Por ser brasileiro!

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“Nilson Souza, morto nesta agência bancária por ser brasileiro”.
A mensagem foi deixada ontem à porta do BES.» [agência de Campolide]

Notícia do Correio da Manhã, 12.08.08
Foto de Tiago Sousa Dias

5 comentários em “Por ser brasileiro!”

  1. Por ser brasileiro …

    essa é boa … deve ser uma mensagem deixada por aqueles que acham, que coitadinhos deles, os assaltantes é que foram as vitimas….

  2. Se os gays descobrem esta mina ainda dizem que era um deles. Mas o erro foi político e já se pode ver que nem efeito dissuasor terá. Os assaltos continuam…

  3. Não me tenho pronunciado sobre este caso e o outro da GNR, porque esta onda de fazer dos assaltantes, minorias étnicas, e toda a demais onda de violência, causa-me uma reacção visceral e só me apetece dizer palavrões.

    Durante anos trabalhei em bairros “degradados”, onde pululava todo o género de pessoas, todas as etnias, imigrantes de várias origens, portugueses, gente boa, gente má, prostitutas, delinquentes, traficantes, reclusos, crianças abusadas, etc etc etc…

    Vi de tudo, meus caros, e vi que era o discurso dos coitadinhos que mais desculpabiliza a violência (nas suas mais diversas formas) permissivamente, vi também que ao lhes darem tudo de mão beijada só fomentam os comportamentos já existentes, a dependência institucional. Vi que os tais ditos projectos não resultavam na prática por isso mesmo, mas que no papel os técnicos punham lá palavras de 7 e 500 e tudo parecia resultar às mil maravilhas, então quando se fazem as festas multiculturais, ui… é só fotos de abraços e beijinhos. TRETAS.

    Vi polícias a serem agredidos, um deles baleado, vi esquadras a serem assaltadas e completamente vandalizadas, vi a população a defender a polícia de agressões, e sabem porquê? Porque não tinham efectivos, porque estavam fartos de processos, porque a politica era a do coitadinho. Sabem quando começou a mudar? Quando a gente boa, farta de estar na mão dos delinquentes decidiu agir, primeiro pelas próprias mãos, depois com abaixo assinados. Então lá pareceram os tais efectivos. Nesta história é preso por ter cão e preso por não ter, se a policia não actua e o refém leva um balázio é o ai Jesus, se actua, actua mal. Morreu, é triste, não defendo a politica do entrar a matar, mas azar, se tivessem fome não tinha 10 000€ em casa. No Brasil como seria? Morria só um? Morriam os dois e os reféns também apanhavam a eito.

    No último bairro onde trabalhei, tive muitos confrontos, cheguei a ser ameaçada depois apedrejada, mas nunca me escondi, sempre enfrentei (talvez sem consciência), mas aprenderam qual era o limite que eu impunha, ganhei-lhes o respeito. Sabem como? Porque não mostrava medo, porque tanto lhes dava o “pão como a educação”. Quando lhes comuniquei que ia deixar o serviço, a princípio não compreenderam, e a custo lá conseguiram entender que era por minha vontade. Fizeram-me uma festa surpresa.

    Críticas? Tive aos montes, ameaças de despedimento também. Consideravam-me autoritária, agressiva, que eu não compreendia os traumas daquela gente bairria, não compreendiam a minha exigência, não compreendiam porque penalizava quem roubava coisas da sala, e eu lá continuei até que me fartei, cansei-me, esgotei-me… Meus caros, técnicas de intervenção há aos montes, apenas se escolhem as mais fáceis, as que dão mais lucro e menos trabalho.

    Ainda no outro dia, num hipermercado, vem um cigano ter comigo. Não fazia ideia quem era, mas era um dos miúdos com quem trabalhei e que me reconheceu. Já não me lembrava dele, estava bem diferente não o reconheci, insistiu num café, contou-me toda a sua vida, que tinha seguido os estudos, que não andava na venda, que a comunidade dele o tinha ostracizado, e no fim agradeceu-me. Disse-me que eu e outra colega minha lhe tínhamos mostrado que há outras formas de vida, disse-me também que a vida que escolheu é uma luta constante, por um lado o rótulo de cigano na sociedade, por outro, o rótulo de “senhor” entre os ciganos.

    A “coisa” não é simples nem linear, mas uma coisa vos garanto, quem tem fome não assalta bancos, quem tem fome não faz reféns. E esta moda permissiva das etnias, imigrantes e coitadinhos só potencia a violência. Tem que haver projectos e subsídios, mas tem que haver regulamentação e cumprimento, o que não acontece infelizmente. Todas as pessoas têm que saber que há limites, TODAS, incluindo a classe dirigente e politica que só dá maus exemplos, esquecem-se que entre eles também há ladrões e delinquentes? A “coisa” não se restringe às classes mais baixas, apenas é a que tem mais visibilidade e arrota com a conta.

    JPG, desculpe a extensão deste desabafo.

  4. Ó minha cara amiga, mas qual “extensão”, só tenho a agradecer!

    Este seu testemunho é importante.

    Não concordo nada com a integração forçada de quem não quer espécie nenhuma de integração e irrita-me profundamente ver cidadãos portugueses a dormir nas estações e nos ventiladores do Metro, mas isso sou eu, mais o meu péssimo feitio; desde que não chateiem muito, os coitadinhos profissionais, acho bem que o Estado ajude em tudo uns e em outros nada – dependendo apenas da “etnia”.

    Ao fim e ao cabo, talvez até fosse boa ideia inventar uma nova etnia: português, branco, já viveu bem, caído em desgraça. A ver se se arranjava alguma coisinha para esses, se a questão decisiva é pertencer a uma “etnia”. A ver se também a esses davam uma casinhaaaaa, aiiiiii.

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