Apartado 53

Um blog contra o AO90 e outros detritos

Etiqueta: tradução

“Vezes sem conta”

Ainda a propósito do WordPress em Português de Portugal, e apesar de já ter chamado a atenção para os comentários ao artigo original, não resisto a transcrever aqui dois desses comentários. São apenas dois, para amostra, que há lá outros de nível equivalente, mas estes em particular ilustram na perfeição a premissa básica do “diálogo” (qualquer “diálogo”) entre acordistas, trogloditas verbais em sentido lato, e pessoas com dois dedos de ortografia: quanto mais claros e transparentes forem os factos apresentados por estes, mais feroz e estupidamente aqueles tentam “rebater” as evidências — a troco de alucinações neo-imperialistas e delírios pseudo-linguísticos.

Alucinações e delírios que, sem necessidade de ir lá ler as diatribes por extenso, coisa que ninguém merece, são perfeitamente detectáveis nestas elegantérrimas respostas.

WordPress Portugal, doze pontos, twelve points, douze points.

Zé Fontainhas

Chega.

Já te foi explicado (vezes sem conta), com infinita paciência, os comos, os porquês de todo este processo e em que é que ele é aberto e totalmente transparente e feito para respeitar as decisões da maioria.

A tradução para português (tal como o próprio core do WordPress), é open source, pelo que se não estás de acordo com a abordagem deste grupo, tens uma solução simples:

COMEÇA O TEU PRÓPRIO GRUPO DE “WP AO90”. Faz um site, abre discussões, recruta voluntários (parece que os há), implementa uma plataforma de tradução, distribui os ficheiros de tradução da tua versão. Podes até usar como base o trabalho desta comunidade à vontade, ninguém te leva a mal. Que se lixe, abre um canal no Slack, nós ajudamos.

Agora pára por favor de insultar quem aqui trabalha a troco de nada desde muito (mas muito, mesmo) antes de aqui apareceres, de inventares conspirações sem nenhuma substância ou fundamento sobre esta comunidade, e de insistires em que as coisas devem ser feitas como tu achas, pela simples razão que tu assim achas.

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WordPress em Português de Portugal

Mais um espantoso artigo, desta vez da autoria de Álvaro Góis mas, como sempre, em nome de toda a equipa WP-Portugal, sobre a questão — integralmente inventada pelos acordistas — da tradução do WordPress para acordês, essa novilíngua de trapos que meia dúzia de brasileiros “adotivos” pretendem impor a uma esmagadora maioria de cidadãos nacionais.

Este assunto, se bem que evidentemente parvo, dada a patológica parvoeira que afecta quem o inventou, tem sido amiúde (nem me atrevo a imaginar com que carga de sacrifício) escalpelizado, analisado, explicado e concomitantemente rebatido por vários dos competentíssimos elementos da WordPress Portugal.

Além deste novo texto, que aqui fica também replicado porque é acervo documental de relevo para o historial da luta contra o AO90, conviria ler a acesa troca de comentários no “post” original. Por dois motivos, em essência: pela profunda irritação dos acordistas (“ah, e tal, lei é lei”, nhónhónhó, rebéubéu, pardais ao ninho) e pela extraordinária paciência (ou invejável calma) com que os membros do WordPress em Português vão tentando responder aos desconchavos e até aos insultos dos ditos acordistas.

O WordPress em português de Portugal e o Acordo Ortográfico de 1990

De vez em quando a Comunidade Portuguesa de WordPress agita-se em redor da utilização do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) na tradução principal do WordPress para português.

Levantam-se questões legítimas, apresentam-se opiniões, um ou outro decreto-lei para uma discussão que ultrapassa as barreiras do uso da língua e toca aspectos de ordem técnica, que vão muito além das opções individuais de usar ou não o AO90.

Este texto não pretende abrir qualquer debate sobre:

  • O AO90 é bom ou mau;
  • O AO90 vai ou não ser alterado e quando;
  • O AO90 é ou não obrigatório.

Não é um texto sobre legalidade ou obrigatoriedade de usar uma determinada forma escrita da língua. Pretendemos apenas fazer um resumo do que têm sido as opções da equipa de tradução do WordPress para português de Portugal e, acima de tudo, clarificar o que está a ser feito e porquê, para corresponder às diversas necessidades dos utilizadores.

O histórico

A discussão sobre a utilização do Acordo Ortográfico de 1990 na tradução oficial portuguesa do WordPress começou a fazer-se por volta de 2013.

Já nessa altura, apesar de depender de uma equipa relativamente pequena de contribuidores, a tradução estava estabilizada. Tinha envolvido um grande trabalho de revisão e de consolidação de termos e era actualizada a tempo do lançamento de novas versões. No GlotPress, a plataforma que gere as traduções do projecto WordPress, cabiam ainda apenas as traduções do core (o próprio WordPress). As traduções de plugins e temas não estavam incluídas. Eram geridas individualmente, adicionadas ou não a cada tema ou plugin disponíveis nos respectivos directórios do WordPress.org.

Dentro da equipa de tradução havia a percepção de que a adopção do AO90 por instituições públicas e alguns meios de comunicação começava a colocar a questão da sua adopção ou não pelo WordPress. E alguns de nós eram favoráveis a essa adopção.

Como sempre procurámos fazer dentro da Comunidade Portuguesa de WordPress, colocámos à discussão pública se deveria ou não a tradução oficial adoptar o AO90.

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“Das várias variantes da língua portuguesa” [jornal “Ponto Final” (Macau)]

«Entre as novidades introduzidas este ano, para além da sessão de cultura macaense, estiveram as sessões de cinema de língua portuguesa. Ambas deverão ser mantidas, na edição do próximo ano, explica a docente: “As tardes de cultura macaense, sim, é para continuar. Este ano também fizemos umas tardes de cinema português, filmes das várias variantes da língua portuguesa. Porque os alunos também gostam e porque é um bom exercício para aprender uma língua”.»

Curso de Verão de língua portuguesa termina com avaliação “francamente positiva”

Sílvia Gonçalves

“Ponto Final” (Macau), 07.08.17

A 31ª edição do Curso de Verão de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade de Macau (UMAC) ficou marcada por um acréscimo significativo de alunos, por uma maior assiduidade e ausência de desistências. A coordenadora do curso, Ana Nunes, fala em maior esforço dos estudantes e mostra-se surpreendida com a apreensão imediata que estes fazem das danças tradicionais portuguesas.

Durante três semanas, tomaram contacto com a língua portuguesa dentro e fora da sala de aulas. Numa imersão cultural que incluiu canto, dança, cinema e sessões de história e cultura de Macau. O 31º Curso de Verão de Língua e Cultura Portuguesa da UMAC terminou na passada sexta-feira, numa edição marcada pelo acréscimo de alunos – dos 370 da edição de 2016 para os 450 deste ano – pela ausência de desistências e uma maior assiduidade às aulas. Pelos elementos da avaliação, diz a coordenadora do curso, regista-se um maior esforço dos estudantes, que a cada ano chegam maioritariamente da China continental. Além da vertente linguística, certo é que todos se apropriaram das coreografias das danças folclóricas portuguesas. Como se o fizessem desde sempre, garante a docente Ana Nunes.

“O balanço é muito positivo. Já temos acesso aos elementos da avaliação e percebeu-se que este ano, para além dos alunos estarem presentes em todas as aulas, costumam estar mas dá-me a sensação que este ano eles foram ainda mais assíduos, houve ainda um maior interesse, uma maior motivação. O curso é intensivo, todos os dias das 8h30 até às 13 horas, mas notou-se um entusiasmo verdadeiramente desde o início até ao fim. Na avaliação também se percebe que os alunos se esforçaram mais. Para além das presenças nas aulas, as notas deles, a avaliação deles foi francamente positiva”, conta Ana Nunes ao PONTO FINAL.

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«Falta apenas bom senso» [João Roque Dias, tradutor]

Atrás da declaração «Portugal tem sempre cumprido com as suas obrigações internacionais», o MNE é, finalmente, obrigado a vir a jogo e falar das hipóteses de o aborto ortográfico vir a ser objecto de um “coup de grâce”.

É um passo de gigante, depois do triste comportamento de avestruz durante todo este processo, por este e por todos os governos anteriores.

É também bom que o governo português entenda, de uma vez por todas, que o fim do aborto ortográfico não é o fim da Pátria nem da honra do Estado. Face ao miserável estado da ortografia em Portugal depois da tentativa falhada da sua aplicação em Portugal (basta o MNE dar uma vista de olhos pelo Diário da República), é antes uma atitude inteligente e patriótica. O cumprimento dos tratados não deve servir para “mostrar serviço”, quando tal lesa os interesses de Portugal. Dizer apenas, como diz o MNE, que o AO90 «está em plena aplicação» (o “plena” não passa de “palha” nesta frase), sem olhar para os resultados da sua falhada e doentia aplicação é uma declaração desonesta que deveria envergonhar o seu autor e o governo a que pertence.

O Brasil já nos ensinou duas vezes como se protegem os interesses próprios: com a Reforma portuguesa de 1911, adoptada pela ABL em 1915 e revogada pela mesma ABL em 1919 e com a Convenção de 1945, adoptada pelo Brasil (Decreto-lei 8.286, de 05.12.1945) e posteriormente revogada pelo Decreto-lei 2.623, de 21.10.1955.

“Jurisprudência”, existe. Falta apenas bom senso.

João Roque Dias

[imagem de: ILC-AO]

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O WordPress em PT-PT está cada vez melhor

Os resultados da votação

Colocámos duas perguntas a votação:

A tradução deve observar o novo Acordo Ortográfico?
(…)
Depois de devidamente filtrados os artistas que lançaram scripts automáticos de votação (uma pista para os script kiddies: mais de 300 votações em menos de 2 minutos, a partir do mesmo IP é suspeito. Para a próxima tentem outra coisa), os resultados são estes:

Votos: 305
Acordo Ortográfico, sim ou não? NÃO: 206, SIM: 99
(…)

A primeira conclusão

A tradução do WordPress para Português de Portugal continuará, como até agora, a ignorar o Acordo Ortográfico.

30.05.13

 

Esta tabela reproduz as versões mais recentes das traduções do WordPress para português (pt_PT). O objectivo é que seja um guia rápido para procura de termos quando se pretender consolidar o seu uso, no próprio WordPress e restantes projectos, como temas e plugins. Ao pesquisar um termo em inglês ou em português, é possível perceber quais foram os critérios usados para a tradução em diferentes contextos. Tradução importada de Development, Administration e Network Admin, em 2016-08-17 (um trabalho do Pedro Mendonça).

Fonte: Tradução do WordPress 4.6 pt_PT – WordPress Portugal

Português / Portuguese (Portugal)

 

Download WordPress in Portuguese (Portugal)

Download language pack (4.7.1)

Imagem de topo: europe.wordcamp.org

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“O Primo Basílio”, de Eça de Queirós, em brasileiro (“revisado” conforme o AO90)

E depois podia atenuar, dizer que fora só uma correspondência platônica… A partida de Basílio, além disso, fazia daquele erro um fato passado, quase antigo… E Sebastião era tão amigo dela!

Source: O Primo Basílio – Eça de Queiroz – Google Books

 

O excerto original em Português:

E depois podia atenuar, dizer que fora só uma correspondência platónica… A partida de Basílio, além disso, fazia daquele erro um facto passado, quase antigo… E Sebastião era tão amigo dela!

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