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O AO90 explicado a cegos, surdos e mudos

O acordo ortográfico representa de facto uma revolução por via administrativa. A primeira da História, por sinal. Parafraseando Churchill, e salvaguardando do mesmo passo as devidas distâncias, nunca tantos foram tão roubados por tão poucos.

JPG – O aborto ortográfico: pontas soltas e roubos de catedral – Apdeites, 16.04.08

 

«António Costa defendeu esta quarta-feira a adoção da língua portuguesa c pplomo língua oficial das Nações Unidas. Durante o discurso na Assembleia Geral da ONU, o primeiro-ministro propôs ainda que o Brasil e a Índia passassem a ser membros do Conselho de Segurança.» [SIC Notícias, 20.09.17]

 

Costa vinca que os países lusófonos querem português como língua oficial da ONU

Estas posições foram assumidas pelo líder do executivo português no seu discurso perante a Assembleia Geral das Nações Unidas. António Costa começou por aludir à recente resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre a cooperação entre a ONU e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), “que visa precisamente fortalecer as complementaridades entre as duas organizações”.

“E aproveito para referir a importância da língua portuguesa, que se afirma hoje como um instrumento de comunicação com dimensão global. Em meados deste século, o português deverá contar com quase 400 milhões de falantes, o que tem justificado a sua elevação a língua oficial em diversos organismos internacionais. A adoção do português como língua oficial das Nações Unidas permanece um desígnio comum dos Estados Membros da CPLP”, salientou o primeiro-ministro.

No plano político, António Costa defendeu também a reforma do Conselho de Segurança, “para lhe assegurar uma representatividade acrescida do mundo atual“.

“O continente africano não pode deixar de ter uma presença permanente, e o Brasil e a Índia são dois exemplos incontornáveis. Por outro lado, a complexidade dos problemas globais que hoje enfrentamos impõe a necessidade de cultivar as parcerias, envolvendo não apenas os Estados, mas também as sociedades civis, as instituições financeiras internacionais, as entidades públicas e privadas”, advogou.

Lusa/SIC, 20.09.17

Questionado pela plateia sobre as vantagens do novo Acordo Ortográfico entre países lusófonos, que deverá entrar em vigor em 2014, Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se a favor, defendendo que “há um debate artificial sobre a questão “. O professor disse que as alterações ao acordo “não são substanciais” para a Língua Portuguesa.

Marcelo referiu que o Brasil hoje é a maior potência económica e o maior país lusófono e realçou a ideia que “Portugal precisa mais do Brasil, do que o Brasil de Portugal”. Afirmou que o acordo tem “virtuosidades” e disse que “para Portugal conseguir lutar pela lusofonia no mundo tem de lutar por dar a supremacia ao Brasil.”

 

O mundo da lusofonia tem de assumir que a liderança é do Brasil” – JPN – Jornalismo Porto Net, 1 de Maio de 2008

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O que diz Pacheco

http://ilcao.cedilha.net/?p=16588Would you like a Portuguese (European) “netarina”?

Publicado por Apartado 53 em Domingo, 26 de Julho de 2015

Do programa “Quadratura do Círculo”, emitido em 18.05.17 pela SIC Notícias, parece-me aproveitável a parte em que José Pacheco Pereira dá pancada (que não lhe doam as mãos!) no chamado “acordo ortográfico”.

Foi aliás esse mesmo o primeiro tema da tertúlia, se bem que os demais convivas, moderador incluído, se tenham limitado a ou debitar as larachas do costume (Jorge Coelho, pois claro) ou perorar vigorosamente que nim, ah, e tal, eu até acho que coiso mas patati patatá (Lobo Xavier).

Por conseguinte, não se aproveitando mais nada dos 20 minutos iniciais da gravação, transcrevo em baixo — quase na íntegra — apenas o que diz Pacheco.

(mais…)

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«Não vejo necessidade» [Roberta Medina, SICM]

SIC_Mulher_logo

«Marcelo Rebelo de Sousa voltou a trazer o assunto do novo acordo ortográfico: acha que faz sentido reverter o acordo?»
SIC Mulher, 10.05.16

«Roberta Medina (Rio de Janeiro, 15 de Março de 1978) é uma empresária e produtora de eventos brasileira, residente em Lisboa, Portugal desde 2003. Filha de Roberto Medina, o criador do Rock in Rio, é responsável pela realização do Rock in Rio em Lisboa e Madrid.» [wiki]

Nesta gravação, a brasileira Roberta Medina tenta explicar — apesar da radical estupidez do “lead” — que o AO90 é um disparate total: “não sei nem porque é que isso surgiu; não vejo necessidade; eu investiria em aproximar culturalmente os países“.

Entrementes, dos lados, um jovem e uma jovem (“portugueses e portuguesas”) debitam parvoíces a granel a respeito de um assunto sobre o qual — patentemente — fazem questão de evidenciar a sua (e seu) total ignorância/o.

 

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«A Guerra do “Acordo” Ortográfico: Brasil X Portugal»

A Guerra do “Acordo” Ortográfico | Brasil X Portugal – YouTube

Gravação do programa “Opinião Pública”, da SIC Notícias, no passado dia 4.

O convidado é Nuno Pacheco, Director-Adjunto do jornal “Público”. Com intervenções de espectadores, por telefone, e também com opiniões recolhidas em reportagem e em directo: quase todas (se não todas mesmo) absolutamente contra o AO90. O habitual, portanto. Um muito saudável hábito, para variar.

Vídeo publicado no “YouTube” por Bcleta Kriol, em 10.05.16.

 

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A (treta da) “revisão” do AO90 na SICN


António Vitorino e Pedro Santana Lopes na Edição da Noite

No habitual espaço de comentário, António Vitorino e Pedro Santana Lopes estiveram em estúdio para comentar a visita de Marcelo Rebelo de Sousa a Moçambique, os discursos do 1º de Maio e ainda a possível revisão do acordo ortográfico.

SIC Notícias, 04.05.16

(Ver a partir do minuto 22)

Tópicos:

Santana Lopes faz publicidade a si mesmo e ao “brasileiro”, à “grande potência” brasileira e a outras parvoíces do género, como é seu costume.

António Vitorino diz coisas decentes.

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