Apartado 53

Um blog contra o AO90 e outros detritos

Etiqueta: rádio

45% dos alunos não conseguem situar Portugal no mapa

«Então, por causa dos tais dois mil para quem o conhecimento desta língua é útil, noventa e oito mil foram torturados e em vão sacrificaram um tempo precioso. (…) Daí que seria essencialmente mais útil se ao jovem estudante fossem transmitidos apenas os contornos gerais da língua (…) Evitar-se-ia também o perigo de, de toda a sobrecarga de matéria, apenas ficarem uns fragmentos na memória, uma vez que o jovem só teria de aprender o essencial, sendo assim feita antecipadamente a selecção do que é útil e inútil. (…) Ganhar-se-ia assim no currículo o tempo necessário para a educação física (…)»

[“Mein Kampf”, Adolf Hitler]

«É indiscutível que a supressão deste tipo de consoantes vem facilitar a aprendizagem da grafia das palavras em que elas ocorriam. De facto como é que uma criança de 6-7 anos pode compreender que em palavras como concepção, excepção, recepção, a consoante não articulada é um p, ao passo que em vocábulos como correcção, direcção, objecção, tal consoante é um c? Só à custa de um enorme esforço de memorização que poderá ser vantajosamente canalizado para outras áreas da aprendizagem da língua.» [Acordo Ortográfico – Nota Explicativa [Pseudologia fantastica – 12]

 

 

 

Grande parte dos alunos que fizeram as provas de aferição de História e Geografia do 2.º ciclo, em 2017, não conseguiam localizar o país no Sudoeste da Europa.

Entre os mais de 90 mil alunos que fizeram provas de aferição de História e Geografia do 2.º ciclo, em 2017, 45% não conseguiram localizar Portugal continental em relação ao continente europeus. Esta conclusão consta num novo relatório que abrange dois anos de provas de aferição – 2016 e 2017 – de várias disciplinas e anos de escolaridade, citado pelo Diário de Notícias.

Ou seja, utilizando os pontos colaterais da rosa-dos-ventos, os alunos não conseguiam localizar o país no Sudoeste da Europa. Além disso, apenas 45% dos estudantes localizaram correctamente “o continente europeu em relação ao continente asiático, o continente africano em relação ao continente europeu e Portugal continental em relação ao continente americano”.

O presidente do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), Hélder de Sousa, não considera que estas falhas sejam por falta de conhecimento, mas sim na capacidade de o aplicar.

“Em alguns relatórios, na análise que se faz da Geografia do ensino secundário, uma das coisas um pouco anacrónicas é a dificuldade que os alunos têm em utilizar a informação cartográfica, quando a Geografia é a área em que, por excelência, estas áreas deviam estar mais consolidadas”, frisa.

Source: 45% dos alunos não conseguem situar Portugal no mapa – Portugal – SÁBADO

 

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‘Errare humanum est, sed in errare perseverare diabolicum’

«Essa expressão de “caos” estaria mais relacionada com o ensino da língua portuguesa agora usando o acordo ortográfico.»

«Foi a sensação que eu tive de que o ensino se estava a tornar num negócio. Tornou-se num negócio com esta implementação do acordo ortográfico.»

«Porque eu reformei-me, e reformei-me por não querer cumprir o acordo ortográfico, porque não o cumpria.»

«Não interessa que o ser-humano pense. O que interessa é que fique indiferente às coisas e que se torne um escravo e também, às vezes, um selvagem em relação aos outros.»

«Séneca tem uma frase: “errar é próprio dos homens, persistir no erro é próprio de loucos”. »

«Se o critério fundamental é a pronúncia, então cada qual escreve como quer.»

«Dizem que as crianças, se tirassem as consoantes mudas, era tudo tão mais fácil, ora, eu sou professora e nunca foi nas consoantes — nos C e nos P — que os alunos faziam os seus erros.»

«O acordo, o Tratado internacional é uma perfeita fraude.»

«Nenhuma Língua evolui por decreto. Esta língua, que é uma mixórdia em que eu não reconheço o Português, não evoluiu nada, isto não é evolução, isto é o contrário da etimologia da palavra ‘evolução’. Por isso, se a estupidez quiser vingar, e é estupidez se nada se fizer para recuar.»

Maria do Carmo Vieira

Da Capa à Contracapa

Andamos a tratar bem a Língua Portuguesa?

16 Jun, 2018

 

Os professores Maria do Carmo Vieira, Adelino Calado e Rui Afonso Mateus juntam-se a José Pedro Frazão para discutir o ensino do português e a forma como tratamos a Língua Portuguesa na nossa sociedade.

Esta semana no “Da Capa à Contracapa” fala-se do ensino do português e a forma como tratamos a Língua Portuguesa na nossa sociedade.

Professores do Ensino Secundário, Maria do Carmo Vieira, Adelino Calado e Rui Afonso Mateus têm leituras muito próprias e críticas do sistema e do ensino, também das pedagogias aplicadas. Em particular no ensino do Português.

O Professor Adelino Calado, não sendo professor da mesma área, pois leciona Educação Física, é diretor do Agrupamento de Escolas de Carcavelos onde tem implementado medidas inovadoras como acabar com os TPC convencionais, os exames ou os toques de entrada. Com a sua ajuda lançamos também um olhar sobre a escola de hoje, trazendo ainda algumas ideias para a escola do futuro.

E recomendamos a leitura dos ensaios da fundação Francisco Manuel dos Santos sobre o tema: nomeadamente os dos autores que convidamos: o Ensino do Português e Literatura e Ensino do português.

O da Capa à Contracapa é uma parceria da Renascença com a Fundação Francisco Manuel dos Santos. A moderação como sempre é do jornalista José Pedro Frazão.

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Banha da cobra na língua (diz que cura tudo, até úrsula no diodene)

Os brasileiros, do alto da sua imensa “lata” (e com a conivência de alguns mercenários portugueses), continuam a vender aquilo que designam, por uma questão de marketing, “língua portuguesa”, a que chamam sua, por esse mundo fora. E fazem isto, estes vendilhões, como se estivessem a impingir aspiradores a papalvos. Ou sabonetes a idiotas. Ou banha da cobra a indigentes mentais.

“A língua também é um instrumento de poder”

TSF”, 09 de MAIO de 2018

O português como língua de negócios foi tema de uma conferência da CPLP organizada em Berlim.

A frase fez parte do discurso de abertura do Embaixador do Brasil na Alemanha, Mario Vilalva. “A língua também é um instrumento de poder”, neste caso de poder nos negócios. Estima-se que as relações comerciais entre os países da lusofonia tenham gerado, nos últimos cinco anos, mais de três mil milhões de euros. Existem nesta altura mais de 260 milhões de falantes de português no mundo e estima-se que o número possa duplicar nos próximos 50 a 80 anos.

Um estudo desenvolvido pelo Professor Catedrático do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, Luís Reto, compara oito línguas globais. No “Ranking de Influências das Línguas Globais – O Caso da Língua Portuguesa” o português aparece quase a meio da tabela, “uma posição bastante boa” nesta que é uma espécie de lista da “primeira liga” das línguas, sublinha o investigador. O estudo obedece a seis critérios, entre eles internet, economia e cultura.

Neste processo de crescimento da influência e da importância do português muito têm contribuído os empresários privados. Para Georgina de Mello, directora-geral da CPLP, têm sido organizadas um conjunto de iniciativas e criado instituições no sector privado que captam interesse mesmo fora da comunidade. O exemplo é a Alemanha, para Klaus Deutsch, economista-chefe da BDI (a Confederação da Indústria Alemã), as relações comerciais com alguns países da CPLP têm crescido nos últimos anos. O sector do digital tem merecido mais destaque.

A conferência “O Espaço Económico da CPLP – Português como Língua de Negócios”, que se realizou na Embaixada do Brasil, em Berlim, teve como objectivo divulgar o potencial económico da CPLP e reforçar as relações económicas entre os seus países-membros e a Alemanha.

Source: ″A língua também é um instrumento de poder″

As letras em falta no original do artigo foram automaticamente repostas pela solução Firefox contra o AO90.

 

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BBC acaba com serviço em português

“Jornal de Notícias”, 25.01.11

O serviço da BBC em português e em outras línguas vai encerrar no âmbito de um plano para poupar 46 milhões de libras (53 milhões de euros) por ano.

Além do serviço em português, que se destina sobretudo aos países africanos lusófonos, irão também fechar os serviços em macedónio, albanês, sérvio e inglês para as Caraíbas.

O anúncio oficial destas medidas, bem como o despedimento de 650 funcionários de um total de cerca de 2400, será feito esta quarta-feira aos funcionários.

(“censurei” este parágrafo na citação por conter um gravíssimo erro de Português)

Ficou surpreendida, no entanto, com os “cortes demasiado drásticos” que colocam em risco os 12 postos de trabalho na secção, dos quais dez a tempo inteiro e dois a tempo parcial.

Se estes planos forem para a frente, admite que “as oportunidades de reintegração [noutros serviços da BBC] não serão muitas”.

O serviço em português foi criado a 4 de Junho de 1939 e era dirigido inicialmente a Portugal e às respectivas colónias.

Depois da sua independência, a partir de 1975, os países africanos de expressão portuguesa passaram a ser o principal destino deste serviço.

Além de três programas diários de rádio, tem uma página na internet e recentemente entrou para as redes sociais Facebook e Twitter.

O serviço começou também há pouco tempo a transmitir em directo os relatos em português dos jogos de futebol da Primeira Liga inglesa.

“A audiência continua a crescer e há uma grande interactividade com os ouvintes”, garantiu Teresa Lima.

Os números reais de ouvintes são incertos, mas o serviço transmite em sete frequências de rádio em Moçambique, o país com mais público, e tem acordos de retransmissão em Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau.

O encerramento da secção portuguesa faz parte de um plano de poupanças da BBC devido à redução do apoio financeiro do governo britânico.

Além de ter congelado o valor da taxa de televisão, o governo eleito em Maio determinou, em Outubro, que a BBC passasse a financiar o serviço externo da estação, antes suportado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O custo total do Serviço Mundial da BBC está estimado em 272 milhões de libras por ano (315 milhões de euros). Lançado em 1932, transmite em 32 línguas para uma audiência de 241 milhões de pessoas. Inclui rádio, internet e televisão.

 


 

http://www.bbc.com/PORTUGUESE

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“Em termos literários”

Lusofonia, acordo ortográfico e Nobel em debate no festival Fronteira

Maria João Costa

14 Abr 2018

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Terminou este sábado a sexta edição do Festival Literário de Castelo Branco.

“António Lobo Antunes ou Mia Couto” são os nomes de autores de língua portuguesa apontados por Pedro Mexia como os mais prováveis candidatos ao Nobel da Literatura. Numa sessão de encerramento da sexta edição do Festival Fronteira, em Castelo Branco, o assessor cultural de Marcelo Rebelo de Sousa falou de outros nomes como possíveis sucessores de José Saramago.

O poeta Nuno Júdice seria um deles “porque já ganhou vários prémios internacionais”. Lídia Jorge é outro nome que Mexia traz à conversa com o poeta José Mário Silva, mas na sua opinião nem Júdice, nem a autora de “Os Memoráveis” teriam hipóteses quando “comparados com Lobo Antunes ou Mia Couto”.

Na Biblioteca Municipal de Castelo Branco, onde decorreu o último dia do Festival Fronteira, numa tarde em que o público foi menos concorrido do que em anteriores edições, falou-se também de lusofonia e dos 20 anos sobre a atribuição do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago.

Num debate onde faltou o escritor João Ricardo Pedro, a jornalista e escritora Filipa Melo conversou com o escritor Pedro Vieira sobre a questão da lusofonia. Nas palavras da autora de “Dicionário Sentimental do Adultério”, “com a crise económica fecharam muitos dos leitorados nas universidades e esse espaço foi ocupado pelos Brasileiros”. No entender de Filipa Melo, “hoje o ensino de português no estrangeiro é feito por brasileiros”. Portugal, segundo a opinião desta escritora, “deveria apanhar boleia” deste trabalho do Brasil.

Numa conversa onde também se falou do Acordo Ortográfico, o moderador Pedro Vieira quis saber a opinião de Filipa Melo. A escritora questionou: “Mas, está em vigor?” Do público, Pedro Mexia explicou que nem todos os países ratificaram. Melo conclui que foi “um desastre jurídico” e que em termos literários é contra o acordo ortográfico.

A tarde em Castelo Branco começou com o debate em torno do balanço dos 20 anos da atribuição do Nobel a José Saramago e de que forma isso ajudou ou não a escrita em português. Na opinião da escritora e jornalista Isabel Lucas “as literaturas em português não souberam aproveitar a projecção do Nobel”. Já a escritora Ana Margarida Carvalho falou da forma como Saramago usou os palcos internacionais depois do prémio da academia sueca. “Saramago era um activista em permanente estado de vigília, e virou os holofotes para Portugal”.

“Hoje as universidades americanas ensinam Saramago mas ainda há muito o culto de Fernando Pessoa”, explicou Isabel Lucas, que disse que o livro mais lido de Saramago nos Estados Unidos é justamente o livro sobre Pessoa: “O Ano da Morte de Ricardo Reis”.

[Transcrição integral de notícia “online”. Rádio Renascença, 14.04.18. Acrescentei “links”, citações, destaques e sublinhados.]

 

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Em Português – 41

Rádio “Oxigénio”

Em PIPOCA TIME, cerca das 13h30, Liliana Teixeira Lopes destaca uma edição coleccionador do Clássico de 1959 "Ben-Hur"…

Publicado por Rádio Oxigénio em Segunda-feira, 8 de Janeiro de 2018

Em PIPOCA TIME, cerca das 13h30, Liliana Teixeira Lopes destaca uma edição coleccionador do Clássico de 1959 “Ben-Hur”… até porque já não falta assim tanto para os Oscars.

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Webdados – Tecnologias de Informação

Sobre a recorrente discussão de ser, ou não, legal cobrar extra com base no facto do cliente pagar com cartão de cré…

Publicado por Webdados – Tecnologias de Informação em Sábado, 13 de Janeiro de 2018

Sobre a recorrente discussão de ser, ou não, legal cobrar extra com base no facto do cliente pagar com cartão de crédito, referência multibanco ou PayPal numa determinada loja online, vem agora a União Europeia lançar uma directiva

Webdados – Tecnologias de Informação
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Bem Me Quer Editora

Sabia que a semana entre o Natal e o Ano Novo é a que as pessoas mais aproveitam para ler durante todo o ano? Sugerimos…

Publicado por Bem Me Quer Editora em Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2017

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