Serviço é serviço

CÓDIGO PENAL
Disposições relevantes em matéria de comunicação social

PARTE ESPECIAL
TÍTULO I
DOS CRIMES CONTRA AS PESSOAS

CAPÍTULO VI
Dos crimes contra a honra

ARTIGO 180.º
(Difamação)

1- Quem, dirigindo-se a terceiro, imputar a outra pessoa, mesmo sob a forma de suspeita, um facto, ou formular sobre ela um juízo, ofensivos da sua honra ou consideração, ou reproduzir uma tal imputação ou juízo, é punido com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 240 dias.

2- A conduta não é punível quando:
a) A imputação for feita para realizar interesses legítimos; e
b) O agente provar a verdade da mesma imputação ou tiver tido fundamento sério para, em boa fé, a reputar verdadeira.

3- Sem prejuízo do disposto nas alíneas b), c) e d) do n.º 2 do artigo 31.º deste Código, o disposto no número anterior não se aplica tratando-se da imputação de facto relativo à intimidade da vida privada e familiar.

4- A boa fé referida na alínea b) do n.º 2 exclui-se quando o agente não tiver cumprido o dever de informação, que as circunstâncias do caso impunham, sobre a verdade da imputação.

5- Quando a imputação for de facto que constitua crime, é também admissível a prova da verdade da imputação, mas limitada à resultante de condenação por sentença transitada em julgado.

Artigo do Código Penal, copiado do site da Alta Autoridade Para A Comunicação Social

Email recebido pelo autor do Apdeites

—– Original Message —–
Sent: Monday, February 26, 2007 12:36 PM
Subject: Fw: [COMERCIAL #BDK-685910]: ABUSO – conteúdodifamatório

Exmo. Sr. João Graça,
 
 
    Fomos contactados pela empresa HostingPortugal devido a um post que colocou no seu blog. Segue em anexo o email enviado pela empresa em causa.
 
 
    De notar que a ***** não irá tomar qualquer posição em relação a esta situação, como é política da nossa empresa. Pedimos apenas que tenha o bom censo de confirmar as situações antes de as tornar públicas, pois existindo sempre dois lados de uma situação, decerto existirão mais informações que são substraídas por ambas as partes.
 
 
    Como sempre ficaremos ao seu dispôr para qualquer esclarecimento extra.
 
 
Com os melhores cumprimentos,
A Equipa *****
 
—————-
***** – Com. Prest. Serv. Informáticos, Lda
Tel.: ** *** ** ** / Fax.: ** *** ** **
Telemóvel: ** *** ** **
****@*****.pt
http://www.*****.pt
 
 
 
—– Original Message —–
Sent: Monday, February 26, 2007 11:58 AM
Subject: [COMERCIAL #BDK-685910]: ABUSO – conteúdodifamatório

*** **

Ex.mos Colegas

Enviamos este email para pedir a vosso colaboração. É esse o sentido do email. A nossa empresa também aloja muitos sítios e não sabemos, nem temos a obrigação de saber os conteúdos que alojam, nem sequer fiscalizar esses conteúdos.

A vossa empresa está a alojar um sítio, que publicou conteúdo que constitui uma ofensa grave ao bom nome da nossa empresa e das pessoas que aqui trabalham. É uma acusação injusta e baseada em factos falsos.

O texto foi publicado neste blog:

https://cedilha.net/apdeites3/?p=358

A conta de alojamento da pessoa a que se refere o texto estava a utilizar um plugin que afectou gravemente a estabilidade do servidor. O alojamento foi suspenso, com intenção de cancelamento do alojamento, com reembolso dos 3 dias que faltavam para o fim do alojamento. Após convesa telefónica com o cliente, o alojamento foi reactivado com a condição expressa que o plugin seria desactivado e não seria reactivado.

O cliente, após reactivação do alojamento, decorridas 1 ou 2 horas, reactivou novamente o plugin, que causou instabilidade no servidor, com downtime. O próprio autor do plugin mudou de host 3 vezes, nos últimos dias. O alojamento foi suspenso definitivamente.

Solicito que
peçam ao vosso cliente a remoção desse conteúdo, que constitui um ilícito criminal. A publicação desse conteúdo é grave e poderá acarretar para o responsável do sítio consequências graves.

Peço a vossa colaboração e compreensão. Não temos por hábito cancelar alojamentos. Desde 2002, cancelamos talvez 3 ou 4 alojamentos. Aquilo que pedimos é uma questão de cumprimento da lei. E, hoje aconteceu à nossa empresa, amanhã poderá acontecer o mesmo à vossa empresa.

Solicito ainda, nos termos de regulamentação do ICANN, que coloquem informação no whois do domínio que permita identificar o respectivo titular, dado que vamos apresentar queixa crime contra o autor do blog.

Registrant:
cedilha.net
*. *******, ** – ******* *
S. Domingos de Rana, PT 2785-698
PT

Domain name: CEDILHA.NET

Poderá ainda informar o vosso cliente que, caso apresente um pedido de desculpas, no prazo de 12 horas, pessoalmente, através do telefone *********, explicaremos ao vosso cliente a nossa versão dos factos e não apresentaremos queixa crime contra ele.

Cumprimentos

Rui Soares
Nota: o autor do Apdeites substituiu por asteriscos, na transcrição deste e-mail, aqueles elementos que – segundo o seu próprio critério – poderiam ser indevidamente utilizados por terceiros.

Resposta por e-mail do autor do Apdeites

Sent: Monday, February 26, 2007 3:44 PM
Subject: Re: [COMERCIAL #BDK-685910]: ABUSO – conteúdodifamatório

Exmos. Senhores,
 
Longe de mim, evidentemente, a ideia de causar qualquer tipo de problemas à *****. No entanto, acho ser meu dever esclarecer o seguinte, quanto a este (surpreendente) caso.
 
1. A situação foi-me comunicada pelo Sr. Orlando Braga, detentor do site Letras Com Garfos, que tinha por endereço virtual http://letrascomgarfos.net/blog/ e que está agora em http://espectivas.wordpress.com/.
2. Foi esta mesma pessoa quem permitiu, há não muito tempo, quando eu próprio tive um problema com o meu antigo “host”, que publicasse no seu espaço um texto com aquilo que se me oferecia dizer sobre o que se estava a passar com o meu domínio (cedilha.com).
3. Aquilo que fiz, em jeito de retribuição de um favor, foi reproduzir um “post” do Sr. Orlando Braga no meu blog. De facto, não investiguei a fundo o assunto, limitando-me a – sem qualquer má intenção, como é óbvio – transcrever literalmente algo que o autor estava na prática impedido de publicar, já que o seu domínio virtual estava suspenso.
4. O conteúdo do mesmo “post” foi parcialmente reproduzido também num blog, e o assunto mencionado em alguns outros sítios, nomeadamente no blog Do Portugal Profundo. Isto não é delação, é simples constatação de factos, que podem ser confirmados através de qualquer motor de busca.
5. Não me parece que seja função de uma Empresa de “web hosting” o aconselhamento moral ou a orientação educacional dos seus clientes. Além disso, sinceramente, já não tenho sequer idade para receber esse tipo de aconselhamentos ou orientações seja de quem for. 
 
Nesta conformidade, solicito à *****, utilizando a mesma via pela qual fui contactado, que transmita à Empresa Hosting Comercial que colocarei de imediato – na mesma página e com iguais destaque e dimensões – qualquer texto que a mesma entenda por bem publicar, com a sua própria versão dos factos. Não analisarei ou sequer comentarei as razões aduzidas por aquela Empresa, da mesma forma que o não fiz com as de Orlando Braga pela simples razão de que não detenho quaisquer competências ou responsabilidades no assunto, limitando-me a publicar aquilo que obedece aos meus próprios critérios de interesse – nos termos legais, nomeadamente os direitos à liberdade de expressão e de opinião que a Constituição da República Portuguesa confere a todos os cidadãos nacionais.
 
Quanto à *****, espero que possamos prosseguir uma relação profícua e educada, entre cliente e fornecedor de serviços, sempre tendo em atenção o respeito devido a ambas as partes.
 
Melhores cumprimentos.
 
João Pedro Graça

Nota: o autor do Apdeites substituiu por asteriscos, na transcrição deste e-mail, aqueles elementos que – segundo o seu próprio critério – poderiam vir a ser indevidamente utilizados por terceiros.

Esclarecimentos do autor do Apdeites
Até ao momento em que este “post” é publicado, não recebemos qualquer resposta da Empresa HostingPortugal. Quando ou no caso de tal ocorrer, publicaremos de imediato essa resposta, conforme a predisposição expressa.

O Apdeites é um serviço público prestado voluntariamente. Na opinião de quem executa esse serviço, aquilo que ocorre com o Apdeites ou que, de alguma forma, condiciona ou pode pôr em causa a própria existência do mesmo, diz respeito não apenas ao autor mas também a todos os visitantes e utilizadores do referido serviço. Além disso, as situações que, por analogia ou por qualquer outro motivo, possam servir de alerta, aviso, ajuda à colectividade de produtores de conteúdos virtuais, fazem parte integrante daquilo que é o objecto principal deste serviço: informar, esclarecer, fornecer actualizações (updates/apdeites) de tudo aquilo que interessa ou pode vir a interessar aos elementos da comunidade virtual que é a “blogosfera”.

Reproduzi um texto, retribuindo um favor, sim, mas o mesmo faria provavelmente – bastaria ter conhecimento do caso – sem favor algum. Qual é o “delito”? Onde está a “má-fé” de dar voz a quem a não tem? De que me deveria eu “desculpar”, num “prazo de 12 horas”? Desde quando a reprodução (autorizada) de matéria alheia – sem linguagem obscena, ou insultos pessoais, ou apelo à violência, ou apologia de actividades ilícitas – pode constituir crime?

Se alguém entender que o autor do texto que reproduzi não tem razão naquilo que diz, o Apdeites publicará o ou os desmentidos que o ou os visados pretenderem. Aliás, a publicação do email da Empresa em causa – email esse que não me foi sequer endereçado – constitui o único conteúdo, que se pode considerar como contraditório nesta matéria, do qual tenho ou tive até hoje conhecimento. Como se vê, aí está – publicado na mesma página e com iguais dimensões e destaque.

Não me deixarei intimidar. Nem com ameaças veladas, nem com ameaças expressas, com prazo ou sem prazo. Venham elas de onde e de quem vierem.

João Pedro Graça

Letras Com Garfos 2

Acontece em Portugal o impensável: a quebra contratual, sem aviso prévio e alegando razões de gestão privada de negócio.

A HostingPortugal acaba de cancelar o contrato que tinha comigo no alojamento do site Letras Com Garfos, baseando a sua decisão em argumentos e critérios de gestão interna da Empresa, a que eu, como cliente, sou totalmente alheio.

Durante um ano, nunca a Webvila (ou HostingPortugal, sita em Loures [Sacavém]) se referiu a qualquer inconveniência em alojar o site http://letrascomgarfos.net. Nunca recebi qualquer informação sobre utilização indevida dos recursos disponibilizados.

Entretanto, a Webvila faz um contrato com o Estado (com escolas) que ocupa a carga daquilo a que chama de “servidor” disponível, e trata de cancelar unilateralmente contratos assumidos com privados, como é o meu caso.

No novo Host provider, colocarei um subdomínio

http://hostingportugal.letrascomgarfos.net

em que será disponibilizada informação detalhada sobre a quebra de contrato sem aviso prévio e por razões endógenas e não previstas por parte da Webvila.

Traduzindo em palavras correntes: A Webvila assina contratos de prestação de serviços, dos quais se desvincula airosa e unilateralmente, ao sabor dos seus critérios de gestão do negócio, prejudicando os clientes que, em boa-fé, com esta empresa (Webvila) os assinaram. Deixa os clientes “na mão” por questões relacionadas com a gestão de recursos do servidor decorrentes da ampliação da sua rede de clientes.

A Webvila quebra contratos com a mesma facilidade com que os assina: de ânimo leve.
Estamos perante gente desonesta, que é urgente desmascarar, evitando que os cidadãos mais incautos sejam vigarizados como eu fui.

Orlando Braga



Nota: este post é uma reprodução daquele que foi colocado pelo autor do site Letras Com Garfos no seu blog alternativo “per-espectivas”. O que aparece, neste momento, no endereço do Letras Com Garfos é ISTO.
O Apdeites, evidentemente, está à disposição para o que for preciso.

Diga NÃO ao genocídio linguístico

Assine e Divulgue a Petição Contra a Implementação da Experiência Pedagógica TLEBS em http://www.ipetitions.com/petition/contratlebs/tlebs.html

Depois de nos termos associado a uma causa justa, assinando e divulgando um manifesto internacional contra a condenação à morte de uma jovem iraniana, associamo-nos agora a outra petição, visando esta salvar a vida da Gramática portuguesa.

E se, quanto à primeira iniciativa, a mobilização dos cidadãos parece já ter dado resultados satisfatórios, quanto a esta outra também não deveremos fazer a coisa por menos, até porque se trata não apenas de resgatar a nossa Gramática a um futuro funesto, como ainda de impedir que venha a ocorrer um verdadeiro genocídio linguístico, à escala mundial; é necessário que se impeça o extermínio selectivo de todos os dicionários, enciclopédias, prontuários e restantes auxiliares técnicos que existem nos países lusófonos e em todos os países onde se estuda, se escreve ou simplesmente se conversa em Português.

Além disso, e como se diz, muito clara e adequadamente, nas alegações finais desta petição, exigimos do Estado português o fim das experiências pedagógicas não autorizadas em crianças (alínea c).

Nós somos declarada e inequivocamente contra qualquer espécie de violência, em especial quando esta é absolutamente gratuita e arrogantemente imposta a inocentes, menores de idade ou, de uma forma abrangente, aos mais fracos e indefesos.

Assim, se ainda o não fez, click aqui e assine a petição. Contribua com o seu nome para impedir a proliferação desta verdadeira arma de destruição maciça, vulgarmente conhecida por TLEBS, que por aí paira ameaçadoramente sobre a inteligência e a cultura de 200 milhões de seres-humanos.

(A imagem do início deste post foi copiada, “label” incluído, do blog Revista Atlântico, que publicou também um artigo sobre o assunto.)

Tampinhas, a sério

projecto Tampinhas

O post inicial sobre o projecto Tampinhas levantou certas dúvidas que obrigaram a algum trabalho de investigação. Essas dúvidas resultaram do facto de o site principal da Associação Tampa Amiga estar sistematicamente inacessível; além disso, o site “antigo” da mesma organização, apesar de activo não tem qualquer actualização posterior ao ano de 2005; e, ainda por cima, o número de telefone mencionado neste site já não existe.

O que se segue é aquilo que foi possível apurar, nomeadamente quanto ao que talvez fosse importante ter sido esclarecido em primeiro lugar pelos próprios promotores da iniciativa.

A começar pela génese do projecto. Num tempo em que “ninguém dá nada a ninguém” ou, como diz João César das Neves, “não há almoços grátis”, as pessoas questionam-se: mas afinal, quem é que ganha com isto das tampinhas?

A resposta é simples: ganham as pessoas que recebem o material ortopédico e ganha a empresa que as oferece em troca das tampinhas, porque o material de que elas são feitas tem alto valor para reciclagem.

De facto, as tampas das garrafas de plástico são, ao contrário destas, feitas com um material específico, o polipropileno, quando os recipientes são feitos com Poli Tereftalato de Etila (PET); a vantagem adicional para as empresas de reciclagem (ValorSul 219535900, AmarSul 212139600) é que o material entregue (as tampinhas) é uniforme, integralmente constituído por um só material, dispensando assim a triagem, separação ou escolha prévias.

A mecânica do projecto Tampinhas é absolutamente transparente, em todos os aspectos: as tampas são recolhidas e, portanto, separadas dos restantes lixos domésticos na origem, depois transportadas e armazenadas em centros de recolha e, por fim, entregues a uma empresa de reciclagem; esta recebe o material que irá processar e paga-o, não em dinheiro vivo mas em material ortopédico de valor equivalente; esse material é entregue à organização do projecto, a Associação Tampa Amiga, que se encarrega da respectiva distribuição.

E como é feita a distribuição dos meios ortopédicos por quem deles necessita?

Segundo aquilo que foi possível apurar, a Associação Tampa Amiga não recebe pedidos de material ortopédico directamente; este deve ser solicitado através de instituições habilitadas (presumivelmente, a Santa Casa da Misericórdia e outras instituições de solidariedade social), que seleccionarão os pedidos (segundo os seus próprios critérios) e os canalizarão para a organização, cabendo a esta listar esses pedidos por ordem cronológica de chegada; sempre que seja recolhida a tonelagem de tampinhas correspondente ao custo do material ortopédico no topo da lista, este será entregue à instituição requerente, a qual, por sua vez, o entregará a quem fez o pedido.

Outra questão que poderá surgir, mais a título de curiosidade mas cuja resposta não se encontra em nenhum suporte físico visível, é a seguinte: como surgiu a ideia de trocar tampas de garrafas por cadeiras-de-rodas?

Segundo informação de uma colaboradora da empresa Amarsul, que muito simpaticamente respondeu tanto a esta como a muitas outras questões, quem primeiro teve a ideia, em 2004, foi uma enfermeira do Hospital Garcia de Horta, em Almada. Mesmo desconhecendo em rigor como se terá desenrolado o processo, não será difícil imaginar que rapidamente a iniciativa terá atingido dimensões que nem a própria autora da ideia (e fundadora da Associação) alguma vez poderia imaginar.

Claro que algumas alminhas mais desconfiadas, que existem sempre nestas coisas, poderão talvez questionar-se sobre o que ganhará ela própria, essa Senhora Enfermeira, ou a própria Associação, com semelhante iniciativa. Pois bem, não faço a mais pequena ideia; presumo que absolutamente nada, mas isso sou eu a presumir, que é um mau hábito meu. Já agora, e para o caso de alguma das anteriormente referidas alminhas se estar interrogando sobre aquilo que poderá ganhar o Apdeites com isto, com esta mania de aborrecer as pessoas com iniciativas meritórias, pois bem, manda a discrição que me abstenha de comentar sequer.

O que é preciso é tampinhas, não conversa. De conversa já chega, por isso…

venham de lá essas tampas!

P.S.: pede-se, a quem por acaso tiver uma balança de precisão (com sensibilidade inferior a um grama), o favor de pesar umas quantas tampinhas, de diversos modelos, e que nos indique o peso médio por tampa. Gostaríamos de fazer umas contas com esses dados como, por exemplo, quantas são necessárias para perfazer uma tonelada e que espaço (cubicagem) é necessário em função da quantidade.

Um nome, dois destinos

“My message to the people of the world is that outside of this prison is also a prison.”
Nazanin Fatehi

Nazanin Fatehi
Nazanin Fatehi, uma jovem iraniana, foi atacada por um grupo de homens que a tentaram violar; ela defendeu-se como pôde e, no meio da luta, esfaqueou um dos agressores, que veio a morrer num hospital de Teerão; a jovem dirigiu-se a uma esquadra de polícia para participar a ocorrência; ficou imediatamente detida e confessou, sob tortura, ter “assassinado” um homem; foi condenada à morte por enforcamento. Aguarda a execução da sentença, que poderá ocorrer a qualquer momento.

Nazanin Afshin-Jam
Nazanin Afshin-Jam, uma jovem iraniana, fugiu ainda criança para o Canadá, aquando da revolução islâmica, e é hoje uma figura pública internacionalmente reconhecida; tomou conhecimento do sucedido com Nazanin Fatehi e decidiu fazer alguma coisa; lançou uma campanha a nível mundial para tentar salvar a vida da sua compatriota homónima; criou um site sobre o assunto e lançou uma petição que já conta com mais de 200.000 signatários.

Falta lá o seu nome, para que o destino de Nazanin Fatehi possa talvez ser diferente.


Existe um documentário que retrata, em 30 minutos, toda a situação.

Conhecimento do caso através do blog Letras Com Garfos.

P.S., 15.01.07 – 12:05 h
Através do “Letras Com Garfos“, chegámos a uma notícia de ontem, publicada pelo diário The Independent, dando conta da suspensão da execução… por insubsistência de fundamentação da pena. A sentença definitiva será proferida em breve.


—– Original Message —–
From: “PetitionOnline” petitions@petitiononline.com
To: “João Pedro Graça” joao.graca@netcabo.pt
Sent: Tuesday, January 09, 2007 12:34 PM
Subject: Signature Confirmation – Save Nazanin – 264815 – Nazanin

Dear João Pedro Graça,
This email message is sent to you from PetitionOnline.com to confirm your signature as “João Pedro Graça” on the online petition: “Save Nazanin” hosted on the web by our free online petition service, at: http://www.PetitionOnline.com/Nazanin/
Your signature on the petition is already complete, and there is no need to reply to this message.
Your signature number for this petition is 264815.
At PetitionOnline.com, we host the petition you’ve signed, but we didn’t create it. If you would like to comment on the petition, or otherwise communicate directly with the petition author, you can contact the author at: Nazanin Afshin-Jam, info@nazanin.ca

É muita tampa! Mas vale a pena.

Pelo facto de terem surgido dúvidas, posteriormente à publicação deste post, quanto à idoneidade ou mesmo à genuinidade desta iniciativa, pede-se encarecidamente a todos os visitantes do Apdeites que saibam qualquer coisa sobre a organização o favor de nos enviarem e-mail com as informações de que disponham: casos de material ortopédico efectivamente entregue, no âmbito da campanha; testemunhos reais de pessoas beneficiadas pelo projecto; contactos recentes, no terreno, com membros da organização e/ou empresas e entidades envolvidas; repercussões (recentes) nos meios de comunicação que possam atestar a efectividade dos objectivos propostos pela organização; quaisquer outros elementos informativos que possam esclarecer ou dissipar dúvidas sobre o assunto.
Adenda, 08.01.07 – 21:45 h
Verifiquei eu mesmo, através de contactos telefónicos, consulta de documentos on-line e cruzamento de informações, que se trata de iniciativa séria, idónea e de provas dadas. Recolhi também algumas indicações acessórias com bastante interesse para explicar o historial, as motivações, as finalidades e a organização do projecto. De tudo isso darei aqui devida conta, assim que possível, em novo “post” sobre as “Tampinhas”.
JPG


[Sobre este assunto, ver sequência e conclusões em post subsequente]

——————-

click para ampliar

Deitadas no lixo não valem nada, mas uns quantos milhares delas valem uma cadeira-de-rodas. É isso que faz a organização www.tampinhas.org/old/(*): promove a iniciativa, gere a recolha e entrega as tampas a uma empresa que paga uma cadeira de rodas (ou outros materiais ortopédicos) por cada tonelada daquele “material”.

Qualquer pessoa, empresa ou organização pode participar. Basta guardar todas as tampas plásticas de sumos, águas, refrigerantes ou iogurtes e entregá-las nos diversos postos de entrega ou nas entidades aderentes, em diversos pontos do país.

Um simples garrafão de água usado pode servir como contentor, em qualquer local; corte o gargalo pela base, para que as tampas maiores entrem facilmente e… não se esqueça da tampinha desse garrafão, para começar; uma caixa de cartão também serve para o efeito. Em cafés e restaurantes, nos bares e refeitórios das empresas, das fábricas e das escolas, ou em qualquer outro tipo de local público, será conveniente imprimir a imagem acima (ampliada) e colá-la no recipiente que utilizar para a recolha.

Se quiser promover a campanha no seu blog, pode utilizar a imagem reduzida(**) com link para o site www.tampinhas.org/old/.

1 tonelada de tampinhas = 1 cadeira-de-rodas!

Para copiar esta imagem, utilize o código seguinte:

(*) No momento em que este post foi redigido, o endereço http://www.tampinhas.org/ estava indisponível; por isso, optámos pelo endereço (subdomínio) activo.

(**) A imagem foi retirada, tratada e reduzida a partir do original em www.tampinhas.org/old/imagens/cartaz.jpg, e está alojada em Apdeites; somos totalmente alheios a esta iniciativa, pelo que nos limitámos a divulgá-la da forma que nos pareceu ser a mais adequada, e apenas na estrita medida das nossas possibilidades.

Apelo

—– Original Message —–
Sent: Thursday, December 21, 2006 8:55 PM
Subject: Fw: SOS GRANDE REPORTAGEM

CarÍSSIMOS
 
Quem estiver interessado agradecemos o favor de contactar a Rarissimas.
 
Rarissimas – Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras
Rua Cidade de Rabat, 34, 3º Dtº
Alto dos Moinhos
1500-163 LISBOA
Tel: 217956205/969657445
web: www.rarissimas.pt
e-mail: info@rarissimas.pt
blog: rarissimas.blogs.sapo.pt
 


Exmos Senhores,
 
O meu nome é Alexandra Borges e sou jornalista da TVI.
Pertenço ao grupo de grande reportagem e investigação.
Gostaría de poder contar com a vossa ajuda para me colocarem em contacto com pais que, apesar de terem feito um diagnóstico pré-natal e de os médicos lhes terem colocado a hipotese do aborto, tenham optado por ter a criança.
O depoimento desses pais visará integrar uma grande reportagem para o Jornal Nacional da TVI que estou a preparar.
Obrigada e bem haja.
Alex

Nota: esta mensagem foi aqui transcrita exactamente como recebida por e-mail, proveniente do site Raríssimas.

Lápis azul? Não, obrigado. Fita azul.

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Temos o direito de escrever ou produzir materiais sobre a nossa própria profissão.
Temos o direito de acesso sem restrições aos meios de informação de âmbito público.
Conheça os seus direitos e prepare-se para os defender.

EFF (Fundação “Fronteira Electrónica”)

Espalhar a palavra

O Apdeites tem a honra e o prazer de se associar à iniciativa do site irrepressible.info: publicar sistematicamente matérias que foram ou estão a ser censuradas, por esse mundo virtual fora.

A partir de agora, cada “post” terá a sua notícia – silenciada algures, por alguém, por algum motivo.

Se quiser colaborar, no seu site ou no seu blog, é muito simples: basta copiar e colar um pequeno “javascript”, no local do “template” onde pretende que as notícias apareçam; estas serão sempre diferentes, a cada “reload” da página ou em cada um dos quadros (no caso de colocar mais de um em simultâneo), e poderão surgir em qualquer Língua ou grafia, do Inglês ao Russo, passando pelo Árabe ou pelo Chinês.

Para escolher o modelo/tamanho do seu quadro de notícias, e para copiar o código(*), consulte a página respectiva do irrepressible.info.

O aspecto final poderá ser o daquele(s) que vê na coluna à esquerda.

O código é este:



(*) Para fins de compatibilidade, foi introduzida uma pequena alteração no código original; utilize aquela que preferir.

Irrepreensível(*): adj 1) Que não dá margem a repreensão ou censura; 2) Não passível de repressão ou controlo

irrepressible.info

Irrepressible
Adj. 1) Impossible to repress or control.
Chat rooms monitored. Blogs deleted. Websites blocked. Search engines restricted. People imprisoned for simply posting and sharing information.
The Internet is a new frontier in the struggle for human rights. Governments – with the help of some of the biggest IT companies in the world – are cracking down on freedom of expression.
Amnesty International, with the support of The Observer UK newspaper, is launching a campaign to show that online or offline the human voice and human rights are impossible to repress.

Sign our pledge on Internet freedom
I believe the Internet should be a force for political freedom, not repression. People have the right to seek and receive information and to express their peaceful beliefs online without fear or interference.
I call on governments to stop the unwarranted restriction of freedom of expression on the Internet – and on companies to stop helping them do it.

About this Pledge
In November 2006, governments and companies from all over the world will attend a UN conference to discuss the future of the Internet. You can help us send a clear message to them that people everywhere believe the Internet should be a force for political freedom, not repression.
We will present the total number at the conference. The more people who sign up, the louder our voice.
Please read and sign our pledge
http://irrepressible.info/

Amnistia Internacional


Irreprimível
Adj., 2g. 1) Que não se pode reprimir.
“Chat rooms” vigiadas. Blogs apagados. Sites com acesso bloqueado. Restrições a motores de busca. Pessoas encarceradas apenas por escrever ou trocar informações.
A Internet é uma nova fronteira na luta pelos direitos humanos. Existem Governos que – com a ajuda de algumas das maiores empresas na área das novas tecnologias, a nível mundial – estão a “cair em cima” da liberdade de expressão.
A Amnistia Internacional, com o apoio do jornal The Observer UK, lançou uma campanha para demonstrar como é impossível reprimir a voz das pessoas e os direitos humanos, tanto online como offline.

Assine a nossa petição pela liberdade na Internet
Estou convicto de que a Internet deve ser uma força de liberdade política, não de repressão. As pessoas têm o direito de procurar e de receber informação, e de pacificamente expressar as suas convicções na Internet, sem receio e sem interferências.
Apelo aos governantes no sentido de que acabem com a restrição injustificada da liberdade de expressão na Internet, e às empresas para que deixem de ajudar os governos a fazê-lo.

Acerca desta petição
Em Novembro de 2006, reunir-se-ão governantes e representantes de empresas de todo o mundo, numa conferência em Nova Iorque, onde será discutido o futuro da Internet; ajude-nos a enviar-lhes uma mensagem clara, significando que existe gente por todo o lado que acredita ser a Internet um espaço de liberdade política e não de repressão.
Apresentaremos o número total (de adesões) naquela conferência. Quanto mais pessoas assinarem, mais alto se fará ouvir a nossa voz.
Por favor, leia e assine a nossa petição em http://irrepressible.info/.
(Tradução de Apdeites)

(*) Sobre a tradução de “irrepressible”, no título, é favor ler os comentários a este post.