os temos chegando a uma forma explícita de entendimento tácito — desde há muito delineado, se não mesmo combinado ao pormenor — em que os interesses de todos eles (os assumidos e os supostos) ficarão salvaguardados.

15/03/2016

 

Revista “Sábado”, 28 Janeiro 2017 • Lusa

Academia sugere regresso de acentos, hífen e não só ao Acordo Ortográfico

O documento Sugestões para o aperfeiçoamento do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 foi aprovado em plenário, na quinta-feira, por 18 votos, com cinco votos contra

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O documento de aperfeiçoamento do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), aprovado na quinta-feira pela Academia de Ciências de Lisboa (ACL), propõe o regresso de consoantes mudas, do acento gráfico, em alguns vocábulos, do circunflexo, noutros, assim como do hífen.

O estudo propõe o regresso das consoantes mudas em palavras como “recepção” e “espectador”, ou seja, nos casos em que geram uma concordância absoluta de sons (homofonia) que podem causar “ambiguidade”.

O documento “Sugestões para o aperfeiçoamento do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” de 1990 foi aprovado em plenário, na quinta-feira, por 18 votos, com cinco votos contra.

Segundo a proposta apresentada, deve regressar o acento agudo em palavras com pronúncia e grafia iguais, as palavras homógrafas, referindo, entre outras, “pára”, forma do verbo parar, que se confunde com a preposição para, também “péla”, nome e forma do verbo pelar, que se confunde com a preposição “pela”.

Também é recomendado o regresso do acento circunflexo em diferentes vocábulos que são homógrafos a outros, por exemplo, o verbo “pôr”, para evitar confundir com a preposição “por”.

Defende o estudo o emprego do acento circunflexo “nas flexões em que a vogal tónica fechada é homógrafa de outra flexão da mesma palavra”, como os casos de “pôde”, forma do pretérito perfeito do indicativo do verbo “poder”, para se distinguir de “pode”, forma do presente do indicativo do mesmo verbo.

Também a forma “dêmos”, presente do conjuntivo do verbo “dar”, para se distinguir de “demos”, pretérito perfeito do indicativo, do mesmo verbo.

O acento circunflexo é igualmente recomendado para as terceiras pessoas do plural do presente do indicativo, casos de “crêem”,” lêem”, “vêem”, ou do conjuntivo, como “dêem”, dos verbos “crer”, “ler”, “ver”, “dar”, e seus derivados “relêem”, e “desdêem”, por exemplo.

O estudo defende a acentuação gráfica na terminação verbal “ámos”, relativa ao pretérito perfeito do indicativo dos verbos da 1.ª conjugação, todos os que terminam em “ar”. Esta acentuação da terminação verbal “amos” visa “distinguir da terminação ‘amos’ do presente do indicativo dos mesmos verbos”, como “terminámos” e “terminamos” ou “afirmámos” e “afirmamos”.

Quanto às consoantes mudas, nos casos em que geram uma concordância absoluta de sons (homofonia), sugere a Academia os termos “aceção”, que se pode confundir com “acessão” (consentimento), “corrector”, que se pode confundir com “corretor” (intermediário), “óptica”, relacionado com a visão, que se confundirá com ótica (audição), além de “receção” (recebimento) que se confunde com recessão (retrocesso), e “espectador”, diferente de “espetador” (o que espeta).

Conserva-se também quando a consoante muda “tem valor significativo, etimológico e diacrítico”, como por exemplo “conectar”, “decepcionado” e “interceptar”.

Segundo a argumentação da ACL “eliminam-se [as consoantes mudas] nos casos em que são invariavelmente mudas em todos os países de língua oficial portuguesa”

Deste modo “a grafia passa a ser única” nas palavras “acionar”, “atual”, “batizar”, “coleção”, “exato”, “inspetor” ou “projeto”.

Todavia, quando “se verifica oscilação de pronúncia na variedade portuguesa da língua”, recomenda a Academia, “preferencialmente, nestes casos, a manutenção da grafia com a consoante, para evitar arbitrariedades”.

Um dos exemplos dados é “fato”, na grafia brasileira, e “facto”, na grafia portuguesa.

Quanto ao hífen, é recomendação geral, por “clareza gráfica”, o emprego quando os elementos dos compostos, com a sua acentuação própria, não conservam, considerados isoladamente, a sua significação, ou seja, quando “o sentido da unidade não se deduz a partir dos elementos que a formam”.

Argumenta o estudo que se exige o emprego do hífen, em vocábulos como “água-de-colónia”, “braço-de-ferro”, “entra-e-sai” e “pé-de-meia”, e mantém-se nos termos que já o tinham como por exemplo “trouxe-mouxe”.

O hífen deve ser restaurado em expressões em que a soma dos elementos forma um sentido único, como por exemplo “faz-de-conta” e “maria-vai-com-as-outras”.

Também no interior de certos compostos vocabulares deve manter-se o hífen e o apóstrofo, como em “borda-d’água”, “cão-d’água”, “copo-d’água”, “mãe-d’água”, “marca-d’água”, “pau-d’água” e “pau-d’arco”, entre outros.

Já os vocábulos, dos quais se perdeu a noção de composição, como “mandachuva”, “paraquedas” e “paraquedista”, devem escrever-se aglutinadamente, o que não se deve cumprir relativamente aos “compostos com a forma verbal ‘manda-‘ e ‘pára-‘” que devem continuar “separados por hífen conforme a tradição lexicográfica”, casos de “manda-lua”, “pára-choques”, “pára-brisas”, e “pára-raios”.

O documento com as “Sugestões para o aperfeiçoamento do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” de 1990, aprovado pela Academia das Ciências, está disponível aqui.

Fonte: Academia sugere regresso de acentos, hífen e não só ao Acordo Ortográfico – Vida – Sábado

 

 

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