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Intoxicação acordista “a contrario”

TVI24_inqueritoacordistaLocalização deste “inquérito” acordista: A sua opinião > TVI24

 

Estaria disposto a: verbo no condicional e dupla condição remetendo para uma “ideia” de dificuldade, denotando incómodo por antecipação.

voltar atrás: é o contrário de “seguir em frente”, claro, o que “implica” reaccionarismo por oposição a “progressismo”.

Estaria disposto a voltar atrás: carga negativa, juízo valorativo implícito, insinuação de retrocesso quanto a um (putativo) facto consumado.

no uso do Acordo Ortográfico: por exclusão de partes, toda a gente “usa” o AO90, nem se coloca a questão de alguém não o usar.

Estaria disposto a voltar atrás no uso do Acordo Ortográfico? : isto não é uma pergunta, é uma série de afirmações com um ponto de interrogação no fim, a fingir que se trata de uma pergunta. Responder “sim” ou “não” vem a dar rigorosamente no mesmo: o respondente aceita implicitamente, no mínimo, que usa o AO e que este significa progresso.

Sim,: a “resposta” positiva implica que o respondente usa o AO, que este significa progresso, que toda a gente o usa, que nem se coloca a questão de alguém não o usar, que é um facto consumado e que “voltar atrás” seria um retrocesso ao qual o respondente se disporia apenas e só porque…

ainda não me habituei: o advérbio (“ainda“, o que significa “até agora”) implica que será apenas uma questão de tempo, nada mais, e mesmo isso deve-se somente à “incapacidade” (estupidez, reaccionarismo) do respondente, que não se “habituou” porque é burro, velho, teimoso.

a usar as novas regras: de novo, a forma verbal implica “presente contínuo”, ou seja, o respondente “está a usar” o AO90 (porque “toda a gente o usa e nem se coloca a questão de alguém não o usar”); na expressão “novas regras” há uma carga “progressista” em “novas“, por contraposição à carga negativa do respectivo antónimo (“velhas”), e há um substantivo plural valorativo (positivo), já que qualquer pessoa normal sabe que o AO90 não tem regras algumas, é apenas papel de embrulho.

Sim, ainda não me habituei a usar as novas regras: “optar” por esta “resposta” ao “inquérito” de “opinião” equivale a aceitar implicitamente todas as “ideias” impostas a todos os respondentes por quem criou o “inquérito” e implica a colaboração explícita de quem “responder” para com os objectivos propagandísticos e de intoxicação da opinião pública promovidos pelos agentes acordistas.

Não, as crianças já aprendem o novo Português há 5 anos: este “não”, como se vê, é praticamente o mesmo que “sim”, visto que apenas serve para complementar ideologicamente a resposta positiva. Evidentemente, a escolha de “as crianças” também não é arbitrária (apelo emocional) e a do verbo (“aprendem“) não é casual (como se fosse possível aprender/compreender o absurdo). Sobre “o novo Português” nem digo nada, pois tão abjectamente evidente é a terminologia propagandística e porque já estou tão enojado com isto que acho até melhor ficar por aqui.

No, Minister

TiagoBRodrigues

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Carta-Aberta ao Ministro da Educação

Maria do Carmo Vieira

05/05/2016 – 07:00

É impossível continuar a sujeitar a comunidade escolar à instabilidade que representa a contínua mudança de programas, sempre que surge novo Governo.

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Como investigador e pessoa estudiosa e de conhecimento que é, Senhor Ministro da Educação, compreenderá a violência que é impor a um professor determinadas inovações que colidem frontalmente com o seu estudo, com o conhecimento da sua área de ensino, no caso explícito, de Português, e com a sua própria experiência. Na verdade, violenta é toda a imposição da novidade pela novidade, quantas vezes ligada a interesses pessoais e a lobbies ou a teorias que já demonstraram o seu completo falhanço, noutros países, ou até à atitude juvenil de transgredir. Violento é também que se queira punir quem ouse dizer o contrário.

A minha experiência profissional testemunha o que anteriormente expus, e duas situações, entre várias, serão suficientes para ilustrá-lo: a primeira prende-se com uma acção de formação de um dia, dinamizada por dois jovens contadores de histórias, já inseridos no espírito da última Reforma de 2003, e que percorriam o país, apresentando as suas sugestões inovadoras a alunos e professores. Tentavam que compreendêssemos, numa grande euforia discursiva e gestual, quão rotineiro e maçudo era para as crianças o início das histórias, com o “papagueamento” da célebre frase “Era uma vez…”, que na sua douta visão nada tinha de mágico. Assim, para interromper essa monotonia e arejar a própria história, libertando-a do fundo dos tempos, davam como exemplo de salutar início “Uma vez era…”, alteração, diziam, a que as crianças tinham reagido muito bem. Parece que a boa nova teve tempo efémero de existência, ainda que a actividade dos inovadores se mantivesse, durante algum tempo, e muitos professores tentassem, curiosos, analisar os seus efeitos que, no entanto, nunca foram descritos.

A segunda situação tem a ver com a atitude do Ministério da Educação (ME), no final do ano lectivo de 2006, após ter recebido uma carta minha, endereçada à Senhora Ministra, na qual eu analisava criticamente os novos programas e os manuais, concluindo da minha impossibilidade em cumprir o que considerava um absurdo e uma imensa falta de respeito pelos alunos, pondo em causa, se obedecesse, a minha responsabilidade e a minha competência profissionais. Mencionava também o facto de não compreender bem o alcance de “um ensino centrado nos alunos”, ou a quase exclusividade atribuída ao trabalho de grupo ou ainda a quase proibição de aulas expositivas. Essa carta, depois reenviada digitalmente pelo ME ao Conselho Directivo da minha Escola, com a informação de que não me deveriam dar conhecimento, apresentava sublinhados todos os verbos que recusavam o cumprimento de uma matéria programática absurda que, a meu ver, estupidificava.

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“Marcelo quer reabrir debate” sobre AO90 (?)

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DN_logoMarcelo quer reabrir debate sobre Acordo Ortográfico

Diário de Notícias, 30 de Abril de 2016 – 11:16

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Presidente faz visita de quatro dias a Moçambique, país que não ratificou o acordo

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Marcelo Rebelo de Sousa vai relançar o debate sobre o Acordo Ortográfico aproveitando a boleia da visita de quatro dias que fará na próxima semana a Moçambique, país que não ratificou o dito acordo. Segundo avança hoje o Expresso, o referendo é uma das possibilidades para resolver o impasse.

O consultor cultural do presidente da República, Pedro Mexia, diz ao semanário que Marcelo tem recebido mensagens de cidadãos e instituições a contestar o acordo e que, caso Moçambique e Angola não o ratifiquem “impõem-se uma reflexão sobre a matéria, que é de competência governamental, mas o presidente não deixará de sublinhar a utilidade de reflexão”.

O Expresso recorda que em 1991 Marcelo Rebelo de Sousa foi um dos 400 subscritores de um manifesto contra o Acordo Ortográfico, mas que, em 2008, se manifestou a favor do mesmo considerando que as alterações não eram substanciais. Seis anos depois, na TVI, admitiu que, apesar de defender o Acordo Ortográfico, não o aplicava na prática. Durante a campanha para as presidenciais, Marcelo continuou a não escrever segundo as novas regras, mas nunca tomou uma posição pública sobre o tema. Já este mês, num ofício a que o Expresso teve acesso, lê-se que “sem prejuízo de possíveis desenvolvimentos futuros, o presidente da República, como todas as instituições do Estado português, segue as regras do Acordo Ortográfico no exercício das suas funções”.

[Diário de Notícias, 30 de Abril de 2016. Acrescentei “links” e destaques. Fotografia de topo: TVI24.]

“Rien ne va plus”

tvi24_logo 09:05 – 08.04.16

Acordo ortográfico: Marcelo pode escrever “como quiser” mas o PR “tem de cumprir a lei”

Linguista Malaca Casteleiro, um dos principais impulsionadores do acordo, rejeita qualquer “fracasso” e defende que “não se deve mexer no que está feito”, depois de o Presidente da República ter escrito um artigo de opinião na antiga grafia.

Ele há coisas do diabo, salvo seja. Estas duas “notícias”, a da TVI24 e a da SICN, enxertadas ambas da cepa torta da “agência Lusa” e publicadas com quatro minutos de intervalo, mas que grande coincidência, servem uma finalidade meramente política. Através dos serviços de intoxicação e de desinformação do Estado, como de costume, Malaca envia um recado claríssimo: a revisão do AO90 será efectuada logo que possível, isto é, de imediato — pode avançar.

SICN_logo09:01 08.04.2016

Malaca Casteleiro rejeita qualquer “fracasso” no Acordo Ortográfico

O linguista Malaca Casteleiro rejeitou hoje qualquer “fracasso” relativamente ao Acordo Ortográfico, de que foi um dos principais impulsionadores, desvalorizou a demora na aplicação e defendeu que “não se deve mexer no que está feito”.

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“Não há aqui nenhum fracasso. Há naturalmente um tempo de implementação do acordo que exige, digamos, percursos diferentes para os diferentes países”, afirmou, em declarações aos jornalistas, à margem da Conferência Internacional sobre Ensino e Aprendizagem de Português como Língua Estrangeira, que decorre na Universidade de Macau entre hoje e sábado.

Neste momento, não se deve mexer no que está feito“, sustentou.

O facto de o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, ter escrito um artigo de opinião no jornal Expresso utilizando a antiga grafia foi interpretado, particularmente, pela corrente que contesta a reforma linguística, como um sinal de esperança relativamente a uma eventual reabertura do debate em torno de uma matéria que continua sem ser consensual.

“Se está em vias de aplicação em todos os países por que é que agora vamos rever, criar mais um empecilho para se conseguir a unificação ortográfica? É contraproducente. Do ponto de vista da política da língua não é conveniente”, observou Malaca Casteleiro.

“O Presidente da República tem todo o direito de escrever como ele quiser como cidadão. Quando é Presidente da República tem de cumprir a lei. E, neste momento, o Acordo Ortográfico constitui lei em Portugal e, portanto, tem de ser aplicada — só isso”, afirmou.

Questionado sobre se voltaria atrás em algum aspecto do Acordo Ortográfico, Malaca Casteleiro respondeu que “pode haver algum aperfeiçoamento”, contudo, “reservaria esse aperfeiçoamento para depois da sua implantação em todos os países de língua portuguesa”.

Mas nem todos os membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) ratificaram o Acordo Ortográfico, subscrito nos anos 1990.

“Esse trabalho está a ser feito”, vincou o especialista, recordando que “já só falta praticamente” Angola e Guiné-Bissau.

Malaca Casteleiro manifestou-se ainda confiante relativamente a uma eventual adopção do Acordo Ortográfico por parte de Macau, uma Região Administrativa Especial da China onde o português constitui uma das duas línguas oficiais pelo menos até 2049.

“Já temos discutido por várias vezes essa questão. Há de lá ir, a questão vai devagar. (…) O acordo vai chegar lá”, observou Malaca Casteleiro, que colabora na elaboração de manuais de ensino do Português como língua estrangeira para aprendentes chineses com uma instituição de ensino superior de Macau que — como enfatizou — “estão conforme o Acordo Ortográfico”.

Lusa

Como é óbvio, e aliás como também é costume, Malaca socorre-se das balelas habituais (“unificação ortográfica”, “já só falta Angola e Guiné-Bissau”, “a corrente que contesta a reforma linguística”, etc.) para fazer passar a mensagem que (agora) interessa, pelos vistos exclusivamente, tanto aos acordistas como a UMA das correntes contestatárias: vamos lá então “rever” esta coisa, a ver se conseguimos que a OUTRA corrente contestatária engula a patranha e se cale de uma vez por todas.

Isto poderá não ter ficado absolutamente claro nas duas primeiras “notícias” mas há uma terceira, precisamente a emitida pelo canal de “informação” do mesmo Estado que paga à e a agência Lusa. E nesta terceira versão, via RTP Notícias, a dita patranha já aparece mais governamentalmente desenvolvida, isto é, com todos os “éfes” e os “érres” do plano de revisão do AO90.

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Provas de exame em Português correcto

Os juízes e magistrados do Ministério Público podem utilizar a ortografia correcta nos seus exames, desde que o declarem expressamente segundo a formulação indicada pelo Centro de Estudos Judiciários: «CONSIDERO QUE O ACORDO ORTOGRÁFICO APROVADO PELA RESOLUÇÃO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA N.º 26/91, NÃO ESTÁ EM VIGOR COM CARÁCTER DE OBRIGATORIEDADE».

Se isto vale para os exames realizados pelo CEJ, então por que motivo não poderá qualquer outro examinando declarar o mesmo nas suas provas em qualquer outro estabelecimento de Ensino e assim não sofrer penalizações?

E se isto vale no Centro de Estudos Judiciários, então como se compreende que tenham sido castigados dois juízes por se recusarem a utilizar o AO90?

 


tvi24_logoAberto curso para 126 auditores de justiça

Curso permitirá formar 28 juízes para tribunais judiciais, 56 magistrados do Ministério Público e 42 juízes para tribunais administrativos e fiscais

TVI24, 1 de Fevereiro de 2016


Candidatos a juízes e magistrados prestaram hoje provas

Mais de mil candidatos a juízes de tribunais judiciais e a magistrados do Ministério Público realizaram hoje exames em Lisboa, Porto e Coimbra. São conhecidas as queixas sobre a falta de procuradores tanto na investigação criminal como nos julgamentos.

Sic Notícias, 2 de Abril de 2016

SICN020416
SICNexamesjuizes


CEJ-nAO

8. AS/OS CANDIDATAS/OS QUE NA REALIZAÇÃO DAS PROVAS NÃO PRETENDAM UTILIZAR A GRAFIA DO “ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA” (APROVADO PELA RESOLUÇÃO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA N.º 26/91 E RATIFICADO PELO DECRETO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA N.º 43/91, AMBOS DE 23 DE AGOSTO), DEVERÃO DECLARÁ-LO EXPRESSAMENTE NO QUADRO “OBSERVAÇÕES” DA FOLHA DE ROSTO QUE LHES SERÁ ENTREGUE, ESCREVENDO “CONSIDERO QUE O ACORDO ORTOGRÁFICO APROVADO PELA RESOLUÇÃO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA N.º 26/91, NÃO ESTÁ EM VIGOR COM CARÁCTER DE OBRIGATORIEDADE”, SENDO A PROVA CORRIGIDA NESSE PRESSUPOSTO
9. NA AUSÊNCIA DA DECLARAÇÃO REFERIDA EM 8., SERÁ CONSIDERADO QUE A/O CANDIDATA/O OPTOU PELA GRAFIA ACTUAL

CEJ – Centro de Estudos Judiciários (“Informações Úteis – Provas Escritas”)

Uma história (muito) mal contada [XXIX]

TorreBabelO caos trocado em miúdos

Now this is not the end. It is not even the beginning of the end. But it is, perhaps, the end of the beginning.
Winston Churchill

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2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014. Ora, vejamos, portanto: a seguir a 2014 é… 2015. Certo. Bem visto.

Fiquemo-nos pelo relato do primeiro semestre daquele ano, já que a 19 de Junho foi publicado o “Fim”. O qual autopsiaremos na próxima ocasião.

Ao longo de 2015 desenvolvemos uma ideia original lançada em finais do ano anterior: o cAOs. Foi uma “moda” que pegou de estaca, pelos vistos, agora toda a gente faz a mesma coisa, em alguns casos até com o símbolo © e tudo, não vá alguém apossar-se aleivosamente de originalidades curiosas. Como sabemos, no virtual “star system” dos consumidores de causas é uma tradição “solidária” parasitar o trabalho alheio para brilhar cada estrelinha mais um bocadinho do que as outras.

Havia dantes umas listas com  inegável interesse, é certo, mas o conceito original da página “cAOs” (e a própria designação) não se restringe a “caçar” exemplos aberrantes da “implementação” do acordês. Servia e continua a servir para demonstrar não apenas que o AO90 é mesmo uma aberração como (ou principalmente) que os seus efeitos devastadores afectam (e infectam) já todo o tecido social português, da mais simples placa toponímica ao mais formal dos documentos publicados no Diário da República.

E ainda, como se não bastasse o que basta, que o cAOs ortográfico — ao contrário do que garantiam acordistas — contamina também a pronúncia, o que implica estranhíssimos fenómenos de hipercorrecção, em relação directa de causa e efeito. Imensas demonstrações deste desastre fomos detectando e publicando diariamente, sempre em primeira mão e segundo critérios de selecção coerentes.

Dos casos mais flagrantes serve este, como ilustração gráfica dos ditos conceito e critérios:  em 29 de Janeiro aterra num telhado um “helicótero” em segundas “núcias”.

Mais de 400 “amostras” (and counting), qual delas a mais tristemente anedótica ou quais delas as mais dolorosamente ridículas.

Inúmeras outras se poderiam apontar, em áreas tão diversas como a Medicina (bisseção, adómen, sução) ou a Física (dutilidadeimpato, compatar), a política (ilariante, patoostáculo) ou a Matemática (reta, seteto, conetar), a Geografia (Irã, hetares, Madri) ou a religião (tetosuntuosotrítico). Basta abrir aquela página, fechar os olhos e apontar ao acaso para um qualquer ponto da enorme lista: “click”! Pronto, já pode abrir os olhos, se calhar nem vai acreditar  no que eles vêem. E pode ser que assim se lhe abram os olhos, de uma vez por todas, para as reais, horríveis, desastrosas consequências da “maravilhosa língua unificada” que alguns pretendem impor a todos.

Imposição esta que, nem de propósito, atingiu o cúmulo da desfaçatez precisamente em 2015: a 12 de Março, por determinação ministerial, o AO90 torna-se obrigatório nos exames nacionais. O cAOs vigente, injectado de forma particularmente violenta no sistema de ensino, parece não incomodar nem um bocadinho os governamentais burocratas.

Os quais burocratas poderão continuar descansados na sua governamental empreitada de demolição da Língua Portuguesa, visto contarem com alguns supostos anti-acordistas especializados em sabotagem. Isto é, os especialistas em demolição podem contar com a expedita cooperação de sabotadores.

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