Apartado 53

Um blog contra o AO90 e outros detritos

Etiqueta: vídeo

Ainda o “Fronteiras 31”

«O futuro da Língua Portuguesa nunca poderá estar neste famigerado acordo ortográfico, em que a língua foi vilmente…

Publicado por Fundação Francisco Manuel dos Santos em Segunda-feira, 4 de Junho de 2018

Aldrabice. Aquilo foi, na verdade, e absolutamente ao contrário das expectativas, um saco cheio de lixo acordista. Não reciclável, portanto.

Como se já não bastasse tratar-se o programa de uma “parceria” entre a Fundação Francisco Manuel dos Santos, instituição respeitável e — pelo menos, aparentemente — insuspeita, e a RTP, rede televisiva de propaganda governamental e de intoxicação acordista, e mesmo que dêmos de barato a fraude das “perguntas do público” que afinal não existiram, ainda tivemos de levar com as baboseiras dos paineleiros (tirando a honrosa excepção de Ivan Lins) e com toda aquela encenação feérica, elegíaca, pacóvia, incrivelmente patega na sua “admiração” pelo “gigantismo” do Brasil.

Uma coisa nojenta, em suma.

O acordismo impingido às massas, o II Império brasileiro servido em bandeja “lusófona”. De novo. E, como sempre sucede quando a esmola é grande, o pobre, afinal, estupidamente, nunca desconfia.

O pobre, neste caso, ingénuo, crédulo, anjinho, fui eu. Divulguei aqui uma badalhoquice, peço desculpa.


«O vencedor do Prémio Camões, Germano Almeida, pede mais apoio do Estado de Cabo Verde à literatura portuguesa. Já o escritor português Pedro Mexia defende que a Guiné Equatorial não devia estar na CPLP. Declarações no programa Fronteiras XXI, da RTP 3, que discutiu o futuro da língua portuguesa.» [RTP]

https://www.rtp.pt/play/p4259/fronteiras-xxi

(mais…)

Share

Perguntas sem resposta

1. Anunciei aqui este programa da RTP3.

Fronteiras XXI – 6 de Junho às 22h na RTP3

Não perca hoje às 22h na RTP3 o debate #FronteirasXXI sobre o futuro cultural e económico da língua portuguesa.Com Germano Almeida, Ivan Lins e Pedro Mexia. Participações especiais de Gregório Duvivier, Onésimo Teotónio de Almeida e Maria do Carmo Vieira: http://fronteirasxxi.pt/linguaportuguesa

Publicado por Fundação Francisco Manuel dos Santos em Quarta-feira, 6 de Junho de 2018

 


 

2. Chamei a atenção para a possibilidade de qualquer pessoa poder colocar questões.


 

3. Do programa resultou, em resumo, isto.

 


 

4. Mas não houve afinal qualquer pergunta da assistência, presencialmente ou via formulário.

Mesmo tendo sido eu tão aldrabado como os demais, expresso o meu pedido de desculpas a quem porventura terá sido induzido em erro pela aldrabice da RTP que aqui difundi.

Já tenho idade suficiente para ter juízo, muito me penalizo por ter caído na esparrela. Não me perdoo.

Mas, ao menos no que diz respeito à RTP “serviço público”, prometo que terei doravante mais cuidado, porque o que aqui publico é serviço. Não é brincadeira.

Share

Afinal nAO!

Mesmo com a misteriosa ausência de Malaca Casteleiro, esta previsível cilada de todos contra um (tipo “moche” de pancadaria, ou “arreia nesse gajo, caia, caia”) acabou, afinal, por não correr nada mal ao único anti-acordista do painel e, portanto, saiu a ganhar a Causa anti-AO90.

Afinal, milagrosamente, mesmo fumegando já o caldeirão para cozer a vítima em fogo lento, desenvencilhou-se muitíssimo bem o suposto pitéu e chegou até, ele próprio, a chamuscar os salivantes canibais. Não aconteceu felizmente mais uma fantochada, enganei-me no vaticínio e ainda bem, o que resultou foi uma excelente acção de agitprop contra o “acordo”.

Afinal, apesar de em esmagadora maioria (4 para 1), mesmo tendo sido escolhidos a dedo, os acordistas levaram um verdadeiro baile de bola e ficaram a falar sozinhos, ou, melhor formulando, limitaram-se a recitar a ladainha do costume perante uma plateia que fazia um tremendo esforço para não rebentar a rir com as baboseiras.

Contra.o.Acordo Ortográfico
Published on Jun 6, 2018
No âmbito do ciclo de debates “Ensino Superior, Ciência e Sociedade”, a Universidade da Beira Interior (UBI) promoveu o debate “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” com a presença de Nuno Pacheco (Redactor principal do jornal “Público”), Fernando Paulouro Neves (escritor e jornalista), Henrique Manso (Departamento de Letras da Faculdade de Artes e Letras da UBI) e Eduarda Maria Andrade (professora). Vídeo gentilmente cedido pela Universidade da Beira Interior.

Share

Fronteiras 31

25 depoimentos recolhidos por  Contra.o.Acordo Ortográfico

  1. Lena d’Água – “O Acordo Ortográfico não é nenhum acordo, é uma grande aldrabice!” 0:58
  2. Miguel Somsen – “Da minha parte eu vou morrer com o velho acordo ortográfico” 1:19
  3. Fernando Ribeiro – “A minha opinião (do Acordo Ortográfico) tem mudado, de opressivo para inútil” 1:31
  4. Ricardo S. Amorim – “acho que a riqueza da língua se vê também pela sua diversidade” 0:29
  5. Amélia Muge – “acções como o acordo ortográfico fazem-me lembrar os transgénicos, no pior sentido” 3:04
  6. Nuno Rogeiro – “um acordo ortográfico que empobrece e não enriquece não é um bom acordo” 1:28
  7. António-Pedro Vasconcelos – “Esta tentativa de uniformizar acabou por criar um caos total na língua” 4:11
  8. Celso Augusto Nunes da Conceição – “A realidade é essa, (…) colapso linguístico por todo o lado” 3:39
  9. José Jorge Letria – ” vejo isto com apreensão, porque é um instrumento básico da nossa comunicação” 3:00
  10. João David Nunes – “É um disparate de tal maneira grosseiro que não se justifica de maneira nenhuma” 0:54
  11. Carlos Alberto Moniz – “Eu gosto demasiado da língua portuguesa para adoptar este acordo” 0:53
  12. Carlos Pinto de Abreu – “a diversidade das formas de escrita não afecta a unidade da nossa cultura” 0:35
  13. António Manuel Ribeiro – “Chamo-o Erro Ortográfico”…”que pudéssemos rever com coragem os erros” 0:46
  14. Ricardo Araújo Pereira – “Ninguém pára o Benfica com acento” 0:58
  15. Casimiro de Brito – “O Acordo Ortográfico é um problema nacional” 1:39
  16. Júlio Isidro – “esse monstro que se chama acordo ortográfico, eu chamar-lhe-ia aborto ortográfico” 0:52
  17. Camané – (o AO90) “está a pôr em causa a nossa língua e a arte do Português” 0:59
  18. António Araújo – “As vicissitudes (…) em vários países da lusofonia mostram que é um mau acordo” 0:30
  19. Pedro Vieira – “Deixemos estar a diversidade” 1:49
  20. Carlos Guilherme – “A História da palavra tem que ser respeitada” 1:49
  21. Pedro Mexia – “Eu acho que muito pouca gente defende o Acordo Ortográfico por convicção.” 1:38
  22. Richard Zimler – “O Acordo parece-me absolutamente desnecessário.” 1:16
  23. Catarina Molder – “Sou inteiramente contra o AO e convido mesmo a que as pessoas não o apliquem” 3:46
  24. Catarina Molder – “O caos ortográfico está instalado” 1:47
  25. Né Ladeiras – “A língua é a nossa maior herança, é o nosso maior legado” 0:51

(mais…)

Share

Quarta-feira, 6 de Junho 2018, às 22 horas, na RTP3

Para Fernando Pessoa a língua portuguesa era a “pátria”, para Mia Couto “a língua da moçambicanidade” e um “instrumento de contacto com o mundo” para o escritor cabo-verdiano Germano Almeida.

Do Brasil, a África, passando pela Índia, Timor-Leste ou Macau serão mais de 260 milhões aqueles que falam português, apontam os dados oficiais. O idioma é língua oficial de nove países e deixou vestígios em mais de uma centena de línguas e dialectos, dizem os especialistas.

Ainda divididos pela ortografia, segundo as previsões, o número de falantes do português continuará a crescer, acompanhando a explosão demográfica no hemisfério Sul: atingirá os 395 milhões em 2050, revelam as estimativas das Nações Unidas.

Se é em português que nos entendemos, que estratégia existe para a língua e a sua afirmação no futuro?  Que património cultural arrasta? Que poder tem e quanto vale hoje falar português?

Para responder a estas e outras questões estarão no programa o escritor cabo-verdiano e Prémio Camões 2018 Germano Almeida, o músico e compositor brasileiro Ivan Lins e o poeta e cronista português Pedro Mexia.

O programa contará também com um vídeo original do actor, humorista e escritor brasileiro, Gregório Duvivier, um dos criadores da série Portas dos Fundos.

A moderação é do jornalista da RTP Carlos Daniel. Não perca o próximo Fronteiras XXI, no dia 6 de Junho, às 22h, na RTP3.

FFMS

Share

Odiar pelos dois

.

.

Novembro 1999

Caetano Veloso acha que “a colonização portuguesa foi a pior coisa” que alguém pode imaginar. Em entrevista ao jornal português “Expresso”, concedida na semana passada, em Londres, o cantor e compositor disse que os portugueses só foram ao Brasil, “lugar que não lhes interessava nada”, para “sugar, sugar, sugar o que fosse possível e matar os índios”.
No entender do compositor, a colonização do Brasil por Portugal “foi o oposto dos EUA, para onde alguns ingleses foram para criar um país melhor”.
“Bom, os ingleses são melhores a matar índio e a discriminar preto do que os portugueses. Porém, os ingleses criaram na América uma sociedade nova, melhor e mais justa”, disse.»

“Folha de S. Paulo”, 17.11.99


Agosto 2012

(…)
E deixe os Portugais morrerem à míngua
Minha pátria é minha língua
Fala Mangueira! Fala!
Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?(…)Letra: Língua – Caetano Veloso

CaetanoVelosoVEVO, 13.08.12

 


Maio 2018

Imagem de topo: recorte de original © RegionalPress/DR publicado no “JM Madeira”

Share
Apartado 53 © 2017 Frontier Theme