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Lápis azul nas redes anti-sociais [1]

Delito de opinião e pensamento

O vídeo acima ilustra um acto de censura por delito de pensamento. No caso, Jordan Peterson descreve o que levou a que um post seu na “rede do passarinho azul” tenha sido sumariamente censurado e o que isso implica, em termos de pressupostos e consequências inerentes.

Este golpe de lápis azul ocorreu recentemente no Twitter mas casos similares estão a tornar-se cada vez mais frequentes em qualquer outra “rede social”, com particular destaque para o Facebook. Sendo comuns às duas maiores redes e a todas as subsidiárias, os sistemas diferem consoante o tipo de “mesa censória”, ou seja, se a repressão intelectual é exercida pelos agentes sobre os cidadãos em geral, de forma “cega” e indiscriminada, ou se os alvos são escolhidos “a dedo”. Evidentemente, não entram nesta equação os casos que envolvem “trolls” ou criminosos, em sentido lato, para os quais existem mecanismos de detecção automática e, caso estes falhem, podem ser accionados os mecanismos legais adequados para repor a normalidade. Do que se trata, aqui e agora, exclusivamente, é dos ataques ad hominem por motivos políticos, uma prática que já se vulgarizou na “aldeia global” e com especial acuidade (e inacreditável imbecilidade) numa travessa manhosa do lugarejo, o beco de Portugal.

Existem mais semelhanças do que diferenças entre o sucedido no Twitter com aquele célebre psicólogo canadiano e o banimento ad aeternum do webdomain cedilha.net no Facebook.

Contando apenas com o tempo decorrido a partir do momento em que o Fakebook abriu uma delegação em Portugal, porque foi pouco depois disso que a coisa começou a feder e portanto passei a fotografar as “ocorrências”, a documentação (screenshots, principalmente, mas não só) é muita, variada, extremamente imaginativa e não raras vezes até cómica.

Se é que pode ser motivo de riso a censura, a repressão, a polícia política. Parece que é obrigatório dizer (ou seja, pensar) que nada disso existe. Não cá no “jardim”. Não, de todo, dizem alguns, isso é “vitimização”, isso são “teorias da conspiração”. Ou “pura coincidência” ou ainda puro “mau feitio”, dizem outros.

Bem, se calhar é melhor utilizar a terminologia de Orwell, não vão os nomes dos bois afectar alguma ovelhinha: onde se lê “censura” leia-se “supressão”, onde se lê “repressão” leia-se “reeducação”, onde se lê “polícia política” leia-se “polícia do pensamento”. Vivemos, portanto, no melhor dos mundos, e aqui todos nós, anjinhos impolutos rodeados de amigáveis soldadinhos de chumbo, colhemos alegremente belas florinhas, escutamos o terno chilrear dos passarinhos e damos graças ao Grande Irmão pelas extraordinárias “liberdades” que fez o favor de nos conceder.

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Lusofobia: causa(s) e efeito(s) – 2

O rasgão

Os conteúdos que se seguem, na sequência dos contidos no “post” anterior, farão a ponte com os de temática semelhante que se seguirão. Sempre na expectativa, porém, porque é essa a única intenção subjacente, de que a publicação de documentos porventura surpreendentes ou até chocantes (para alguns, claro) não sirva para acicatar ainda mais a já de si absurda “guerra” que o Brasil tradicionalmente e por mero desfastio move e promove contra Portugal, contra o legado histórico lusitano — que pervertem com requintes de malvadez — e, de forma geral, contra os portugueses.

Logo à cabeça, salvo seja, nem vale a pena referir o desconchavo da “letra” que “ilustra” o vídeo em que um grupo “musical” brasileiro (cujos elementos faleceram num acidente, paz à sua alma) produz o barulho horripilante que sai pelas colunas de som. Adiante, portanto, passemos por cima de tão asquerosa pantomina e vamos ao que interessa.

Da leitura do(s) artigo(s) de Carlos Fino e da entrevista subsequente resulta em síntese aquilo que já se sabia (para os brasileiros, os portugueses são os culpados de tudo o que no Brasil está coxo ou corre mal) mas ressalta também que a simples constatação desse facto irrefutável provoca algumas “comichões” nas terras do pau-brasil (Paubrasilia echinata) e, nada surpreendentemente, implica alguma icterícia também do lado de cá do Atlântico. Felizmente, pelo menos quanto a portadores de passaporte português, parece que são apenas meia dúzia os afectados por esse tipo de problemas de pele.

Carlos Fino, um jornalista português com pêlo na venta, honra lhe seja feita, não se põe com rodriguinhos e muito menos cai no logro do costume — a fábula do “gigante brasileiro” e do mitológico Quinto Império (mais o título no Mundial de futebol) atinge boa parte da população tuga –, dispensando com elegância os salamaleques da ordem, a bajulação, o brasileirismo pitosga característico de algumas capelinhas da tugalândia. O jornalista diz o que tem a dizer mas, como bom profissional, estudando e investigando e documentando o que escreve. Não inventa coisa alguma, não finge ser a favor ou militar contra, não se arma em fidalgo ou sabichão, não faz fretes seja a quem for.

Factos são factos, fábulas são fábulas, tretas são tretas.

O ressaibo brasileiro é um facto e a treta da “língua unificada” é uma fábula. A lusofobia, uma doença infecto-contagiosa originária do Brasil mas que já vai ganhando foros de pandemia em Portugal, explica em boa parte porque foi inventado o AO90 — materializar violentamente uma espécie de vingança histórica — e para que servem as tretas que apregoam mercenários, vendidos e traidores ao serviço dos interesses político-económicos brasileiros: precisamente, as prestidigitações intelectualóides e os truques verborreicos têm por finalidade encobrir a golpada bicéfala, escondê-la sob um manto de palavras ocas e vencer pela exaustão os mais tíbios ou confusos.

Relação de causa e efeito, portanto, se bem que funcionando a lusofobia apenas como adjuvante estratégico. O ódio ao português cultivado no Brasil, com o beneplácito do próprio Estado brasileiro, especialmente através de um sistema de Ensino marcadamente anti-lusitano, funciona como base para o processo de linguicídio, de neo-colonização linguística em curso; contando com esta base, sem a qual seria impossível atingir as reais finalidades de todo o plano, podem então os estrategas portugueses (mai-los mandantes na sombra) — os mesmos que arquitectaram toda a tramóia — servir a estrangeiros numa bandeja de lata a Língua Portuguesa e, para sobremesa, a História, a Cultura, a identidade nacional. E então, com esse capital de destruição na bagagem, passar sem mais rodeios àquilo que exclusivamente lhes interessa: o capital a sério, metal sonante, dinheiro verdadeiro, ganância e corrupção à escala industrial.

O “acordo ortográfico” é um negócio fabuloso. Quem meter a mão na massa tem garantido um futuro opíparo: no mínimo, cada um dos envolvidos tornar-se-á de certeza absoluta o condómino mais rico e poderoso do cemitério. Alguns poderão até chegar à suprema honraria de um funeral de Estado ou, pelo menos, de estadão, com um impressionante Saveiro Deluxe e tudo e gatos-pingados de libré e tudo e tudo.

Não queremos que lhes falte nada.

Vira-vira

“artistas”: Mamonas Assassinas

Raios!
Fui convidado pra uma tal de suruba
Não pude ir, Maria foi no meu lugar
Depois de uma semana ela voltou pra casa
Toda arregaçada, não podia nem sentar
Quando vi aquilo, fiquei assustado
Maria chorando começou a me explicar
Daí então eu fiquei aliviado
E dei graças a Deus porque ela foi no meu lugar
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Neste raio de suruba já me passaram a mão na bunda
E ainda não comi ninguém
Ó, Manoel, olha cá como eu estou
Tu não imaginas como eu estou sofrendo
Uma teta minha um negão arrancou
E a outra que sobrou está doendo
Ô, Maria, vê se larga de frescura
Que eu te levo no hospital pela manhã
Tu ficaste tão bonita monoteta

Mais vale um na mão do que dois no sutiã
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Neste raio de suruba já me passaram a mão na bunda
E ainda não comi ninguém
Bate o pé
Bate o pé
Ô, Maria, essa suruba me excita
Arrebita, arrebita, arrebita
Então vá fazer amor com uma cabrita
Arrebita, arrebita, arrebita
Mas, Maria, isto é bom que te exercita
Bate o pé, arrebita, arrebita
Manoel, tu na cabeça tem titica
Larga de putaria e vai cuidar da padaria
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Neste raio de suruba já me passaram a mão na bunda
Eu ainda não comi ninguém
Vamos lá, dançando raios, todo mundo comigo
Ô, a Maria se deu mal, vamo lá
Ai, como dói

Brasil tem vergonha das origens portuguesas, diz autor de livro sobre estranhamento entre países

Para Carlos Fino, visão negativa de Portugal alimenta lusofobia dos brasileiros, que negam heranças históricas

Giuliana Miranda
“Folha de S. Paulo”, 31.12.21

Lisboa

Apesar do discurso diplomático de que Portugal e Brasil são países irmãos, unidos por profundos laços de amizade, existe um estranhamento entre as duas nações. Enquanto o Brasil tem vergonha de suas origens lusitanas, os portugueses menosprezam a antiga colônia.

Essas e outras considerações são feitas por Carlos Fino, 73, uma das figuras mais conhecidas do jornalismo português. Ele acaba de lançar “Portugal-Brasil: Raízes do Estranhamento” (Ed.LisbonInternationalPress) como resultado de sua tese de doutorado, defendida na Universidade do Minho.

Na obra, o autor argumenta que existe uma lusofobia no Brasil, alimentada por uma visão negativa de Portugal presente na imprensa, nos livros didáticos e até em produções culturais, como filmes e telenovelas.

O Brasil tem vergonha da herança portuguesa“, afirma o jornalista, para quem o preconceito com o passado lusitano é inconsciente e até rejeitado pela intelectualidade brasileira.

“Isso não existe em relação ao Portugal contemporâneo, que é muito procurado pelos brasileiros. Muitos gostam do país, os ricos brasileiros vão para Portugal comprar casa, mas isso não apaga o antilusitanismo, que está profundamente enraizado a ponto de ser inconsciente“, avalia Fino.

Após uma longa carreira como correspondente internacional e de guerra pela RTP (emissora pública de Portugal), com temporadas em Moscou e Bruxelas, Fino mudou-se para o Brasil em 2004 para trabalhar como conselheiro de imprensa da embaixada portuguesa em Brasília. Ocupou o cargo até 2012.

O convite surgiu após o jornalista passar a ser reconhecido também no Brasil por causa de sua cobertura da invasão americana do Iraque em 2003. Ele foi o primeiro a noticiar, antes das grandes emissoras internacionais, o início do bombardeio em Bagdá. As imagens ganharam o mundo e também foram exibidas no Brasil em decorrência de um acordo entre a RTP e a TV Cultura.

Acadêmicos rechaçam tese de lusofobia entre brasileiros

O novo livro, segundo o autor, é uma tentativa de contribuir para a superação do estranhamento entre os dois países. “É melhor aceitarmos a diferença para podermos superá-la”, diz.

No livro, o senhor afirma que há um forte estranhamento entre Portugal e Brasil. Como começou a se dar conta disso?

A minha missão na embaixada era projetar Portugal no Brasil, então eu estava particularmente antenado a esse tipo de coisa. Um episódio em um posto de gasolina, quando uma funcionária não sabia que em Portugal se falava português, foi um dos primeiros e mais marcantes, mas houve muitos outros.
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Texto para voz, leitura automática

TTS: Text To Speech. Algo que em Português será equivalente a “Leitura Automática de Texto” (a sigla LAT não existe mas se calhar até não desmerece). Ou podemos ainda tentar traduzir a expressão pelo seu significado mais elementar e evidente: conversão automática de texto em voz ou, ainda mais sucintamente, ouvir o que está escrito. Uma forma de tradução que talvez seja de evitar, tendo em atenção que os termos “sintético”, “sintetizador”, “sintetizar” ou “sintetização” têm conotações em Português pouco ou nada coincidentes semanticamente com a expressão original em Inglês, “speech synthesis“; porém, a operação informática inversa, reconhecimento de voz com transcrição para texto, explica paradoxalmente o conceito; num futuro já não muito distante, a leitura automática de texto e a transcrição de discurso em texto serão ambas equipamento de série, incluídas em qualquer sistema informático ou robótico.

Para já, no entanto, enquanto esse futuro não chega (forma verbal e interjeição), vai-se fazendo o que se pode.

Existem programas de leitura automática grátis e há os que são pagos; depende do orçamento de cada qual, indivíduo ou empresa ou serviço, e depende também das finalidades, dos objectivos que se pretende atingir. Algumas destas ferramentas — tecnicamente virtuais e robotizadas mas na realidade eficazes e úteis — são genéricas, como é o caso do serviço providenciado pelo Google, e existem sistemas de TTS/LAT específicos, servindo para programas de processamento de texto (o Word, por exemplo), como “plugins” de plataformas de “blogs” (é o caso do WordPress) e, por fim, sendo estes os que aqui e agora interessam, aqueles que foram concebidos para funcionar como “extensões” ou “extras” dos browsers mais generalizados.

Concretamente, conforme aqui foi referido quanto à “navegação” em Português legítimo, interessam em especial o Chrome e o Firefox — um é o mais utilizado em todo o mundo e o outro é preferido por boa parte dos portugueses. O destaque justifica-se pelo facto de não apenas estes utilitários de leitura serem ambos grátis como são também facílimos de instalar, configurar e utilizar.

Por conseguinte, caso tenha problemas de visão e não lhe apetecer fazer “zoom” ao monitor, se o problema é falta de tempo ou de vontade para ler, crónica ou esporádica, agora já sabe, caso por algum motivo o desconhecesse, que pode ir ouvindo o que dizem os “posts” enquanto vai fazendo outras coisas, as suas lides domésticas, tratar da família, o que for; actividades mais trepidantes, digamos, como aspirar a casa, usar um berbequim nas paredes ou serrar madeira, bem, isso é que não deve dar lá muito jeito para ouvir grande coisa.

Firefox

Read Aloud, A Text to Speech Voice Reader

add-on by LSD Software

Chrome

ReadAloud, A Text to Speech Voice Reader

extension by lsdsoftware.com

 

[Imagem de topo de: “researchGate“]

Conteúdos virtuais em Português real

Palacete de S. Bento, residência oficial do Primeiro-Ministro

Palacete de S. Bento, residência oficial do Primeiro-Ministro

 

«Determinar que, a partir de 1 de Janeiro de 2012, o Governo e todos os serviços, organismos e entidades sujeitos aos poderes de direcção, superintendência e tutela do Governo aplicam a grafia do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, aprovado pela Resolução da Assembleia da República n.º 26/91 e ratificado pelo Decreto do Presidente da República n.º 43/91, ambos de 23 de Agosto, em todos os actos, decisões, normas, orientações, documentos, edições, publicações, bens culturais ou quaisquer textos e comunicações, sejam internos ou externos, independentemente do suporte, bem como a todos aqueles que venham a ser objecto de revisão, reedição, reimpressão ou qualquer outra forma de modificação.» [RCM 8/2011]


Confusos e aturdidos pela propaganda governamental acordista, grande parte dos portugueses não faz a mínima ideia de que a Resolução do Conselho de Ministros acima citada — a única espécie de “lei” (que o não é, em rigor***) que determinou a entrada em vigor do AO90 — apenas afecta os organismos e entidades que integram as entidades sob alçada governamental.

Ora, em 2011, quando o então Primeiro-Ministro José Sócrates, um famoso homem de negócios, despachou e mandou distribuir cópias daquela RCM, absolutamente nada obrigava fosse quem fosse — à excepção dos funcionários públicos no estrito âmbito dos respectivos empregos — a escrever “à brasileira”, como na altura se dizia. Uma década depois, o mesmo partido político de Sua Excelência o Senhor Dr. ao Domingo é agora liderado pelo então braço direito do douto domingueiro e, por conseguinte, mantendo rigorosamente inalterada a “política” de subserviência absoluta ao Brasil, não apenas a tal governamental Resolução (uma espécie de “ordem de serviço”, não mais do que isso) ainda não foi anulada, como saiu reforçada e continua a ser profusamente apregoada fazendo-a passar por mandamento divino com eficácia jurídica. Quem fez aprovar a Resolução da Assembleia da República nº 35/2008 — base sem a qual jamais teria existido a Resolução do Conselho de Ministros — foi uma ocasional maioria parlamentar e o partido político que ocupa as cadeiras do Poder na presente legislatura é o mesmo que governava quando a golpada foi negociada com a chamada “oposição” — a qual, por seu turno, foi a mola detonadora da língua brasileira univerrssau compulsiva.

escudo de armas da actual bandeira de Ceuta

escudo de armas da actual bandeira de Ceuta

Após 10 anos a levar com os tratos de polé do tipo de brasileirês preconizado no estropício malaquenho e mesmo com três décadas e meia de lavagem ao cérebro sistemática e compulsiva, o povo português resiste com coragem e luta ainda com determinação contra o maior crime de lesa-Pátria da nossa História. Sejam quem e quantos forem os vendidos, os traidores, os traficantes, os negociantes, os homens-de-mão, os agentes e os imbecis em geral, a Língua Portuguesa continua viva e recomenda-se.

Segue-se uma selecção de logótipos (com os respectivos “links) que pretende ser meramente representativa da imensa quantidade de sites, páginas, organizações, plataformas e serviços que na Internet mantêm a Língua Portuguesa inalterada, ou seja, com os seus conteúdos preservados da contaminação pela cacografia brasileirista imposta pelo AO90.

***Hierarquia das leis: 1.º Lei Constitucional, 2.º Revisão Constitucional, 3.º Tratado internacional, 4.º Lei ordinária, 5.º Decreto-Lei, 6.º Decreto regional, 7.º Decreto regulamentar, 8.º Decreto regulamentar regional, 9.º Resolução do Conselho de Ministros, 10.º Portaria, 11.º Despacho, 12.º Postura [wiki]


As pessoas, empresas, entidades e organizações que não estejam sobre a tutela governamental são livres de não acatar o “acordo ortográfico” de 1990.

Internet portuguesa em Português

site Citadorsite
Citador
(citações)
Ephemeraarquivo
Ephemera
(Pacheco Pereira)
Fundação D. Manuel IIFundação D. Manuel II PriberamPriberam
(dicionário e corrector)
Médicos do Mundoorganização
Médicos do Mundo
Fundação Eça de QueirósFundação Eça de Queiroz revista Seara Novarevista
Seara Nova
jornal Le Monde Diplomatiquejornal
Le Monde Diplomatique
Ed. Guerra e Pazeditora
Guerra&Paz
Sociedade Portuguesa de AutoresSociedade Portuguesa de Autores Wordpress Portugalorganização
Wordpress Portugal
revista Timeout Lisboarevista
TimeOut
A.N.O. – Associação Nacional dos Ópticos Portal da LiteraturaPortal da Literatura MPMP, Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa
jornal O Diabojornal
O Diabo
jornal Públicojornal
Público
Jornal de AngolaJornal de Angola Associação ClenardusAssociação Clenardus
Diário de Notícias Madeirajornal
Diário de Notícias – Madeira
jornal Novojornal
NOVO Semanário
portal AngopAgência Angola Press jornal Hoje Macaujornal
Hoje Macau
blog Bic Laranjablog
Bic Laranja
jornal Notícias Viriatojornal online
Notícias Viriato
El Corte Inglésestabelecimentos
El Corte Inglés
revista Loudrevista
Loud!
Fundação Francisco Manuel dos SantosFundação Francisco Manuel dos Santos lojas A Vida Portuguesalojas
A Vida Portuguesa
Teatro BBVATeatro Tivoli BBVA site Aberto Até de Madrugadasite
Aberto Até de Madrugada
Unicef PortugalUnicef Portugal Raia Diplomáticarevista
Raia Diplomática
Artistas Unidossociedade
Artistas Unidos
(Teatro)
jornal Expresso das Ilhas (Cabo Verde)jornal
Expresso das Ilhas
(Cabo Verde)
Editorial Divergência revista Marketeerrevista
Marketeer
projecto
Descla –
Desporto Cultura Lazer
Zé dos Boisgaleria
Zé dos Bois
blog Octanasblog
Octanas

Fundação Oriente
formação
Escola de Escritas
blog Mundo Maravilhosoblog
Um Reino Maravilhoso

 

[Nota: a partir de agora, esta panorâmica saudável irá crescendo em página própria: “Websites em Português”.]

‘Preconceito linguístico’, racismo e xenofobia – 3

«O acordo de Schengen foi assim denominado em alusão a Schengen, localidade luxemburguesa situada às margens do rio Mosela e próxima à tríplice fronteira entre Alemanha, França e Luxemburgo (este último representando o Benelux, onde já havia a livre circulação). Ali, em Junho de 1985, foi firmado o acordo de livre circulação envolvendo cinco países, abolindo-se controles de fronteiras, de modo que os deslocamentos entre esses países passaram a ser tratados como viagens domésticas.»

«Posteriormente, o Tratado de Lisboa, assinado em 13 de Dezembro de 2007, modificou as regras jurídicas do espaço Schengen, reforçando a noção de um “espaço de liberdade, segurança e justiça“, que vai além da cooperação policial e judiciária e visa a implementação de políticas comuns no tocante a concessão de vistos, asilo e imigração, mediante substituição do método intergovernamental pelo método comunitário [Wikipédia]

Brazilian tutoring

Desde que o AO90 foi compulsiva e selvaticamente impingido, fazendo-se passar por obrigatoriedade “legal”, a Portugal (e PALOP), têm sido essencialmente duas as técnicas de desinformação e intoxicação da opinião pública utilizadas pelos papagaios de serviço e pelos media mercenários (pagos pelos nossos impostos, é claro, que os mandantes não gastam nas suas golpadas um pataco de seu): a criação, invenção, encenação, teatralização de “factos políticos” e a difusão maciça de mentiras segundo a infalível técnica prescrita pelo Ministro da Propaganda do III Reich.

As mais do que evidentes finalidades da desinformação decorrem implicitamente dos métodos: transmitir a “ideia” de facto consumado e, submergindo os destinatários num caldo espesso de repetição ad infinitum de patranhas básicas, eliminar qualquer hipótese de reflexão e, por consequência, de contestação. Foi exactamente assim, com umas frases ocas e uns chavões publicitários facílimos de decorar, que o “acordo ortográfico” passou de abominável aberração, segundo quase todas as pessoas normais, a “nova ortografia” para o mais comum dos acordistas e, de forma maciça, para as grandes massas de anestesiados mentais. O AO90 era — como continua a ser, claro — uma total idiotice, uma imbecilidade à qual ninguém ligava nenhuma e, depois de atravessar um longuíssimo período de intensiva lavagem cerebral e de branqueamento das negociatas dos políticos envolvidos, de Cavaco a Costa, passando por Sócrates e Lula, o que agora vemos é um imenso cortejo de zombies descerebrados programados para ignorar o assunto, como se ele não existisse, ou para, na menos má das hipóteses, repetir o que lhes manda a voz do dono.

Dessa geral anestesia, o efeito pretendido pela desinformação e pela propaganda acéfala dos DDT — os detentores da patente da “língua univerrssau” — resulta uma ainda mais geral indiferença pelas (óbvias) implicações da bambochata político-linguística em curso.

No “post” anterior desta pequena série vimos — esperemos que não seja de facto necessário fazer um desenho — como a dita campanha de propaganda e intoxicação da opinião pública funciona. A orgia de desinformação torna-se perfeita e facilmente inteligível se atendermos à sequência de acontecimentos e às respectivas relações de causa e efeito: atirada para a praça pública (mais) uma mentira descabelada — utilizando exactamente os mesmos meios que os poderosos e governamentais autores das patranhas “unificadoras” dizem ser necessário policiar, censurar e reprimir –, segue-se uma campanha intensiva de vitimização (não há vítimas? Inventam-se), o que implica uma série de concessões, e destas escorrem, como que por mero acaso mas sempre no timing exacto, alterações legislativas visando aproveitar a “onda” de contestação para abrir e facilitar ainda mais a obtenção da nacionalidade e, com esta, a livre circulação em todo o espaço da União Europeia. Acordo de Schengen? O que é isso?

Se atendermos à concatenação dos factos políticos, à sua estarrecedora cronologia e à “casual” mistura deliberada de assuntos (nacionalidade portuguesa para judeus sefarditas, manifestações contra a “xenofobia” de portugueses indeterminados, vitimização de alunos universitários por causa de um caixote com um cartaz se calhar inventado), o que ressalta de imediato é a imagem da pura e dura manobra política. O regresso às origens, portanto, aos idos de entre 86 e 90, quando o AO90 foi parido à moda das galinhas; esse ovo podre passou por uma longa gestação de 16 anos, a chocar, e por fim teve de ser tirado a ferros da cloca em 2002 (Cimeira de Brasilia), em 2006 foi oficialmente declarado como galináceo (com a 3.ª assinatura do 2.º Protocolo, a de S. Tomé e Príncipe) e em 2008 Portugal admitiu ter trepado na galinha (via RAR 35).

É nesta conformidade que surgem os mecanismos, os organismos estatais de ambos os lados e não poucas nem pouco trampolineiras empresas privadas prontas a colher os frutos do plano. Para quem quiser emigrar para qualquer país europeu, a porta dos fundos está escancarada; já só falta o pequeno pormenor da dupla cidadania automática. Concretamente para “estudantes” da “lusofonia” (ou seja, para brasileiros, porque existem acordos antigos com todas as ex-colónias africanas e com Timor), Portugal passa a aceitar cursos manhosos e diplomas-brindes dos pacotes de farinha Amparo como habilitações suficientes; a fase seguinte poderá ser, por exemplo, o regresso aos gloriosos tempos do PREC — as passagens administrativas fazem imensa falta para este tipo de contingentes. Talvez venha a ser possível até, num futuro nada distante, proceder utilizando o método prescrito no texto do site “Porrtugau Légau”: «fazer toda a tramitação de modo remoto».

Além de ler os dois conteúdos em texto, veja e oiça também o vídeo em baixo; estes três conteúdos ilustram perfeitamente o processo, a sequência, como, quando, o quê e porquê. Deve ser isto bem mais do que o suficiente para que os apreciadores do cAOs em geral e os da neo-colonização inversa em particular fiquem todos contentes com a facilitação a nível industrial — a única política (des)estruturante nacional.

Ainda mais genericamente, a alguns agradará com certeza que o processo e as convulsões políticas não tenham afinal terminado no século passado. Com a diferença de que agora, em vez do PREC, têm o BREC — processo de brazileirização em curso.

What are the Benefits of Passing the CAPLE Exam?

People take the CAPLE exam of proficiency in European Portuguese as a second language for various reasons. In this post, we’ll review the benefits of possessing an internationally recognized certificate of proficiency.
[…]

One of the main reasons people take the CAPLE exam is to prove their Portuguese proficiency and gain access to the highly desirable services they offer.

Get a Job in Portugal

Although not an economic giant like Brazil, Portugal has a thriving service industry (nearly 75% of Portugal’s GDP is generated by the tertiary sector) and a strong tourist sector (particularly in the south of the country), and it is a world leader in the generation of renewable energy. To gain access to these opportunities, passing the CAPLE exam is highly advisable. If you have the CAPLE certificate on your resume, then your job application will automatically be taken more seriously.

Get a Job Outside of Portugal

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Língua vazia

Population (2020): 12,400,232 | Metro: 22,001,281 (Greater São Paulo) [Wikipedia]

«A única solução para o infeliz acordo seria rasgá-lo. Mas ‘repensar’ também serve, desde que isso sirva para cobrir de vergonha a parolada nativa que abraçou o acordo sem parar para pensar.» [João Pereira Coutinho, 28.01.17]

«Como foi possível levar a sério o acordo ortográfico?»
«O problema do acordo é termos tido vários governos que, reverentes e analfabetos, foram ratificando, modificando e legislando como se o acordo fosse mesmo para levar a sério.»
[João Pereira Coutinho, 08.05.16]

 

Mau, mau, mau. A julgar pelo palavreado desconexo que alardeia neste seu artigo, o mais recente dos que foi escrevendo sobre o AO90, parece-me legítimo formular a seguinte singela pergunta: o que terá acontecido para que João Pereira Coutinho tenha subitamente desatado a confundir o AO90 com os “linguistas” de serviço que o fizeram? Ter-lhe-á dado, a JPC, assim de repente, quando por acaso estava (ou está) no Brasil em serviço, alguma camoeca? Mas afinal o que diabo tem o AO90 a ver com as calças?

Se, de facto, foi um lapso momentâneo, um simples hiato ou decerto acidental pancada fortuita com a testa em alguma portada baixinha, bom, vejamos, então já é outro falar e nesse caso talvez valha a pena relembrar a propósito o bê-á-bá.

Por uma questão de higiene mental e para que resulte claro da leitura que de facto JPC não terá dado uma inoportuna cabeçada, acrescentei na transcrição emendas entre parêntesis rectos ([…]), nos casos em que me pareceu que o texto original foi adaptado pelo editor brasileiro do jornal brasileiro para brasileiro (conseguir) ler a prosa redigida no Português vernáculo*** do original. Como sabemos, os brasileiros que sabem ler têm uma relação extremamente conflituosa com as línguas estrangeiras, a começar pela portuguesa, e por isso mesmo não apenas traduzem todo e qualquer texto em Português como vão ao ponto de legendar em brasileiro, nos canais de TV, tudo o que um tuga diz na estranhíssima língua cuja designação, “língua portuguesa” (ou “português”), foi segundo eles roubada aos brasileiros, os únicos detentores da patente da “língua univerrssau“.

Enfim, adiante, vamos ao artigo propriamente dito. A ver se tiramos a limpo o que afinal se terá passado na ligeiramente vertiginosa carola do escriba para que tenha debitado tamanha concentração de “distracções” e tal sortido de “variações”.

O pressuposto inicial em que o escriba se estriba, executando um estranhíssimo número de malabarismo argumentativo — aliás, um pouco trapalhão — sem qualquer mérito ou a merecer o menor crédito, é inventar de raiz uma estranha e indistinta figura genérica de malvados aos quais chama, em tom de insulto e chacota, “os puristas da língua”. Não se refere com certeza aos que rasgam as vestes por causa de estrangeirismos, barbarismos, francesismos e, principalmente, anglicismos. Não. Com esses não se chateará JPC porque esses mesmos não chatearão JPC; é-lhe indiferente, e bem, que tais fanáticos domésticos não parem nos sinais de STOP (“to stop” é um verbo em Inglês, que horror), que não apreciem nem “mousse” nem “suflé” (olha, “soufflé”, é Francês, que nojo, iach!) ou que tenham raiva a “olés”, a “faenas, a “chicuelinas” (espanholadas tauromáquicas por junto, t’arrenego). Pois nada disso interessa. O epíteto assenta inteirinho e em exclusivo, segundo a estranha formulação do autor, nos lombos dos acordistas portugueses, os patuscos que pretendem esgalhar uma “língua unificada” e tudo.

Mas que raio de confusão, caro JPC! Não é isso o que pretendem patuscos nem o que procuram vendidos nem o que privilegiam traidores; de todo; ou, melhor dizendo, isso tanto se lhes dá como se lhes deu, essa tanga da língua “univerrsáu” serve exclusivamente para fingir que a CPLB não é uma máquina brasileira de fazer negócios e que o principal objectivo desta não é o saque metódico das riquezas naturais das ex-colónias portuguesas em África.

Convém não confundir a narrativa para enganar saloios e deslumbrados com a geral ânsia de enriquecer rapidamente dos inventores da dita narrativa e seus lacaios. Não passam, como nunca passaram, de paus-mandados do seu patronato tuga-zuca — os ladrões podres de ricos da “santa aliança” atlântica (abençoada pela própria Igreja Católica), empresários políticos e políticos empresários com ligações nada discretas a irmandades não muito secretas com evidentes ligações aos meandros do poder político.

Bom, findemos, que isto ele é viscosidade a virar com pinças, portanto já basta o que basta, fiquemo-nos pelo essencial.

Pareceu-me da leitura do artigo que a JPC baralharam-se-lhe um pouco as ideias mas devo com certeza ter entendido mal. Ou então não entendi de todo.

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Português, uma língua vadia

João Pereira Coutinho

“Gazeta do Povo”, 12.04.22

 

São Paulo, 11 horas da manhã. Entro no táxi, indico o endereço ao motorista, o carro inicia a viagem. Conversamos. Política, pandemia, trânsito na cidade. A certa altura, ele pergunta: “De onde você é?” Respondo, um pouco surpreso: “Portugal”. Ele sorri e depois elogia: “Você fala muito bem a nossa língua”.

Agradeço, honrado: quem diria que, vindo de Portugal, eu saberia falar essa língua chamada português? Aliás, até acrescento: “Língua difícil, mas eu vou chegar lá”. Ele, compreensivo, consola a minha insegurança: “Imagina! Já está bom assim”.

Seria fácil olhar para o motorista e deplorar a ignorância dele. Será que ele nunca estabeleceu uma ligação entre “Portugal” e “língua portuguesa”? Pergunta absurda. Talvez o ignorante seja eu. Talvez o meu português seja mesmo diferente do dele. Talvez ele fale “português” e o meu português seja uma melodia parecida, familiar, quase igual. Quase.

Não sabem os puristas da língua, esses que sonham com um idioma unificado e até fizeram um Acordo Ortográfico, que o português nasceu antes de Portugal e que continuará a evoluir fora do país?

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