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Conteúdos virtuais em Português real

Palacete de S. Bento, residência oficial do Primeiro-Ministro

Palacete de S. Bento, residência oficial do Primeiro-Ministro

 

«Determinar que, a partir de 1 de Janeiro de 2012, o Governo e todos os serviços, organismos e entidades sujeitos aos poderes de direcção, superintendência e tutela do Governo aplicam a grafia do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, aprovado pela Resolução da Assembleia da República n.º 26/91 e ratificado pelo Decreto do Presidente da República n.º 43/91, ambos de 23 de Agosto, em todos os actos, decisões, normas, orientações, documentos, edições, publicações, bens culturais ou quaisquer textos e comunicações, sejam internos ou externos, independentemente do suporte, bem como a todos aqueles que venham a ser objecto de revisão, reedição, reimpressão ou qualquer outra forma de modificação.» [RCM 8/2011]


Confusos e aturdidos pela propaganda governamental acordista, grande parte dos portugueses não faz a mínima ideia de que a Resolução do Conselho de Ministros acima citada — a única espécie de “lei” (que o não é, em rigor***) que determinou a entrada em vigor do AO90 — apenas afecta os organismos e entidades que integram as entidades sob alçada governamental.

Ora, em 2011, quando o então Primeiro-Ministro José Sócrates, um famoso homem de negócios, despachou e mandou distribuir cópias daquela RCM, absolutamente nada obrigava fosse quem fosse — à excepção dos funcionários públicos no estrito âmbito dos respectivos empregos — a escrever “à brasileira”, como na altura se dizia. Uma década depois, o mesmo partido político de Sua Excelência o Senhor Dr. ao Domingo é agora liderado pelo então braço direito do douto domingueiro e, por conseguinte, mantendo rigorosamente inalterada a “política” de subserviência absoluta ao Brasil, não apenas a tal governamental Resolução (uma espécie de “ordem de serviço”, não mais do que isso) ainda não foi anulada, como saiu reforçada e continua a ser profusamente apregoada fazendo-a passar por mandamento divino com eficácia jurídica. Quem fez aprovar a Resolução da Assembleia da República nº 35/2008 — base sem a qual jamais teria existido a Resolução do Conselho de Ministros — foi uma ocasional maioria parlamentar e o partido político que ocupa as cadeiras do Poder na presente legislatura é o mesmo que governava quando a golpada foi negociada com a chamada “oposição” — a qual, por seu turno, foi a mola detonadora da língua brasileira univerrssau compulsiva.

escudo de armas da actual bandeira de Ceuta

escudo de armas da actual bandeira de Ceuta

Após 10 anos a levar com os tratos de polé do tipo de brasileirês preconizado no estropício malaquenho e mesmo com três décadas e meia de lavagem ao cérebro sistemática e compulsiva, o povo português resiste com coragem e luta ainda com determinação contra o maior crime de lesa-Pátria da nossa História. Sejam quem e quantos forem os vendidos, os traidores, os traficantes, os negociantes, os homens-de-mão, os agentes e os imbecis em geral, a Língua Portuguesa continua viva e recomenda-se.

Segue-se uma selecção de logótipos (com os respectivos “links) que pretende ser meramente representativa da imensa quantidade de sites, páginas, organizações, plataformas e serviços que na Internet mantêm a Língua Portuguesa inalterada, ou seja, com os seus conteúdos preservados da contaminação pela cacografia brasileirista imposta pelo AO90.

***Hierarquia das leis: 1.º Lei Constitucional, 2.º Revisão Constitucional, 3.º Tratado internacional, 4.º Lei ordinária, 5.º Decreto-Lei, 6.º Decreto regional, 7.º Decreto regulamentar, 8.º Decreto regulamentar regional, 9.º Resolução do Conselho de Ministros, 10.º Portaria, 11.º Despacho, 12.º Postura [wiki]


As pessoas, empresas, entidades e organizações que não estejam sobre a tutela governamental são livres de não acatar o “acordo ortográfico” de 1990.

Internet portuguesa em Português

site Citadorsite
Citador
(citações)
Ephemeraarquivo
Ephemera
(Pacheco Pereira)
Fundação D. Manuel IIFundação D. Manuel II PriberamPriberam
(dicionário e corrector)
Médicos do Mundoorganização
Médicos do Mundo
Fundação Eça de QueirósFundação Eça de Queiroz revista Seara Novarevista
Seara Nova
jornal Le Monde Diplomatiquejornal
Le Monde Diplomatique
Ed. Guerra e Pazeditora
Guerra&Paz
Sociedade Portuguesa de AutoresSociedade Portuguesa de Autores Wordpress Portugalorganização
Wordpress Portugal
revista Timeout Lisboarevista
TimeOut
Pordataserviço
Pordata
(estatísticas)
Portal da LiteraturaPortal da Literatura Academia Portuguesa da HistoriaAcademia Portuguesa de História MPMP, Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa
jornal O Diabojornal
O Diabo
jornal Públicojornal
Público
Jornal de AngolaJornal de Angola Associação ClenardusAssociação Clenardus
Diário de Notícias Madeirajornal
Diário de Notícias – Madeira
jornal Novojornal
NOVO Semanário
portal AngopAgência Angola Press jornal Hoje Macaujornal
Hoje Macau
blog Bic Laranjablog
Bic Laranja
jornal Notícias Viriatojornal online
Notícias Viriato
El Corte Inglésestabelecimentos
El Corte Inglés
revista Loudrevista
Loud!
Fundação Francisco Manuel dos SantosFundação Francisco Manuel dos Santos lojas A Vida Portuguesalojas
A Vida Portuguesa
Teatro BBVATeatro Tivoli BBVA site Aberto Até de Madrugadasite
Aberto Até de Madrugada
Unicef PortugalUnicef Portugal Raia Diplomáticarevista
Raia Diplomática
Artistas Unidossociedade
Artistas Unidos
(Teatro)
jornal Expresso das Ilhas (Cabo Verde)jornal
Expresso das Ilhas
(Cabo Verde)
jornal Tel Anon (São Tomé e Príncipe)jornal
Tel Anon
(São Tomé e Príncipe)
revista Marketeerrevista
Marketeer
projecto
Descla –
Desporto Cultura Lazer
Zé dos Boisgaleria
Zé dos Bois
blog Octanasblog
Octanas
Fundação Oriente formação
Escola de Escritas
blog Mundo Maravilhosoblog
Um Reino Maravilhoso

 

[Nota: a partir de agora, esta panorâmica saudável irá crescendo em página própria: “Websites em Português”.]

Sinhoras e cabalheirus, mininus e mininas…

Nasceu em Lisboa, em 1974, Pedro Adão e Silva é um académico, especializado em políticas públicas e políticas sociais, licenciado em Sociologia e doutorado em Ciências Sociais e Políticas.[2][3] Num perfil traçado em 2021, a revista Visão recordava que Pedro Adão e Silva começou a militar no PS aos 18 anos, tendo sido membro do Secretariado Nacional do partido, sob a liderança de Eduardo Ferro Rodrigues.[4]
Foi a escolha de António Costa para definir o programa das comemorações do meio século da Revolução.[3] De acordo com a resolução do Conselho de Ministros, o comissário executivo das comemorações teria uma remuneração de 3745,26 euros e 780,36 euros em despesas de representação.[2] Surgiram inúmeras criticas pela sua nomeação, Partido Social Democrata (PSD), CDS – Partido Popular (CDS-PP), Chega (CH), Pessoas–Animais–Natureza (PAN) e Iniciativa liberal (IL) foram os partidos que mais criticaram a escolha.[5] Foi criticado por André Ventura por “receber um salário mensal de 4600 euros para um evento que dura apenas um dia” e Inês Sousa Real afirmou ser “incompreensível” os montantes exigidos por Adão e Silva, que podem chegar até aos 4525 euros por mês e a uma equipa de 12 pessoas.[5][6]
No dia 30 de Março de 2022 tomou posse como o novo ministro da cultura portuguesa.[7]
Adão e Silva teve declarações polémicas ao declarar, que a data do 25 de Novembro de 1975 não caberia nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril de 1974 “divide e diz pouco à sociedade”.[8] [Wikipédjia brasileirófona (transcrição com ortografia corrigida automaticamente)]

Toda a gente já percebeu que o jovem recentemente promovido a Ministro da Cultura (da Cultura, caramba!) é um excelente contorcionista. Consegue fazer uns números que isto ele nem o maior artista do circo Cardinali. O problema é que, por regra, um contorcionista (note-se que são as jovens meninas as mais afectadas pela maleita e não os putos ranhosos) sofre de síndrome de Ehlers-Danlos — o que não é brincadeira nenhuma mas classifica na perfeição o virtuosismo do Adão e o seu gosto pelo contorcionismo mental.

É de facto um dos melhores executantes da “arte” de meter os pés pelas mãos: diz que o AO90 «é uma matéria que não depende do ministro da Cultura». eheheheheheh. Mas que cromo. E acrescenta, por exemplo, esta verdadeira pérola de coltura: «O português que falamos hoje tem muito pouco a ver com o que [era] falado por Luís de Camões, a ortografia d’ ‘Os Lusíadas’ tem aspectos que não são os que nós hoje consideramos a norma». Não é engraçado? Para o xômenistro, a Ortografia do “acordo” (convenção unilateral, por fim) de 1945 já estava em vigor no século XVI, se calhar foi por isso que o próprio Camões perdeu um olho e depois até se ia afogando com uma lista de compras nas mãos (ou eram as “anedotas” do Bocage, xôrmenistro? Veja lá, às tantas o velho Manuel Maria é contemporâneo do zarolho, quem sabe, vosselência dirá).

Se bem que o enfoque não seja propriamente os palhaços, convenhamos, o jovem até teria jeito, está sempre na palhaçada, deviam dar-lhe polivalência lá na tenda governamental (e uma roulotte ao pé das cavalgaduras, já agora, que bem merece). E há mais piadolas destas no artigalho da agência BrasiLusa , um fartote de rir, é ir ler. As tangas habituais, claro, a granel, mas algumas em estreia absoluta, coisas fantásticas que o homenzinho espremeu de uma bolha que há-de ter algures nas meninges.

Pois anda ele por aí, coitado, qual nómada tradicional, montando a barraca em qualquer simpática localidade para exibir os seus dotes, os quais toda a gente admira imenso julgando que aquilo é mérito dos treinos e não problema das articulações (cerebrais, no caso), a dar várias voltas sobre si mesmo, ou seja, já não sabendo ao certo onde é que tem um dos braços, se aquela perna ali será dele ou não, afinal onde é que meteu a cabeça e depois como há-de desenrascar-se do emaranhado em que se enrola.

Aplica-se-lhe perfeitamente, não apenas pelas artes circenses mas também pela sua imensa cultura de comentador televisivo, aquela máxima popular que mais enerva os políticos, os arrivistas e os tachistas em geral: “mudam as moscas…” (o que fica não fica aqui bem, enfim, toda a gente sabe como termina o axioma).

“Morro com a Pátria”, disse o nosso grande vate num último sopro. Incrível premonição. Algozes da Língua de Camões que é a nossa não faltam por aí.

Adão e Silva desvaloriza críticas ao Acordo Ortográfico. “O Português que falamos hoje tem muito pouco a ver” com a língua de Camões

Relembrou, no entanto, que esta matéria “não depende do ministro da Cultura”

 

O ministro da Cultura português disse esta quinta-feira, em Luanda, que “não se coloca neste momento em Portugal” a revisão do Acordo Ortográfico, apesar das críticas, e enalteceu a riqueza do português em Angola.

“Esta questão [revisão do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em Portugal] não está em cima da mesa neste momento. Todos os acordos ortográficos ao longo da história foram sempre alvo de críticas”, afirmou o ministro Pedro Adão e Silva.

Em declarações à Lusa, em Luanda, à margem da cerimónia solene de comemoração do Dia Mundial da Língua Portuguesa, o governante português referiu ainda que a esta “é uma matéria que não depende do ministro da Cultura”.

As celebrações do Dia Mundial da Língua Portuguesa decorreram na sede do Ministério das Relações Exteriores angolano, em Luanda, “Capital da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) 2022”.

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, assinado pelos países da CPLP visando uma ortografia unificada do português, não foi ratificado por Angola até agora.

“A avaliação que faço do Acordo Ortográfico é positiva, mas nós devemos saber articular aquilo que é a norma, a existência de normas gramaticais, ortográficas, é um factor de inclusão, é um factor que permite combater as desigualdades, trazer aqueles que estão fora para dentro”, referiu Pedro Adão e Silva.

“Mas temos sempre uma língua viva, dizemos que é a língua de Luís de Camões. O português que falamos hoje tem muito pouco a ver com o que falado por Luís de Camões, a ortografia d’ ‘Os Lusíadas’ tem aspectos que não são os que nós hoje consideramos a norma”, sustentou.

Para o governante português, “é necessário saber combinar a esse respeito a importância da norma com abertura para perceber que as línguas são, por definição, dinâmicas, estão sempre a mudar e a mudança vem precisamente da forma como os mais jovens se apropriam dela”.

Sobre o posicionamento de Angola, que não ratificou o acordo, o ministro da Cultura português disse respeitar a opção do país africano, observando que não é isso que impede a partilha de uma comunidade construída em torno da língua.

E “é também verdade que o português em Angola tem uma riqueza, uma diversidade e uma variedade e até uma espécie de modernidade que é muito positiva para o português”.

[Transcrição integral de artigo da agência BrasiLusa publicado pela CNN Portugal em 05.05.22. Destaques, sublinhados e “links” meus. Imagem de capa do DN de 10.06.21: “link“.]



‘Preconceito linguístico’, racismo e xenofobia – 3

«O acordo de Schengen foi assim denominado em alusão a Schengen, localidade luxemburguesa situada às margens do rio Mosela e próxima à tríplice fronteira entre Alemanha, França e Luxemburgo (este último representando o Benelux, onde já havia a livre circulação). Ali, em Junho de 1985, foi firmado o acordo de livre circulação envolvendo cinco países, abolindo-se controles de fronteiras, de modo que os deslocamentos entre esses países passaram a ser tratados como viagens domésticas.»

«Posteriormente, o Tratado de Lisboa, assinado em 13 de Dezembro de 2007, modificou as regras jurídicas do espaço Schengen, reforçando a noção de um “espaço de liberdade, segurança e justiça“, que vai além da cooperação policial e judiciária e visa a implementação de políticas comuns no tocante a concessão de vistos, asilo e imigração, mediante substituição do método intergovernamental pelo método comunitário [Wikipédia]

Brazilian tutoring

Desde que o AO90 foi compulsiva e selvaticamente impingido, fazendo-se passar por obrigatoriedade “legal”, a Portugal (e PALOP), têm sido essencialmente duas as técnicas de desinformação e intoxicação da opinião pública utilizadas pelos papagaios de serviço e pelos media mercenários (pagos pelos nossos impostos, é claro, que os mandantes não gastam nas suas golpadas um pataco de seu): a criação, invenção, encenação, teatralização de “factos políticos” e a difusão maciça de mentiras segundo a infalível técnica prescrita pelo Ministro da Propaganda do III Reich.

As mais do que evidentes finalidades da desinformação decorrem implicitamente dos métodos: transmitir a “ideia” de facto consumado e, submergindo os destinatários num caldo espesso de repetição ad infinitum de patranhas básicas, eliminar qualquer hipótese de reflexão e, por consequência, de contestação. Foi exactamente assim, com umas frases ocas e uns chavões publicitários facílimos de decorar, que o “acordo ortográfico” passou de abominável aberração, segundo quase todas as pessoas normais, a “nova ortografia” para o mais comum dos acordistas e, de forma maciça, para as grandes massas de anestesiados mentais. O AO90 era — como continua a ser, claro — uma total idiotice, uma imbecilidade à qual ninguém ligava nenhuma e, depois de atravessar um longuíssimo período de intensiva lavagem cerebral e de branqueamento das negociatas dos políticos envolvidos, de Cavaco a Costa, passando por Sócrates e Lula, o que agora vemos é um imenso cortejo de zombies descerebrados programados para ignorar o assunto, como se ele não existisse, ou para, na menos má das hipóteses, repetir o que lhes manda a voz do dono.

Dessa geral anestesia, o efeito pretendido pela desinformação e pela propaganda acéfala dos DDT — os detentores da patente da “língua univerrssau” — resulta uma ainda mais geral indiferença pelas (óbvias) implicações da bambochata político-linguística em curso.

No “post” anterior desta pequena série vimos — esperemos que não seja de facto necessário fazer um desenho — como a dita campanha de propaganda e intoxicação da opinião pública funciona. A orgia de desinformação torna-se perfeita e facilmente inteligível se atendermos à sequência de acontecimentos e às respectivas relações de causa e efeito: atirada para a praça pública (mais) uma mentira descabelada — utilizando exactamente os mesmos meios que os poderosos e governamentais autores das patranhas “unificadoras” dizem ser necessário policiar, censurar e reprimir –, segue-se uma campanha intensiva de vitimização (não há vítimas? Inventam-se), o que implica uma série de concessões, e destas escorrem, como que por mero acaso mas sempre no timing exacto, alterações legislativas visando aproveitar a “onda” de contestação para abrir e facilitar ainda mais a obtenção da nacionalidade e, com esta, a livre circulação em todo o espaço da União Europeia. Acordo de Schengen? O que é isso?

Se atendermos à concatenação dos factos políticos, à sua estarrecedora cronologia e à “casual” mistura deliberada de assuntos (nacionalidade portuguesa para judeus sefarditas, manifestações contra a “xenofobia” de portugueses indeterminados, vitimização de alunos universitários por causa de um caixote com um cartaz se calhar inventado), o que ressalta de imediato é a imagem da pura e dura manobra política. O regresso às origens, portanto, aos idos de entre 86 e 90, quando o AO90 foi parido à moda das galinhas; esse ovo podre passou por uma longa gestação de 16 anos, a chocar, e por fim teve de ser tirado a ferros da cloca em 2002 (Cimeira de Brasilia), em 2006 foi oficialmente declarado como galináceo (com a 3.ª assinatura do 2.º Protocolo, a de S. Tomé e Príncipe) e em 2008 Portugal admitiu ter trepado na galinha (via RAR 35).

É nesta conformidade que surgem os mecanismos, os organismos estatais de ambos os lados e não poucas nem pouco trampolineiras empresas privadas prontas a colher os frutos do plano. Para quem quiser emigrar para qualquer país europeu, a porta dos fundos está escancarada; já só falta o pequeno pormenor da dupla cidadania automática. Concretamente para “estudantes” da “lusofonia” (ou seja, para brasileiros, porque existem acordos antigos com todas as ex-colónias africanas e com Timor), Portugal passa a aceitar cursos manhosos e diplomas-brindes dos pacotes de farinha Amparo como habilitações suficientes; a fase seguinte poderá ser, por exemplo, o regresso aos gloriosos tempos do PREC — as passagens administrativas fazem imensa falta para este tipo de contingentes. Talvez venha a ser possível até, num futuro nada distante, proceder utilizando o método prescrito no texto do site “Porrtugau Légau”: «fazer toda a tramitação de modo remoto».

Além de ler os dois conteúdos em texto, veja e oiça também o vídeo em baixo; estes três conteúdos ilustram perfeitamente o processo, a sequência, como, quando, o quê e porquê. Deve ser isto bem mais do que o suficiente para que os apreciadores do cAOs em geral e os da neo-colonização inversa em particular fiquem todos contentes com a facilitação a nível industrial — a única política (des)estruturante nacional.

Ainda mais genericamente, a alguns agradará com certeza que o processo e as convulsões políticas não tenham afinal terminado no século passado. Com a diferença de que agora, em vez do PREC, têm o BREC — processo de brazileirização em curso.

What are the Benefits of Passing the CAPLE Exam?

People take the CAPLE exam of proficiency in European Portuguese as a second language for various reasons. In this post, we’ll review the benefits of possessing an internationally recognized certificate of proficiency.
[…]

One of the main reasons people take the CAPLE exam is to prove their Portuguese proficiency and gain access to the highly desirable services they offer.

Get a Job in Portugal

Although not an economic giant like Brazil, Portugal has a thriving service industry (nearly 75% of Portugal’s GDP is generated by the tertiary sector) and a strong tourist sector (particularly in the south of the country), and it is a world leader in the generation of renewable energy. To gain access to these opportunities, passing the CAPLE exam is highly advisable. If you have the CAPLE certificate on your resume, then your job application will automatically be taken more seriously.

Get a Job Outside of Portugal

(mais…)

“The truth? You can’t handle the truth!”

No dia de hoje, 5 de Maio, os acordistas militantes celebram a “expansão e difusão” da língua brasileira tau, a univerrssau, cara, viu), um solícito e insólito evento lançado por certo ex-primeiro-ministro português nos jardins da Organização das Nações Unidas (o que certamente terá feito à má-fila, que a ONU não é a da Joana). Curiosamente, este sucedâneo de, por exemplo, Pérez de Cuéllar ou Boutros Boutros-Ghali, é internacionalmente conhecido pelo seu atávico horror a pântanos mas não teve o menor pejo em enterrar-se até ao pescoço num imenso lamaçal, a maior vigarice político-linguística da História universal, isto é, a liquidação da Língua Portuguesa e sua substituição pela brasileira para assim, usando o AO90 como pretexto, justificar a invenção da CPLB e a coberto desta “difundir e expandir” os interesses económicos do Brasil pelas ex-colónias portuguesas.

Lula da Silva "Doutor" Honoris Causa pela Universidade de Coimbra, Março 2011

Lula da Silva “Doutor” Honoris Causa pela Universidade de Coimbra, Março 2011

Tudo pago pelos contribuintes portugueses, bem entendido, comes&bebes incluídos e com extras no cardápio (viagens, estadias, “turismo linguístico“, palestras de sueca e dominó, etc.), resta aos 10 milhões de pagantes liquidar as contas e continuar como têm estado — é aliás o estado natural do tuga –, caladinhos. Ou seja, é a velha “norma” de uso e costume em Portugal, o “paga e não bufes”. Isto sem contar com os sorvedouros, as máquinas de triturar o erário público que estão especificamente ao serviço dos interesses brasileiros, com o Instituto Camões (que deveria mudar o nome para Instituto Tiririca – pió qui tá numfica) e o IILP à cabeça, fora os colaboracionistas de vários galhos e os media de intoxicação social.

Torre da Univ. Coimbra ("o Cabrão")

Torre da Univ. Coimbra (“o Cabrão”)

A logística gigantesca necessária para olear a máquina de propaganda (e também, com precisão cirúrgica, algumas mãos) envolve imensos assalariados, comissionistas e tarefeiros, o que acarreta para uns poucos deles, os mais ou menos “notáveis”, necessariamente manobras e números vários, desde a mais ridícula choraminguice pelo tacho, pela prebenda, pela benesse, pela condecoraçãozinha, até à vitimização ritual e viscosa da tugalhada envolvida com cuspidelas de racismo, xenofobia ou preconceito linguístico… a ver se intimidam, por exemplo, o Batatinha ou, em extremo, o Companhia.

O artigo seguidamente transcrito veio de longe, a treze fusos horários de distância, mas bem poderia ter sido escrito no Bairro do Restelo ou na escadaria do “Cabrão” da Universidade de Coimbra.

O que lá diz o entrevistado é “tipo” ah, e tal, o Brasil é que é coiso e tal, ai ai, o Brasil. Enfim, o habitual estendal de lugares-comuns e lamechices asquerosas enaltecendo — como sempre, cá estão outra vez os rituais — o “gigantismo” do Brasil e a sua “superioridade” contável, isto é, ah, e tal outra vez, váláver, eles são 210 milhões (ou lá o que é) e nós não passamos de uma caganitazinha (bem, o “académico” não fala em caganitas, que “parece mal” num “académico” usar termos escatológicos, ou calão, vá, essas coisas horrorosas que diz o povo das tascas, ui, mas que mal parece).

Um festival de pedantismo; é o que lá está. Esta gente é tão previsível — pudera, limitam-se a repetir infinitamente meia dúzia de chavões — quanto os idiotas e tão dedicada aos negócios como os agiotas.

"registros"

Mesmo com todo os sistemas nos originais em Inglês, na Internet a onomástica e a toponímia estão na Língua local. Note-se, por exemplo, “Registros” (em Lisboa, Portugal)

Todos os dias vamos vendo por todo o lado as consequências da mais ridícula subserviência e da mais aberrante bajulação que alguns portadores de passaporte português dedicam ao país-irmão deles.

Nas ruas, em cartazes, anúncios, letreiros (incluindo já alguma onomástica) e até indicações de trânsito; nos canais de TV, cujas miseráveis “traduções” e legendagens de filmes ou documentários são feitas ou por brasileiros em brasileiro ou por tradutores tugas que fingem conhecer a língua brasileira para não perder o emprego.

Nas dobragens (“dublagens”, em brasileiro) e nas entrevistas de rua dos canais de “informação”, em que dão sempre preferência ao sutáki duiss prêsêntchiss.

Em tudo quanto é sistema informático, desde programas a jogos, em todas as plataformas e serviços virtuais (se bem que seja possível ler seja o que for na Internet com a ortografia correcta), temos de levar com as insuportáveis bacoradas brasileiras — como escarros que o ecrã do aparelho nos atira à cara — e com a sua língua univerrssau.

Tenhamos sempre presente, porém, este facto insofismável: os principais culpados por este crime de lesa-pátria foram e continuam a ser uns tipos de nacionalidade portuguesa. Foram meia dúzia deles expressamente ao Brasil vender a ideia, perante a estupefacção e a incredulidade dos anfitriões. Existem testemunhos insuspeitos do que ocorreu, em especial entre 1976 e 1986.

Os resultados do sinistro plano urdido (daí em diante também por brasileiros, é claro, não aparecem muitas oportunidades assim em cada milénio) estão agora à vista. E são esses os resultados que hoje, dia 5 de Maio, os descendentes de Miguel de Vasconcelos celebram. Esta é que é a verdade.

O problema, parafraseando o Coronel Jessup, é que nem toda a gente consegue lidar com a verdade. Aliás, “nem toda” é manifesto exagero; talvez “quase ninguém” seja mais adequado. Se bem que a frase esteja truncada no filme; no original de Sorkin, a “deixa” completa é “You can’t handle the truth. You can’t handle the sad but historic reality.”

Pois. Lidar — no sentido de aguentar, suportar — com a verdade é muito, muito, muito difícil para a maioria. Com a triste realidade histórica é impossível.

Carlos Ascenso André, académico e linguista: “Língua portuguesa tem a dimensão do mundo”

“Hoje Macau”,

 

Celebra-se hoje o Dia Mundial da Língua Portuguesa e, para Carlos Ascenso André, tradutor, académico e linguista, é fundamental chamar a atenção para a grandeza de um dos idiomas mais falados do mundo. O especialista em literatura clássica defende que a língua portuguesa é apenas uma e que o papel de Macau é agora outro na difusão e ensino do idioma, bem como na formação de professores

Este dia significa o quê, na prática?

(mais…)

‘Preconceito linguístico’, racismo e xenofobia – 2

Quantos são, quantos são?

vimos, no post anterior, que as (apenas) três fotos divulgadas sobre a pretensa “xenofobia” visando estudantes brasileiros da Universidade de Lisboa não passam, afinal, pelo menos duas delas, de simples aldrabice, desinformação, Internet memes, montagem e composição de conteúdos por definição falsificados.

A histeria colectiva suscitada por esse acto provocatório — ao qual os órgãos de comunicação social portugueses deram imensa atenção, sem hesitar, sem pestanejar, sem investigar coisa alguma — enquadra-se numa perspectiva mais geral do vasto plano delineado em “navegação à vista” sobretudo a partir de 1986.

Assim, será com certeza de toda a conveniência, para que se entenda claramente o que se está a passar e em que ponto do dito plano estamos agora, apurar — além dos pressupostos e motivos subjacentes — de que “universo” estamos a falar, ou seja, quantos são ao certo não apenas os universitários mas também, de forma abrangente, quais são os totais e que implicações terá mais esta convulsão social em concreto. Como é do mais básico senso comum, a ocorrência de conflitos varia na razão directa do número de potenciais envolvidos. Portanto.

Segundo a peça do jornal “O Globo” de 17.12.21, transcrito na 1.ª parte desta pequena série “temática”, a coisa varia… muito. Muitíssimo. Imenso.

«A comunidade que vive no país supera os números oficiais e, na realidade, é muito maior que os dados expostos nas planilhas dos órgãos do governo.
Segundo o último relatório do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), existem 183.993 brasileiros residindo de maneira considerada oficial, com documentos válidos.

Mas a conta do SEF só vai até dezembro de 2020 e exclui brasileiros com cidadania portuguesa e europeia que residem no país. Também ficaram de fora os brasileiros em processo de regularização.» [“O Globo” (Brasil)]

É praticamente impossível deslindar dados em falta, gráficos desgarrados (ou “enfeitados”), relatórios confusos e desactualizados, números sem ponta por onde se lhes pegue, estatísticas paradas há três anos nalguns sítios e outras maroteiras do género.

Mas podemos tentar apurar alguma coisa, ainda assim, com tempo e estudo, cruzando cifras e desmontando verborreias de campanha quando ou se for o caso.

Pelo “Gabinete de Estratégia e Estudos” do Ministério Que Está Sempre A Mudar De Nome não vamos lá. E nem ajuda, de tão obsoletos são os dados e tão paralíticos são os automatismos.

No I.N.E. ainda só há dados provisórios do Census 2021 e nada (pelo menos nos quadros ou por busca) sobre a população estrangeira no país.

Podemos tentar o excelente serviço Pordata. A começar pelo seguinte quadro que, apesar de ir só até 2020, é fidedigno e permite extrapolar resultados em progressão geométrica.

Dados obtidos na Pordata. “Click” para ampliar (em nova “janela”)

Isto é um ponto de partida mas ainda não chega, de todo, para apurar, ignorando especulações e “cenários” manhosos, afinal “quantos são”.

Voltando a”O Globo”, mais adiante, como sempre por palpite e a ver se cola, dizem que…

«Portugal só fica atrás dos Estados Unidos (1,7 milhão) em número de expatriados. Segundo o Itamaraty, são 276 mil brasileiros em Portugal, quase 100 mil pessoas a mais que no relatório do SEF[“O Globo” (Brasil)]

Ora então, mesmo que apenas presumindo que estes dados não são totalmente inventados, vejamos o que representa uma correspondência “estatística” de ordem de grandeza. Uma “regra de três simples” (mas simples que até chateia) comparando — como se fosse possível comparar caganitas com nêsperas — a dimensão geográfica e a população total dos Estados Unidos da América com ambas as “contas” no que diz respeito a Portugal:

USA: 0,52% (1,7/329,5) – 9.834.000 km²

PT: 2,6% (0,276/10,345) – 92.212 km²

Ou seja, números redondos, para um território 107 vezes maior e com população que monta a 32 vezes a de Portugal, o Brasil exporta para os EUA o equivalente a 0,52% (1,7 milhões) da população americana (329,5 milhões), enquanto que em Portugal já estarão 276.000 — 2,6% da população portuguesa.

Então… e se afinal não forem apenas 276 mil para 10 milhões e 300 mil? E se forem, como aliás adiantam alguns jornais brasileiros (veremos isso mais adiante), “o dobro das estimativas oficiais”? Serão, no fim de contas, 5,2% de toda a população com passaporte português?

Uma das tácticas políticas mais “batidas” é aldrabar os números. Outra, ainda mais antiga, é demonizar quem se atrever a sequer pestanejar perante as aldrabices; é no âmbito dessa demonização que surgem os rótulos insultuosos (racismo, xenofobia, preconceito) cuja única finalidade é tentar intimidar seja quem for que sequer tente escapar ao rebanho de gado vacum ou da récua de asnos que os DDT pastoreiam. E há ainda uma terceira técnica — cada vez mais pujante, em conformidade com o avançar da ditadura do “pugresso” — que é a (auto-)vitimização, o que sucede quando determinado grupo, tipo ou camada social faz render o seu peixe da espécie Threnu Asininus, tentando alcançar à força de baba e ranho determinado tipo de benesses.

Alinhando os factos mais evidentes de toda a trama obtemos como conclusão a relação de causa e efeito — passo a passo, numa sequência absolutamente nada casual — não apenas das etapas do plano inicial que já foram ultrapassadas como também daquelas que estão em curso e… das que logicamente se seguirão.

Das quais a mais óbvia está contida no artigo de seguida transcrito. O qual merece, evidentemente, não apenas a devida reflexão (consequente) como também, ou principalmente, uma análise minimamente inteligível — “traduzindo” para a corrente a linguagem jurídica da autora — que por fim explique o que há largos anos aqui se escreve sobre as duas verdadeiras finalidades do AO90.

As principais alterações ao Regulamento da Nacionalidade em 2022

De salutar a Apensação de Processos de requerentes ligados pelo casamento ou união de facto, adopção ou parentesco, de forma a aproveitar actos, diligências e documentos comuns.

Uma das principais inovações introduzidas pelo Decreto-Lei 26/2022 ao Regulamento da Nacionalidade (RN), é a tramitação electrónica de processos, que apenas será obrigatória para advogados e solicitadores.

O sistema será concretizado por Portaria, mas é já certo que os documentos apresentados por advogado têm força probatória de original, devendo os documentos em papel ser por estes conservados por dez anos.
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Internet em Português: Chrome e Firefox

CHROME Desacordo Ortográfico – extensão Chrome

«Ah e tal agora escreve-se assim…»
«Extensão para o Google Chrome que converte páginas escritas ao abrigo do acordo ortográfico de 1990 para o de 1945. Está publicada aqui. […]. Papa-linces.»
«Não há coisa mais aberrante do que uns mentecaptos a tentar “evoluir” a língua à força e por decreto. Esta idiotice tem de acabar (e rápido), e esta iniciativa é uma forma de devolver a sanidade às vítimas deste aborto ortográfico.»
«Voltemos a ler em bom Português.» [Miguel Laginha, “Desacordo Ortográfico“]

[com a cacografia brasileira] [em Português]
[Wikipédjia lusôfona (brasileira) em brasileiro] [Wikipédjia brasileira com ortografia em Português]
Install an extension
1. Open the Chrome Web Store.
2. Find and select the extension you want.
3. Click Add to Chrome.
4. Some extensions will let you know if they need certain permissions or data. To approve, click Add extension. Important: Make sure you only approve extensions that you trust.
Instalar uma extensão no Chrome
1. Aceder a Chrome Web Store
2. Procure e seleccione a extensão pretendida.
3. Click em “adicionar ao Chrome”.
4. Algumas extensões irão indicar permissões ou dados necessários para a instalação. Para aprovar, click em “adicionar extensão”. Assegure-se de que aprova extensões de proveniência segura.

O processo de instalação de uma extensão no Chrome é muito simples e intuitivo. Depois de instalada esta, a “desacordo Ortográfico”, pode adicionar um “botão” ao menu de topo do browser (como na imagem a seguir) e pronto, sempre que quiser ver uma página da Internet com a ortografia do Português basta um click no ícone com “O” em fundo preto.


FIREFOX

Firefox contra o Acordo Ortográfico – extra para “FoxReplace”

«Este site pretende ser mais uma frente de luta contra a aberração que é o Acordo Ortográfico. Mais especificamente, será o site oficial de suporte e divulgação ao método para colocar o seu Firefox a mostrar textos em acordês como se estivessem escritos de acordo com a norma do AO45, que é aquela que todos conhecemos muito bem e estamos familiarizados. Isto é feito com recurso ao extra FoxReplace, para o Firefox. Não sabe o que é? Encontra a resposta na página convenientemente denominada O que é?.» [João Ricardo Rosa, “Firefox contra o Acordo Ortográfico“]

[com a cacografia brasileira] [em Português]
[texto de acordista] [texto do acordista em Português]

Existem inúmeras variáveis de configuração da extensão FoxReplace para Firefox e do respectivo ficheiro de palavras e sites onde as alterações podem actuar automaticamente (ou “a pedido”, conforme preferir). Na imagem seguinte vê a localização da extensão nas “ferramentas” do Firefox (em Windows 10) e as opções imediatas — aplicar substituição automática ou só na página corrente (“manual”) — e as configurações globais (em Options/Opções) através do conteúdo do ficheiro de substituições.
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