Um erro infantil

RegRunUm dos maiores perigos para quem anda “nisto” dos computadores é o excesso de confiança. Uma pequena distracção e pronto, está tudo lixado.

Para um tipo com mais de 20 anos “disto”, abrir um link sem olhar para o rodapé do écrã é um erro tão estúpido quanto imperdoável; aceitar uma actualização sem primeiro ver o código ou a proveniência, bem, isso então só à estalada, como diz a outra.

Foram portanto dois erros seguidos, fatais, que aqui o vosso amigo cometeu ontem: um muito inocente e-mail da CNN com alertas de notícias recentes; nada de mais normal; recebo disso quase todos os dias, também da RTP, do Expresso, do Canal História, etc.; uns por assinatura, outros não.

Claro que aquela porcaria era tanto da CNN como eu sou adepto do FêCêPê; assim que entrei na página (alojada algures na China, claro) já o mal estava feito, mas ainda fiz pior, aceitei a instalação de um “patch” do Adobe Flash Player.

Raios. Como dizia o eloquentíssimo Capitão Haddock, com cem mil milhões de macacos! Sacripantas! Ectoplasmas! Emplastros! Sapos do deserto! Vendedores de tapetes!

Ou seja, cá estive umas horas a rezar-lhes pela pele, a esses nojentos “criadores” de vírus, e durante esse tempo todo é claro que estive também entretido a minimizar os estragos, com a preciosa ajuda do RegRun Reanimator. A porcaria do Norton IS detectou o vírus, mas não o bloqueou na origem, deixou-o autoinstalar-se e começar a tomar conta do sistema; e pago eu 9 contos por ano (45 €) por aquele tremendo barrete!

Mas enfim, isso será outra história, quando terminar a licença deste ano, terei a oportunidade de relatar aqui a minha experiência (péssima) com o “maravilhoso” Norton (anti virus & internet security).

Esta minha tremenda “distracção” tem uma atenuante – ou agravante, depende da perspectiva -, a qual consiste em estar eu a falar ao telefone, com a mão esquerda, enquanto a direita manobrava o “rato”; não olhei para o link, pronto, acabou-se.

O presente que me tocou foi o cbevtsvc.exe (+ info), uma “maravilhosa” invenção dos biltres cibernéticos, geeks de meia-tijela, cujas funções e aspirações se resumem a lixar o sistema e a paciência de qualquer pessoa: entre outras belas coisinhas, começa por dar cabo do desktop, eliminando mesmo o directório de “temas” (wallpapers, screen savers), e depois começa a tentar ligar-se a um servidor remoto; felizmente, vá lá, ao menos isso o NAV conseguiu barrar. Mas a acção deste “troiano” em particular não se fica por aí; é necessário eliminá-lo imediatamente, não fazendo mais nada com o computador entretanto; quando não, uma das acções seguintes será o dito, sacana, malvado troiano desatar a reproduzir-se… no nosso aparelho, nos outros da rede local e até em aparelhos remotos, por vias diversas.

Aquilo infecta o Registry com diversas entradas, introduz-se nas rotinas de arranque do sistema e não deixa apagar manualmente os ficheiros que grava, dos quais pelo menos três ficam visíveis. Isto entre muitas outras mafeitorias, como é evidente, se lhe dermos tempo de “vida” suficiente.

Em casa de ferreiro, espeto de pau. Está visto.

São apenas duas as regras de ouro, que aqui o vosso amigo desta vez não cumpriu, no que diz respeito a evitar vírus por e-mail:

1. Nunca abrir um link de texto ou imagem sem olhar para o rodapé (status line) e verificar o endereço real desse link. Aproxime o “rato” do link (sem click nenhum, é claro) e verá aparecer o endereço no rodapé.
2. Nunca aceitar a instalação online de qualquer programa, “patch” (remendo), versão, plugin ou similar, seja do que for, de onde e de quando for, sem ter a certeza absoluta da sua necessidade, utilidade, genuinidade e fiabilidade. Se tiver a mais ínfima dúvida ou suspeita, não deixe instalar coisa nenhuma.

E nunca por nunca atenda uma chamada enquanto abre e-mails! Ou, talvez de forma mais simpática, nunca abra e-mails enquanto atende uma chamada!

OK. Eu agora vou ali um instante espetar umas chapadas em mim próprio. Com licença.

2 comentários em “Um erro infantil”

  1. Inacreditável. Estaria, talvez, uma pessoa muito interessante na outra ponta da linha telefónica? 😉

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