Blogs mais antigos em actividade (2007)

A lista dos blogs portugueses mais antigos em actividade, publicada pela primeira vez há cerca de um ano, foi revista… e diminuída; dos 100 iniciais, restam (ainda) 84. A data-limite é 25 de Maio de 2003.

Os dez mais antigos são agora estes:

# nome do blog 1º post
1 macacos sem galho 19-03-1999
2 Gildot 28-02-2000
3 o coiso 05-12-2000
4 ponto media 02-01-2001
5 Dees life 05-02-2001
6 marciana.org 20-04-2001
7 asseptic.org 23-04-2001
8 Browserd 18-05-2001
9 a ervilha cor-de-rosa 09-06-2001
10 psicótico 28-07-2001

A lista completa está na mesma página da do ano passado, para que se possa comparar e ver as diferenças.

Os critérios de selecção e os pressupostos são os mesmos desde o início, se bem que a continuidade deste estudo pressuponha também algum estreitamento dos mesmos critérios: Não seria curial, por exemplo, incluir quaisquer blogs que ressurgissem agora, publicados com efeitos retroactivos; algumas pessoas devem ter ainda hoje algo parecido com um blog, ou um blog em rigor, gravado em CD (ou, quem sabe, em disquete); facílimo seria, por conseguinte, para o seu autor ou autores, “ressuscitar” neste momento esse “antiquíssimo” exemplar dos primórdios da blogosfera.

É por isso, e alguns outros exemplos e variantes poderiam ser citados, que “os mais antigos em actividade” são, como é normal, cada vez menos; no próximo ano e seguintes, se lá chegarmos, a lista continuará a diminuir, presumindo que outros endereços irão fatalmente desaparecendo.

O espírito que preside a este trabalho é o mais claro possível: simplificar, para chegar a algum resultado, em vez de abrir sistematicamente excepções ou criar novas regras, que apenas iriam lançar a confusão e fazer com que fosse, em última análise, impossível chegar a alguma conclusão.

E enfim, isto não é sequer parecido com um concurso de “Miss BlogVet”; não há prémio, nem “reinado” por um ano, nem damas de honor, nem uma mísera coroa de pechisbeque (dic.). É uma simples curiosidade.

Adenda, em 23.05.08
O blog Browserd foi recolocado na lista, já que o seu autor recuperou e publicou os respectivos arquivos históricos, cujos conteúdos tinham sido apagados em Wayback Machine, o que tinha motivado a sua exclusão. Na altura da execução da lista de 2007, aquele blog estava transitoriamente inacessível e, por consequência, isso foi interpretado como tendo o blog desaparecido.

Novidades aos milhões

A maioria das rádios portuguesas (cerca de 200 operadores) já vive junta na Net, via Portal Rádio (www.radios.pt), um serviço englobado no programa ROLI – Rádios On Line, inaugurado ontem em Espinho, na presença do ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva.

Diário de Notícias de ontem, artigo assinado por Marcos Cruz

Um ministro do governo português, em pessoa, a inaugurar um “portal” de rádios online? Um “portal” com “cerca de 200 operadores”, quer dizer, estações de rádio? E custou a módica quantia de 1.000.000 de euros? Sério? Duzentos mil contos dos antigos?

Ora esta! Aquilo deve ser em flash, no mínimo, um espectáculo, só pode, gadgets Web 2.0 por todo o lado, até botões para dar baldes de pipocas e latinhas de Coca-Cola lá deve haver. Então deixa cá ver.

Olha! Afinal, não. É mais HTML, é o que é, o bom e velho agátê éme iél, nem gadgets nem botões para matar o bicho ou o viciozinho de boca. E pensava eu que a paginazinha de RTV, aqui do Apdeites, era uma coisinha de nada. Não esteve cá ministro nenhum, para inaugurar aquelas 205 estações de rádio nacionais, regionais e locais, mai-los 80 e tal canais de televisão, nacionais e estrangeiros. É que, muito ao contrário do novel “portal”, ontem inaugurado com pompa e circunstância, a nossa página 418 já mora no espaço cibernético há uma data de meses, espalhando alegremente os sons (e as imagens) de Portugal, como “forma de afirmar a lusofonia no mundo”.

Entretanto, e também já desde há uns tempos largos, estão online outros serviços semelhantes, uns melhores do que outros, mas todos eles certamente sem direito a inauguração, ministro, sequer notícia de jornal, e muito menos orçamentos astronómicos. A porcariazita que existe aqui no Apdeites, quanto a honrarias e prebendas, apenas teve direito à dose do costume, ou seja, que alguns bacanos se entretivessem a copiar o código integralmente, pespegando-o como seu em bancas muito catitas, nesta virtual Feira da Ladra que é a blogosfera.

Tivesse eu sabido que uma coisa destas era assim tão mediática, conferindo direito a subsídio comunitário e tudo, bem, grande nabo, deveria ter aprimorado aquilo, ter posto lá umas flashadas jeitosas, e assim. Ou então, se tivesse sabido que, por via de ter reunido numa página todas as rádios portuguesas, iria receber tão ilustres convidados, para a inauguração, teria dado uma limpezazita por aqui, ao menos aspirado o pó, ou coisa que o valha. Acabou-se, nada feito. Com a abertura de tão esplendorosa novidade, a partir de ontem, não há nada a fazer, a página RTV não serve rigorosamente para nada.

Que maçada.

Um final feliz

CONCLUSÃO
Os direitos de autor existem e devem ser respeitados, independentemente do suporte (internet incluída). É uma obrigação legal e é sobretudo um dever ético.
As justificações (pressão da hora de fecho, etc.) não podem e não devem servir de desculpa para tudo e mais alguma coisa.

Rui Araújo, Provedor dos Leitores do jornal Público.

Mais uma vez, de novo, como sempre, o Provedor do Público metido em alhadas de copianços, lá no jornal; aquela malta não tem emenda. Coitado do senhor. Digo eu. Mal sabia o saco de gatos em que se estava a meter, quando aceitou semelhante cargo.

Os casos sucedem-se, de todas as maneiras e feitios; agora foi uma fotografia o objecto da cobiça e, pelos vistos, da “pressa”. Pois, pois, bem sabemos.

O legítimo autor da foto estrebuchou, como é normal, enviou um e-mail de protesto para um ou dois blogs, e esse protesto acabou por aterrar também na secretária de Rui Araújo. O qual, para não variar, resolveu investigar o assunto, tendo depois confrontado (por escrito) o responsável pelo suplemento Ipsilon, onde foi plagiada a fotografia. Pois bem, pasme-se, trata-se sem dúvida de uma estreia nacional, esse responsável pediu desculpas públicas ao legítimo autor e, pasme-se ainda mais, segure-se bem as queixadas, o homem afirma que “estamos disponíveis para pagar a utilização da referida imagem”.

A edição em causa, do passado dia 11, não está disponível – a não ser para assinantes – no Público online. O texto em cache da Google é isso mesmo, só texto, sem imagens (e irá desaparecer, a qualquer momento). Quanto a isto, nada feito: não podemos comparar o retrato original com a cópia, a não ser que alguém arranje um exemplar daquele dia e digitalize a página, a bem do esclarecimento e da comunidade.

Mas enfim, neste caso nem isso é necessário. Quod erat demonstrandum, digamos. Por uma vez, toda a gente se portou nos conformes: o autor da coisa plagiada, que fez valer os seus direitos, e o responsável pelo plágio da coisa, que reconheceu a prevaricação, pediu umas desculpas, balbuciou outras, e prontifica-se a fazer (o jornal) pagar pelo atropelo. E ainda, a peça mais importante de todo o sucesso, o digníssimo Provedor do Público, sem o qual, certamente, nada teria acontecido – como é alegre tradição em Portugal.

Mas, a esse, à sua firmeza, à sua pouca ou nenhuma condescendência para com a cabulice e os cábulas, já nós estamos felizmente habituados. Que lhe não doam as falanges, é o que é preciso.

a foto plagiada no Ipsilon
fotografia © Joaquim Cardoso Dias, Ensino Magazine, Nº24, Fevereiro 2000

Notas sobre direitos de autor e “hotlinking” de imagens.
1. Quando se utiliza uma imagem alojada externamente, como é o caso, o tráfego respectivo é contabilizado no host da origem, pelo que existe quem considere esta prática um abuso.
2. É possível, na origem, limitar, restringir ou mesmo impedir o acesso a imagens (e outros materiais) por “hotlinking”.
3. O tempo útil de exposição de um post, em qualquer blog (e ao contrário de um site ou página estática), é relativamente curto.
4. Para todos os efeitos, incluindo a utilização de imagens alojadas externamente, aquilo que pode constituir infracção dos direitos de autor reside na e depende da intenção subjacente a essa utilização.
5. Mesmo na (absolutamente legítima) defesa dos direitos de autor, como, de resto, em tudo na vida, deve existir algum bom senso e sentido das proporções.

Apelo urgente

Transcrição integral de post, com data de ontem, no blog Raríssimas – Doenças Raras.

Síndrome Klinefelter Urgente

Olá , sou médica e tenho um casal cuja mulher está grávida de 22 semanas e o Diagnóstico Prénatal revelou um bebé com síndrome de Klinefelter ( 47 XXY).

O casal está indeciso relativamente ao processo de interrupção da gestação. Depois do aconselhamento, que não sendo directivo foi no sentido de reforçar que se tratava de uma situação de bom prognóstico, o casal mostrou-se interessado em contactar com alguém que tivesse o mesmo síndrome e que fosse já adulto, de forma a dar seu testemunho de vivência. Lembrei-me que talvez fosse possível lançar este alerta, de forma a encontrar alguém, que mesmo no anonimato, pudesse dar um testemunho que ajudasse estes pais a decidir. Vivem actualmente num dilema que lhes trás grande sofrimento. Querem vislumbrar a forma como o filho possa a vir a sentir a sua diferença, uma vez atingida a idade adulta.

Agradeço desde já o vosso apoio, e chamo a atenção que o casal terá de decidir até á próxima semana.

Os meus melhores cumprimentos,

Marina do Vale
RESPONDA PARA info@rarissimas.pt

Informações sobre a síndrome de Klinefelter em Wikipedia e em Orpha.Net.

:/)

Hora H – Daniel Matos Blogodependente

Foi recentemente despedido por estar, durante o seu horário de trabalho, a escrever no seu blog. Acha que os bloggers estão a ser alvo de discriminação?

Hora H – Associação de Bloggers Anónimos

Há estudos que demonstram claramente que o grau de interesse da vida das pessoas é inversamente proporcional ao número de posts que publicam por dia.

IMAO, se isto é humor, vou ali e já venho. Nem 1 só L, nem 1 :-) amarelo, quanto + LOL. Hora H? CU!

RTFM:
emoticons
chat symbols

Diz que é uma espécie de madeixa?

Anexo 23.05.07
Teoria do Direito de Reciclagem (TDR)

Graças às “pequenas alterações” efectuadas na música, os humoristas “não pagam direitos de autor”. O mesmo aconteceu com o genérico de programas como o Chuva de Estrelas ou o Não Se Esqueça da Escova de Dentes, na SIC, que “adaptaram músicas dos Abba”, afirma Zé Diogo, acrescentando que se lembra destes dois exemplos pois é fã da banda.

DN

Respingos do artigo Genérico dos ‘gatos’ é uma cópia dos anos 50, de Maria João Espadinha (“com” Tiago Guilherme)

Nós não percebemos nada de música, pelo que andámos pela Internet à procura de uma ideia”..” (“Zé” Diogo Quintela)
Pois sim, a ideia é uma boa ideia. Na Internet, como se sabe, há muito disso, tudo prontinho e completamente à borliú. O próprio artigo do DN, este como muitos outros, também foi uma ideia que “surgiu” na Internet (olha, nos blogs, nem de propósito), mesmo a calhar.

É impossível não ser assumido, se fosse para copiar fazíamos a coisa minimamente diferente“. (“Zé” Diogo Quintela)
Bem, ó Sr. “Zé” Diogo Quintela, isso é que é lata, hem? “Coisa minimamente diferente”, hem? Copiador que se preze tem de ser “assumido”, hem? Não está nada mal lembrado, não senhor. Essa teoria irá com toda a certeza fazer jurisprudência na matéria, daqui em diante.

A blogosfera é apenas um indicador.” (“Zé” Diogo Quintela)
Um indicador? Mas um indicador mesmo, assim como quem diz uma coisa que indica? Ou antes indicador, assim a modos que algo onde se vai buscar uma ou outra dica? Enfim, em resumo, o que diabo virá a ser um “indicador”? E é bom ou é mau, isso do “indicador”?

Por amor da santa, senhores. Custava alguma coisa ter referido o original, desde o início? Não teria sido muito mais inteligente ter desfeito o “mistério” logo à partida? A RTP não tem dinheiro para pagar direitos de autor, mas já tem dinheiro, ou mais ainda, para pagar “arranjos” musicais que se destinam a não ter de pagar os mesmos direitos de autor? Em que designação jurídica se poderá enquadrar esse tipo de engenharia moral?



Conhecimento do assunto através de post no blog 31 da Armada, de hoje.
Referências anteriores em outros blogs: Chuinga.L (08.04.07), Por Estes Dias (10.05.07), Beijoquinha (15.05.07).

Imagem da partitura de Claude François: E-Bay

Nota 1: por não ter sido encontrada qualquer pista sobre a ficha técnica do programa Diz Que É Uma Espécie de Magazine, este post é arquivado na categoria “diversos”. Por precaução, não vá o diabo tecê-las, fica também na categoria “plágio”, com ponto de interrogação apenso. Já que a cópia foi publicamente “assumida”, a categoria adequada (e única) é mesmo “plágio”.
Nota 2: convenhamos que o vídeo de Claude François é absolutamente hilariante.